Islamofobia

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Islamofobia é o sentimento de ódio ou de repúdio em relação aos muçulmanos e ao Islamismo em geral.[1] Este tipo de aversão ao islamismo vem acontecendo principalmente nos Estados Unidos, no Canadá, na Europa e em Israel, devido aos atentados terroristas promovidos por organizações fundamentalistas islâmicas, tais como a Al-Qaeda, o Talibã, o Hezbollah, o Hamas, o Fatah al-Islam, as Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa e a Jihad Islâmica Palestina. Este tipo de discriminação se agravou exponencialmente após os ataques de 11 de setembro de 2001, ocorridos nos Estados Unidos.

No Brasil, Sidi Muhammad (Olavo de Carvalho), que foi discípulo dos irmãos Omar Ali-Shah e Idries Shah, acusou, mais de uma vez, as tariqas de serem contra-iniciáticas e instrumentos na guerra cultural que visa à destruição do mundo ocidental. Nada mais falso. O conceito de guerra cultural serve apenas para propagar a islamofobia. Sidi Muhammad (Olavo de Carvalho) foi um dos membros fundadores da Tariqa Maryamiyya no Brasil, a primeira tariqa trazida ao Brasil por brasileiros, que foram para Bloomington (Indiana), nos Estados Unidos, e se iniciaram com o filósofo Frithjof Schuon.[2]

Mídia[editar | editar código-fonte]

De acordo com a Enciclopédia da Raça e Estudos Étnicos, os meios de comunicação social têm sido criticados por perpetrarem islamofobia; a professora inglesa Elizabeth Poole cita um estudo de caso onde, ao analisar uma amostra de artigos na imprensa britânica de entre 1994 e 2004, conclui que os muçulmanos estavam sub-representados, e mostrados sob um foco negativo. Esses retratos, de acordo com Poole, incluem a imagem do Islamismo e os muçulmanos como uma ameaça à segurança do Ocidente e aos valores sociais desta parte do planeta.[3] Benn e Jawad escreveram que a hostilidade contra o Islã e os muçulmanos estão "intimamente ligadas aos meios de comunicação social que retratam o Islã como bárbaro, irracional, primitiva e sexista."[4] Egorova e Tudor citam os pesquisadores europeus, em que sugere que expressões utilizadas nos meios de comunicação social como "terrorismo islâmico", "bombas islâmicas" e "violento Islã" já resultaram em uma percepção negativa do Islã.[5]

Diversas iniciativas vêm surgindo com base nas sessenta recomendações enumeradas no relatório do Runnymede Trust, que visa aumentar participação muçulmana nos meios de comunicação e na política. Logo após a liberação do relatório Runnymede, foi criado o Conselho Muçulmano da Grã-Bretanha para servir como uma organização guarda-chuva com o objetivo de "representar os muçulmanos na esfera pública, o lobby no governo e outras instituições." O "Fórum Contra o Racismo e a islamofobia" (FAIR), também foi criado, destinado a acompanhar a cobertura nos meios de comunicação e estabelecer um diálogo com organizações da mídia.[6]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. * Sandra Fredman, Discrimination and Human Rights, Oxford University Press, ISBN 0-19-924603-3, p.121.
    • Yvonne Yazbeck Haddad, Muslims in the West: From Sojourners to Citizens, Oxford University Press, ISBN 0-19-514806-1, p.19
    • Islamophobia: A Challenge for Us All, Runnymede Trust, 1997, p. 1, cited in Quraishi, Muzammil. Muslims and Crime: A Comparative Study, Ashgate Publishing Ltd., 2005, p. 60. ISBN 0-7546-4233-X. Early in 1997, the Commission on British Muslims and Islamophobia, at that time part of the Runnymede Trust, issued a consultative document on Islamophobia under the chairmanship of Professor Gordon Conway, Vice-Chancellor of the University of Sussex. The final report, Islamophobia: A Challenge for Us All, was launched in November 1997 by Home Secretary Jack Straw
  2. A Mística Islâmica em Terræ Brasilis: o Sufismo e as Ordens Sufis em São Paulo. Mário Alves da Silva Filho. Dissertação apresentada à Banca Examinadora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo em 2012.
  3. Encyclopedia of Race and Ethnic studies, p. 217
  4. Benn; Jawad (2004) p. 165
  5. See Egorova; Tudor (2003) pp. 2-3, que cita as conclusões de Marquina e Rebolledo: "A. Marquina, V. G. Rebolledo, ‘The Dialogue between the European Union and the Islamic World’ in Interreligious Dialogues: Christians, Jews, Muslims, Annals of the European Academy of Sciences and Arts, v. 24, no. 10, Austria, 2000, pp. 166-8. "
  6. Encyclopedia of Race and Ethnic studies, p. 218

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Encyclopedia of Race and Ethnic Studies. (2003). Ed. Cashmore, E. Routledge. 
  • Benn, T.; Jawad, H.. Muslim Women in the United Kingdom and Beyond: Experiences and Images. [S.l.]: Brill, 2004. ISBN 90-04-12581-7.
  • Egorova, Y.; Parfitt, T.. Jews, Muslims, and Mass Media: Mediating the 'Other'. London: Routledge Curzon, 2003. ISBN 0-415-31839-4.
  • Haddad, Y.. Muslims in the West: From Sojourners to Citizens. Oxford: Oxford University Press, 2002. ISBN 0-19-514805-3.
  • Johnson, M. R. D.; Soydan, H; Williams, C.. Social Work and Minorities: European Perspectives. London; New York: Routledge, 1998. ISBN 0-415-16962-3.
  • Miles, R.; Brown, M.. Racism. London; New York: Routledge, 2003. ISBN 0-415-29676-5.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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