Isoflavona

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A soja é uma das principais fontes de isoflavonas.

Isoflavonas são compostos orgânicos naturais (metabólitos secundários) de origem vegetal pouco distribuídos na natureza, presentes principalmente na família Fabaceae, sendo abundantes na soja (Glycine max Merr.) e em seus derivados[1] . Estes compostos apresentam efeito estrogênico por apresentarem semelhança estrutural com os hormônios estrogênicos, encontrados em maior concentração nas mulheres. Estruturalmente podem ser consideradas como derivadas da 3-fenilcromana.

As isoflavonas pertencem à classe dos flavonóides e podem ocorrer tanto na forma de aglicona como na forma glicosilada, quando possui uma ose (açúcar) ligada à posição 5 ou 7 do anel A[2] . A forma glicosilada ocorre naturalmente nos grãos da soja e na farinha de soja; já os acetil-derivados e as agliconas são formados durante o processamento industrial da soja ou no metabolismo da soja no organismo. O isolado protéico de soja possui maiores teores das formas agliconas.

A genisteína é a isoflavona mais comumente encontrada na natureza.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Simões, C.M.O. et al. (org.). Farmacognosia: da planta ao medicamento. 6a edição. Porto Alegre/Florianópolis, Ed. Universidade UFRGS/Ed. da UFSC, 2007. ISBN 978-85-328-0395-5
  2. Dewik, P.M. Medicinal Natural Products. A Biosynthetic Approach. 2nd ed., Chichester, John Wiley & Sons, 2002. ISBN 0-471-49640-5 (capa dura); ISBN 0-471-49641-3 (formato de bolso)
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