Itaporanga (Paraíba)

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Município de Itaporanga
"Rainha do Vale, Ita"
Bandeira desconhecida
Brasão de Itaporanga
Bandeira desconhecida Brasão
Hino
Aniversário 9 de Janeiro
Fundação 9 de Janeiro de 1865
Emancipação 09 de Janeiro de 1865
Gentílico itaporanguense
Lema União, Ordem, e Trabalho
Padroeiro(a) Nossa Senhora da Conceição
CEP 58780-000
Prefeito(a) Audiberg Alves de Carvalho (PTB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Itaporanga
Localização de Itaporanga na Paraíba
Itaporanga está localizado em: Brasil
Itaporanga
Localização de Itaporanga no Brasil
07° 18' 14" S 38° 09' 00" O07° 18' 14" S 38° 09' 00" O
Unidade federativa  Paraíba
Mesorregião Sertão Paraibano IBGE/2008 [1]
Microrregião Itaporanga IBGE/2008 [1]
Região metropolitana Vale do Piancó
Municípios limítrofes Pedra Branca, Boa Ventura, Diamante, Aguiar, Igaracy e Piancó.
Distância até a capital 420 km
Características geográficas
Área 468,069 km² km² [2]
População 23 192 habitantes, – estimativa populacional hab. IBGE/2010[3]
Densidade O numerador (dividendo) tem que ser um número! hab./km²
Altitude 291 m
Clima Semiárido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,624 médio PNUD/2000 [4]
PIB R$ 98 635,739 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 4 279,76 IBGE/2008[5]
Página oficial
Prefeitura www.itaporanga.pb.gov.br
Câmara www.camaraitaporanga.pb.gov.br

Itaporanga, município no estado da Paraíba (Brasil), localizado na microrregião de Itaporanga. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano de 2010 sua população era estimada em 23.192 habitantes. Área territorial de 468 km².

O município polariza a região do Vale do Piancó, composta por 18 municípios, além de sediar a 7ª Região de Ensino do Estado da Paraíba. Uma das principais atrações turísticas do município é a sua tradicional festa de São Pedro, no mês de Junho, e um monumento ao Cristo Rei, com 30 metros de altura, localizado na Chapada do Recanto, erguido pelo falecido Monsenhor José Sinfrônio de Assis Filho, conhecido como Padre Zé, com o auxílio financeiro dos fiéis católicos da região. Itaporanga sedia o maior campeonato de futebol amador do Brasil, "O Poeirão", sendo seu início no dia 1° de Maio. Ainda temos mais duas festas tradicionais, o dia do aniversário da cidade, 09 de Janeiro e o FICA - Festival Itaporanguense de Cultura e Arte, idealizado pelo ativista cultural e historiador, Paulo Rainério Brasilino, no mês de Novembro.

História[editar | editar código-fonte]

Como a maioria das cidades nordestinas, Misericórdia nasceu a  beira de um rio, e em torno de uma capela. Antônio Vilela de Carvalho, um desbravador português, chegou à região por volta de 1765, após comprar aos D'Ávila, fidalgos da Casa da Torre, representantes reais residentes na praia do Forte, na Bahia, uma grande faixa de terra, onde construiu uma casa de morada e um curral para a criação de gado, à margem do Rio Piancó. Ali, anos depois, começou um pequena povoação que depois passou a ser conhecido por Misericórdia Velha, já que os primeiros habitantes do lugar atravessaram o Rio e foram fixar-se na outra margem, onde construíram uma pequena Orada que consagraram a Nossa Senhora do Rosário. Aliás, o nome de Misericórdia advém do fato de ter sido doada pela Santa Casa de Misericórdia de Portugal a pequena Imagem da Virgem que ainda hoje está na Igreja de Nossa Sr.ª do Rosário em Itaporanga.

A ocupação dos sertões da Paraíba foi confiada à família de Antônio de Oliveira Ledo que conquistou esse direito junto a Casa da Torre, símbolo maior dos Garcias D’Avíla, nobres portugueses donos de uma vasta Sesmaria que ia da Bahia até o Maranhão. Na segunda metade do século XVII, por volta de 1679, uma expedição com 60 homens partiu de Massacará, na Bahia, para explorar o interior paraibano. Chefiada por Antônio de Oliveira Ledo, a comitiva era integrada ainda por Pascásio de Oliveira Ledo, Theodósio de Oliveira Ledo, Francisco Pereira de Oliveira Ledo, Felipe Rodrigues (filho de Pascásio), e Antônio de Oliveira Ledo Neto (filho de Francisco Pereira). Eles seguiram pelas margens do Rio São Francisco até a altura de Santo Antônio da Glória, onde alcançaram o Rio Pajeú e logo depois, transpuseram a Serra da Baixa Verde, em Triunfo, Pernambuco, conseguindo finalmente ingressar no sertão da Paraíba.

Os exploradores checaram até a confluência dos Rios Piancó e Piranhas, onde hoje se localiza o município de Pombal, mas logo retomaram a Bahia, ficando por aqui apenas Theodósio e seus homens que por três anos, fizeram diversos incursões pela área. Por volta de 1682, o capitão-mor dos Vales do Piancó e Piranhas título que lhe foi concedido pelas autoridades da Colônia, viaja para o cariri paraibano.

Nesta ocasião acontece a revolta dos indígenas da região sertaneja, movimento que ficou conhecido como Confederação dos Índios Cariris. Theodósio regressa ao sertão, captura alguns índios da tribo Arius e viaja para Salvador, na Bahia, onde tem uma audiência com o governador Soares de Albuquerque, e faz um relato da situação, mostrando a necessidade de repovoar o interior paraibano e iniciar a criação de gado em toda a área, no que foi prontamente atendido, regressando então para o Vale do Piancó à frente de uma grande expedição, e com muito gado.

Em 1730, já bastante velho e cansado, Theodósio deixa definitivamente os sertões de Piancó e Piranhas, indo fixar-se no cariri paraibano. Suas terras e o seu comando passaram então para as mãos do comendador Gaspar D'Avila Pereira, que foi incumbido de limpar a região e, para tanto, teve que travar sangrentas batalhas com os índios Cariris, principalmente os das tribos Pêgas, Panatis e Coremas, sendo que a esta última comunidade pertencia o guerreiro Piancó (Terror, na língua nativa), cujo nome foi emprestado a região, graças a sua bravura e o destemor com que enfrentava o inimigo.

Início da Povoação[editar | editar código-fonte]

A resistência oferecida pelos homens primitivos da região não durou muito tempo. Afinal os desbravadores eram mais adestrados, organizados e possuíam armas de fogo, como bacamartes e espingardas, que causaram pesadas baixas ao inimigo. Partindo de Pombal alguns aventureiros fundaram algumas léguas acima, numa fazenda de gado do capitão-mór Manoel de Araújo Carvalho, um lugarejo que deu origem ao município de Piancó.

Partiram de Pombal e com autorização de Gaspar D'Ávila que o sertanista Antônio Vilela de Carvalho ocupou as terras das margens esquerda do Rio Piancó, onde implantou o sítio Misericórdia e, construiu um curral, algumas casas de taipa e uma pousada para os viajantes e tropeiros, situação que perdurou por muitos anos.

Anos depois Joaquim Fonseca, também conhecido por Joaquim Carnaúba, João Madeiro, Alexandre Gomes da Silva e Padre Lourenço, moradores do sítio Misericórdia atravessaram o rio e na outra margem construíram algumas casas. Trataram também de ocupar as terras em torno do pequeno lugarejo. Carnaúba ficou com as terras que compreende a Várzea do Saco e outras porções, Madeiro com o Cantinho, os Gomes com Misericórdia Velha e padre Lourenço tratou  de negociar entre eles a demarcação de uma área para a construção de uma capela dedicada a Virgem do Rosário. O local é o mesmo onde hoje se encontra a Igreja que foi escolhido por Madeiro, que era muito religioso e desejava, segundo se conta, ver a Capela todo dia, logo cedinho, da janela da casa que construiu e onde morava, no alto onde foi construído dezenas de anos depois o Colégio Diocesano "Dom João da Mata".

Escolhido o local para a Capela, de imediato foi erguida uma Cruz de Madeira, sentada em uma base de pedra, simbolizando o poder divino. A pequena igreja logo foi construída, um pouco atrás, e a maneira que os meses passavam novas famílias chegava ao pequeno povoado, agrupando-se nas ruas periféricas a Capela do Rosário, tornando o lugarejo, em poucos anos, em uma vila bastante desenvolvida.

Já com um bom comércio e muitas moradias, Misericórdia prosperou e a sua excelente localização a transformou num centro comercial que atendia aos habitantes de uma larga faixa de terras, e servia de pouso e passagem obrigatória dos tropeiros que com suas mulas abasteciam os sertões de mercadorias que a terra não produzia, como tecidos, miudezas, calçados, sendo que muitos deles gostaram tanto do lugar que aqui se fixaram, constituíram família e fixaram para sempre.

Emancipação Política[editar | editar código-fonte]

A vila ganhou a sua emancipa política, desligando-se de Piancó, no dia 11 de Dezembro de 1863, através da Lei Provincial 104. A instalação oficial do município só aconteceu no dia 09 de Janeiro de 1865, havendo em seguida a designação dos seus primeiros dirigentes. A cidade permaneceu por sessenta e três anos com o seu nome de origem, mas em 1938 passou-se a chamar-se Itaporanga, que em tupi e guarani significa “Pedra Bonita, à qual razão é explicada por Praxedes Pitanga, que achava o nome Misericórdia, agourento, interjeição de dor, e nada histórico "Eu então lembrei – Itaporanga para substituir Misericórdia. E justificando a mudança adiantei: existe bem próximo à cidade um majestoso serrote. Em tupi-guarani, Itaporanga significa Pedra Bonita. Como se vê em tal caso, que aquele símbolo pétreo plantado pela natureza bem se prestaria para dar nome à cidade; e por extencividade, ao município”. Graças ao Decreto-Lei Estadual n.° 1164 de 15 de Novembro, por interviência do Interventor Municipal Praxedes da Silva Pitanga.

Em 1943, contudo, por conta do Decreto-Lei Estadual n.° 520, elaborado pelo jovem, Balduino Minervino de Carvalho à mando do Dr. José Gomes da Silva, prefeito da cidade, primo e ex-aliado de Pitanga, o município voltou a chamar-se Misericórdia, denominação que até o dia 07 de Janeiro de 1949, quando pelo Decreto Estadual n.° 318, voltu definitivamente a ser Itaporanga por decisão de Praxedes Pitanga. Dez anos depois, por conta de Lei votada na Assembléia Legislativa e sancionada pelo governador Pedro Moreno Gondim, Itaporanga perdeu grande parte do seu território, que era um dos maiores do Estado, com a criação dos municípios de Pedra Branca, Curral Velho, Boa Ventura, Diamante, Serra Grande e São José de Caiana.

Paróquia de Nossa Sr.ª da Conceição[editar | editar código-fonte]

No dia 02 de Agosto de 1859, era lido na Assembléia Provincial da Parahyba do Norte, o Ofício de V. Ex.ª Rev.ma, Dom João da Purificação Marques Perdigão, Bispo de Olinda, comunicando seu consentimento em elevar a capela de Misericórdia (Igreja de Nossa Sr.ª do Rosário) ao termo de Matriz, o que deu ensejo ao presidente da província, Luiz Antônio da Silva Nunes, em sancionar, no dia 11 de Julho de 1860, a lei nº 05, que criava a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição em Misericórdia. Àquela época, reinava como Sumo Pontífice, o Santo Padre, o Papa Pio IX.

Os primeiros ensaios para a construção de um templo, dedicado a Virgem da Conceição, aconteceu ainda no século XIX, estando a frente o Frei Honorato, algumas paredes ainda foram levantadas mas as obras não prosperaram.

Em 1876, o Frei Herculano apresentou-se para continuar as obras da Matriz. Frei Herculano deu tamanho impulso a construção que deixou esta a altura de 40 palmos. Devido à seca que assolou esta região, em 1877, os trabalhos foram paralisados pela inclemência do templo, o vigário foi obrigado a se retirar desta cidade havendo por isso um atraso lamentável no bom andamento destes serviços. Lembrando que Misericórdia, era uma das cidade mais violentas da Paraíba, onde havia muitos conflitos entre famílias, por isso era muito raro um padre aceitar aqui se instalar.

Após o término da II Guerra Mundial, vindo da Alemanha, chegava a Misericórdia, o Frei Martinho Jansweid, um arquiteto consagrado na Paraíba, responsável pela construção de cinco grandiosos templos no período de 1911 à 1930, quatro deles dedicados a Virgem da Conceição. Frei Martinho trazia consigo o projeto arquitetônico da Matriz de Misericórdia, concebido e projetado por engenheiros europeus. Ele conseguiu convencer o vigário local, o padre Joaquim Ludugero Diniz, a assumir a construção da obra.

Depois de muitos contatos conseguiu-se finalmente encontrar o homem capaz de erguer o templo, a escolha recaiu sobre o mestre Sebastião Ferreira da Silva, um cearense que veio para o sertão paraibano, comandar pedreiros e auxiliares em obras do governo. Sebastião Ferreira, contou com a ajuda de Luiz Leite Guimarães, como seu auxiliar. As obras contaram com tamanha colaboração dos senhores, João Firmino Gomes e Luiz Leite Guimarães.

A obra se arrastou sendo que grande parte dela foi inaugurada em 1923. No dia 15 de Novembro, daquele ano, ainda sem torre mas já feita a limpeza externa, lateral e interna, a nova Matriz foi benta pelo Bispo Diocesano D. Moisés Sizenando Coelho.

Na década de 30, os trabalhos foram reiniciados e, finalmente, em 1942 a obra foi totalmente concluída, com a construção da torre sob responsabilidade do padre Manuel Firmino.

No dia 1° de Agosto de 1955, passados 12 anos do término da obra, devido ao ano do 1° centenário da Paróquia, o vigário local, Monsenhor José Sinfrônio de Assis Filho, com a ajuda dos seus paroquiano promoveu uma completa reforma no templo, entre os inúmeros serviços ali efetuados mencionamos: ampliação da matriz em 16 metros para trás; nova limpeza; novo coro e altar novo feito sob a perícia do mestre Antônio Israel; os janelões, que eram de madeira, foram aumentados e substituídos por vitrais doados por movimento pastorais e famílias desta cidade. Todo seu forro foi feito de cimento armado e o seu telhado, que era de material comum, foi devidamente substituído por telhas francesas, doadas pelas crianças da cidade, as quais realizaram uma campanha para este fim. Os professores desta cidade, doaram o ferro do forro da nave esquerda. Adquiriu-se nova bancada, confeccionado 40 bancos pelo preço de Cr$ 10.000,00 cada um. Os capitéis colocados no alto das colunas foram confeccionadas por mestres trazidos do Recife. O admirável colorido da capela-mor foi executado pelo casal Makk, artistas estrangeiros, ele húngaro e ela africana, os quais fizeram bastantes pinturas pelo Brasil, onde destacamos o Teatro Amazonas e a Catedral Metropolitana de Manaus e, ainda, o Palácio do Governo da capital do Pará, Belém. O prefeito municipal da época, Dr. Francisco Clementino de Carvalho contribuiu com a importância de Cr$ 50.000,00.

Segundo o Livro Tombo da Paróquia, pela Paróquia de Nossa Sr.ª da Conceição passaram os seguintes vigários: Joaquim Formiga (assassinado em Conceição - PB) Francisco das Chagas, Manuel Mota, Lourenço de Souza, Joaquim Diniz e Manuel Firmino (todos eles sepultados no altar-mor da Igreja de Nossa Sr.ª do Rosário), Manuel Tomaz (sepultado no velho cemitério da cidade), Luiz Vieira (sepultado no Cemitério Mãe de Misericórdia) Nicolau Leite, Francisco Lopes, Antônio Lisboa, José Maria, Luiz Gualberto, Francisco Sitônio, Valdomiro, Quirino, José Sinfrônio de Assis Filho (Padre Zé. Sepultado abaixo da estátua do Cristo Rei), Deusimar Gomes, e Cláudio Barros Praxedes, o atual vigário de Itaporanga.

A Matriz de Itaporanga é uma das mais belas da Paraíba, e hoje (ano de 2014) a Paróquia de Itaporanga conta com seus 154 anos de existência.

Poder Judiciário[editar | editar código-fonte]

A Comarca de Itaporanga foi criada pela Lei n.° 92, de 26 de Dezembro de 1898, mas foi extinta poucos meses depois, de acordo com a Lei n.° 24, de 7 de Novembro de 1898, sendo restaurada por força do decreto n.° 641, de 21 de Janeiro de 1935, sabendo-se que nesse período de inexistência as causas e feitos de interesse dos moradores de Misericórdia eram resolvidos na Comarca de Piancó. De segunda entrância, a jurisdição da Comarca de Itaporanga abrange hoje os termos de Itaporanga, Boa Ventura, Diamante,Serra Grande, São José de Caiana, Pedra Branca e Curral Velho, e por ela já passaram nomes de expressão da magistratura paraibana, como os juízes, Paulo Bezerril, Francisco Espínola, Onesipio Novais, Sandoval Caju e tantos outros, como o itaporanguense João Espínola Neto, que faleceu em um acidente de carro quando se encontrava à frente da Comarca e que hoje empresta o seu nome ao Fórum da cidade.

João Espínola Neto era ilho do desembargador Francisco Floriano da Nóbrega Espínola e de Margarida Nair Pedrosa. Nasceu em Itaporanga no dia 23 de Abril de 1941 e, faleceu na mesma cidade, no dia 25 de Agosto de 1985. Fez o primário em escolas de Itaporanga, Pombal, Patos e Guarabira, de cujas comarcas o pai foi titular. O segundo grau estudou nos colégios Pio X e Lins de Vasconcelos, em João Pessoa. Terminou o curso de direito na Universidade Federal da Paraíba. Logo em seguida trabalhou no Conselho Penitenciário e foi professor de Direito Penal da UFPB. Aprovado em concurso do Tribunal de Justiça do Estado foi nomeado juiz e, antes de ir trabalhar em Itaporanga, serviu em Cabaceiras, Soledade e Piancó.  Era casado com a prima Ivanise Vieira, de cujo enlace, nasceu três filho 

Poder Legislativo[editar | editar código-fonte]

Nos termos atuais, com as prerrogativas, os direitos e obrigações a Câmara Municipal de Itaporanga começou a existir em 1947, com a redemocratização do país e a realização de eleições em todos os níveis. Anteriormente, inclusive na época do Império, existia um Conselho Municipal que era muito mais honorífico do que político, com atribuições fiscalizadoras. Os conselheiros recebiam o título das autoridades da Província como reconhecimento por algum serviço prestado.

Um incêndio acontecido na década em 60, nos arquivos do prédio da Prefeitura Municipal, onde funcionava também o Fórum e a Câmara, destruiu documentos importantes e levou consigo grande parte da memória e história de Itaporanga. Hoje, a casa de "Adauto Araújo", é integrada por 11 membros, sob a presidência do vereador Jacklino Porcino Alves (PMDB) e integrada pelos vereadores Helio Rodrigues (PTB), Izabelle Brasilino Mendes de Souza Mangueira Cabral (PSDB), Ivanilto da Costa Vieira (PTN), Ricardo Rangel Pinto da Silva (PSDB), José Emanoel Leite Pereira de Sousa (PSDB), João de Sousa Guimarães (PSC), Joaquim Salviano da Silva (PSDB), Silverton Soares dos Santos (PSB), Ubiramar Sinfronio Pita (PTB), José Jailson Honório de Sousa (PMDB).

Adauto Antônio de Araújo, o homem que emprestou seu nome a Câmara Municipal de Itaporanga, nasceu no dia 03 de Maio de 1901, no sítio Serra Branca, município de Misericórdia, filho de Antônio Araújo da Fonseca e Maria Araújo da Fonseca. Homem de pouco estudos, casou em 1920 com AIexandria Bernardino, de cujo matrimonio nasceram seis filhos, entre eles a professora Laura Araújo (In Memoriam), que mais tarde tornou-se uma das precursoras da educação no município, cuja atividade perdura até hoje. Ele dedicou a sua vida a pecuária e a agricultura, destacando-se também na comercialização de rapadura, mel, algodão, leite e gado de corte.

O agropecuarista viu e ajudou Itaporanga crescer, chegando ao polo regional que é hoje. Participou ativamente de sua vida social, religiosa e econômica. Foi vereador de 1954 a 1958, numa época em que os edis não eram remunerados, e que, por isso, somente uns poucos homens de boa índole e respeitáveis chegavam ao cargo. E essa oportunidade foi dada a ele. Em 31 de Janeiro de 1960, um acidente automobilístico nas proximidades do antigo prédio da Assembléia Legislativa, na Praça Aristides Lobo, em João Pessoa, o levou do convívio dos amigos e familiares. Pela contribuição que ofereceu a vida itaporanguense. Adauto Araújo é hoje o nome da Casa que abriga o Poder Legislativo da cidade. 

Padroeira de Itaporanga[editar | editar código-fonte]

Nossa Sr.ª da Conceição, é Padroeira de Itaporanga desde 1860. Devido ao Dogma da Imaculada Conceição, oficializado em 08 de Dezembro de 1854, pelo Santo Padre, o Papa Pio IX.

Desde a criação da Paróquia de Itaporanga em 1860, Nossa Sr.ª da Conceição foi sempre sua Padroeira. Foi escolhida a Virgem da Conceição por padroeira, por causa do Dogma da Imaculada Conceição, proclamado pelo Papa Pio IX, em 08 de Dezembro de 1854.

A Imagem da Padroeira é detalhada em folhas de ouro e esculpida em madeira maciça. Não se sabe ao certo a data de sua chegada, mas encontra-se embaixo do pedestal da imagem um escrito que data o tempo de sua criação e o nome do seu escultor: “o pernambucano Manoel da Silva Amorim, fez esta no ano de 1859”, diz a inscrição.

Manoel da Silva Amorim, foi um escultor pernambucano. É considerado o mais importante escultor nordestino do século XIX.

Por causa das festividades do Centenário de Instalação da Paróquia, no ano de 1960, a imagem foi substituída por outra. Tal substituição se deu no mês de Maio. No entanto a nova imagem não era a de Nossa Senhora da Conceição, mas sim de Nossa Senhora da Assunção, esculpida em madeira por um português da cidade do Rio de Janeiro e foi doada pelo industrial, Francisco Teotônio Neto.

No dia 10 de Agosto de 1984, o frei José Maria Verçosa Bezerra esclareceu a comunidade sobre o equívoco de anos atrás e, com permissão do então Bispo de Cajazeiras, Dom Zacarias Rolim de Moura e a concordância da comunidade paroquial, a antiga imagem voltou a ser colocada no altar.

O povo itaporanguense, viu a verdadeira imagem de sua padroeira no lugar devido e aclamaram com uma vibrante salva de palmas e vivas espontâneos que saíram dos lábios de todos. A hora exata da mudança foi às 15h30mim, do dia 10 de Agosto de 1984.

A imagem de Nossa Senhora da Assunção permanece hoje no Museu Padre Zé, no Centro Pastoral João Paulo II, Em Itaporanga.

Lista de Prefeitos Itaporanguenses[editar | editar código-fonte]

  1. José Brunet Ramalho (In Memoriam) — 1921 à 1929.
  2. José Gomes da Silva (In Memoriam) — 1929 à 1933.
  3. Sebastião Gomes da Silva (In Memoriam) — 1934 à 1937.
  4. Praxedes da Silva Pitanga (In Memoriam) — 1938 à 1940.
  5. Irineu Rodrigues da Silva (In Memoriam) — 1940 à 1941.
  6. Antônio Vital Gomes (In Memoriam) — 1942 à 1946.
  7. Marcolino Farias da Silva (Sinhozinho Farias) (In Memoriam) — 1946 à 1947.
  8. Hormisda Teódulo da Silva (In Memoriam) — 1947.
  9. José Barros Sobrinho (In Memoriam) — 1947 à 1951.
  10. Praxedes da Silva Pitanga (In Memoriam) — 1951 à 1954 (Segundo Mandato).
  11. Sebastião Rodrigues de Oliveira (In Memoriam) — 1954 à 1955.
  12. Abraão de Souza Diniz (In Memoriam) — 1955 à 1959.
  13. Francisco Clementino de Carvalho (Dr. Paizinho) — 1960 à 1963.
  14. Sinval Mendonça Pinto (In Memoriam) — 1964 à 1969.
  15. Adailton Teódulo da Silva1969 à 1972.
  16. Sinval Pinto Brandão (In Memoriam) — 1973 à 1977.

Toponímia[editar | editar código-fonte]

Itaporanga é vocábulo indígena que significa "pedra bonita". Da língua tupi e guarani, itá designa "pedra" e poranga, "belo, lindo, formoso, bonito."

Bairros[editar | editar código-fonte]

  • Agrovila Jesus Cristo
  • Alto do Madeiro
  • Alto do Ginásio
  • Alto das Neves
  • Alvo do Projeto
  • Balduíno de Carvalho
  • Bela Vista
  • Centro
  • Chagas Soares
  • João Silvino
  • Miguel Morato
  • Pedra Bonita
  • Vila Mocó
  • Xique Xique

Times de Futebol[editar | editar código-fonte]

Estádios e Ginásios Esportivos[editar | editar código-fonte]

  • José Barros Sobrinho (O Zezão)
  • Valdemar Lopes da Silva
  • Deputado Soares Madruga

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.

Ver também[editar | editar código-fonte]