Irajá Damiani Pinto

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Irajá Damiani Pinto
Paleontologia e Geologia
Nacionalidade Brasil
Residência Brasil
Nascimento 3 de Julho de 1919
Local Porto Alegre
Morte 21 de junho de 2014
Local Porto Alegre
Atividade
Campo(s) Paleontologia e Geologia
Instituições Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Irajá Damiani Pinto, nasceu na cidade de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil, em 3 de julho de 1919, falecendo em 21 de junho de 2014, ainda como professor na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. [1]

Formação e carreira[editar | editar código-fonte]

Ingressou na então Universidade de Porto Alegre no curso de História Natural, na Faculdade de Filosofia, graduando-se em 1944 e licenciando-se no ano seguinte no mesmo curso. Foi contratado pela universidade, ainda cursando, com auxiliar de ensino e em 1945, ainda na licenciatura, foi contratado como assistente nas cadeiras de Geologia e Paleontologia. Foi também neste ano que participou de sua primeira excursão científica, orientada e chefiada por Llewelyn Ivor Price, um dos primeiros paleontólogos brasileiros. Ainda em 1945 estagiou no DNPM, no Rio de Janeiro e com recursos emprestados por seu avô, Irajá começou a formação da biblioteca de Geologia e Paleontologia da universidade, comprando em antiquários livros e revistas para a coleção. [1]

No ano seguinte, assumiu a disciplina de Paleontologia da mesma universidade e se tornou professor adjunto no Colégio Estadial Júlio Castilhos. Por falta de reconhecimento de suas atividades na área das Ciências Naturais, professor Irajá prestou vestibular para o curso de Medicina em 1952, mas no ano seguinte recebeu uma bolsa da Universidade de São Paulo pelo professor Paulo Sawaya, admirador de sua pesquisa e trabalhos em Paleontologia. [1]

Fez seu doutorado na Universidade de São Paulo, contando com a colaboração dos professores do Curso de História Natural, em especial de Josué Camargo Mendes e Viktor Leinz. Ainda em 1953, organizou o Instituto de Ciências Naturais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, sendo seu diretor até 1957. Com a visita de Harry Miller, da Rockefeller Foundation, conseguiu fundos para os setores de Genética, Paleontologia e Botânica, melhorando as condições de trabalho destes departamentos e melhorando equipamentos e biblioteca. Convidado pela Petrobrás em 1956, organizou o primeiro curso de formação de geólogos de petróleo na Bahia. Ao retornar para Porto Alegre, foi convidado para organizar o curso de Geologia, que teria sua primeira turma naquele ano, transformando-a na primeira escola da área no país, reconhecida pelo Ministério da Educação, sendo seu diretor durante 11 anos. Em 1968 implantou o curso de Pós-graduação em Geociências, nas modalidades de mestrado e doutorado, tendo criado também as primeiras revistas da UFRGS na área das Ciências Naturais, permitindo grande intercâmbio internacional e vinda de material publicado por pesquisadores estrangeiros. [1]

Foi o responsável pela organização e direção do Centro de Investigação do Gondwana, órgão auxiliar do Instituto de Geociências da UFRGS. Foi eleito presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul, em 1974, sendo reeleito duas vezes. Deixou o cargo 9 anos depois para se dedicar à pesquisa e ao CECLIMAR, Centro de Estudos Costeiros Limnológicos e Marinhos cuja direção exerceu por 11 anos. [1]

Foi Presidente da Sociedade Brasileira de Geologia em 1968/1969 e 1978/1979, membro e coordenador da Comissão de Geologia do CNPq, tendo recebido as medalhas José Bonifácio de Andrada e Silva, Llewelyn Ivor Price e Silvio Torres, entre outros prêmios e homenagens especiais de pesquisadores estrangeiros. Suas pesquisas resultaram em 37 trabalhos sobre insetos fósseis, 22 sobre ostracodes recentes e fósseis e 22 trabalhos com grupos fósseis tais como filópodes, malacostráceos, corais, escolecodontes, ictiodontes e arachnida. Formou 22 mestres, 8 doutores e em 1990 recebeu o título de Professor Emérito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. [1]

Foi Presidente da Sociedade Brasileira de Geologia em 1968/1969 e 1978/1979. Foi Membro e Coordenador da Comissão de Geologia do CNPq. Além das Medalhas José Bonifácio de Andrada e Silva, Llewelyn Ivor Price e Silvio Torres, recebeu outras de municípios gaúchos e homenagens especiais de cientistas estrangeiros que lhe dedicaram espécies novas de ostracode, o Dr. Karl Krömmelbein da Kiel Universität; de conchostráceo o Professor Emérito Paul Tasch da Wickita State University; a Dra. Laurence Beltán do Museum d'Histoire Naturelle de Paris, bem como de pesquisadores nacionais. Como Professor Universitário, suas pesquisas resultaram em 37 trabalhos sobre insetos fósseis, 22 sobre ostracodes recentes e fósseis e 28 com fósseis de grupos tais como: filópodes, malacostráceos, corais, escolecodontes, ictiodontes e arachnida. Nestes grupos foram orientados, além de uma série de pesquisadores de várias universidades, 22 mestres e 8 doutores.[1] Em 1990 recebeu o título de Professor Emérito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.


Títulos[editar | editar código-fonte]

  • Bacharel (História natural) - Faculdade de Filosofia - Universidade de Porto Alegre - 1944.
  • Auxiliar de ensino - Faculdade de Filosofia - Universidade de Porto Alegre - 1944.
  • Licenciado (História natural) - Faculdade de Filosofia - Universidade de Porto Alegre - 1945.
  • Professor assistente de regência (Paleontologia) - Faculdade de Filosofia - Universidade de Porto Alegre - 1945.
  • Professor assistente - Escola de Engenharia - Universidade de Porto Alegre - 1945.
  • Primeiro regente da cadeira de Paleontologia - Faculdade de Filosofia - Universidade Católica do Rio Grande do Sul - 1946/1952.
  • Professor auxiliar - Faculdade de Filosofia - 1948/1950.
  • Professor catedrático (Geologia e Paleontologia) - Faculdade de Filosofia - Universidade do Rio Grande do Sul - 1950/1968.
  • Professor (Paleontologia geral e Paleontologia superior) - Escola de Geologia - Universidade do Rio Grande do Sul - 1958/1963.
  • Doutor (Geologia) - USP - 1972.
  • Professor emérito - Universidade Federal do Rio Grande do Sul - 1990.

Referências[editar | editar código-fonte]

  • Academia Brasileira de Ciências
  • Livro: Os Fascinantes Caminhos da Paleontologia. Autor : Antônio Isaia. Comentários : Conta as historia dos paleontólogos de Santa Maria e região. 60 páginas. Editora Pallotti.
  • Livro: "Cronologia Histórica de Santa Maria e do extinto município de São Martinho." 1787-1933. Vol I. Autor: Romeu Beltrão, Editora Pallotti, 1958.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]