Itaporanga (Paraíba)

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Município de Itaporanga
"Rainha do Vale, Ita"
Bandeira desconhecida
Brasão de Itaporanga
Bandeira desconhecida Brasão
Hino
Aniversário 9 de janeiro
Fundação 9 de janeiro de 1865
Gentílico itaporanguense
Lema União,Ordem, e Trabalho
Prefeito(a) Audiberg Alves de Carvalho (PTB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Itaporanga
Localização de Itaporanga na Paraíba
Itaporanga está localizado em: Brasil
Itaporanga
Localização de Itaporanga no Brasil
07° 18' 14" S 38° 09' 00" O07° 18' 14" S 38° 09' 00" O
Unidade federativa  Paraíba
Mesorregião Sertão Paraibano IBGE/2008 [1]
Microrregião Itaporanga IBGE/2008 [1]
Região metropolitana Vale do Piancó
Municípios limítrofes Pedra Branca, Boa Ventura, Diamante, Aguiar, Igaracy e Piancó.
Distância até a capital 420 km
Características geográficas
Área 468,069 km² [2]
População 23 192 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 49,55 hab./km²
Altitude 291 m
Clima Semiárido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,624 médio PNUD/2000 [4]
PIB R$ 98 635,739 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 4 279,76 IBGE/2008[5]
Página oficial

Itaporanga, município no estado da Paraíba (Brasil), localizado na microrregião de Itaporanga. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano de 2010 sua população era estimada em 23.192 habitantes. Área territorial de 468 km².

O município polariza a região do Vale do Piancó, composta por 18 municípios, além de sediar a 7ª Região de Ensino do Estado da Paraíba. Uma das principais atrações turísticas do município é a sua tradicional festa de São Pedro, no mês de julho, e um monumento ao Cristo Rei, com 30 metros de altura, localizado na Serra do Cantinho, erguido pelo falecido Monsenhor José Sinfrônio de Assis Filho, conhecido como Padre Zé, com o auxílio financeiro dos fiéis católicos da região. Itaporanga sedia o maior campeonato de futebol amador do Brasil, sendo seu início no dia primeiro de maio. Ainda temos mais duas festas tradicionais, o dia da cidade 09 de janeiro e o FICA - Festival Itaporanguense de Cultura e Arte, idealizado pelo ativista cultural e historiador, Paulo Rainério Brasilino, no mês de novembro.

História[editar | editar código-fonte]

Como a maioria das cidades nordestinas, Misericórdia nasceu a  beira de um rio, e em torno de uma capela. Antônio Vilela de Carvalho, um desbravador português, chegou à região por volta de 1765, após comprar aos D'Ávila, fidalgos da Casa da Torre, representantes reais residentes na praia do Forte, na Bahia, uma grande faixa de terra, onde construiu uma casa de morada e um curral para a criação de gado, à margem do Rio Piancó. Ali, anos depois, começou um pequena povoação que depois passou a ser conhecido por Misericórdia Velha, já que os primeiros habitantes do lugar atravessaram o Rio e foram fixar-se na outra margem, onde construíram uma pequena Orada que consagraram a Nossa Senhora do Rosário. Aliás, o nome de Misericórdia advém do fato de ter sido doada pela Santa Casa de Misericórdia de Portugal a pequena Imagem da Virgem que ainda hoje está na Igreja de Nossa Sr.ª do Rosário em Itaporanga.

A ocupação dos sertões da Paraíba foi confiada à família de Antônio de Oliveira Ledo que conquistou esse direito junto a Casa da Torre, símbolo maior dos Garcias D’Avíla, nobres portugueses donos de uma vasta Sesmaria que ia da Bahia até o Maranhão. Na segunda metade do século XVII, por volta de 1679, uma expedição com 60 homens partiu de Massacará, na Bahia, para explorar o interior paraibano. Chefiada por Antônio de Oliveira Ledo, a comitiva era integrada ainda pôr Pascásio de Oliveira Ledo, Theodósio de Oliveira Ledo, Francisco Pereira de Oliveira Ledo, Felipe Rodrigues (filho de Pascásio), e Antônio de Oliveira Ledo Neto (filho de Francisco Pereira). Eles seguiram pelas margens do Rio São Francisco até a altura de Santo Antônio da Glória, onde alcançaram o Rio Pajeú e logo depois, transpuseram a Serra da Baixa Verde, em Triunfo, Pernambuco, conseguindo finalmente ingressar no sertão da Paraíba.

Os exploradores checaram até a confluência dos Rios Piancó e Piranhas, onde hoje se localiza o município de Pombal, mas logo retomaram a Bahia, ficando por aqui apenas Theodósio e seus homens que por três anos, fizeram diversos incursões pela área. Por volta de 1682, o capitão-mor dos Vales do Piancó e Piranhas título que lhe foi concedido pelas autoridades da Colônia, viaja para o cariri paraibano.

Nesta ocasião acontece a revolta dos indígenas da região sertaneja, movimento que ficou conhecido como Confederação dos Índios Cariris. Theodósio regressa ao sertão, captura alguns índios da tribo Arius e viaja para Salvador, na Bahia, onde tem uma audiência com o governador Soares de Albuquerque, e faz um relato da situação, mostrando a necessidade de repovoar o interior paraibano e iniciar a criação de gado em toda a área, no que foi prontamente atendido, regressando então para o Vale do Piancó à frente de uma grande expedição, e com muito gado.

Em 1730, já bastante velho e cansado, Theodósio deixa definitivamente os sertões de Piancó e Piranhas, indo fixar-se no cariri paraibano. Suas terras e o seu comando passaram então para as mãos do comendador Gaspar D'Avila Pereira, que foi incumbido de limpar a região e, para tanto, teve que travar sangrentas batalhas com os índios Cariris, principalmente os das tribos Pêgas, Panatis e Coremas, sendo que a esta última comunidade pertencia o guerreiro Piancó (Terror, na língua nativa), cujo nome foi emprestado a região, graças a sua bravura e o destemor com que enfrentava o inimigo.

A Paróquia de Nossa Sr.ª da Conceição[editar | editar código-fonte]

No dia 02 de Agosto de 1859, era lido na Assembléia Provincial da Parahyba do Norte, o Ofício de V. Ex.ª Rev.ma, Dom João da Purificação Marques Perdigão, Bispo de Olinda, comunicando seu consentimento em elevar a capela de Misericórdia (Igreja de Nossa Sr.ª do Rosário) ao termo de Matriz, o que deu ensejo ao presidente da província, Luiz Antônio da Silva Nunes, em sancionar, no dia 11 de Julho de 1860, a lei nº 05, que criava a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição em Misericórdia. Àquela época, reinava como Sumo Pontífice, o Santo Padre, o Papa Pio IX.

Os primeiros ensaios para a construção de um templo, dedicado a Virgem da Conceição, aconteceu ainda no século XIX, estando a frente o Frei Honorato, algumas paredes ainda foram levantadas mas as obras não prosperaram.

Em 1876, o Frei Herculano apresentou-se para continuar as obras da Matriz. Frei Herculano deu tamanho impulso a construção que deixou esta a altura de 40 palmos. Devido à seca que assolou esta região, em 1877, os trabalhos foram paralisados pela inclemência do templo, o vigário foi obrigado a se retirar desta cidade havendo por isso um atraso lamentável no bom andamento destes serviços. Lembrando que Misericórdia, era uma das cidade mais violentas da Paraíba, onde havia muitos conflitos entre famílias, por isso era muito raro um padre aceitar aqui se instalar.

Após o término da II Guerra Mundial, vindo da Alemanha, chegava a Misericórdia, o Frei Martinho Jansweid, um arquiteto consagrado na Paraíba, responsável pela construção de cinco grandiosos templos no período de 1911 à 1930, quatro deles dedicados a Virgem da Conceição. Frei Martinho trazia consigo o projeto arquitetônico da Matriz de Misericórdia, concebido e projetado por engenheiros europeus. Ele conseguiu convencer o vigário local, o padre Joaquim Ludugero Diniz, a assumir a construção da obra.

Depois de muitos contatos conseguiu-se finalmente encontrar o homem capaz de erguer o templo, a escolha recaiu sobre o mestre Sebastião Ferreira da Silva, um cearense que veio para o sertão paraibano, comandar pedreiros e auxiliares em obras do governo. Sebastião Ferreira, contou com a ajuda de Luiz Leite Guimarães, como seu auxiliar. As obras contaram com tamanha colaboração dos senhores, João Firmino Gomes e Luiz Leite Guimarães.

A obra se arrastou sendo que grande parte dela foi inaugurada em 1923. No dia 15 de Novembro, daquele ano, ainda sem torre mas já feita a limpeza externa, lateral e interna, a nova Matriz foi benta pelo Bispo Diocesano D. Moisés Sizenando Coelho.

Na década de 30, os trabalhos foram reiniciados e, finalmente, em 1942 a obra foi totalmente concluída, com a construção da torre sob responsabilidade do padre Manuel Firmino.

No dia 1° de Agosto de 1955, passados 12 anos do término da obra, devido ao ano do 1° centenário da Paróquia, o vigário local, Monsenhor José Sinfrônio de Assis Filho, com a ajuda dos seus paroquiano promoveu uma completa reforma no templo, entre os inúmeros serviços ali efetuados mencionamos: ampliação da matriz em 16 metros para trás,; nova limpeza; novo coro e altar novo feito sob a perícia do mestre Antônio Israel; os janelões, que eram de madeira, foram aumentados e substituídos por vitrais doados por movimento pastorais e famílias desta cidade. Todo o seu forro foi feito de cimento armado e o seu telhado, que era de material comum, foi devidamente substituído por telhas francesas, doadas pelas crianças da cidade, as quais realizaram uma campanha para este fim. Os professores desta cidade, doaram o ferro do forro da nave esquerda. Adquiriu-se nova bancada, confeccionado 40 bancos pelo preço de Cr$ 10.000,00 cada um. Os capitéis colocados no alto das colunas foram confeccionadas por mestres trazidos do Recife. O admirável colorido da capela-mor foi executado pelo casal Makk, artistas estrangeiros, ele húngaro e ela africana, os quais fizeram bastantes pinturas pelo Brasil, onde destacamos o Teatro Amazonas e a Catedral Metropolitana de Manaus e, ainda, o Palácio do Governo da capital do Pará, Belém. O prefeito municipal da época, Dr. Francisco Clementino de Carvalho contribuiu com a importância de Cr$ 50.000,00.

Segundo o Livro Tombo da Paróquia, pela Paróquia de Nossa Sr.ª da Conceição passaram os seguintes vigários: Joaquim Formiga (assassinado em Conceição - PB) Francisco das Chagas, Manuel Mota, Lourenço de Souza, Joaquim Diniz e Manuel Firmino (todos eles sepultados no altar-mor da Igreja de Nossa Sr.ª do Rosário), Manuel Tomaz (sepultado no velho cemitério da cidade), Luiz Vieira (sepultado no Cemitério Mãe de Misericórdia) Nicolau Leite, Francisco Lopes, Antônio Lisboa, José Maria, Luiz Gualberto, Francisco Sitônio, Valdomiro, Quirino, José Sinfrônio de Assis Filho (Padre Zé. Sepultado abaixo da estátua do Cristo Rei), Deusimar Gomes, e Cláudio Barros Praxedes, o atual vigário de Itaporanga.

A Matriz de Itaporanga é uma das mais belas da Paraíba, e hoje (ano de 2014) a Paróquia de Itaporanga conta com seus 154 anos de existência.

A Padroeira de Itaporanga[editar | editar código-fonte]

Nossa Sr.ª da Conceição, é Padroeira de Itaporanga desde 1860. Devido ao Dogma da Imaculada Conceição, oficializado em 08 de Dezembro de 1854, pelo Santo Padre, o Papa Pio IX.

Desde a criação da Paróquia de Itaporanga em 1860, Nossa Sr.ª da Conceição foi sempre sua Padroeira. Foi escolhida a Virgem da Conceição por padroeira, por causa do Dogma da Imaculada Conceição, proclamado pelo Papa Pio IX, em 08 de Dezembro de 1854.

A Imagem da Padroeira é detalhada em folhas de ouro e esculpida em madeira maciça. Não se sabe ao certo a data de sua chegada, mas encontra-se embaixo do pedestal da imagem um escrito que data o tempo de sua criação e o nome do seu escultor: “o pernambucano Manoel da Silva Amorim, fez esta no ano de 1859”, diz a inscrição.

Manoel da Silva Amorim, foi um escultor pernambucano. É considerado o mais importante escultor nordestino do século XIX .

Por causa das festividades do Centenário de Instalação da Paróquia, no ano de 1960, a imagem foi substituída por outra. Tal substituição se deu no mês de Maio. No entanto a nova imagem não era a de Nossa Senhora da Conceição, mas sim de Nossa Senhora da Assunção, esculpida em madeira por um português da cidade do Rio de Janeiro e foi doada pelo industrial, Francisco Teotônio Neto.

No dia 10 de Agosto de 1984, o frei José Maria Verçosa Bezerra esclareceu a comunidade sobre o equívoco de anos atrás e, com permissão do então Bispo de Cajazeiras, Dom Zacarias Rolim de Moura e a concordância da comunidade paroquial, a antiga imagem voltou a ser colocada no altar.

O povo de Misericórdia, viu a verdadeira imagem de sua padroeira no lugar devido e aclamaram com uma vibrante salva de palmas e vivas espontâneos que saíram dos lábios de todos. A hora exata da mudança foi às 15h30mim, do dia 10 de Agosto de 1984.

A imagem de Nossa Senhora da Assunção permanece hoje no Museu Padre Zé, no Centro Pastoral João Paulo II, Em Itaporanga.

Toponímia[editar | editar código-fonte]

Itaporanga é vocábulo indígena que significa "pedra bonita". Da língua tupi e guarani, itá designa "pedra" e poranga, "belo, lindo, formoso, bonito."

Bairro[editar | editar código-fonte]

  • Agrovila Jesus Cristo
  • Alto do Madeiro
  • Alto do Ginásio
  • Alto das Neves
  • Alvo do Projeto
  • Balduíno de Carvalho
  • Bela Vista
  • Centro
  • Chagas Soares
  • João Silvino
  • Miguel Morato
  • Pedra Bonita
  • Vila Mocó
  • Xique Xique

Toponímia[editar | editar código-fonte]

Itaporanga é vocábulo indígena que significa pedra bonita. Da língua tupi ita: pedra; e poranga: belo, lindo, bonito.

Times de Futebol[editar | editar código-fonte]

Estádios e Ginásios Esportivos[editar | editar código-fonte]

  • José Barros Sobrinho (O Zezão)
  • Valdemar Lopes da Silva
  • Deputado Soares Madruga

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.

Ver também[editar | editar código-fonte]