Iravan

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Iravan (em sânscrito: इरावान्, Irāvāṇ), também conhecido como Iravat (em sânscrito: इरावत्, Irāvat)[1] e Iravant, é um personagem Hindu do épico Mahabharata. O filho do principe Arjuna (um dos principais heróis de Mahabharata) e Naga princesa Ulupi, Iravan é o Deus central do culto de Kuttantavar— que também é o nome comumente dado a ele neste culto — e tem uma maior participação no culto de Draupadi. Estes dois cultos são originários do Sul da India, de uma região do país onde ele é venerado como uma deidade do vilarejo de Tamil Nadu e é conhecido Aravan (em tâmil: அரவான், Aravāṇ). Ele também é o Deus patrono das conhecidas das comunidades transgenéricas chamadas de Ali (também Aravani no Sul da India, e Hijra Pelo Sul da Ásia).[2]

O Mahabharata descreve Iravan morrendo com uma morte heróica no décimo oitavo dia Guerra Kurukshetra (Guerra Mahabharata), o tema principal da história. Os cultos do sul da India tem uma tradição suplementar de honrar o auto-sacrifício de Aravan para a Deusa Kali para garantir sua misericórdia e a vitória de Pandavas na Guerra. O culto Kuttantavar cult se concentra em um dos três benefícios garantidos a Aravan pelo Deus Krishna em honra ao seu auto-sacrifício. Aravan pediu que estivesse casado antes de sua morte. Krishna satisfes este benefício em sua forma feminina, Mohini. Em Koovagam, Tamil Nadu, este incidente é reencenado em um festival do décimo oitavo dia, primeiro por um casamento cerimonial de Aravan com Alis e os homens do vilarejo (que declaram seus votos à Aravan) com suas esposas depois do ritual de reencenação do sacrifício de Aravan.

O culto Draupadi enfatiza outro benefício: Krishna permite que Aravan testemunhe toda a duração da guerra Mahabharata através dos olhos de sua cabeça. Em outro festival do 18º dia, A cabeça cerimonial de Aravan é hasteado em um poste para testemunhar o ritual de reencenação da guerra Mahabharata. A cabeça de Aravan é um enfeite comum nos templos Draupadi. Em geral é uma pequena cabeça de madeira; às vezes ela possui seu próprio santuário em um templo complexo ou está localizada nos cantos do teto dos templos como um guardião contra os maus espíritos. Aravan é venerado sob a forma de uma cabeça e acredita-se que possa curar doenças e induzir a gravidez em mulheres adolescentes.

Iravan também conhecido na Indonésia (onde seu nome é pronunciado Irawan). Um conjunto independente de tradições foi desenvolvido ao redor de Iravan na principal ilha de Java onde, por exemplo, ele perdeu sua associação com Naga. As tradições da ilha de Java apresentam um casamento dramático de Iravan to Titisari, filha de Krishna, e morta devido a um caso de engano de identidade. Estas estórias são contadas no teatro tradicional Javanês (Wayang), especialmente em bonecos de sombra conhecidos como Wayang Kulit.

Etimologia e outros nomes[editar | editar código-fonte]

De acordo com Monier Williams Sanskrit–English Dictionary (1899), o nome Iravan, também pronunciado Irawan, é formado da raíz Iravat (इरावत्, Irāvat), também pronunciado Irawat.[3] Por sua vez, o radical Iravat é derivado do Irā (इरा)—estritamente relacionado com Iḍā (इडा)—significando "alimento possessivo", "dotado de provisões" ou, pela extensão, "confortável" (como usado no Mahabharata e o Rig e Atharva escrituras védicas).[4] Alf Hiltebeitel, George Washington University professor of religion,[5] suggests that the Sanskrit name Iravan or Iravant is derived from Iḍā-vant, "one who possessed Iḍā". The French Indologist Madeleine Biardeau describes religious use of the word Iḍā as reference to an "oblatory substance consumed by the participants from which comes all fecundity of the sacrifice".[6] Based on this definition, Biardeau concludes that Iravant means sacrificial victim in the Mahabharata. Iḍā is also used elsewhere to denote a substance that Devas (demi-gods) and Asuras (demons) vie for.[6]

Iravan é genericamente conhecido como Aravan, também pronunciado como Aravaan no Sul da India. É reverenciado como deidade nos dois cultos hindus do sul da India: o culto Kuttantavar (dedicado somente a Aravan), e o culto de Draupadi (madrasta de Aravan e esposa de Arjuna). Em seu próprio culto, Aravan é também conhecido como Kuttantavar, originado da lenda de Kuttantavar que matou o demônio Kuttacuran. Este nome é algumas vezes pronunciado como Kuttandar, Khoothandavar or Koothandavar.[7]

O nome Tamil Sul-indiano, Aravan, é popularmente aceite como originário da palavra aravu (cobra). A associação de Aravan com cobras é também aparente em sua iconografia.[6]

Iconografia[editar | editar código-fonte]

Uma cabeça masculina de madeira com grandes olhos e orelhas, um Vaishnava tilak, sobrancelhas cheias e bigode largo. Ele possui uma pele avermelhada, e dois dentes caninos grandes que apontam para baixo e caem sobre seu lábio inferior. Seus olhos são largamente abertos e possui largas orelhas em forma de S que alcançam o seu queixo. No fundo escuro, imagens são mostradas em uma parede sob raios.
Iravan's head, Asian Civilizations Museum, Singapura

Aravan é sempre venerado em templos sob a forma de uma cabeça. Ele geralmente é retratado com um bigode, olhos acentuados e orelhas grandes. Tipicamente, ele também utiliza uma coroa cônica, uma marca Vaishnava tilak em sua testa, e brincos. Aravan é usualmente retratado com uma cobra naja acima da sua coroa, a cabeça da cobra surge através da coroa, ou uma cobra emerge por tras da coroa.[8] Even the chief Koovagam icon features a serpent on Aravan's crown.[9]

Outra característica distinta da íconografia de Iravan é a presença de dentes caninos demoníacos. Embora o ícone central Koovagam não mostre tais dentes, eles são uma característica comum para a maioria das imagens do culto Draupadi, onde as características demoníacas de Aravan são enfatizadas.[10]

Os ícones da cabeça de Aravan são pintados para procissões; eles são guardados juntos em templos nos seus santuários. Koovagam, Kothadai, Kothattai and Pillaiyarkuppam tem ícones pintados com uma face vermelha e ornamentos multicoloridos. Imagens da cabeça de Aravan em pedras negras são vistos em Kothattai, Madhukarai and Pillaiyarkuppam.[9] [11] [12] [13] [14] [15]

Algumas pinturas também retratam o sacrifício de Aravan. Nestas cenas, ele é geralmente retratado reverenciando Kali, enquanto sua cabeça está para ser cortada; ou, como em uma pintura Sowcarpet, na auto-decaptação de Aravan, ele segura a espada e sua própria cabeça decepada, oferecendo-a para a deusa.[16] [17]

Referências

  1. Sörensen (1902) p. 345 indexa o nome como Irāvat.
  2. Somasundaram O. (Jan–Mar 2009). "Transgenderism: Facts and fictions". Indian Journal of Psychiatry 51 (1): 73–75. DOI:10.4103/0019-5545.44917.
  3. by sandhi com o sufixo onomástico आन्. Iravan é o nominativo singular masculino do radical Iravat.
  4. Monier-Williams (1899). Monier Williams Sanskrit-English Dictionary p. 168. Universität zu Köln. Visitado em 7 maio 2010.
  5. See Religion Department Official site of GWU The George Washington University (GWU). Visitado em 22 março 2010. for Alf Hiltebeitel's profile.
  6. a b c Hiltebeitel (1988) p. 320, Madeleine Biardeau is quoted on the page.
  7. Erro de citação: Tag <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs chamadas H455ff
  8. Hiltebeitel (1991) p. 309
  9. a b Hiltebeitel (1998) pp. 152, 160, 162, 165 for Koovagam images
  10. Hiltebeitel (1998) p. 147
  11. See Madurai's temple photos at n.g3nd3r (Jul 2, 2008). Madukarai Picasa Web Albums. Visitado em 27 março 2010.
  12. See Kothadai's temple's photos at n.g3nd3r (Jul 2, 2008). Kothadai Picasa Web Albums. Visitado em 27 março 2010.
  13. See Pillaiyar-Kuppam's photos at n.g3nd3r (Jul 2, 2008). Pillaiyar Kuppam Picassa Web Albums. Visitado em 27 março 2010.
  14. See Devanampattinam's photos at n.g3nd3r (Jul 2, 2008). Devanampattinam Picasa Web Albums. Visitado em 27 março 2010.
  15. Kothattai Aravaan Festival Flickr Dilip Muralidaran (2008). Visitado em 27 março 2010.
  16. See Hiltebeitel (1991) pp. 254–56, 268; Hiltebeitel (1988) p. 249 for Draupadi cult images.
  17. ARAVAN KADABALI (em francês). Visitado em 27 março 2010.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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