Intróito

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Intróito
Informação geral
País  Portugal

O quarteto Introito foi formado no final dos anos sessenta a partir de 4 vozes solistas do coro do Orfeão Académico de Lisboa, dirigido pelo maestro Vasco Brederode.

Formou-se um grupo de espirituais negros que cantava harmonizações a 4 vozes de John Work (Steady, Poor me, Everytime I feel the Spirit, Swing low sweet chariot). O objectivo era diversificar os espectáculos do Orfeão.

O quarteto era formado pelo soprano Isabel Pires, contralto Ana Maria Pires, tenor Nuno Gomes dos Santose baixo Luis Pedro Faro.

O nome Intróito saiu dum debate dos membros do grupo com os autores do programa "Zip-Zip" Carlos Cruz, Fialho Gouveia e Raul Solnado e o director musical, Thilo Krasmann, e significava o início de uma intervenção activa por um mundo novo.

No "Zip-Zip" cantaram canções populares harmonizadas por Fernando Lopes Graça e espirituais negros. Aparecem no disco disco da editora Zip-Zip.

O grupo fez uma incursão pela música ligeira participando no programa "Zip-Zip", em 1969, no programa "Curto circuito" em 1970 e nos festivais da canção da RTP de 1970 e 1971, sempre com a preocupação original de cantar “a vozes”.

No Festival RTP da Canção de 1970 cantaram "Verdes Trigais", poema de Fernando Vieira e musica de Fernando Poitier. Cantaram também com o “Nuestro pequeño mondo”, em Madrid, em 1970.

No ano seguinte regressaram ao Festival RTP da Canção com "Palavras Abertas", poema de José Carlos Ary dos Santos e música de Nuno Gomes dos Santos. Ary dos Santos chamava ao Intróito “os meus sabonetes”.

Até Abril de 1974, o Intróito dedicou-se a participar por todo o país na luta pela democratização e contra a guerra colonial, em espectáculos de resistência e de canções de intervenção, com nomes como José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Fausto, Francisco Fanhais, José Jorge Letria, Manuel Freire, Carlos Alberto Moniz e Maria do Amparo, José Manuel Osório, Ana Maria Teodósio, José Barata Moura, Samuel, Carlos Paredes e Fernando Alvim, Pedro Barroso, entre outros.

Participaram no grande espetáculo da canção de intervenção realizado no Coliseu dos Recreios, em 30 de Março de 1974, com José Afonso, perante a impotência da polícia política.

Logo depois do 25 de Abril de 1974, o Intróito participou com todos os cantores de intervenção no grande espectáculo no S.Luiz e, em seguida, por todo o país, em sessões de canto livre e de dinamização cultural.

Não sendo o grupo imune a divergências sobre a orientação da sua intervenção política, Luis Pedro Faro foi substituído por Filipe Gomes dos Santos. Lançaram o seu último em 1974. Um single com os temas "Recado" e "Manuel parte p’ra guerra".

O grupo dissolveu-se em princípios de 1975.

Discografia[editar | editar código-fonte]

Editora Zip-Zip:

• 30.005/S - Verdes Trigais (Fernando Vieira/Fernando Poitier)/Corre Nina (José Carlos Sobral/Pedro Osório) - 1970

• 30.012/S - Palavras Abertas(Ary dos Santos/Nuno Gomes dos Santos)/Há-de Nascer Uma Rosa (Nuno Gomes dos Santos) - 1971

• 10.021/E – Andorra (Ron Grainer)/Just The Other Day (Berry Green/Ron Grainer)/Barcos Velhos (Nuno Gomes dos Santos/Ron Grainer)/Flores Por Pedras (Nuno Gomes dos Santos/Ron Grainer) - 1971

Editora Decca:

• SPN 1749 – Recado (Nuno Gomes dos Santos)/Manuel parte p’ra guerra (Ermelinda Duarte) - 1974