Itaim Bibi

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Distrito paulistano do
Itaim Bibi
Área 9,9 km²
População (62°) 80.501 hab. (2010)
Densidade 81,31 hab/ha
Renda média R$ 4.241.57
IDH 0,953 - muito elevado ()
Subprefeitura Pinheiros
Região Administrativa Oeste
Área Geográfica Área 7 (Sudoeste) e Centro Expandido
Distritos de São Paulo Bandeira da cidade de São Paulo.svg

Itaim Bibi é um distrito da Zona Oeste[1] da cidade de São Paulo, administrado pela subprefeitura de Pinheiros.

Até 2001 fazia parte da Zona Centro-Sul (Zona Sul), sendo administrado pela Subprefeitura de Santo Amaro. A partir de 2002, na gestão Marta Suplicy, foi integrado à Subprefeitura de Pinheiros, passando a ser da Zona Oeste.

A área do distrito é limitada pelo Rio Pinheiros, Av. Cidade Jardim, Av. Nove de Julho, Av. S. Gabriel, Av. Sto. Amaro, Av. Roque Petroni Jr., até chegar novamente no Rio Pinheiros.[2]

Abrange bairros como: a Vila Olímpia, famoso pela agitada vida noturna, com seus restaurantes e casas de dança, e Brooklin Novo onde se instalaram várias empresas multinacionais nos últimos anos.

História[editar | editar código-fonte]

O Distrito de Paz de Itaim foi criado por meio do Decreto Estadual nº 6731 de 4 de outubro de 1934. A região que compõe o atual distrito tem suas origens ligadas às propriedades rurais do século XIX, que futuramente gerariam os seus atuais bairros. Manteve características rurais até o início do século XX.

Uma das mais antigas propriedades pertenceu ao general José Couto de Magalhães, que, embora mineiro de Diamantina, formou-se em Direito pela Faculdade do Largo São Francisco e foi presidente do estado de São Paulo. A área comprada em 1896 pelo político possuía baixo valor, pois sofria das constantes inundações do rio Pinheiros, servindo para o lazer de seus proprietários.

Ao longo dos anos foi chamada de Chácara do Itahy, itahy significa "pedra pequena", na língua tupi; sua sede situava-se na atual rua Iguatemi, conhecida como Casa Bandeirista do Itaim, a casa que atualmente esta em ruínas, foi tombada pelo Patrimônio Histórico. Os herdeiros de José Vieira foram responsáveis pelo loteamento da área, pelo loteamento da chácara, vendida em pequenos lotes à italianos que produziam verduras e legumes. Esta região formou muitos dos atuais bairros do distrito, como Itaim Bibi e Chácara Itaim. Imigrantes portugueses também possuíam terras nas áreas mais altas da região.

Outra importante fazenda foi a Casa Grande, latifúndio pertencente a Chico Mimi, localizado no encontro das atuais avenida Morumbi, Brito Peixoto e Godoy Colaço. Em 1832 a região era incorporada ao município de Santo Amaro existente até 1935, quando foi incorporado à cidade de São Paulo. Esta área formou o bairro de Vila Cordeiro.

O início século XX trouxe desenvolvimento à região, trazendo a passagem de linhas de bondes, o transporte coletivo da época, pelo bairro de “quinto desvio” (futuro bairro de Brooklin Paulista). Nas décadas de 1920 e 1930 houve o loteamento e a junção de diversas propriedades rurais e áreas verdes, formando os bairros de Vila Olímpia e Brooklin. As áreas de várzea, menos valorizadas, eram ocupadas por indústrias de médio e grande porte, portos de areia e olarias, fornecedores de matéria prima para as construções. A partir da segunda metade do século, há uma mudança progressiva no comércio distrital, ampliou-se e deixou de servir somente a seus bairros, passando a atender também outras áreas, perdendo sua característica popular e industrial, tornando-se uma região abastada.

No final da década de 1970 houve a criação de novas vias na cidade, como a Avenida Engenheiro Luiz Carlos Berrini e a avenida Presidente Juscelino Kubitschek. Devido ao elevado custo dos terrenos na avenidas Paulista e Faria Lima, os bairros de Vila Olímpia e o Brooklin, onde estão localizadas, tornaram-se centros financeiros secundários da cidade. Até a década de 1990 partes distrito sofriam com as constantes inundações do rio Pinheiros e seus afluentes, isto trazia uma desvalorização e desinteresse imobiliário perante o território distrital.

Para mudar este panorama o mesmo recebeu importantes investimentos públicos, realizados pela Prefeitura da cidade, havendo melhoramentos em suas vias e obras de combate às enchentes. Isto gerou o interesse privado, que ao perceber a intensa valorização dos imóveis existentes, investiu em tecnologia de ponta, trazendo ao Itaim modernos edifícios e mega empreendimentos.

Evolução demográfica do distrito do Itaim Bibi [3]

Atualidade[editar | editar código-fonte]

Bandeira de Itaim Bibi, de autoria de Bernardo Muylaert Tinoco, e instituída pela lei 15.013/2009. Proporções: 7:10 (altura:largura).[4]

O distrito abriga os bairros de Vila Olímpia e Brooklin, grandes centros financeiros da cidade. Neles e em suas adjacências, como os bairros de Vila Cordeiro, Itaim Bibi, Vila Olímpia e Vila Gertrudes existem inúmeros escritórios de multinacionais e empresas high tech como: Google, Nestlé, Internet Group, Yahoo!, Intel, Symantec, Microsoft, Barclays, Credit Suisse, Goldman Sachs, Chrysler, Terra Networks, Nokia, Samsung e HP.

À beira da Marginal Pinheiros, é possível observar os novos marcos arquitetônicos da cidade, tais como: a Ponte Octávio Frias de Oliveira, o Hotel Hyatt, a sede da TV Globo São Paulo, o RochaVerá Plaza, o Centro Empresarial Nações Unidas, Sede do Bank Boston e o edifício Plaza Centenário.

É famoso por sua agitada vida noturna, com seus restaurantes, casas de dança e centros comerciais, tais como: Brascan Open Mall, Market Place Shopping Center, Shopping Vila Olímpia e Shopping D&D.

Referências

  1. Mapa oficial das subprefeituras da cidade de São Paulo: http://ww2.prefeitura.sp.gov.br//arquivos/guia/mapas/0001/mapa_subprefeituras.jpeg
  2. Sistema de Unidades Informações Territorializadas - Distrito do Itaim Bibi Emplasa - Empresa de Planejamento Metropolitano S.A.. Visitado em 17-9-2010.
  3. Tabelas. Visitado em Junho de 2009.
  4. Lei oficializa a bandeira do Itaim Bibi.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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