Irará

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Município de Irará
Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Aniversário 8 de agosto
Fundação 27 de maio de 1842
Gentílico iraraense
Prefeito(a) Derivaldo Pinto
(2013–2016)
Localização
Localização de Irará
Localização de Irará na Bahia
Irará está localizado em: Brasil
Irará
Localização de Irará no Brasil
12° 03' 00" S 38° 46' 01" O12° 03' 00" S 38° 46' 01" O
Unidade federativa  Bahia
Mesorregião Centro Norte Baiano IBGE/2008 [1]
Microrregião Feira de Santana IBGE/2008 [1]
Região metropolitana Área de Expansão Metropolitana de Feira de Santana
Municípios limítrofes N - Água Fria; S- Coração de Maria; L- Ouriçangas;W- Santanópolis; SE Pedrão
Distância até a capital 128 km
Características geográficas
Área 277,792 km² [2]
População 29 579 hab. IBGE/2013[3]
Densidade 106,48 hab./km²
Altitude 283 m
Clima tropical semi-úmido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,620 médio PNUD/2010 [4]
PIB R$ 112 892,881 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 4 380,62 IBGE/2008[5]
Página oficial

Irará é um município da Área de Expansão Metropolitana de Feira de Santana, no estado da Bahia, no Brasil. Possui população de 29579 habitantes.

História[editar | editar código-fonte]

No século XVI, a região do atual município de Irará fazia parte da sesmaria de Garcia d'Ávila, na Capitania da Baía de Todos os Santos. Suas terras foram exploradas pelos padres jesuítas, que chegaram pelo norte, pelo atual município de Água Fria. Duas correntes favoreceram o desbravamento dessa região: uma na direção oeste, pela serra de Irará (na busca de ouro e pedras preciosas) e outra ao leste, na caça ao gentio. Estas bandeiras deixaram uma igreja na Vila de Bento Simões e um templo no arraial da Caroba. Em meados de 1717, se registram as primeiras explorações das terras no centro do atual município, onde Antônio Homem da Fonseca Correia edificou uma capela sob o orago de Nossa Senhora da Purificação, oferecendo-a a seu filho. Ao lado do templo, foi erguida uma casa de fazenda, dando início ao povoado de Irará, tendo, como primeiros habitantes, os índios paiaiás.

Em 27 de maio de 1842, pela lei Provincial 173, foi criada a Vila da Purificação dos Campos. Em 8 de agosto de 1895 a Vila da Purificação foi elevada a categoria de cidade com o nome de Irará pela lei Estadual nº 100. O nome "Irará" tem origem indígena e significa "nascido da luz do dia". A palavra "Irará" vem de "arará", que é o nome dado à fase alada dos cupins[6] .

Inicialmente, o município tinha uma câmara de vereadores e era administrado pelo seu presidente. A partir de 1890, Irará passou a ser administrado por intendentes, sendo o primeiro Pedro Nogueira Portela até 1893. Entre o período de 1930 a 1947, foi administrada por interventores: Elpídio Nogueira foi o primeiro deles. O município só passou a ser governado por prefeitos a partir de 1948, com a indicação de Elísio dos Reis Santana para assumir o cargo.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Sua população estimada em 2011 era estimada em 28 000 habitantes. Considerando a regionalização do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Irará pertence à Microrregião de Feira de Santana, Mesoregião Centro Norte Baiano. Na regionalização do Estado da Bahia, está inserida na Região Econômica 7 de Paraguaçu e na Região Administrativa de Feira de Santana. O município possui uma área de 271 quilômetros quadrados conforme o Censo de 2000, clima variado úmido subúmido, com solos podzólico vermelho/amarelo, equivalente a Eutrófico e solos Litólicos Eutróficos. O potencial agroclimático tem grau ótimo e bom apresentando aptidão climática para as culturas de coco-da-baía, banana, cana-de-açucar, fumo, mandioca, abacaxi, milho, soja, feijão, amendoim e algodão.

Vegetação[editar | editar código-fonte]

A vegetação predominante é de tabuleiro e caatinga. e vestigios de mata atlantica

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

O município é banhado pelos rios Seco e Parnamirim e é limitado ao norte com Água Fria; ao sul, Coração de Maria; ao leste, Ouriçangas,; ao oeste Santanópolis; ao sudeste, Pedrão.

Como vias de acesso, é ligado à capital do estado pelas rodovias BA-084 via Coração de Maria e BA-504 via Alagoinhas, bem como Irará a Feira de Santana via Santanópolis.

Iraraenses notáveis[editar | editar código-fonte]

Economia[editar | editar código-fonte]

A agricultura é a principal atividade econômica da região.

Turismo[editar | editar código-fonte]

  • Feira da Mandioca - evento de periodicidade anual, no qual é realizado um concurso com as maiores mandiocas. Há também novidades sobre produtos agrícolas, maquinário, beijus e outras receitas com base na mandioca. Órgãos como Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária e Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola também costumam participar do evento, apresentando técnicas agrícolas.
  • Festejos juninos com blocos, destaque para o Bloco Jeguerê com dezesseis anos de tradição e shows na praça principal.
  • Igrejas construídas pelos jesuítas em Bento Simões e Caroba.
  • Mercado municipal.
  • Fonte da nação.
  • Festejos populares que ocorre no dia 02 de fevereiro como Lavagem, festa do Cruzeiro...
  • Gloriosa Filarmônica 25 de Dezembro.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2013. Censo Populacional 2013. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (01 de julho de 2013). Página visitada em 30 de outubro de 2013.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 24 de agosto de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  6. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 156.
  7. [1]
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