Itabuna

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Município de Itabuna
"Capital do Cacau"
"Capital do Sul da Bahia"
"Tabocas"
Vista panorâmica da cidade às margens do Rio Cachoeira

Vista panorâmica da cidade às margens do Rio Cachoeira
Bandeira de Itabuna
Brasão de Itabuna
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 28 de julho
Fundação 1910
Gentílico itabunense ou grapiúna
Lema Merces Laborum Suorum
traduzido do latim, significa: "A recompensa de seus trabalhos"[1]
Padroeiro(a) São José
Prefeito(a) Claudevane Leite [2] (PRB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Itabuna
Localização de Itabuna na Bahia
Itabuna está localizado em: Brasil
Itabuna
Localização de Itabuna no Brasil
14° 47' 09" S 39° 16' 48" O14° 47' 09" S 39° 16' 48" O
Unidade federativa  Bahia
Mesorregião Sul Baiano IBGE/2008[3]
Microrregião Ilhéus-Itabuna IBGE/2008[3]
Municípios limítrofes Buerarema, Governador Lomanto Júnior, Ibicaraí, Ilhéus, Itajuípe, Itapé e Jussari
Distância até a capital 426 (ou 333 via ferryboat) km
Características geográficas
Área 432,244 km² [4]
População 218 124 hab. (BA: 5º) –  IBGE/2013[5]
Densidade 504,63 hab./km²
Altitude 54 m
Clima tropical úmido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,712 alto PNUD/2010[6]
Gini 0,56 PNUD/2010[7]
PIB R$ 2 582 489 mil IBGE/2010[8]
PIB per capita R$ 12 615,35 IBGE/2010[8]
Página oficial
Estádio Luís Viana Filho

Itabuna é um município do sul do estado da Bahia, no Brasil. Possui uma área total de 432,244 km². Está localizada a cerca de 426 quilômetros da capital da Bahia, estando em torno de 333 quilômetros de distância dessa cidade via ferryboat. É a quinta cidade mais populosa da Bahia, com 218 124 habitantes, de acordo com o último censo realizado. A cidade de Itabuna, em conjunto com o município vizinho de Ilhéus, forma uma aglomeração urbana classificada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística como uma capital regional B, exercendo influência em mais de 40 municípios que, juntos, apresentam pouco mais de um milhão de habitantes.[9] .

Segundo levantamento realizado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o município de Itabuna apresenta o terceiro melhor Índice de Desenvolvimento Humano do Estado da Bahia, ficando atrás somente da capital baiana, Salvador, e do município de Lauro de Freitas.

É terra natal do escritor Jorge Amado, que a descreve em algumas de suas obras, como Gabriela, Cravo e Canela e Terras do Sem Fim.

Topônimo[editar | editar código-fonte]

O nome "Itabuna" é derivado do termo tupi itáabuna, que significa "padre de pedra" (itá, pedra + abuna, padre). O nome é uma referência a uma formação rochosa que se assemelha a um padre.[10] Essa formação rochosa veio a designar o terceiro distrito de Ilhéus, Cachoeira de Itabuna, ao qual pertencia a localidade de Tabocas, que veio a dar origem ao atual município de Itabuna.[11]

História[editar | editar código-fonte]

Por volta do ano 1000, as tribos indígenas tapuias (mais especificamente, os aimorés)[12] que habitavam a região foram expulsas para o interior do continente devido à chegada de povos tupis procedentes da Amazônia. No século XVI, quando chegaram os primeiros portugueses à região, a mesma era habitada pela tribo tupi dos tupiniquins. Os portugueses implantaram, na região, a capitania de Ilhéus, porém esta fracassou economicamente devido aos constantes ataques dos índios aimorés, que retornaram à região vindos do interior do continente a partir da década de 1550.[13] [14]

O povoamento de origem europeia na região só se consolidou a partir do momento em que a região passou a servir como principal ponto de passagem de tropeiros que se dirigiam a Vitória da Conquista. Na região cortada pelo rio Cachoeira, surgiu o Arraial de Tabocas em 1857, em meio à mata, que, então, era desbravada. O nome Tabocas, segundo a tradição, deve-se a um imenso jequitibá, de cuja derrubada fora feita uma disputa, sendo aquele o "pau da taboca", ou seja, da roça que se abria.

O povoamento intensificou-se a partir de 1867, feito principalmente por migrantes sergipanos, dentre os quais Félix Severino de Oliveira, depois conhecido como Félix Sevirino do Amor Divino, e José Firmino Alves, que eram primos. Félix fundou, na entrada de Itabuna, a Fazenda Marimbeta. Hoje, existe uma rua com esse nome no bairro da Conceição. Eles vieram da Chapada dos Índios, atual Cristinápolis. A eles, se atribui a fundação da futura cidade de Itabuna.

Em trinta anos, o crescimento foi tanto que, em 1897, os moradores pleitearam sua emancipação, que foi negada. Nova tentativa foi feita, junto ao governo estadual, em 1906, comprometendo-se Firmino Alves a doar os terrenos para que fossem erguidas as sedes administrativas.

Emancipação[editar | editar código-fonte]

Fundado em 1910, o município de Itabuna tem sua cronologia confundida com a própria origem do seu perímetro urbano, a partir de meados do século XIX, reduzindo-se a importância da centenária Ferradas, que foi a primeira vila - com o nome de dom Pedro de Alcântara, três décadas antes de Tabocas -, e o primeiro povoamento não indígena no território daquele que viria a ser o município de Itabuna.

Em abril de 2011, foi protocolado, na Assembleia Legislativa da Bahia, uma proposta do deputado Gilberto Santana, do Partido Trabalhista Nacional, para a criação da Região Metropolitana do Cacau, que englobaria os municípios de Almadina, Arataca, Aurelino Leal, Barro Preto, Buerarema, Camacã, Canavieiras, Coaraci, Floresta Azul, Ibicaraí, Ibirapitanga, Ilhéus, Itabuna, Itajuípe, Itacaré, Itapé, Itajú do Colônia, Itapitanga, Jussari, Maraú, Mascote, Pau Brasil, Santa Luzia, São José da Vitória, Ubaitaba, Una e Uruçuca.[15] [16]

Economia[editar | editar código-fonte]

Vista de Itabuna.

Itabuna é um centro regional de comércio, indústria e de serviços. Sua importância econômica cresceu no Brasil durante a época áurea do cultivo de cacau, que, por ser compatível com o solo da região, levou-a ao 2º lugar em produção no país, exportando para os Estados Unidos e Europa.

Depois de grave crise na produção cacaueira causada pela presença da doença conhecida como vassoura-de-bruxa, a cidade tem buscado alternativas econômicas, com a ajuda do comércio, da indústria e da diversificação de lavouras. A cidade é um importante entreposto comercial do estado, situada às margens da BR-101 e BR-415 e hoje se destaca com industrias de grande porte como Nestlé, Kissex, Produtos Padim, Delphi Cacau, Cambuci S/A (Penalty) e TriFil, se consolidando como polo médico, prestador de serviços e de educação.

O município conta com o Shopping Jequitibá, um dos maiores do interior da Bahia, com mais de 130 lojas e 8 âncoras.

Saúde[editar | editar código-fonte]

A cidade conta com alguns hospitais particulares e outros filantrópicos como o complexo Santa Casa, com 3 hospitais, assim como outros públicos, como o Hospital de Base, que não atendem somente a cidade, mas também aos municípios vizinhos, num total de 121 pactuados, como Lomanto Júnior, Ibicaraí, Itajuípe, Itapé, Buerarema, Jussari, Camacã, Coaraci e Uruçuca, inclusive de outros estados.


População e Eleitorado (Eleições Municipais)[17]
Habitantes Eleitorado Eleitorado (% da população)
204 710 138 188 67,41%

Educação[editar | editar código-fonte]

Itabuna se destaca na educação, principalmente como polo universitário regional, possuindo alguns dos melhores centros educacionais da Bahia. A cidade dispõe de várias escolas públicas, com destaque para o Colégio Estadual Sesquicentenário (CISO), Colégio da Polícia Militar Antônio Carlos Magalhães, Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães, e particulares como os colégios Sistema Moderno de Educação, Galileu, São José da Ação Fraternal de Itabuna (AFI), Divina Sartre COC (ex-Divina Providência) e Pio XII, além de 2 faculdades, Faculdade de Tecnologia e Ciências e União Metropolitana de Educação e Cultura - ex-FacSul, um Centro Estadual de Educação Profissional em biotecnologia e saúde - CEEP (antigo Colégio Polivalente) e também a Universidade Estadual de Santa Cruz, que, apesar de estar em território ilheense, está mais próxima do centro de Itabuna. A universidade surgiu da união de faculdades das duas cidades na década de 1970, oferecendo, juntas, mais de 50 cursos de nível superior em graduação e mais alguns em pós-graduação.

  • Taxa de analfabetismo (IBGE - 2000):
  • População de 10 a 15 anos: 7,9%;
  • População de 15 anos ou mais: 15,1%.
  • IDI (Índice de Desenvolvimento da Infância - Unicef - 2004): 0,64.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Itabuna se destaca pela vasta cultura, com grupos de teatro, grupos de capoeira, dança, bandas musicais com trabalho autoral expressivo de diferentes gêneros como Cacau com Leite, Lordão, Mendigos Blues e Manzuá e outras atividades do gênero como por exemplo no meio Gospel onde encontramos a Banda Shalom e no seguimento Rock Gospel encontra-se as Bandas Projeto Alpha, Restauração e Salmos. Um dos maiores santeiros do mundo, Osmundo Teixeira, vive e trabalha na cidade.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Itabuna

Referências

  1. Google tradutor. Disponível em http://translate.google.com.br/?hl=pt-BR#la/pt/merces%20laborum%20suorum. Acesso em 29 de janeiro de 2014.
  2. Site oficial da prefeitura de Itabuna
  3. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  4. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  5. IBGE - Censo Brasileiro 2013 (PDF) Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Página visitada em 30 de setembro de 2013.
  6. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 07 de agosto de 2013.
  7. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (2010). Perfil do município de Itabuna - BA Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013. Página visitada em 4 de março de 2014.
  8. a b Produto Interno Bruto dos Municípios - 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 31dez. 2012.
  9. MOTTA, Diana Meirelles da; Cesar Ajara (Junho de 2001). Configuração da Rede Urbana do Brasil (em português) Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Página visitada em 24 de julho de 2009.
  10. NAVARRO, E. A. Dicionário de tupi antigo: a língua indígena clássica do Brasil. São Paulo. Global. 2013. p. 571.
  11. Itabuna-BA.com.br. Disponível em http://www.itabuna-ba.com.br/hist8.htm. Acesso em 4 de abril de 2013.
  12. GÂNDAVO, P. M. A primeira história do Brasil: história da província Santa Cruz a que vulgarmente chamamos Brasil. 2ª edição. Rio de Janeiro. Jorge Zahar Editor. 2004. p. 163. 164.
  13. BUENO, E. Brasil: uma história. 2ª edição. São Paulo. Ática. 2003. p. 19.
  14. GÂNDAVO, P. M. A primeira história do Brasil: história da província Santa Cruz a que vulgarmente chamamos Brasil. 2ª edição. Rio de Janeiro. Jorge Zahar Editor. 2004. p. 163. 164.
  15. Deputado quer criar Região Metropolitana do Cacau
  16. Deputado Baiano quer criar a Região Metropolitana do Cacau
  17. Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estatística - IBGE. [1]