Intoxicação por monóxido de carbono

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Intoxicação por monóxido de carbono
Reconstrução tridimensional da molécula de monóxido de carbono (CO)
Classificação e recursos externos
CID-10 T58
CID-9 986
Star of life caution.svg Aviso médico

Uma intoxicação por monóxido de carbono ocorre após uma inalação suficiente de monóxido de carbono (CO). Este gás tóxico é incolor, inodoro, insípido e de início não irritante, sendo por isso muito difícil às pessoas detetarem a sua presença[1] .

O monóxido de carbono é um produto da combustão incompleta de matéria orgânica devido à falta de fornecimento de oxigénio para permitir uma completa oxidação para dióxido de carbono (CO2). Ocorre tanto em ambiente doméstico como industrial devido a motores antigos e outros mecanismos de combustão, aquecedores e equipamento de cozinha. A exposição a valores de 100 ppm ou superiores pode colocar em risco a vida humana.[2]

Os sintomas de uma ligeira intoxicação por monóxido de carbono incluem desmaio, sensação de confusão, cefaleia, vertigens e outros similares aos da gripe. Exposições longas podem conduzir a uma toxicidade grave no sistema nervoso central e no coração, e mesmo à morte. Na sequência de uma intoxicação aguda, as sequelas são quase sempre permanentes. O monóxido de carbono pode ter efeitos graves no feto quando inalado pelas grávidas. A exposição crónica a baixos níveis de monóxido de carbono pode conduzir à depressão nervosa, confusão e perda da memória. O monóxido de carbono tem sobretudo efeitos negativos nas pessoas ao combinar-se com a hemoglobina para formar carboxihemoglobina (HbCO) no sangue, o que evita a ligação do oxigénio à hemoglobina pela redução da capacidade de transporte de oxigénio pelo sangue. O efeito grave que tal provoca é a hipóxia, e, além disso, supõe-se que a mioglobina e o citocromo c oxidase mitocondrial sejam fortemente afetados. A carboxihemoglobina pode tornar-se de novo em hemoglobina, mas tal processo demora porque o complexo HbCO é bastante estável.

O tratamento de intoxicações por monóxido de carbono consiste sobretudo na administração terapêutica de oxigénio puro ou oxigénio hiperbárico, embora o tratamento ideal não seja consensual.[3] O oxigénio age como um antídoto já que aumenta a remoção de monóxido de carbono na hemoglobina, mas também fornece ao corpo níveis normais de oxigénio. A intoxicação por monóxido de carbono pode ser evitada pela adequada ventilação do ambiente e recorrendo-se a um detetor de monóxido de carbono para verificar se os níveis estão abaixo do nível de risco.

As intoxicações por monóxido de carbono constituem um dos mais comuns tipos de envenenamento fatal em vários países.[4] Têm sido usadas como método de suicídio, normalmente pela inalação propositada dos fumos de queima de lareiras ou fogões, ou fumos de escape de gases da combustão em motores de veículos automóveis.

Os automóveis recentes, mesmo com combustão controlada eletronicamente e dispondo de conversores catalíticos, podem ainda assim produzir níveis de monóxido de carbono potencialmente fatais se a vítima estiver numa garagem ou se a saída de fumos de uma lareira ou fogão estiver obstruída (por exemplo, pela neve) e o gás de escape não possa sair normalmente do espaço em causa.

A intoxicação por monóxido de carbono poderá ainda apresentar-se como provável causa das casas assombradas: sintomas como delírios e alucinações poderão ter levado a que vítimas da intoxicação tenham sido levadas a pensar que tinham visto fantasmas ou a afirmar que a casa se encontra assombrada.ref name="Donnay">Albert Donnay (October 31, 2004). A True Tale Of A Truly Haunted House Ghostvillage.com. Página visitada em 2008-12-16.</ref>


Características[editar | editar código-fonte]

Notas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Ernst A, Zibrak JD. (novembro 1998). "Carbon monoxide poisoning". N. Engl. J. Med. 339: 1603–8. 9828249.
  2. Erro de citação: Tag <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs chamadas Prockop
  3. Buckley NA, Isbister GK, Stokes B, Juurlink DN. (2005). "Hyperbaric oxygen for carbon monoxide poisoning: a systematic review and critical analysis of the evidence". Toxicological Reviews 24 (2): 75–92. DOI:10.2165/00139709-200524020-00002. PMID 16180928.
  4. Omaye ST. (Nov 2002). "Metabolic modulation of carbon monoxide toxicity". Toxicology 180 (2): 139–50. DOI:10.1016/S0300-483X(02)00387-6. PMID 12324190.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Toxicología fundamental (3ª Ed.) de Manuel Repetto, Dr. C e M. Díaz de Santos.
  • Intoxicación por monóxido de carbono de S.Rubio Barbón e M.L. García Fernández. Servicio de Medicina Interna y Servicio de Farmacia hospitalaria (respectivamente). Hospital Comarcal del Narcea. Astúrias.

Meio ambiente``(1ªed)de severino.sicato, Engº

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

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