Itaim Bibi (bairro de São Paulo)

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Itaim Bibi
ItAIM.JPG
Bairro de São Paulo Bandeira da cidade de São Paulo.svg
Dia Oficial: 4 de outubro
Fundação: 4 de outubro de 1954 (60 anos)
Estilo arquitetônico
inicial:
Brutalista
Estilo arquitetônico
predominante:
Pós-contemporâneo
Zona de valor do CRECI: Zona A
Distrito: Itaim Bibi
Subprefeitura: Pinheiros
Região Administrativa: Oeste

Itaim Bibi é um bairro nobre localizado na zona Sul de São Paulo, administrado pela Subprefeitura de Pinheiros.

Limita-se com os bairros de Vila Nova Conceição, Vila Olímpia, Jardim Europa, Ibirapuera e Jardim Paulistano.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Bibi (bebê) era como as escravas chamavam o filho do médico Leopoldo Couto Magalhães, dono da Chácara Itaí, que cresceu e virou o "Seu Bibi". A palavra Bibi viria a acompanhar o nome do bairro, antes chamado Rio das Pedras. A Rua Renato Paes de Barros se chamava Rua Bibi, em sua homenagem.

História[editar | editar código-fonte]

Sua história começou em 1896 quando o general José Vieira de Couto Magalhães adquiriu uma extensão de 120 alqueires, que era propriedade de Bento Ribeiro dos Santos Camargo. Essas terras não tinham muito valor, pois eram inundáveis; sua função era meramente recreativa, para caça e pesca, e abrigava árvores frutíferas (principalmente jabuticabeiras). Embora não se tivesse casado, o general teve um filho, José Couto de Magalhães, com uma índia do Pará. Em 1898, com a morte do general, seu filho herdou o local, conhecido como Chácara do Itahy ("pedra pequena", em tupi). Em 1907, Leopoldo Couto de Magalhães, irmão do general, comprou as terras por 30 contos de réis, fixando residência no lugar.

Vista aérea do bairro em 2006.

A Rua João Cachoeira leva o nome de um agregado da família que, vivia cantando e contando causos por ali. A sede da chácara propriamente dita, hoje conhecida como Casa Bandeirista do Itaim, localiza-se no início da atual rua Iguatemi. Tombada pelo Patrimônio Histórico, foi, porém, destruída pelos seus atuais proprietários. Antes, por vários anos, foi um sanatório (Casa de Saúde Bela Vista), fundado em 1927 pelo médico Brasílio Marcondes Machado, onde doentes mentais ou dependentes químicos de famílias abastadas se tratavam.

Com o falecimento de Leopoldo, o local foi dividido entre seus herdeiros. Leopoldo Couto Magalhães Júnior, também 'Bibi', que era conhecido por possuir um dos primeiros automóveis da região e pelo hábito de usar boné de bico, continuou residindo na casa até a segunda metade da década de 1920.

O filho de Bibi, Arnaldo Couto de Magalhães foi responsável pelo loteamento da chácara. Na década de 1920, surgiram pequenos sítios de um hectare, vendidos a italianos vindos da Bela Vista/Bixiga, um bairro central. Eles produziam verduras e legumes para o abastecimento local e dos bairros vizinhos.

As terras foram vendidas e revendidas entre a década de 1920 e a década de 1950 e, com a ocupação da várzea próxima ao Rio Pinheiros, propiciou atividade a barqueiros, olarias e portos de areia, que forneciam tijolos e telhas para construções. Para diferenciá-lo do Itaim Paulista um subúrbio de São Paulo, depois da Penha de França, os moradores da região passaram a referir o local como os “terrenos do Bibi”. Atualmente a antiga Rua do Porto leva o nome de Rua Leopoldo Couto de Magalhães Júnior.

Até a década de 1930, a ocupação populacional do Itaim Bibi se restringiu ao quadrilátero formado entre o Rio Pinheiros e as atuais avenidas Nove de Julho, São Gabriel que era estreita e chamava-se Rua Ana Neri e a Juscelino Kubitschek. Depois dos anos 1950, o bairro começou a enfrentar um grande crescimento, causando o desaparecimento de chácaras e sítios.

Atualidade[editar | editar código-fonte]

Possui vizinhos abastados, como o distrito do Morumbi e a região dos Jardins. Hoje em dia o Itaim Bibi é considerado um bairro nobre, sendo classificado pelo CRECI como "Zona de Valor A", assim como outras áreas privilegiadas da cidade.[1] Apresenta sedes de empresas, tais como: Morgan Stanley, Internet Group e Cyrela.

Mas no seu início e até os anos 1960–1970, era um bairro das empregadas, dos motoristas, verdureiros e pequenos comerciantes em geral. O núcleo inicial do bairro se modificou progressivamente. O comércio ampliou-se e deixou de servir somente os bairros vizinhos, passando a atender também outras áreas, fazendo com que o bairro perdesse sua característica popular, tornando-se uma região abastada e desenvolvida.

Referências

  1. Pesquisa CRECI (11 de julho de 2009). Visitado em 2 de agosto de 2009.


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