Ituí-cavalo

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Ituí-cavalo de cabeça para baixo.

Ituí-cavalo de cabeça para baixo.
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Actinopterygii
Ordem: Gymnotiformes
Género: Apteronotus
Espécie: A. albifrons
Nome binomial
Apteronotus albifrons
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O Ituí-cavalo ou Fantasma-negro, Apteronotus albifrons, é um peixe tropical pertencente à família Apteronotidae. São nativos da Bacia Amazônica na América do Sul, no rio Paraná através do Peru, Venezuela e Paraguai. Gozam de popularidade crescente em aquários. O peixe é todo preto, exceto por dois anéis brancos na cauda, e uma mancha branca na cabeça, que pode se estender até as costas. Se move principalmente ondulando uma longa barbatana ventral, e pode crescer até 60 centímetros.

São noturnos, dotados de uma leve corrente elétrica, e como são cegos (os olhos são cobertos por pele), utilizam um órgão elétrico e receptores distribuídos pelo corpo para localizar larvas de insetos. Tendem a nadar "de pé", com a cauda para baixo, e de maneira um tanto desordenada. Junto com o peixe-elefante eles são os peixes eletrosensíveis mais estudados.[1]

Ituí Cavalo de cabeça para baixo.

O Ituí-cavalo vive em águas rápidas, com fundo arenoso em climas tropicais. Preferem águas com pH em torno de 6.0 - 8.0, dureza da água entre 5.0 - 19.0 dGH, e temperatura entre 23-28 °C.

Existem lendas entre alguns povos da região amazônica de que as almas dos mortos habitavam estes peixes,[2] daí um dos nomes.

Em aquários[editar | editar código-fonte]

Estes peixes requerem um tanque de no mínimo 280 litros, devido ao seu tamanho. Não devem ser mantidos com neons, camarões e outros peixes menores, pois o Ituí-cavalo irá devorá-los ou feri-los (principalmente nos olhos). Ituí Cavalos preferem águas bem oxigenadas, e vão passar um bom tempo nadando nas bolhas geradas pelo sistema de oxigenação (muitas vezes boiando descontroladamente, tal qual uma folha solta)[carece de fontes?]. Devem ser alimentados com artêmia salina, tubifex, dáphnia ou peixes vivos. Podem também comer minhocas, carne congelada ou mesmo serem acostumados a comer ração para peixes[carece de fontes?]

Como são peixes noturnos, necessitam de abrigos durante o dia, servindo para este fim "cavernas" feitas com pedras, conchas ou troncos. São peixes muito territoriais, e uma vez adaptados ao aquário, não hesitarão em atacar quando tiverem seu território invadido.

O período de adaptação ao novo aquário é crítico, devendo se tomar muito cuidado com estresse, doenças e temperatura.

Devido ao seu campo elétrico, quando mantidos em grupos em aquários tendem a se agrupar, alinhando-se lado a lado.[carece de fontes?].

Referências

  1. Nelson ME and MacIver MA (1999) Prey capture in the weakly electric fish Apteronotus albifrons: sensory acquisition strategies and electrosensory consequences. J. Exp. Biol. 202, 1195-1203, pdf
  2. Axelrod, Herbert R. (1996). Exotic Tropical Fishes. T.F.H. Publications. ISBN 0-87666-543-1

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]