Isqueiro

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Vários tipos de isqueiros.

O isqueiro é um dispositivo para gerar fogo, patenteado em pelo alemão Johann Wolfgang Döbereiner [1] .


Funcionamento[editar | editar código-fonte]

Com uma roldana de metal rugoso, roda sobre uma pedra, pressionada contra a roldana por meio de uma mola, para gerar faísca. Com o polegar, num movimento rápido, o utilizador do isqueiro acciona a roldana contra a pedra, deixando cair o dedo sobre uma válvula de gás propano, criando a chama, geralmente regulável. Este modelo, fabricado em plástico e descartável, tem sido o mais comercializado nos últimos tempos.

Entretanto, os isqueiros originais, no Brasil também conhecidos por bingas, eram metálicos e utilizavam como combustível o fluido (nafta destilada, um derivado do petróleo), um líquido inflamável produzido especialmente para esta finalidade.

Atualmente, há uma nova geração de isqueiros cuja ignição é produzida eletronicamente e a chama resiste acesa a fortes ventos por ter o gás ejetado sob alta pressão. Tal objeto assemelha-se a um maçarico em miniatura.

O isqueiro é mais utilizado pelos fumadores, (ou fumantes no Brasil), em detrimento do tradicional fósforo, pela sua praticidade.

Licença de isqueiro[editar | editar código-fonte]

Em Portugal, durante o regime de Salazar, as pessoas precisavam de uma licença para o uso de isqueiros. Essa licença, um pequeno papel oficial emitido pelo governo, custava 10 escudos e deveria ser transportado pelo dono do isqueiro. Em caso de falta da licença, o portador do isqueiro era multado em 250 escudos. Se este fosse funcionário do governo ou militar, a multa poderia ser elevada para 500 Escudos.

O dinheiro recolhido das multas, tal como da venda de licenças, era repassado à Fosforeira Nacional. Sendo que, no caso das multas, 30% era destinado ao autuante. Essa percentagem poderia ser divida com o delator, caso esse existisse.

Essas directrizes foram instituídas pelo Decreto-lei 28219 de novembro de 1937[2] e foram abolidas em maio de 1970.[3] [4] [5]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
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Referências

  1. Bram Van Damme (27 março 2006). My Lighter. Visitado em 31 agosto 2007.
  2. direcção-geral das contribuições e impostos - decreto-lei 28:219. (Diário da República, 24 novembro de 1937)
  3. vmar (17 abril 2004). Licença de Isqueiro. Visitado em 31 agosto 2007.
  4. Rezendes (18 fevereiro 2005). Licença de isqueiro. Visitado em 31 agosto 2007.
  5. José Leite Pereira (25 abril 2007). Licenças de isqueiro?. Visitado em 31 agosto 2007.
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