Itororó

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Município de Itororó
Bandeira de Itororó
Brasão de Itororó
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 22 de agosto
Fundação 1958[1]
Gentílico itororoense
Padroeiro(a) Santo Antônio
Prefeito(a) Marco Antônio Lacerda Brito (PMDB)
(2009–2012)
Localização
Localização de Itororó
Localização de Itororó na Bahia
Itororó está localizado em: Brasil
Itororó
Localização de Itororó no Brasil
15° 07' 01" S 40° 04' 12" O15° 07' 01" S 40° 04' 12" O
Unidade federativa  Bahia
Mesorregião Centro-Sul Baiano IBGE/2008 [2]
Microrregião Itapetinga IBGE/2008 [2]
Municípios limítrofes Itapetinga, Itaju do Colônia, Firmino Alves, Caatiba, Itambé, Nova Canaã e Ibicuí.
Distância até a capital 540 km
Características geográficas
Área 330,716 km² [3]
População 19 911 hab. IBGE/2010[4]
Densidade 60,21 hab./km²
Altitude 250 m
Clima tropical úmido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,594 baixo PNUD/2010 [5]
PIB R$ 66 723,899 mil IBGE/2008[6]
PIB per capita R$ 3 201,57 IBGE/2008[6]
Página oficial

Itororó é um município do estado da Bahia, no Brasil. Sua população em 2007 era de 20 165 habitantes.

Topônimo[editar | editar código-fonte]

"Itororó" é um termo de origem tupi que significa "bica d'água", através da junção dos termos 'y (água) e tororõma (bica)[7] .

História[editar | editar código-fonte]

A história da Fazenda Cabana da Ponte Agropecuária Limitada remonta ao ano de 1922, quando o coronel João Borges da Rocha Neto, comerciante e fazendeiro de cacau no entorno de Itabuna, resolveu criar gado e enviou João Alves de Andrade e uma pequena comitiva à região da cabeceira do Rio Colônia para comprar uma grande área de matas a fim de instalar uma boa fazenda de criatório. João Alves de Andrade, acompanhado de João Mineiro e Faustino Mineiro, parou para pedir rancho numa pequena clareira dentro da floresta e se apaixonou pela qualidade das terras. Negociou com os posseiros, adquiriu as primeiras glebas e foi comprando outras propriedades na circunvizinhança e aproveitando da grande disponibilidade de matas devolutas, ele também mandou demarcar uma boa área que posteriormente foi legalizada com o “Título de Domínio Legítimo” expedido pelo órgão competente estadual.

Desta forma, a Fazenda Cabana da Ponte Agropcuária Limitada chegou a registrar em cartório sua área competencial de 5 160 hectares conforme escritura pública passada no Cartório do Registro das Pessoas Jurídicas da Comarca de Itororó-Bahia, datada de 2 de janeiro de 1970, quando também esta propriedade foi organizada como empresa rural.

O presidente da empresa Fazenda Cabana da Ponte Agropecuária Limitada sempre acreditou no melhoramento genético dos animais. Por isso, reforçou a sua central de inseminação artificial de bovinos, onde criou animais de várias linhagens e manteve em funcionamento um laboratório de congelamento de sêmen de animais valiosos. Com esta linha de raciocínio, Sinval Palmeira se mostrou sempre um inovador, pesquisando e estudando novas técnicas para aprimorar a inseminação artificial em bovinos.

A fim de ver seu projeto sendo utilizado pelos demais fazendeiros da região, sua fazenda servia também como central para realização de cursos de reciclagem para veterinários particulares e alunos de diversas escolas agrícolas, inclusive das Emarc’s. Instalou um hotel fazenda com capacidade de receber visitantes de todas as regiões brasileiras, dentro da própria fazenda

Geografia[editar | editar código-fonte]

Nesta cidade, é produzido um dos melhores tipos de carne-seca (carne de sol), onde pela fama da carne se instaurou há 22 anos o festival da carne de sol ou simplesmente Festsol, que ocorre no mês de junho.

O Rio Colônia, comprovadamente, possui três nascentes. A principal fica na Serra do Acará, a poucos metros da divisa com o município de Nova Canaã, bem ao centro da sua bacia; a segunda está na Serra da Piabanha pelo lado direito e fica próxima a divisa com o município de Caatiba e a terceira fica na Serra da Cebola bem próxima da nascente do Rio Gangogi junto o outro marco divisor com o município de Nova Canaã, pelo lado esquerdo.

O Rio Colônia estende o seu percurso por mais de 120 quilômetros, banhando os municípios de Itororó, Caatiba, Itambé, Itapetinga, Itaju do Colônia e Itapé. Neste ponto, ele perde suas forças para o Rio Salgado e a sua identidade para o Rio Cachoeira. O Rio Colônia teve suas três nascentes constatadas e reconhecidas por uma equipe da Universidade Estadual de Santa Cruz, no ano 2000 e, imediatamente, mapeadas como os mananciais formadores da bacia do Rio Colônia que vai se transformar em Rio Cachoeira.

Com a conclusão do projeto de recuperação da Bacia do Rio Cachoeira, vislumbra-se a possibilidade de reflorestamento das margens do Rio Colônia e o repovoamento de peixes e outras vidas aquáticas, além dos diversos benefícios que o projeto traria à população ribeirinha.

Em Itororó, no passado, foi possível se ver as águas do Colônia límpidas e cristalinas encantando as crianças e atraindo banhistas a darem mergulhos. Podia se ver a luz do sol os grandes cardumes das mais variadas espécies de peixes proporcionando lazer aos pescadores esportivos e alimento às famílias de baixa renda.

Ainda relembram-se as alegres lavadeiras que se utilizavam das águas puras do Rio Colônia para garantirem seus salários na certeza de terem realizado um trabalho de boa qualidade.

Entretanto, o tempo passou, a população cresceu e a poluição aumentou demasiadamente a ponto de zerar o índice de vida aquática no perímetro urbano que permite a travessia do Rio Colônia pela cidade de Itororó e a vila de Bandeira do Colônia. Então, sanear passou a ser a premente aspiração das populações de Itororó e Bandeira do Colônia. E foi com o objetivo de beneficiar uma população de mais de 30 000 habitantes, nesses dois municípios, que o deputado federal Eujácio Simões Filho, do antigo PL, que nasceu em Itororó, travou luta por uma causa justa. Salvar o velho Rio Colônia. Mas para isto, foi necessária uma somatória de forças e um só objetivo. O então prefeito Edineu Oliveira dos Santos, no seu primeiro mandato, de 1989 a 1992, conseguiu por doação da Empresa Cabana da Ponte Agropecuária Limitada, ainda na titularidade de Sinval Palmeira, uma área de terras medindo mais de quatro hectares destinada a construção da lagoa de estabilização. Quase oito anos se passaram e a população impaciente porque nada acontecia. Até que no dia 22 de agosto de 1997, a obra foi concluída. Valeu a pena esperar porque o empreendimento foi o único no Sul e Extremo Sul da Bahia. O sistema operava por gravidade, da seguinte forma: os esgotos eram captados pelos coletores e depois reunidos em um novo coletor, daí encontrando o interceptor que recebia o lançamento de diversos coletores até chegar ao processo de bombeamento que levava ao último estágio, a lagoa de estabilização.

A execução do sistema foi uma obra de grande porte que exigiu investimentos da ordem de 1 300 000 dólares estadunidenses, apresentando as seguintes características: sede de Itororó – extensão total 1 273 metros em tubos com diâmetros de 250, trezentos e 350 milímetros. Sede de Bandeira do Colônia – extensão total 796 metros com uso de tubulação em 250 e trezentos milímetros. Com tratamento através de uma lagoa de estabilização, uma anaeróbica e dois conjuntos em paralelo, de quatro lagoas de estabilização.

O Rio Colônia voltou a ter vidas, a correr limpo, desempenhando sua importante função regional.

O Rio Colônia foi inteiramente repovoado, e as lavadeiras que agora, também, têm lavanderia pública, preferiram, algumas delas, voltar a lavar roupas nas águas do Rio Colônia, compondo aquele cenário bastante familiar.

A Rádio Itapuy FM foi o primeiro órgão de comunicação a se manifestar contra a falta de manutenção a aquela fonte de benefícios à saúde das populações de Itororó e Bandeira do Colônia. Em sua programação, e através de boletins distribuídos a população, a primeira emissora de rádio de Itororó assim se manifestou: "Ai que saudade do tempo, que não volta mais, em que banhava em tuas águas, sem receio de adoecer-me".

Depois de ressuscitado, o Rio Colônia está novamente morrendo.

Turismo[editar | editar código-fonte]

O São João do município de Itororó era como uma grande festa realizada na roça, onde as famílias se reuniam para comemorar os festejos juninos juntamente com os amigos e a vizinhança. Um dos grandes apreciadores dessa época foi o velho Sinval Palmeira, avô do ator global Marcos Palmeira, e uma tradicional personalidade do município, dono da Fazenda Cabana da Ponte, mantida ainda em Itororó.

Mas foi no final da década de 1980 que um grupo da sociedade itororoense, composto pelos senhores Marco Brito, Milton, Paulo René, Welder Andrade e Cilmo Cedro, decidiu criar uma festa que ao mesmo tempo divulgasse o nome da cidade e valorizasse a sua excelente carne-de-sol. Surgiu então o primeiro Festsol.

Com o decorrer dos anos, o Festsol veio se consolidando como a melhor festa que divulga o município de Itororó, sua cultura e a sua arte de fazer a melhor carne-de-sol do Brasil. Dentre as atrações que já abrilhantaram esta festa, podemos destacar inúmeras bandas e cantores conhecidos nacionalmente: Elba Ramalho, Daniela Mercury, Dominguinhos, Wando, Reginaldo Rossi, Amado Batista, Dorgival Dantas, Calcinha Preta, Limão com Mel, Companhia do Calypso, Mastruz com Leite, Lordão, Bruno e Marrone, além dos artistas locais e regionais, que todos os anos contribuem para a realização de uma das melhores festas de São João do país.

O Festsol, hoje, é sem dúvidas, o evento de maior importância para a cultura e a economia de Itororó e da região, sempre realizado no período dos festejos juninos.

O Festsol 2011

A Administração Municipal de Itororó divulgou a grade de programação do vigésimo terceiro Festsol, que terá como tema em 2011 o Renascimento. São mais de dezesseis bandas divididas nos quatro dias de festa. Entre as atrações estão nomes como: Adelmário Coelho, Fala Mansa, Balanço Di Fole, Arriba Saia, Caviar com Rapadura, Estakazero, Cheiro de Amor, Timbalada e Top Love.

O tema do Festsol 2011 refere-se a um período que a cidade de Itororó está passando, um momento onde tudo está dando certo na saúde, educação, infraestrutura, urbanismo, empregabilidade, desenvolvimento social e econômico. Segundo o prefeito, "o momento é muito bom, pois tudo que foi planejado está dando certo e o povo tem visto e aprovado".

A população festeira do município, principalmente os jovens, aprovou a grade da festa que é esperada o ano todo. Há quem diga, na cidade, que o ano em Itororó só começa depois do São João. O jovem estudante do Centro Territorial de Educação Profissionalizante, Leonardo Ferreira, diz que está "contando as horas para a festa" e que pretende "namorar muito ao som do autêntico pé de serra".

Além da maioria das bandas que passarão pelo palco do Festsol serem de forró autêntico, outras tradições serão mantidas como o pau de sebo, pau de fita, concurso da rua mais enfeitada, concurso da garota Festsol, apresentação de quadrilhas e danças típicas. Tudo regado a muita carne de sol assada na brasa, principal iguaria da cidade e maior motivo dos festejos.

GRADE DO FESTSOL

23 DE JUNHO – QUINTA CARLOTA JOAQUINA * ARRIBA SAIA * BALANÇO DI FOLE * FALA MANSA

24 DE JUNHO – SEXTA DENGO DE MENINA * TIRANA SECA * FILÉ DE CAMARÃO * OS BARBOSA

25 DE JUNHO – SÁBADO FETICHE * ESTAKA ZERO * ADELMARIO COELHO * SIVIRINA XIQUE-XIQUE

26 DE JUNHO – DOMINGO DISCARA SAMBA * TOP LOVE * TRIO XOTE NOVO * CAVIAR COM RAPADURA

25 DE JUNHO – SÁBADO – ÀS 13 HORAS - FESTSOL FILÉ CHEIRO DE AMOR/PSIRICO(a confirmar) * TIMBALADA * ESTAKAZERO * DANIEL FERREIRA

Joaquinzão e a carne de sol[editar | editar código-fonte]

Era ano de 1977, quando a família do senhor Joaquim Prates mudou-se para o município de Itororó. Desde menino, Joaquinzão, como passou a ser chamado carinhosamente pelos amigos de Itororó fazendo jus aos seus quase 2 metros de altura, já vinha adquirindo a experiência de preparar uma iguaria chamada carne-de-sol. No entanto, ele não imaginava que ao mudar-se para Itororó se tornaria o pioneiro de uma tradição que tornou o nome deste pequeno município conhecido internacionalmente.

A tradição que Joaquinzão trouxe, começou a se propagar através de reuniões entre amigos, entre eles, Deriomar Brito que batiam papo ao sabor da carne-de-sol preparada por Joaquim. Com o decorrer dos anos a fama se espalhou, e hoje tanto a cidade de Itororó quanto Joaquinzão se orgulham dos inúmeros visitantes brasileiros e estrangeiros que passam por aqui.

Tanta tradição assim é relatada por Joaquinzão sem segredos ou cerimônia: "É só escolher carne de novilha, não colocar tempero, apenas sal, e no dia seguinte, depois de tirar a salmoura, colocar a carne no freezer. Quanto mais gelo melhor. Sol e sereno o mínimo possível para não perder o sabor e virar charque. Depois é só assar".

Esporte[editar | editar código-fonte]

O Tênis de Mesa, surgiu no ano de 2001, na cidade de Itororó; com a chegada do professor e técnico Ednaldo Fernandes de Souza. Ednaldo depois de passar muitos anos morando na capital baiana, Salvador, resolveu ir para Itororó a fim de introduzir na cidade esta modalidade esportiva.

Surgiu então a primeira escola de tênis de mesa. A escolinha foi crescendo e novos adeptos deste esporte foram aparecendo, o que começou com um sonho, transformou-se em realidade, Ednaldo conseguiu formar verdadeiros medalhistas do Tênis de Mesa. No ano de 2004, o então Presidente da Federação Baiana de Tênis de Mesa, Luiz Carlos, considerou Itororó como a Capital do Tênis de Mesa da Bahia. Já que a pequena cidade, no quadro de medalhas geral do Campeonato Baiano de Tênis de Mesa, ganhava sempre em 1° Lugar, com o maior número de medalhas de ouro.

Alguns medalhistas do Tênis de Mesa de Itororó:

  • Ednaldo Fernandes - Professor, técnico e atleta. Consagrou-se várias vezes Campeão Baiano Veterano, Campeão Brasileiro Veterano 60 e foi o atleta do Nordeste que mais participou de eventos Nacionais no ano de 2010.
  • Rafael Rocha- Destacou-se como Campeão Baiano Juvenil, treinou no Clube Estrela de Ouro (SP), para melhorar sua performance e conquistou várias medalhas na Copa Brasil de Tênis de Mesa e nos Campeonatos Brasileiros de Tênis de Mesa. Considerado a estrela de Itororó, pois aonde jogava brilhava.
  • Ueslei Neri - Campeão Baiano Juvenil, conquistou várias medalhas na Copa Brasil de Tênis de Mesa e nos Campeonatos Brasileiros de Tênis de Mesa. Considerado atleta revelação, seu potencial é sua principal características, e atualmente conseguiu ganhar a 1° Divisão do Campeonato Baiano de Tênis de Mesa.
  • Maria del Mar- Campeã Baiana Feminino por 3 anos consecutivos, atualmente medalhista nas suas últimas participações das Copa Brasil e Campeonato Brasileiro de Tênis de Mesa.

Atualmente o Tênis de Mesa de Itororó conta com uma associação: Associação dos Mesatenistas de Itororó, que tem como presidente Maria do Socorro, a associação destacou-se pelos trabalhos realizados na sociedade e foi através da AMI o Tênis de Mesa de Itororó, foi considerado utilidade pública.

Referências

  1. Redação sobre Itororó - Bahia, do IBGE http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/dtbs/bahia/itororo.pdf
  2. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  3. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  4. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  5. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Visitado em 24 de agosto de 2013.
  6. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.
  7. NAVARRO, E. A. Método moderno de tupi antigo: a língua do Brasil dos primeiros séculos. 3ª edição. São Paulo. Global. 2005. p. 145.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  • Página da prefeitura
  • Itororo.net [1] Página da cidade. Cultura, esportes, lazer, música, meio ambiente, política.
  • Itororó Já [2] Página de notícias da cidade. Política, eventos e polêmicas.