Ipê-branco

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Como ler uma caixa taxonómicaIpê-branco
Ipê-branco florido
Ipê-branco florido
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Magnoliopsida
Família: Bignoniaceae
Género: Tabebuia
Espécie: T. roseoalba
Nome binomial
Tabebuia roseoalba
(Ridl.) Sandwith 1954
Sinónimos

Bignonia roseo-alba Ridl. (basiônimo)
Handroanthus odontodiscus (Bureau & K. Schum.) Mattos
Handroanthus odontodiscus var. violascens (Toledo) Mattos
Handroanthus piutinga (Pilg.) Mattos
Handroanthus roseo-albus (Ridl.) Mattos
Tabebuia odontodiscus (Bureau & K. Schum.) Toledo
Tabebuia odontodiscus var. violascens Toledo
Tabebuia papyrophloios (K. Schum.) Melch.
Tabebuia piutinga (Pilg.) Sandwith
Tecoma mattogrossensis F. Kränzl.
Tecoma odontodiscus Bureau & K. Schum.

Tecoma odontodiscus var. paraguariensis Hassl.

Tecoma papyrophloios K. Schum.

Tecoma piutinga Pilg.

Tecoma schumannii Kraenzl.

Flores do Ipê Branco.

Ipê-branco (Tabebuia roseoalba) é uma árvore brasileira, descrita inicialmente em 1890 como Bignonia roseo-alba.

Seus nomes, tanto científico quanto popular, vêm do tupi-guarani: ipê significa "árvore de casca grossa" e tabebuia é "pau" ou "madeira que flutua".

É uma árvore usada como ornamental, nativa do cerrado e pantanal brasileiros.

É conhecida como planta do mel no Brasil e Argentina.

Índice

[editar] Características morfológicas

Alcança de 7 a 16 metros de altura, com tronco medindo de 40 até 50 cm de diâmetro.

Dotado de copa alongada, possui um tronco ereto medindo de 40 a 50 cm de diâmetro, com casca suberosa e superficialmente fissurada.

Possui folhas compostas trifolioladas.

[editar] Ocorrência

Ocorre nas florestas estacionais semi-deciduais e matas semi-decíduas, na Bolívia, Brasil (Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Fernando de Noronha, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro e norte de São Paulo), Paraguai, Peru e Colômbia.

[editar] Fenologia

Floresce principalmente durante os meses de agosto-outubro com a planta totalmente despida da folhagem. Os frutos costumam amadurecer a partir do mês de outubro.

Trata-se de um tipo de ipê muito apreciado por sua beleza e exuberância, ficando totalmente branco durante um período muito curto, pois sua floração não dura mais do que dois dias (em geral, por volta do mês de agosto). Às vezes repete a floração por volta de setembro, porém com menor intensidade.

[editar] Ecologia

O ipê-branco é uma planta decídua, heliófita e seletiva xerófila, característica de afloramentos rochosos e calcários da floresta semi-decídua. Ocorre tanto no interior da mata primária como nas formações secundárias.

[editar] Obtenção das sementes

É aconselhável colher os frutos diretamente da árvore quando iniciarem a abertura espontânea. Em seguida, deixá-los ao sol para completarem a abertura e liberação das sementes. Um quilograma contém aproximadamente 71.000 sementes.

[editar] Usos

A madeira é moderadamente pesada, macia com superfície lustrosa, de ótima durabilidade que pode ser usada na construção civil, principalmente para acabamentos internos.

A árvore é extremamente ornamental, não somente pelo exuberante florescimento que pode ocorrer mais de uma vez por ano, mas também pela folhagem densa de cor verde azulada e forma piramidal da copa. É considerada ótima para o paisagismo em geral, já sendo amplamente utilizada para este fim, além de ser particularmente útil para a arborização de ruas e avenidas, dado ao seu porte não muito grande.

Em função de sua adaptação a terrenos secos e pedregosos, é muito útil para reflorestamentos nesse tipo de ambiente, destinados a recomposição da vegetação arbórea.

[editar] Fontes

[editar] Ligações externas

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