Irmandinhos
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
A Galiza foi o palco das duas maiores revoltas[1] do século XV, nomeadas revoltas Irmandinhas ou guerras Irmandinhas.
| Esta página ou secção foi marcada para revisão, devido a inconsistências e/ou dados de confiabilidade duvidosa. Se tem algum conhecimento sobre o tema, por favor verifique e melhore a consistência e o rigor deste artigo. Considere utilizar {{revisão-sobre}} para associar este artigo com um WikiProjeto. |
No século XIV chega à Galiza uma nobreza muito guerreira e que atacava os mosteiros, os bispos, os burgueses e os camponeses. Esta nobreza surge despois das lutas de Pedro I de Castela (o cruel) e Henrique II.
Esta nova nobreza (Ossório em Lemos e Sarria, Andrade em Pontedeume, os Sarmiento, os Ulhoas, os Soutomaior ... ) luta contra as instituções despojando-as violentamente das riquezas que lhes pertenciam. A época de conflitos na Galiza foi no século XV ; houve constantes conflitos sociais. De todos eles se destaca "As guerras Irmandinhas " que foram duas: a primeira chamada de “irmandade fusquenlha”, e a segunda, “grande guerra irmandinha”.
Índice |
[editar] Irmandade Fusquenlha
A Irmandade Fusquenlha formou-se no ano 1431 nas terras do senhor de Andrade, pela extrema dureza com que Nunho Freire de Andrade, o Mau, tratava os seus vassalos. A revolta iniciou-se nas comarcas de Pontedeume e Betanços e chegou a espalhar-se pelos bispados de Lugo e Mondonhedo e a derrubar algumas fortaleza dos nobres, como o castelo dos Andrade na vila de Betanços.
Os desentendimentos internos fizeeram que a revolta fracassasse ante as tropas dos Andrade, o rei de Castela e o arcebispo de Santiago. Roi Xordo, um fidalgo da Corunha, dirigiu as tropas da Irmandade Fusquenlha e morreu na repressão posterior à desfeita irmandinha.
[editar] Grande Guerra Irmandinha
A Grande Guerra Irmandinha ocorre entre os anos de 1467 a 1469. Os preparativos para a formação duma Irmandade Geral começaram anos antes por parte de Alonso de Lançós e com o apoio de vários concelhos (A Corunha, Betanços, Ferrol, Lugo) que atuaram de forças iniciais do movimento. Neste caso, a revolta irmandinha foi uma autentica guerra civil pela participação social que chegou a provocar.
Anos de más colheitas e pestes provocaram a revolta popular. Segundo os testemunhos do Pleito Tabera - Fonseca, os irmandinhos seriam por volta de 80.000. Na organização e desenvolvimento da guerra irmandinha participaram vários grupos sociais: camponeses, gentes das cidades, baixa nobreza e fidalguia e alguns membros do clero, como cônegos composteláns que apoiaron economicamente o movimento irmandinho. Os chefes do movemento pertencían á baixa nobreza. Pedro de Ossório, autuou no centro de Galiza, sobre todo na zona de Compostela, Alonso Lançós, dirigiu a revolta na zona norte de Galiza e Diego de Lemos, dirigiu as acções irmandinhas no sul de Lugo e norte de Ourense. O auge do movimento irmandinho foi possível pola existência do que o melhor estudoso do período, Carlos Barros, chama "mentalidade justiceira e antisenhorial" da sociedade galega baixomedieval, que rejeitava as injustiças cometidas polos senhores, considerados popularmente como un “mal-feitores”.
Os inimigos dos irmandinhos foram fundamentalmente nobres laicos, donos de castelos e fortalezas, encomendeiros das principais igrejas e mosteiros. Os irmandinhos destruíron arredor de 130 castelos e fortalezas nos dous anos de guerra irmandinha. As linhagems dos Lemos, Andrade e Moscoso forom o branco preferido dos irmandinhos. Os irmandinhos, por contra, não atacaron aos eclesiásticos. Num primeiro momento, parte da nobreza objecto da ira irmandinha fugiu cara Portugal ou Castela.
Em 1469, Pedro Madruga inícia desde Portugal o contraataque feudal, contando com o apoio doutros nobres e das forças do arcebispo de Santiago de Compostela. As tropas feudais, contando cumha melhor tecnologia de guerra (sabe-se que as tropas de Pedro Madruga empregarom modernos arcabuzes), vencerom aos irmandinhos, prenderom e matarom os seus líderes. A vitória das tropas de Pedro Madruga produciu-se por contar com o apoio dos monarcas de Castela e Portugal e polas divisões das forças irmandinhas. Mas imediatamente, a nobreza vitoriosa viu-se envolvida de novo em liortas dinásticas que prepararom o seu definitivo desarraigamento do território galego.
Referências e Notas
- ↑ p. 95 de BLICKLE, Peter (1997), Resistance, Representation, and Community: Representation and Community, European ScienceFoundation. ISBN 0198205481

