Itapetim

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Município de Itapetim
Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Aniversário 29 de dezembro
Fundação 1 de março de 1893 (121 anos)
Gentílico itapetinense
Prefeito(a) Arquimedes Machado (PSB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Itapetim
Localização de Itapetim em Pernambuco
Itapetim está localizado em: Brasil
Itapetim
Localização de Itapetim no Brasil
07° 22' 40" S 37° 11' 24" O07° 22' 40" S 37° 11' 24" O
Unidade federativa  Pernambuco
Mesorregião Sertão Pernambucano IBGE/2008[1]
Microrregião Pajeú IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes ao norte, o Estado da Paraíba, ao sul, o município de São José do Egito, a leste o estado da Paraíba e a oeste, Brejinho e São José do Egito
Distância até a capital 265 km
Características geográficas
Área 404,824 km² [2]
População 13 932 hab. IBGE/2013[3]
Densidade 34,41 hab./km²
Altitude 637 m
Clima Semiárido BSh
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,592 baixo PNUD/2010[4]
PIB R$ 66 413 mil IBGE/2011[5]
PIB per capita R$ 4 807 63 IBGE/2011[5]
Página oficial

Itapetim é um município do estado de Pernambuco, no Brasil. Terra-berço dos grandes poetas repentistas, dentre eles os irmãos Batista e Rogaciano Leite.

Topônimo[editar | editar código-fonte]

"Itapetim" é um oriundo da língua tupi, significando "pedra achatada branca", através da junção de itá ("pedra"), peb ("achatado") e ting ("branco)[6] .

História[editar | editar código-fonte]

Nos primórdios do século XVIII, a região foi habitada por uma tribo indígena denominada Babicos[carece de fontes?].

Ancestralmente, Itapetim recebeu o nome de Umburanas devido à imensa quantidade de árvores nativas com essa nomeação (Bursera leptophleus)[7] .

Discorrer sobre a origem histórica desse centro urbanístico é rememorar seus fundadores: tropeiros, almocreves, que transportavam bens tangíveis, principalmente gêneros alimentícios, vindos da localidade de Lagoa de Baixo, atual Sertânia e Flores, em Pernambuco, para Princesa Isabel e São José de Espinharas, na Paraíba.

Homens tangedores de azêmolas, em comboio, conduziam suas tropas fazendo tal percurso, numa viagem expandida, que levava de seis a oito dias ao destino almejado. No transcorrer, realizavam paradas em pontos diversos para seus descansos - e das alimárias. As umburanas, frondosas e de generosa sombra, serviam como lenitivos aos tais recoveiros e estavam sempre à ribeira do Pajeú. Ao lado esquerdo do rio, no Sítio Rio Limpo (hoje propriedade dos familiares do saudoso João Amaro Cordeiro), ficavam tais árvores de madeira nobre. Os dias foram sucedendo e os mercadores aumentavam em quantidade, tornando-se rotina acamparem por ali para o sistema de trocas de mercadoria.

Em virtude do aumento do trânsito e dos contínuos encontros em tal paragem, surgiu um comércio mais pujante: tecidos, louças,joias, calçados, dentre outros artigos vários, fincaram pé - e assim nasceu a feira das Umburanas, por volta de 1878.

Na segunda metade do século, deu-se a povoação com a chegada de dois portugueses: Pedro Mendes de Barros e Inácio Cunha, que se interessaram por estas plagas, fixando-se para desenvolver culturas de milho, feijão, mandioca, batata-doce, bem como criação de rebanho bovino, caprino e aves domésticas adaptadas às nossas condições meteorológicas.

Com o passar dos anos, Amâncio Pereira, um dos primeiros moradores do lugarejo, vendo o crescimento da população umburanense e sendo um homem prático, de ideias progressistas, teve a iniciativa de construir uma casa comercial (a primeira, de alvenaria, erigida ao lado do Rio Pajeú, ainda existe).

Amâncio Pereira José, José Antônio e Virgulino Soares, considerados os fundadores na nascente vila, construíram as primeiras habitações e, lá, moraram seus familiares. Religioso ao extremo, incitou às pessoas já climatizadas na terra a conceber uma capelinha, que ficava defronte à casa de Amâncio, onde hoje está o "Dance Music Casarão". Esse pequeno templo permaneceu funcionando até o ano de 1914, quando o padre José Guerel, da Paróquia de São José do Egito, arquitetou a Igreja Matriz de São Pedro das Lages, concluída muito depois pelo cônego João Leite Gonçalves, o primeiro vigário.

Padre João fixou-se aqui em 1928, tornando-se um dos grandes vultos da história da cidade. Foi um veemente chefe político, sempre ligado as forças políticas da direita e grande batalhador pela emancipação.

Voltando à figura do padre Guerel. Conta-se que, por problemas sociais envolvendo seu país de origem, a França e, também, forçado pela Primeira Guerra Mundial, ele imigrou para o Brasil. Aqui chegando, abancou-se na cidade de São José do Egito. Trazia consigo dois objetivos básicos: sair ileso de sua nação e edificar uma igreja em louvor a São Pedro,assim como explorar e cultivar a agricultura local. Fazia celebrações periódicas de missas nos arredores. E encontrou o terreno ideal ao seu sonho: Umburanas. O religioso citado morreu de forma trágica a 9 de dezembro de 1915, quando uma barreira de açude que estruturava despencou sobre seu corpo enquanto ele cochilava, sob tal barranco, num pós-almoço.

Em relação ao padre João Leite Gonçalves,figura ultra carismática, ele nasceu no dia 7 de julho de 1903 no Pajeú. Filho de Cláudio Leite de Andrade e Josefa Gonçalves de Andrade. Ao cursar o primário, descobriu sua vocação para o sacerdócio, demonstrando aos seus familiares o desejo de estudar Teologia. Entrou para o Seminário de Pesqueira, concluindo o ginásio e o clássico. Em seguida, ingressou no no Seminário de Olinda, onde finalmente cursou filosofia e teologia - fato que culminou com sua ordenação plesbiterial realizado por dom José Antônio de Oliveira Lopes, no dia 2 de abril de 1927. Já como padre, iniciou seus trabalhos religiosos na cidade de Buíque, em Pernambuco e, em seguida, em Pedra de Buíque. Mediante as labutas exemplares,foi convocado pelo Bispo da Diocese de Pesqueira para ser seu secretário. Finalmente, realiza sua paixão de servir a seu povo na terra natal. Nomeado vigário da Paróquia de São Pedro das Umburanas no dia 4 de janeiro de 1928, assumiu-a,em definitivo,no dia 9 do mesmo mês.

Ele preencheu uma grande pauta de atividades prestadas ao povo da cidade. Mais que religioso, foi um político. Doou 42 anos de vida a Itapetim, falecendo a 1 de dezembro de 1969.

Voltando às priscas eras itapetinenses. A celebração da primeira missa aqui foi conduzida pelo padre Manoel Gomes,da paróquia de São José da Ingazeira, hoje São José do egito, juntamente com frei Ibiapina, da Ordem dos Franciscanos. Eles foram hospedados na casa de três vitalinas, que exibiram aos religiosos uma imagem de São Pedro encontrada numa gruta de pedra alteada pelos portugueses pioneiros. Em homenagem, Ibiapina batizou a Capela de São Pedro, que, mais tarde, seria o padroeiro da urbe.

Denominações[editar | editar código-fonte]

O primeiro nome de Itapetim foi Umburanas, pelo fator já descrito. Quarenta e três anos depois do início do povoamento, chamou-se São pedro das Lages, pelo Decreto 92 de 31 de março de 1928. Passada uma década, pela Lei 235 de 9 de dezembro de 1938, já na categoria de Vila, nomear-se-ia Itapetininga, permanecendo apenas a paróquia com o nome primevo. Em 31 de dezembro de 1943, pelo Decreto-Lei 952, foi novamente alterado o nome devido a uma cidade homônima do interior de São Paulo. A partir desta data, o município passou definitivamente ao nome atual, pela Lei 1 818 de 29 de dezembro de 1953, Itapetim torna-se município, ficando desmembrado de São José. Na época,o governador de Pernambuco era o Dr. Etelvino Lins de Albuquerque e o projeto foi apresentado à Assembleia Legislativa pelo então deputado Manoel Santa Cruz Valadares e impulsionado pelo seu companheiro Walfredo Paulino de Siqueira, ambos de São José do Egito. Vale salientar que Valadares foi o primeiro juiz da Comarca de Itapetim.

Em 1º de junho de 1954, em sessão presidida pelo padre João leite no Grupo Escolar Dom José Lopes, onde funcionou provisoriamente a Prefeitura Municipal, foi inaugurada a instalação do município com a posse do primeiro prefeito nomeado, Francisco José de Maria ("Chico Santos"). Ele teve um mandato de dezoito meses.[8]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localiza-se a uma latitude 07º22'42" sul e a uma longitude 37º11'25" oeste, estando a uma altitude de 637 metros. Local onde nasce o rio Pajeú, afluente do Rio São Francisco. Sua população estimada em 2004 era de 14 308 habitantes.

Possui uma área de 409,82 km².

As atividades econômicas principais são a agricultura, com as lavouras permanentes de castanha de caju, sisal ou agave, laranja, banana, goiaba e manga e as lavouras temporárias de batata doce, cana de açúcar, feijão, mandioca, milho e tomate. Outras atividades relevantes são a pecuária e o comércio.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2013. Censo Populacional 2013. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (27 de outubro de 2013). Página visitada em 27 de outubro de 2013.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 01 de outubro de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2011. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 18 dez. 2013.
  6. http://www.fflch.usp.br/dlcv/tupi/vocabulario.htm
  7. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. pp.1 736,919
  8. Texto elaborado, com algumas alterações vocabulares, a partir do original do professor Benones Lopes, retirado do livro "Itapetim: histórias de seu povo", por Paulo Patriota em 25 de Maio de 2006

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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