Intoxicação

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Intoxicação
Classificação e recursos externos
CID-10 F10.f.0-F19.f.0
CID-9 305
MeSH D011041
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A intoxicação consiste em uma série de efeitos sintomáticos produzidos quando uma substância tóxica é ingerida ou entra em contacto com a pele, olhos ou membranas mucosas.

Este símbolo de risco indica que uma determinada substância é tóxica

Praticamente qualquer substância, se ingerida em grandes quantidades, pode ser tóxica. Porém, entre os mais de 12 milhões de produtos químicos conhecidos, menos de 3.000 causam a maior parte das intoxicações. Os idosos e as crianças são particularmente vulneráveis à intoxicação acidental.

Os sintomas de intoxicação dependem do produto, da quantidade ingerida e de certas características físicas da pessoa que o ingeriu. Algumas substâncias não são muito potentes e exigem uma exposição contínua para que ocorram problemas. Outros produtos são mais tóxicos e basta uma gota sobre a pele para causar graves problemas.

O tratamento mais comum para os casos de ingestão acidental de substâncias (benito é o melhor remedio) tóxicas consiste em ministrar grandes doses de carvão activado ao paciente, pois esse produto tem a capacidade de absorver os elementos tóxicos que se encontram em suspensão em seu aparelho digestivo.

Índice

Substâncias tóxicas mais comuns [editar]

Amanita phalloides um dos mais tóxicos fungos conhecidos
Sementes de Mamona (Ricinus comunis), essa parte da planta apresenta elevado grau de toxicidade
Frutos de Beladona (Atropa belladonna). A Ingestão de 5 desses pequenos frutos pode levar a óbito uma pessoa adulta
Aldicarb utilizado ilegalmente para fabricação de rodenticida
A soda cáustica é um dos produtos de uso doméstico mais perigosos
  • Drogas e Medicamentos
    • Qualquer droga ou medicamento, se ingerido em grande quantidade, é potencialmente tóxico.

Plantas Tóxicas [editar]

Veja também Plantas tóxicas.

A instituição norte-americana Food and Drug Administration (FDA) estima a ocorrência de cerca de 1,5 milhões de casos de intoxicações nos Estados Unidos. Dessas ocorrências, cerca de 10% estão relacionadas a ingestão de plantas tóxicas.

Cerca de 70% dos casos de intoxicações com plantas ocorrem em crianças. Na faixa etária que vai dos 0 aos 6 anos são mais comuns os casos relacionados com as plantas cultivadas em vasos dentro das casas. Entre essas plantas, a comigo-ninguém-pode (Dieffenbachia picta- Família Araceae) é a campeã em ocorrências. Essa planta é muito apreciada em várias locais como ornamental. Suas folhas vistosas atraem a atenção das crianças que levam pedaços do vegetal à boca. Dentro das células das folhas e do caule dessa planta encontram-se células especializadas chamadas idioblastos que armazenam uma grande quantidade de pequenos cristais em forma de agulhas. Esses cristais recebem o nome de ráfides e são responsávies por grande parte da toxicidade do vegetal. Quando a criança leva a planta na boca e a mastiga, os idioblastos injetam as ráfides nos lábios e na língua e esôfago da vítima, provocando uma grande irritação mecânica caracterizada por dor intensa e inchaço.

Nos Estados Unidos a comigo-ninguém-pode é conhecida como "dumb-cane" (cana-do-mudo), pois muitos pacientes perdem temporariamente a capacidade da fala devido à obstrução das vias áereas superiores, causada pelo processo inflamatório desencadeado.

Plantas da família Euphorbiaceae como, por exemplo, o pinhão-branco (Jatropha curcas) e a mamona (Ricinus communis), também são grandes causadoras de intoxicações em crianças. Os casos com essas espécies atingem principalmente crianças entre 6 e 12 anos, pois são geralmente encontradas em terrenos baldios, praças e calçadas. As intoxicações ocorrem geralmente pela ingestão das sementes. O pinhão-branco apresenta como princípio ativo substâncias químicas chamadas de ésteres de forbol. Estas substâncias apresentam atividades inflamatórias, causando a irritação e morte das células do sistema gastrointestinal. Os principais sintomas observados são náuseas, vômitos e diarréias. Já a mamona, apresenta como princípio tóxico uma proteína denominada ricina presente nas sementes. A ricina é uma proteína inativadora dos ribossomos, causando a parada da produção de proteínas das células, resultanto em sua morte. Os sintomas de intoxicações pela mamona é caracterizado por dores abdominais intensa acompanhada de diarréias sanguinolentas. Dependendo da gravidade pode causar a morte da pessoa intoxicada.

As intoxicações com adultos também são frequentes. A maioria dos casos estão relacionados ao uso abusivo de plantas de efeitos entorpecentes ou abortivas. A beladona, também conhecida como erva-do-diabo, é bastante utilizada por adolescentes e jovens que buscam a planta com objetivos alucinógenos. As intoxicações com esta planta se dão através da ingestão dos frutos ou do uso do chá preparado com suas folhas, (também conhecido como chá-de-lírio ou chá-do-delírio). A ingestão desse chá causa o entorpecimento da mente, caracterizado por alucinações, podendo causar o coma e a morte do intoxicado. Os princípios tóxicos da planta são alcalóides tropânicos conhecidos como escopolamina e hioscina. Ambos atuam nos receptores da acetilcolina, acarretando efeitos no sistema nervoso.

Outra planta muito utilzada por adultos e que tem causado várias intoxicações, a maioria delas com quadros de coma e óbito, é a buchinha (Luffa operculata). Essa planta é utilizada medicinalmente para o tratamento da sinusite, por meio de infusão. Tem sido responsável por diversos casos graves de hemorragias nasais. Porém, a maioria das intoxicações com essa planta estão relacionadas ao uso da planta como abortivo.

Ver também [editar]

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Ligações externas [editar]