Itapina

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O vilarejo, visto a partir do Rio Doce.

Itapina é um distrito do município de Colatina, no Espírito Santo [1] . Colonizada por italianos, alemães, sírios, turcos e libaneses, o distrito de Itapina viu florescer uma rica sociedade, cujo testemunho são residências e repartições comerciais que resistiram ao declínio da cidade devido ao êxodo rural. Possui atualmente cerca de 3.000 moradores, sendo que desses, apenas 30% moram no perímetro urbano da bucólica vila.

Fica localizada às margens do Rio Doce, junto à foz do rio Laje, entre as cidades de Colatina e Baixo Guandu. São oito quilômetros de estrada de terra a partir da BR asfaltada.

História[editar | editar código-fonte]

Itapina foi fundada em meados do século XIX por imigrantes europeus, às margens do Rio Doce. Em 1907 foi inaugurada a Estação Ferroviária de Itapina, da Estrada de Ferro Vitória-Minas. A partir da década de 1910, Itapina viu a cidade florescer e se tornar um dos polos comerciais de café mais ricos do Espírito Santo. Lojas de carros e artigos importados, comerciantes de seda, café e outros artigos finos, faziam o comércio de Itapina mais movimentado que o da sede do município, Colatina. O vilarejo contava com fábricas, posto de gasolina, cinema, escola particular, posto de saúde e outras benfeitorias que poucas cidades do estado contavam na época. Foi uma das primeiras cidades capixabas a ter energia elétrica, fornecida por uma hidrelétrica particular que atendia à vila e era mantida por contribuições de seus moradores.

Itapina é um povoado bucólico e já foi um dos povoados mais ricos de Colatina no início do século XX, devido à comercialização do café. A 5 quilômetros do Vale do Santa Joana e a cerca de 25 quilômetros da sede do município, o povoamento da parte sul do rio Doce considerado mais novo que outros do distrito, entrou de jusante para montante e sua população é descendente de alemães, italianos e de portugueses.

No governo de Juscelino Kubitschek, dentro do Plano de Metas estava incluído um projeto de uma ponte que passaria sobre o Rio Doce e ligaria Itapina à, então em construção, BR-101 e encurtaria o caminho até Colatina em até 30 minutos. Devido a falta de interesses políticos e a burocracia, a ponte foi abandonada e atualmente virou um ponto turístico da cidade. Mesmo com a erradicação do café que teve inicio na década de 1960, Itapina ainda resistiu à decadência, principalmente por seu forte comércio, sustentado pelos donos de propriedades rurais.

Decadência do vilarejo[editar | editar código-fonte]

A ponte inacabada de Itapina, que encurtaria o caminho até Colatina em 30 minutos, acabou se tornando ponto turístico da cidade, vista a partir da Ferrovia Vitória-Minas.

Desde a década de 1970 devido a um conjunto de fatores como o declínio da produção de café, o não término da ponte e o êxodo rural o vilarejo começou entrar em declínio, tendo grande parte de seus moradores se mudado para cidades maiores como Vitória e Colatina em busca de melhores perspectivas de vida. Gradativamente os bares, clubes, meios de entretenimento, fábricas e até a escola particular foram fechados por inviabilidade econômica. Atualmente a economia do vilarejo se reduz à bares, uma única farmácia e um posto de correio, e fora do perímetro urbano, de atividades agropecuárias. Logo na entrada do distrito, uma fábrica de cerâmica artesanal, desativada há mais de 30 anos, lembra a decadência econômica e o longo período de vacas magras vivido pelos itapinenses. Embora não seja tombado como patrimônio histórico, a preservação das construções é um testemunho dos tempos áureos do local que ainda permanecem na mente dos moradores mais antigos. Hoje o distrito ainda conta com duas Escolas situadas no mesmo prédio. Uma de ensino fundamental e outra de ensino médio, mantida pela Prefeitura Municipal de Colatina. A EMEF "Maria Ortiz" e o EEEM "Antõnio Eugênio Rosa", que recebe alunos de várias regiões próximas a Itapina.

Atrações turísticas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Itapina
  • FeNaViola (Festival Nacional de Viola), criado em 2007 com o intuito de melhorar a repercussão do lugar, teve sua segunda edição em 2008, na qual atraiu milhares de pessoas de todo o estado e até de Minas Gerais e outros estados.O Festival já contou com conhecidos nomes da MPB, como Zé Geraldo e Jair Rodrigues. A Festa se realiza, anualmente, durante o feriado de Corpus Christi.
  • As construções preservadas, lembranças da riqueza da primeira metade do século XX;
  • Passeio de trem até Colatina, Vitória ou Belo Horizonte pela Ferrovia Vitória-Minas;
  • Travessia do Rio Doce, por balsa, gratuitamente;
  • Cachoeiras totalmente conservadas e limpas;
  • Rio Doce, que atrai pescadores de todo o estado;
  • Reserva Ecológica De Itapina;
  • A ponte inacabada com uma vista maravilhosa do por-do-sol no Rio Doce entre vales e montanhas.

Referências

  1. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O histórico de Colatina. Página visitada em 19 de fevereiro de 2012.