Irmãos de Jesus

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Doutrina da Igreja Católica

Os Irmãos de Jesus, também chamados de Desposyni (do em grego: δεσπόσυνοι, plural de δεσπόσυνος, significando "do ou pertencendo ao mestre ou senhor"[1] ) se refere aos parentes sanguíneos de Jesus. O termo foi aplicado pela primeira vez por Sexto Júlio Africano, um escritor do século III d.C..

Entre os argumentos dos estudiosos está o de que os parentes de Jesus ocupavam posições proeminentes na igreja antiga. Os cristãos da Igreja Católica Romana, Ortodoxa e Ortodoxa Oriental, assim como a maioria dos Anglicanos e alguns Luteranos rejeitam a ideia de que Jesus tenha tido irmãos verdadeiros, uma vez que suas igrejas defendem a doutrina da virgindade perpétua de Maria.

Irmãos e irmãs de Jesus[editar | editar código-fonte]

Jesus tinha irmãos e irmãs, como foi reportado nos Evangelhos de Hebreus, em Marcos [2] 6:3 [nota a] e Mateus 13:55-56 [nota b]. Eles também aparecem no trecho conhecido como verdadeiros parentes de Jesus, em Marcos e Mateus.

Os evangelhos canônicos nomeiam quatro irmãos, mas apenas Tiago, é conhecido historicamente. Após a morte de Jesus, Tiago, o "irmão do Senhor" [nota c] era o líder da congregação em Jerusalém [2] e os parentes de Jesus parecem ter tido posições de autoridade nas redondezas da cidade [3] .

Conforme a doutrina da perpétua virgindade de Maria se desenvolveu, principalmente no oriente, os cristãos passaram a considerar os irmãos de Jesus como sendo filhos de José de um outro casamento, e Jerônimo prosseguiu argumentando que os "irmãos" e "irmãs" eram na verdade primos.[4] . Os termos "irmão" e "irmã", como utilizados neste contexto, realmente estão abertos a diversas interpretações. A língua hebraica e aramaica possuem termo apropriado para indicar os primos, e os designam com a mesma palavra que significa irmãos no verdadeiro sentido.[5] .

Não existe uma conclusão definitiva Novo Testamento se Jesus tinha ou não irmãos de Maria e de José, como aceitavam alguns membros da igreja antiga, posteriormente rotulados como antidicomarianitas. Mas quando Helvídio propôs esta ideia no século IV, Jerônimo, que, ao que parece, já tinha expressado a opinião geral da Igreja na época, defendia que a Maria tinha permanecido sempre virgem, argumentando que os que eram chamados de irmãos e irmãs eram na verdade filhos de Cléofas, um cunhado de Maria [6] . Outras interpretações eram de que essas crianças seriam filhas de José em outro casamento, filhos de uma irmã de Maria ou de uma irmã de José [6] . Estudiosos críticos dizem que a doutrina da virgindade perpétua há muito tem impedido o reconhecimento de que Jesus tinha irmãos [7] .

Como líderes da Igreja[editar | editar código-fonte]

De acordo com o Evangelho de Marcos, a mãe e os irmãos de Jesus estavam, no começo, céticos sobre o Seu ministério, mas depois se tornaram parte do movimento cristão [8] . Tiago, o "irmão do Senhor", presidiu sobre a igreja de Jerusalém após a dispersão dos apóstolos [9] . Os parentes de Jesus provavelmente exercitaram realmente alguma liderança entre as comunidades até que os judeus foram expulsos da área com a fundação da Élia Capitolina nas ruínas de Jerusalém [9] .

Em um estágio anterior também, Tiago, irmão do Senhor [nota c], e a quem Jesus teria dado a graça especial de aparecer após a ressurreição [nota d] era, juntamente com Pedro, considerado um líder da igreja de Jerusalém e, quando Pedro partiu, Tiago se tornou a principal autoridade e era tido na mais alta estima pelos judeus-cristãos [10] . Hegésipo relata que ele foi executado pelo Sinédrio em 62 d.C.[10] .

A referência de Sexto Júlio Africano aos Desposyni ficou preservada na História Eclesiástica de Eusébio de Cesareia (I, vii 11, 13-14):

Para os parentes do Senhor de acordo com a carne, seja com o desejo de se vangloriar ou simplesmente para dizer a verdade, em cada caso, chegou a nós o seguinte relato (11)....Mas como tinham sido mantidas nos arquivos até aquele tempo as genealogias dos hebreus, assim como daqueles que traçam a sua linhagem até os proselitistas, tais como Achior, o amonita, e Rute, a moabita, e àqueles que estavam misturados com os israelitas e que fugiram do Egito com eles, Herodes, mesmo que esta linhagem israelita em nada o beneficiasse, e conhecedor por si de sua própria linhagem ignóbil, queimou todos os registros genealógicos, pensando que assim ele poderia parecer de uma origem nobre se ninguém fosse capaz de, por meio de um registro oficial, traçar sua linhagem até os patriarcas ou os proselitistas e os que se misturaram com eles, que eram chamados de Georae. Uns poucos cuidadosos, porém, tendo obtido registros privados por conta própria, seja lembrando os nomes ou obtendo-os de alguma outra forma dos registros, se orgulhavam em preservar a memória de sua origem nobre. Entre estes, estavam os que já mencionamos, chamados Desposyni, por conta de sua conexão com a família do Salvador. Vindos de Nazaré e de Cochaba, vilas na Judeia, até outras partes do mundo, eles recitavam de memória e de um livro que mantinham com a maior acuracidade possível, a já citada genealogia. Se era mesmo este o caso então ou se ninguém conseguira outra explicação, como é a minha própria opinião e a de todas as outras pessoas cândidas. E que isso seja suficiente, pois, ainda que não possamos desejar um testemunho que suporte o relato, também não podemos oferecer nada melhor ou mais verdadeiro.
 
Historia Ecclesiae , Eusébio de Cesareia [11]

Eusébio também preservou um trecho de uma obra de Hegésipo (ca. 110 - ca. 180), que escreveu cinco livros (todos perdidos, a não ser pelas citações preservadas em Eusébio) de Comentários sobre os atos da Igreja. Ele menciona descendentes de Judas vivendo durante o período do imperador romano Domiciano (81 - 96 d.C.). Eusébio de Cesareia relata o seguinte em sua História Eclesiástica (III, 19-20):

Mas quando o mesmo Domiciano comandou que todos os descendentes de David fossem assassinados, uma antiga tradição afirma que alguns dos heréticos acusaram os descendentes de Judas (dito irmão do Senhor pela carne), com base em sua linhagem vinda de Davi e sua relação com o próprio Cristo. Hegésipo relata esses fatos usando as seguintes palavras.
 
História Eclesiástica, Eusébio de Cesareia[12]

Seguem as palavras de Hegésipo:

Da família do Senhor ainda estão vivos os netos de Judas, que acredita-se que tenha sido irmão do Senhor pela carne. Foram passadas informações de que eles seriam da família de Davi e eles foram levados até o imperador Domiciano pelo Evocatus, pois Domiciano temia a vinda de Cristo como Herodes também temeu. Ele os perguntou se eles eram descendentes de Davi e eles confessaram que eram. Então ele os perguntou quais eram as suas propriedades e quanto dinheiro eles tinham. E ambos responderam que eles tinham apenas nove mil denários, metade para cada um. E estas posses não consistiam de prata, mas de um pedaço de terra de trinta e nove acres sob os quais eles coletavam impostos e se sustentavam por seu próprio trabalho. E eles foram perguntados sobre Cristo e o seu reino, de que tipo era, onde estava e quando seria, ao que eles responderam que não se tratava de um reino temporal e nem terreno, mas um reino celestial e angélico, que apareceria no final dos tempos, quando ele virá em toda glória para julgar os vivos e os mortos, dando à cada um de acordo com as suas obras. Ouvindo isso, Domiciano não passou seu julgamento contra ele, desprezando-os como se não tivessem importância, e os deixou partir. E, por decreto, encerrou a perseguição à Igreja. Após terem sido soltos, eles lideraram as igrejas por terem sido testemunhas e também parentes do Senhor. E a paz tendo sido estabelecida, eles viveram até o tempo de Trajano.

Estas foram as palavras de Hegésipo.

 
História Eclesiástica, Eusébio de Cesareia, citando Hegésipo[13]

Epifânio de Salamina, em sua obra Panarion, menciona um Judah Kyriakos (Judas de Jerusalém), bisneto de Judas, como tendo sido o último bispo de Jerusalém judeu antes da Revolta de Bar Kokhba[14] .

O grau de consanguinidade entre os Adelphoi e Jesus[editar | editar código-fonte]

O Novo Testamento nomeia Tiago, o Justo, José, Simão e Judas como os adelphoi de Jesus [nota a][nota b][nota e][nota f][nota g][6] . Delphys é a palavra grega para "útero" e, por isso, adelphos significaria, literalmente, "(os) do mesmo útero" neste contexto. Porém, há muita controvérsia sobre esta interpretação.

Porém, Eusébio de Cesareia e Epifânio de Salamina, importantes teólogos do Cristianismo primitivo aderiram à doutrina da perpétua virgindade de Maria e, portanto, não aceitavam que Maria pudesse ter tido outros filhos além de Jesus [6] . Eusébio e Epifânio defendiam que estes eram filhos de José em um outro casamento, não registrado [6] . Jerônimo, outro importante teólogo da mesma época, também seguia a doutrina, mas argumentava que os adelphoi eram filhos de uma irmã de Maria, também chamada Maria.[6] Uma proposta moderna afirma que estes homens eram filhos de Cleofas (irmão de José, de acordo com Hegésipo) e Maria de Cleofas (não necessariamente a irmã de Maria, mãe de Jesus) [6] .

A doutrina oficial da Católicos romanos e dos Ortodoxos é de que Maria teria sido uma virgem perpétua [15] , assim como muitos dos primeiros Protestantes, incluindo Martinho Lutero [16] , Calvino[17] e Zuínglio [18] , assim como John Wesley, o líder Metodista do século XVIII [19] . De fato, a maioria dos primeiros cristãos parece não ter questionado esta doutrina. A Igreja Católica, seguindo Jerônimo, conclui que os adelphoi eram primos de Jesus, enquanto que os Ortodoxos, seguindo Eusébio e Epifânio, argumenta que eles eram filhos de José, mas de um outro casamento.

Estudiosos do Jesus Seminar sugerem que a doutrina da perpétua virgindade de Maria impediu o reconhecimento de que Jesus teria tido irmãos e irmãs [7] . Alguns protestantes modernos geralmente consideram os adelphoi como sendo os filhos biológicos de Maria, por José [20] uma vez que estas igrejas entendem geralmente que Jesus é o filho de Deus ao invés de filho de José, os adelphoi são vistos portanto como sendo meio-irmãos de Jesus.[20] .

Árvores genealógicas[editar | editar código-fonte]

Além das genealogias de Jesus presentes nos evangelhos de Lucas e Mateus, tem havido diversas tentativas de montar um retrato detalhado da família de Jesus:

                          Matthat bar Levi
                                  |
        Eleazar                   |
        |                     Heli/Eliaquim
        |                           |
        Matã                ________|____________
        |                   |                   |
        |                   |                   |
    Maria+ Deus         = José (1st) =   Cleofas (2nd)
          |                                     |
          |              _______________________|___________
          Jesus          |      |     |      |      |     |
          5 a.C.- 28     |      |     |      |      |     |
                       Tiago  Joses Judas  Simão  Maria  Salomé
                          m.62 d.C.     |   m. 101 d.C.
                                  ____|____
                                 |         |
                                 |         |
                             Zacarias   Tiago
                           vivos no reinado de Domiciano
  • Versão II (editada [21] :
      __________________________________________
      |                                        |
      |                                        |
 Maria=José                                 Cleofas=Maria
     |                                                |
     |______________________________________          |
     |    |     |     |     |      |      |           Simeão
     |    |     |     |     |      |      |           d. 106
    Jesus Tiago Joses Simão irmã  irmã  Judas
          d.62                             |
            |                            Menahem
          Judas                           ____|____
            |                            |        |
         Elzasus                       Tiago     Zoker
            |                                 ?
          Nascien                             |
                                             bispo de Judah Kyriakos
                                         fl.c.148-149.

Relação interpessoal com Jesus no Novo Testamento[editar | editar código-fonte]

De acordo com os evangelhos sinóticos, particularmente Marcos, Jesus estava uma vez ensinando para uma grande multidão perto da casa de sua própria família. Quando eles perceberam, foram vê-lo e "eles" (não especificado) disseram que Jesus estava "...fora de si."

«e mais uma vez a multidão afluiu, de tal modo que nem sequer podiam comer. Quando seus parentes souberam disto, saíram para o segurar; porque diziam: Ele está fora de si.» (Marcos 3:20-21)

Na narrativa dos evangelhos sinóticos e no Evangelho de Tomé, quando Jesus foi informado que Maria e os adelphoi estavam do lado de fora da casa em que está ensinando, Jesus diz que os que fazem o que Pai deseja são seus irmãos e sua mãe [22] . De acordo com Kilgallen, a resposta de Jesus foi uma forma de sublinhar que a sua vida tinha mudado de tal forma que sua família era então menos importante do que os seus ensinamentos sobre o Reino de Deus.

A visão negativa da família de Jesus representada nos Atos e nos Evangelhos pode estar relacionada ao conflito entre Paulo de Tarso e os judeus-cristãos, que mantinham alto apreço pela família de Jesus, por exemplo no Concílio de Jerusalém [23] .

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas[editar | editar código-fonte]

[a] ^ «Não é este o carpinteiro, filho de Maria, irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? e suas irmãs não estão aqui entre nós? Ele lhes servia de pedra de tropeço.» (Marcos 6:3)
[b] ^ «Não é este o filho do carpinteiro? sua mãe não se chama Maria, e seus irmãos não são Tiago, José, Simão e Judas? Não vivem entre nós todas as suas irmãs? Donde lhe vem, pois, tudo isso?» (Mateus 13:55-56)
[c] ^ «mas dos apóstolos não vi a nenhum, senão a Tiago, irmão do Senhor.» (Gálatas 1:19)
[d] ^ «depois apareceu a Tiago, então a todos os apóstolos;» (I Coríntios 15:7)
[e] ^ «Disseram-lhe, então, seus irmãos: Sai daqui e vai para a Judéia, a fim de que também teus discípulos vejam as obras que fazes;» (João 7:3)
[f] ^ «Todos estes perseveravam unanimemente em oração com as mulheres e com Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele.» (Atos 1:14)
[g] ^ «porventura não temos o direito de levar conosco uma crente como esposa, como também os outros apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas (I Coríntios 9:5)

Referências

  1. Henry George Liddell, Robert Scott. A Greek-English Lexicon (em inglês).
  2. a b Funk, Robert W. e o Jesus Seminar. The acts of Jesus: the search for the authentic deeds of Jesus. (em inglês). SanFrancisco: Harper, 1998.
  3. In: Cross, F. L.. The Oxford Dictionary of the Christian Church: "Jerusalem." (em inglês). New York: Oxford University Press, 2005.
  4. Painter, John. Just James: The Brother of Jesus in History and Tradition (em inglês). [S.l.]: University of South Carolina Press, 2004. 326 p.
  5. Raymond Edward Brown, Paul J. Achtemeier. Mary in the New Testament: A Collaborative Assessment by Protestant and Roman Catholic Scholars (em inglês). [S.l.]: Paulist Press, 1978. 65-68 p. ISBN 0809121689
  6. a b c d e f g In: Cross, F. L.. The Oxford Dictionary of the Christian Church: Brethren of the Lord (em inglês). New York: Oxford University Press, 2005.
  7. a b Funk, Robert W. e o Jesus Seminar. The acts of Jesus: the search for the authentic deeds of Jesus: Mark (em inglês). SanFrancisco: Harper, 1998. 51-161 p.
  8. Funk, Robert W. e o Jesus Seminar. The acts of Jesus: the search for the authentic deeds of Jesus.: What do we really know about Jesus (em inglês). SanFrancisco: Harper, 1998. 527-534 p.
  9. a b In: Cross, F. L.. The Oxford Dictionary of the Christian Church: Jerusalém (em inglês). New York: Oxford University Press, 2005.
  10. a b In: Cross, F. L.. The Oxford Dictionary of the Christian Church: James, St. (em inglês). New York: Oxford University Press, 2005.
  11. Eusébio de Cesareia. História Eclesiástica: The Alleged Discrepancy in the Gospels in regard to the Genealogy of Christ. (em inglês). [S.l.: s.n.]. Capítulo: 7:11, 13-14. , vol. I.
  12. Eusébio de Cesareia. História Eclesiástica: Domitian commands the Descendants of David to be slain. (em inglês). [S.l.: s.n.]. Capítulo: 19. , vol. III.
  13. Eusébio de Cesareia. História Eclesiástica: The Relatives of our Saviour. (em inglês). [S.l.: s.n.]. Capítulo: 20. , vol. III.
  14. Epifânio de Salamina. In: Frank Williams (trad.). Panarion (em inglês). [S.l.]: Brill Academic Pub. Capítulo: xi. , vol. I. ISBN 90-04-07926-2
  15. Como por exemplo em Orígenes. Comentário sobre Mateus: The Brethren of Jesus. (em inglês). [S.l.: s.n.]. Capítulo: 17. , vol. X.
  16. Veja citações das obras de Lutero em Martin Luther on Mary's Perpetual Virginity (em inglês). Página visitada em 08/01/2011.
  17. Harmony of Matthew, Mark & Luke, sec. 39 (Geneva, 1562) em William Pringle. Calvin's Commentaries (em inglês). Grand Rapids, MI: Eerdmans, 1949.: "Helvídio mostrou grande ignorância ao concluir que Maria deve ter tido muitos filhos, pois os 'irmãos' de Cristo são às vezes mencionados" (vol 2., pág. 215); "[Em Mateus 1:25 :] a inferência que ele Helvídio tirou foi que Maria não seria mais virgem após o nascimento de seu primeiro filho e que ela teve outros filhos com o seu marido.... Nenhuma inferência justa ou bem-fundamentada pode ser tirada destas palavras .... sobre o que aconteceu após o nascimento de Cristo. Ele é chamado "primogênito"; mas é puramente para nos informar que ele nasceu de uma virgem... O que aocnteceu depois, o historiador não nos informa ....Nenhum homem manteria obstinadamente este argumento, exceto por uma extrema vontade de disputar." (vol. I, p. 107)
  18. "Eu firmemente acredito que [Maria], de acordo com as palavras do evangelho, como uma virgem pura nos trouxe o Filho de Deus e no nascimento e após permaneceu pura, intacta Virgem". (Zwingli, Ulrich; Egli, Emil; Finsler, Georg; Zwingli-Verein, Georg; Zürich. Huldreich Zwinglis sämtliche Werke: Eini Predigt von der ewig reinen Magd Maria. (em alemão). [S.l.]: C. A. Schwetschke und Sohn, 1905. 385 p. vol. 1.
  19. "Eu acredito que Ele foi feito homem, juntando a natureza humana à divina em uma pessoa; sendo concebido em uma operação singular pelo Espírito Santo, nascido da abençoada Virgem Maria, que, tanto antes quanto depois do nascimento, continuou pura e imaculada virgem" (The Works of the Rev. John Wesley (em inglês) pp. 112. Google Books. Página visitada em 08/01/2011.
  20. a b Em outras palavras, sob este ponto de vista, eles partilhavam um progenitor (Maria) com Jesus. "Então Tiago, de acordo com este ponto vista, seria o meio-irmão caçula de Jesus" Witherington, Ben III, "Jesus' Extended Family," Bible Review, 19:3, pg.30–31. Adicionalmente, a Nelson Study Bible (NKJV - New King James Version) lista os tradicionais autores das Epístolas de Tiago e Judas como sendo "Tiago, o meio irmão de Jesus, tradicionalmente chamado de 'o Justo'" (pág. 2102) e "Judas, o irmão de James e meio-irmão do Senhor Jesus" (pág. 2156). O termo meio-irmão é utilizado para denotar parentesco e não genética. NEste ponto de vista, os outros irmãos e irmãs listados nas passagens do Evangelho teriam tido o mesmo relacionamento com Jesus. Porém, alguns protestantes rejeitam o termo "meio-irmão" por que ele é muito específico. Os relatos do Evangelho se referem a estes parentes como irmãos e irmãs de Jesus, sem especificar seus pais, e se referem à Maria apenas em relação à Jesus.
  21. From Jesus to Christ: Jesus' Family Tree (em inglês). pbs.org. Página visitada em 08/01/2011.
  22. Robinson, James M.. The Nag Hammadi Library, revised edition: The Gospel of Thomas (Trad. por Thomas O. Lambdin) (em inglês). São Francisco: Harper Collins, 1990. ISBN 0-06-066929-2
  23. Wilson, A.N. Jesus: A life. [ligação inativa] (em inglês). New York: Norton & Co., 1992. lançou a hipótese de que a relação negativa entre Jesus e a sua família teria sido colocada nos Evangelhos (especialmente no de Marcos) para dissuadir os primeiros cristãos que estavam seguindo o culto à Jesus tal como ministrado pela sua família. Wilson diz: "...não seria surpreendente se outras partes da Igreja, particularmente os gentios, gostassem de contar histórias sobre Jesus como um homem que não tinha simpatia e nem apoio de sua família" (pág.86). Butz, Jeffrey. The brother of Jesus and the lost teachings of Christianity (em inglês). Rochester, Vermont: Inner Traditions, 2005. é mais sucinto: "...quando Marcos estava escrevendo no final dos anos 60, as igrejas gentias fora de Israel estavam começando a ressentir a autoridade que tinha Jerusalém, onde Tiago e os apóstolos eram os líderes, dando assim motivo para a postura anti-família de Marcos..." (pág. 44). Outros proeminentes estudiosos concordam (como Crosson, John Dominic. (1973). "Mark and the relatives of Jesus" (em inglês). Novum Testamentum (15).; Mack, Burton. A myth of innocence: Mark and Christian origins (em inglês). Philadelphia: Fortress, 1988.; Painter, John. Just James: The brother of Jesus in history and tradition (em inglês). Minneapolis: Fortress Press, 1999..

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Kilgallen, John J. A Brief Commentary on the Gospel of Mark (em inglês). [S.l.]: Paulist Press, 1989.
  • Tabor, James D. The Jesus Dynasty (em inglês). [S.l.]: Simon & Schuster, 2006.