Isaac Asimov

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Data da marcação: outubro de 2012


Isaac Asimov
Asimov em 1965
Nacionalidade Estadounidense Flag of the United States.svg
Data de nascimento 2 de Janeiro de 1920
Local de nascimento Petrovichi, RSFS da Rússia Flag of Russian SFSR.svg
Data de falecimento 6 de Abril de 1992 (72 anos)
Local de falecimento Nova Iorque, Estados Unidos Flag of the United States.svg
Gênero(s) Ficção-científica (SF Hard)
Divulgação científica
Ficção investigativa
Ensaios
Crítica literária
Ocupação Novelista, escritor de contos, escritor de ensaios, historiador, professor de bioquímica, humorista, escritor de livros didáticos
Grupo étnico Judeu-russo
Educação Universidade de Columbia, PhD.
Bioquímica, 1948
Movimento Era de Ouro da Ficção Científica
Obra(s) de destaque Série da Fundação
Nightfall
Eu, robô
Planets for man
The Intelligent Man's Guide to Science
Série dos robôs
Cônjuge Janet Jeppson Asimov
Influências Clifford D. Simak
John W. Campbell, Jr.
H.G. Wells
Stanley G. Weinbaum
Edward Gibbon
Humanismo
Influenciados Harlan Ellison
Paul Krugman
Daniel H. Wilson
Assinatura Isaac Asimov signature.svg
Página oficial Isaac Asimov Home Page

Isaac Asimov (em russo: Исаак Юдович Озимов; transl.: Isaak Yudavich Azimov; Petrovichi, ca. 2 de janeiro de 1920Nova Iorque, 6 de abril de 1992), foi um escritor e bioquímico americano, nascido na Rússia, autor de obras de ficção científica e divulgação científica.

A obra mais famosa de Asimov é a série da Fundação, também conhecida como Trilogia da Fundação, que faz parte da série do Império Galáctico e que logo combinou com sua outra grande série dos Robots. Também escreveu obras de mistério e fantasia, assim como uma grande quantidade de não-ficção. No total, escreveu ou editou mais de 500 volumes, aproximadamente 90 000 cartas ou postais, e tem obras em cada categoria importante do sistema de classificação bibliográfica de Dewey, exceto em filosofia.[1]

Asimov foi reconhecido como mestre do gênero da ficção científica e, junto com Robert A. Heinlein e Arthur C. Clarke, foi considerado em vida como um dos "Três Grandes" escritores da ficção científica.

Asimov foi membro e vice-presidente por muito tempo da Mensa, ainda que com falta: ele os descrevia como "intelectualmente combalidos". Exercia, com mais frequência e assiduidade, a presidência da American Humanist Association (Associação Humanista Americana).

Em 1981, um asteroide recebeu seu nome em sua homenagem, o 5020 Asimov. O robô humanóide "ASIMO" da Honda, também pode ser considerada uma homenagem indireta a Asimov, pois o nome do robô significa, em inglês, Advanced Step in Innovative Mobility, além de também significar, em japonês, "também com pernas" (ashi mo), em um trocadilho linguístico em relação à propriedade inovadora de movimentação deste robô.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Isaac Asimov nasceu em Petrovichi shtetl ou Oblast de Smolensk, República Soviética Russa (hoje província de Mahilou, Bielorrússia), filho de Anna Rachel Berman Asimov e Judah Asimov, um moleiro de uma família de Judeus. Em virtude das diferenças entre o calendário hebraico e o calendário juliano (à época ainda em uso na região pela Igreja Ortodoxa), bem como pela falta de registros, sua data de nascimento não pode ser precisada, situando-se entre 4 de outubro de 1919 e 2 de janeiro de 1920, sendo esta última considerada como a correta por Asimov, que sempre celebrou seu aniversário a 2 de janeiro. A família deriva seu nome de озимые (ozimiye), uma palavra da língua russa que significa um cereal de inverno que o seu bisavô negociava, ao qual o sufixo paterno foi adicionado. Sua família emigrou para os Estados Unidos quando ele tinha só três anos de idade.[2] [3] Como seus pais falavam sempre iídiche e inglês com ele, ele nunca aprendeu russo. Enquanto crescia em Brooklyn, Nova Iorque, Asimov aprendeu a ler, por si próprio, quando tinha cinco anos e permaneceu fluente em iídiche, bem como em inglês. Seus pais tinham uma loja de doces, e toda a gente da família tinha de lá trabalhar. Revistas baratas de papel de polpa, chamadas pulp sobre ficção científica eram vendidas em lojas, e ele começou a lê-las. Por volta dos onze anos, começou a escrever histórias próprias e, por volta dos dezenove anos, tendo-se tornado fã de ficção científica, começou a vender suas histórias a revistas. John W. Campbell, o editor de Astounding Science Fiction,, para quem ele vendeu suas primeiras histórias, foi uma forte influência formativa e tornou-se um amigo.

Asimov foi aluno das New York City Public Schools (escolas públicas de Nova Iorque), inclusive a Boys' High School, de Brooklyn. A partir daí, ele foi para a Universidade de Columbia, onde se graduou em 1939, depois tirando um Ph.D. em bioquímica, em 1948. Entretanto, passou três anos, durante a Segunda Guerra Mundial, a trabalhar como civil na Naval Air Experimental Station, do porto da Marinha em Filadélfia. Quando a guerra acabou, ele foi destacado para o Exército Americano, tendo só servido nove meses antes de ser honrosamente reformado. Durante sua breve carreira militar, ele ascendeu ao posto de cabo, baseado na sua habilidade para escrever à máquina, e escapou por pouco de participar nos testes da bomba atómica em 1946 no atol de Bikini.

Depois de completar seu doutorado, Asimov entrou na faculdade de Medicina da Universidade de Boston, com a qual permaneceu associado a partir daí. Depois de 1958, isto foi sem ensinar[4] , já que se virou para a escrita em tempo integral (suas receitas da escrita já excediam as do salário académico). Pertencer ao quadro permanente significou que ele manteve o título de professor associado e, em 1979, a universidade honrou sua escrita promovendo-o a professor catedrático de bioquímica. Os arquivos pessoais de Asimov, a partir de 1965, estão arquivados na Mugar Memorial Library da universidade, doados por ele a pedido do curador, Howard Gottlieb. A colecção preenche 464 caixas em 71 metros de prateleira.

Asimov casou-se com Gertrude Blugerman (Canadá, 1917 — Boston, 1990), em 26 de julho de 1942. Tiveram duas crianças, David (n. 1951) e Robyn Joan (n. 1955). Depois da separação, em 1970, ele e Gertrude divorciaram-se em 1973, e Asimov casou-se com Janet Jeppson mais tarde, no mesmo ano.[5]

Asimov era um claustrofilo; gostava de espaços pequenos fechados. No primeiro volume da sua autobiografia, ele conta um desejo infantil de possuir uma banca de jornais numa estação de metrô de Nova Iorque, dentro da qual ele se fecharia e escutaria o ruído dos carros enquanto lia.[6]

Asimov tinha medo de voar, só o tendo feito duas vezes na vida inteira (uma vez, durante seu trabalho na Naval Air Experimental Station, e outra, na volta para casa da base militar de Oahu, em 1946). Raramente viajava grandes distâncias, em parte por causa de sua aversão a voar, adicionada às dificuldades logísticas de viajar longas distâncias. Esta fobia influenciou várias das suas obras de ficção, como as histórias de mistério de Wendell Urth e as novelas sobre robôs de Elijah Baley. Nos seus últimos anos, ele gostava de viajar em navios de cruzeiro e, em várias ocasiões, ele fez parte do "entretenimento" no cruzeiro, dando palestras baseadas em ciência, em navios, como os RMS Queen Elizabeth 2. Asimov sabia entreter muitíssimo bem, era prolífico e procurado como discursador. Seu sentido de tempo era fantástico; ele nunca olhava para um relógio, mas invariavelmente falava precisamente o tempo combinado.

Asimov era um participante habitual em convenções de ficção científica, onde ficava amável e disponível para conversa. Ele respondia pacientemente a dezenas de milhares de perguntas e outro tipo de correio com postais, e gostava de dar autógrafos. Embora gostasse de mostrar seu talento, raramente parecia levar-se a si próprio demasiadamente a sério.

Ele era de altura mediana, forte, com bigode e um óbvio sotaque de judeus do Brooklyn. Sua motoridade física era bastante limitada. Ele nunca aprendeu a nadar ou andar de bicicleta; no entanto, aprendeu a conduzir um carro, depois de se mudar para Boston. No seu livro de humor, Asimov Laughs Again, ele descreve a condução em Boston como "anarquia sobre rodas".

Ele demonstrou seu amor por conduzir, em seu conto de ficção científica, Sally, sobre carros-robôs. Um leitor atento reparará que ele faz uma descricção detalhada de um dos carros a que chama 'Giuseppe', de Milão - o que significa que Giuseppe era um Alfa Romeo. Asimov não especificou nenhum outro tipo de veículo em nenhuma das suas histórias, o que levou muitos fãs a considerarem que ele foi contratado por aquela marca de automóvel.

Os interesses variados de Asimov incluíram, nos seus anos tardios, sua participação em organizações devotadas à opereta de Gilbert and Sullivan e em The Wolfe Pack, um grupo de seguidores dos mistérios de Nero Wolfe, escritos por Rex Stout. Ele era um membro proeminente da Baker Street Irregulars, a mais importante sociedade sobre Sherlock Holmes. De 1985 até sua morte em 1992, ele foi presidente da American Humanist Association; seu sucessor foi o amigo e congênere escritor, Kurt Vonnegut. Ele também era um amigo próximo do criador de Star Trek, Gene Roddenberry, e foram-lhe dados créditos em Star Trek: The Motion Picture, pelos conselhos que deu durante a produção.

Asimov morreu em 6 de abril de 1992 em Nova Iorque. Foi cremado e suas cinzas foram espalhadas. Ele deixou sua segunda mulher, Janet, e as crianças do primeiro casamento. Dez anos depois da sua morte[7] , a edição da autobiografia de Asimov, It's Been a Good Life, revelou que sua morte foi causada por SIDA (br: AIDS); ele contraiu o vírus HIV através de uma transfusão de sangue recebida durante a operação de bypass em Dezembro de 1983.[8] A causa específica da morte foi falha cardíaca e renal, como complicações da infecção com o vírus da SIDA.

Janet Asimov escreveu no epílogo de It's Been a Good Life que Asimov o teria querido tornar público, mas seus médicos convenceram-no a permanecer em silêncio, avisando que o preconceito antiSIDA estender-se-ia a seus familiares. A família de Asimov considerou divulgar sua doença antes de ele morrer, mas a controvérsia que ocorreu, quando Arthur Ashe divulgou que ele tinha SIDA, convenceu-os do contrário. Dez anos mais tarde, depois da morte dos médicos de Asimov, Janet e Robyn concordaram que a situação em relação à SIDA podia ser levada a público.[9]

Asimov e a Wikipédia[editar | editar código-fonte]

No livro Escolha a Catástrofe, Asimov disserta sobre os futuros problemas que poderiam levar a humanidade à extinção e como a tecnologia poderia salvá-la. Em certa parte do livro, ele fala sobre a educação e como ela poderia funcionar no futuro.

Cquote1.svg Haverá uma tendência para centralizar informações, de modo que uma requisição de determinados itens pode usufruir dos recursos de todas as bibliotecas de uma região, ou de uma nação e, quem sabe, do mundo. Finalmente, haverá o equivalente de uma Biblioteca Computada Global, na qual todo o conhecimento da humanidade será armazenado e de onde qualquer item desse total poderá ser retirado por requisição. Cquote2.svg
Cquote1.svg …Certamente, cada vez mais pessoas seguiriam esse caminho fácil e natural de satisfazer suas curiosidades e necessidades de saber. E cada pessoa, à medida que fosse educada segundo seus próprios interesses, poderia então começar a fazer suas contribuições. Aquele que tivesse um novo pensamento ou observação de qualquer tipo sobre qualquer campo, poderia apresentá-lo, e se ele ainda não constasse na biblioteca, seria mantido à espera de confirmação e, possivelmente, acabaria sendo incorporado. Cada pessoa seria, simultaneamente, um professor e um aprendiz. Cquote2.svg
Isaac Asimov - 1979

Asimov e o Futuro[editar | editar código-fonte]

Asimov não se mostrou visionário apenas em relação à existência de uma ´´´Biblioteca Global´´´, como visto acima. Em 1964, aceitou uma proposta do jornal The New York Times e fez uma série de previsões acerca do mundo do futuro, projetando-o como seria dali a 50 anos, isto é, em 2014.[10]

Embora não utilizasse, à época, os termos de hoje, por seus escritos podemos notar que previu a existência dos micro-ondas em nossas cozinhas, da fibra ótica, da internet, dos microchips, das TVs de tela plana e até de pessoas acometidas de depressão. Também errou, como ao prever carros voadores e usinas nucleares de fusão atômica.

Bibliografia selecionada[editar | editar código-fonte]

Concepção artística de Isaac Asimov por Rowena Morrill

Asimov pretendia escrever 500 livros e, por pouco, não atingiu essa marca; escreveu 463 obras. Mas, somando todos os livros, desenhos e coleções editadas, totalizam-se 509 itens em sua bibliografia completa. Asimov pode ter escrito Opus 400, que seria uma comemoração de 400 publicações; contudo, a lista de comemorativos da bibliografia vai apenas até o Opus 300.

Ficção cientifica[editar | editar código-fonte]

Série Robôs[editar | editar código-fonte]

  • The Complete Robot - Nós, Robôs (1982) (Coletânea de 31 contos sobre os robôs, publicados entre 1939 a 1977)
  • Robot Dreams - Sonhos de Robô (1986) (Outra coletânea de contos sobre robôs)
  • Robot Visions - Visões de Robô (1986) (Outra coletânea de contos sobre robôs)

Série Espaciais[editar | editar código-fonte]

  • Mãe Terra - Conto publicado em O Futuro Começou, onde aparecem pela primeira vez os espaciais
  • The Caves of Steel - Caça aos Robôs (1954) (primeiro romance de ficção científica com Elias Baley)
  • The Naked Sun - Os Robôs (1957) (segundo romance de ficção científica com Elias Baley)
  • Imagem Especular - Imagem no Espelho - Conto sobre uma disputa entre dois Cientistas de Aurora, a respeito de uma descoberta, mediada por Elias Baley e Daniel
  • The Robots of Dawn - Os Robôs do Amanhecer (1983) (terceiro romance de ficção científica com Elias Baley)
  • Robots and Empire - Os Robôs e o Império (1985) (sequência da trilogia Elias Baley)
  • The Positronic Man (1993) (com Robert Silverberg, um romance baseado no antigo conto de Asimov "The Bicentennial Man")

Série Império Galáctico[editar | editar código-fonte]

Série Lucky Starr[editar | editar código-fonte]

Obras publicadas sob o pseudónimo Paul French[11]

Trilogia Fundação[editar | editar código-fonte]

Extensão da série Fundação[editar | editar código-fonte]

Romances que não fazem parte de séries[editar | editar código-fonte]

(Ainda que essencialmente independentes, alguns desses romances têm relações mínimas com a série "Fundação".)

Coletâneas de pequenas histórias[editar | editar código-fonte]

Lista de contos e noveletas de Isaac Asimov:

Mistérios[editar | editar código-fonte]

Romances[editar | editar código-fonte]

Coletâneas de pequenas histórias[editar | editar código-fonte]

Não-ficção[editar | editar código-fonte]

Ciência popular[editar | editar código-fonte]

Anotações[editar | editar código-fonte]

Guias[editar | editar código-fonte]

  • Asimov's Guide to the Bible, vols I and II (1981)
  • Asimov's Guide to Shakespeare

Outros[editar | editar código-fonte]

Leis da Robótica[editar | editar código-fonte]

Apresentadas no livro Eu, Robô, as 3 Leis da Robótica foram criadas, como condição de coexistência dos robôs com os seres humanos, como prevenção de qualquer perigo que a inteligência artificial pudesse representar à humanidade. São elas:

  • 1ª lei: Um robô não pode ferir um ser humano ou, por inacção, permitir que um ser humano sofra algum mal.
  • 2ª lei: Um robô deve obedecer às ordens que lhe sejam dadas por seres humanos, exceto nos casos em que tais ordens contrariem a Primeira Lei.
  • 3ª lei: Um robô deve proteger sua própria existência, desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira e Segunda Leis.

Mais tarde, no livro Os Robôs do Amanhecer, o robô Daneel viria a instituir uma quarta lei: a 'Lei Zero':

  • 'Lei Zero': Um robô não pode fazer mal à humanidade e nem, por inacção, permitir que ela sofra algum mal.

Referências

  1. Edward Seiler; John H. Jenkins (27 de junho de 2008). Isaac Asimov FAQ. Isaac Asimov Home Page. Página visitada em 3 de julho de 2012.
  2. Isaac Asimov FAQ. Asimovonline.com.
  3. Isaac Janet. It's Been a Good (em inglês). Amherst, Nova Iorque: Prometheus Books, 2002. 12 p. ISBN 1-57392-968-9 Life
  4. Isaac Asimov Interview with Don Swaim. Wiredforbooks.org (1987). Página visitada em 3 de julho de 2012.
  5. (em inglês). Garden City, Nova Iorque: Doubleday, 1980. ISBN 0-385-15544-1
  6. Isaac Asimov. In Memory Yet Green: The Autobiography of Isaac Asimov, 1920–1954 (em inglês). Garden City, Nova Iorque: Doubleday, 1979. ISBN 0-385-13679-X
  7. Isaac Asimov, Whose Thoughts and Books Traveled the Universe, Is Dead at 72 (em inglês). Obituary in The New York Times p. B7 (7 de Abril de 1992).
  8. Asimov FAQ. Asimovonline.com (27 de setembro de 2004). Página visitada em 17 de janeiro de 2007.
  9. Locus Online: Letter from Janet Asimov. Locusmag.com (4 de abril de 2002). Página visitada em 17 de janeiro de 2007.
  10. Roberto Amado (9 de janeiro de 2014). As previsões de Isaac Asimov, há 50 anos, para 2014 (em pt). IG.com.br. Página visitada em 11 de janeiro de 2014.
  11. Lucky Starr de Isaac Asimov. Coolfrenchcomics.com.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • ASIMOV, Isaac. In Memory Yet Green (em Inglês). Nova Iorque: Doubleday, 1979. ISBN 038513679X
  • ASIMOV, Isaac. O Futuro Começou. São Paulo: Hemus, 1978.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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