Ismail Haniya

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Ismail Haniyeh)
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Este artigo ou se(c)ção cita uma ou mais fontes fiáveis e independentes, mas ela(s) não cobre(m) todo o texto (desde Maio de 2011).
Por favor, melhore este artigo providenciando mais fontes fiáveis e independentes e inserindo-as em notas de rodapé ou no corpo do texto, conforme o livro de estilo.
Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoYahoo!Bing. Veja como referenciar e citar as fontes.

Ismail Haniya (árabe: إسماعيل هنية) (Cidade de Gaza, 1962) é um político do Hamas. No dia 21 de Fevereiro de 2006 tornou-se primeiro-ministro da Autoridade Nacional Palestiniana (ANP), na sequência da vitória do seu movimento político nas eleições legislativas palestinianas de 25 de Janeiro de 2006.

Ismail Haniya nasceu no campo de refugiados de Al-Shati (Shati), perto da cidade de Gaza. Os seus pais tornaram-se refugiados no contexto da guerra de 1948 entre Israel e os seus vizinhos árabes, tendo sido residentes naquilo que é hoje a cidade israelita de Ascalão.

Formou-se em Literatura Árabe na Universidade Islâmica de Gaza no ano de 1987. Durante a sua passagem pela universidade integrou o "Bloco de Estudantes Islâmicos", um movimento que seria precursor do Hamas.

Em 1987 iniciou-se a Intifada, ou levantamento da população árabe residente nos Territórios Ocupados (Faixa de Gaza e Cisjordânia) por Israel em 1967. Com 43 anos, Haniya foi um dos mais jovens fundadores do Hamas. Nesse ano, Haniya foi detido pelas autoridades israelitas por participar nos protestos e mais tarde libertado. Em 1988 voltou a ser novamente detido pelas autoridades de Israel e condenado a três anos de cadeia.

Em 1992 Haniya foi libertado e deportado junto com outros militantes do Hamas para o sul do Líbano, sob a acusação de terrorismo. No ano seguinte regressou a Gaza, onde foi nomeado reitor da Universidade Islâmica.

Haniya e outros membros do Hamas seria mais tarde detidos pela Autoridade Palestiniana, que considerava a ideologia e actividades do grupo (responsável pelo assassinato de civis israelitas) uma ameaça aos Acordo de Paz de Oslo.

No fim dos anos 90 tornou-se próximo do xeque Ahmed Yassin, líder espiritual do Hamas. Chegou a chefiar o escritório de Yassin quando o xeque saiu da prisão em 97. Com o assassinato de Abdal-Aziz al-Rantisi em 2003 e do xeque Yassin em 2004 (em ambos os casos as mortes foram executadas por Israel), Haniya consolidou a sua posição como líder do Hamas.

Dentro do Hamas - movimento considerado uma organização terrorista pelos Estados Unidos e União Europeia - Ismail Haniya é visto como um moderado da ala política do grupo, aberto ao diálogo com Israel. Ele foi o primeiro dirigente do Hamas a telefonar para o presidente da ANP e da Fatah, Mahmoud Abbas, e propor uma aliança política, depois de divulgados os resultados da eleição. No dia 20 de fevereiro de 2006, Abbas aprovou a nomeação de Haniya como primeiro-ministro.

Em maio de 2011, Haniya condenou a operação norte-americana que matou Osama bin Laden, responsável pelos Ataques de 11 de setembro de 2001, denominando bin-Laden de "gerreiro sagrado" e a operação como um "assassinato".[1] Segundo Haniya, a operação faz parte da política americana baseada na opressão e no derramamento de sangue árabe e muçulmano, e pediu a Deus piedade para bin-Laden, junto com os verdadeiros crentes e mártires; o porta-voz americano Mark Toner reagiu com indignação, lembrando que bin-Laden era um terrorista, ordenando o assassinato de milhares de homens, mulheres e crianças, vários dos quais eram muçulmanos.[1]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]