Ivã Ivanovich da Rússia

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Ivã Ivanovich
Ива́н Иванович
Ivã, o Terrível mata seu filho, quadro de Ilya Repin
Nascimento 28 de março de 1554
Morte 19 de novembro de 1581 (27 anos)
Nacionalidade russo Rússia
Progenitores Mãe: Anastasia Romanovna
Pai: Ivã, o Terrível
Cônjuge Eudoxia Saburova
Praskovia Solova
Yelena Sheremeteva
Religião catolicismo ortodoxo
Causa da morte assassinado

Ivã Ivanovich (Ива́н Иванович, 28 de março de 155419 de novembro de 1581) da dinastia Rurik, foi o herdeiro aparente do trono da Rússia, sendo o segundo filho de Ivã, o Terrível e Anastasia Romanovna, e o irmão mais velho de Teodoro I. Ivã Ivanovich foi morto pelo próprio pai, Ivã, o Terrível.

História[editar | editar código-fonte]

O jovem Ivã era, aparentemente, tão cruel quanto seu pai, tendo acompanhado-o durante o massacre of Novgorod aos 15 anos de idade. Durante cinco semanas ininterruptas, ele e seu pai assistiram a depredação dos oprichniks com entusiasmo, ao mesmo tempo em que recolhiam-se à igreja para rezar.

O jovem Ivã salvou a vida de seu pai durante uma tentativa de assassinato. Um prisioneiro livoniano chamado Bykovski chegou a erguer uma espada em direção ao velho Ivã, mas o jovem Ivã conseguiu esfaquear Bykovski a tempo.

Em 1566, sugeriu-se que o jovem Ivã casasse com Virginia Eriksdotter, filha do rei Érico XIV da Suécia, o que acabou não ocorrendo. Aos 17 anos de idade, ele uniu-se a Eudoxia Saburova, uma das doze pretendentes rejeitadas por seu pai. Por ser estéril, o velho Ivã acabou banindo-a para um convento. Ele depois casou-se com Praskovia Solova, mas seu pai a mandou embora pelo mesmo motivo.

Aos 27 anos de idade, o jovem Ivã já era tão culto quanto seu pai, e em seu tempo livre escreveu uma biografia do monge ortodoxo Antônio de Siya. Seus impulsos sádicos, entretanto, perduraram, e ele frequentemente assistia às torturas dos prisioneiros com seu pai, com quem também trocava amantes. Sua terceira esposa foi Yelena Sheremeteva, que finalmente engravidou em outubro de 1581.

Morte[editar | editar código-fonte]

O relacionamento do jovem Ivã com seu pai começou a se deteriorar durante os últimos estágios da Guerra da Livônia. Com raiva por seu pai ter assinado a Paz de Jam Zapolski, o jovem Ivã deu ordem a algumas tropas para que libertassem a cidade de Pskov. A relação com o pai piorou quando, em 15 de novembro, o czar viu a esposa do filho andando pelo palácio, grávida, em trajes informais — o velho Ivã então gritou e bateu na mulher, que acabou por sofrer um aborto espontâneo.

Ao ouvir os gritos da esposa, o jovem Ivã correu em seu socorro, gritando raivosamente com seu pai:

Cquote1.svg Mandaste minha primeira esposa para o convento sem teres motivo,
fizeste o mesmo com minha segunda esposa, e agora bates na terceira,
matando o filho que ela carrega no ventre!
Cquote2.svg
Ivan Ivanovich

Ao confrontar o pai, este relembrou o caso da liberação de Pskov, acusando o filho de insubordinação e incitação à rebelião. As acusações foram negadas pelo jovem Ivã que, entretanto, continuou a defender a libertação de Pskov. Num acesso de raiva, o velho Ivã golpeou a cabeça do filho com seu cetro. O então boiardo Boris Godunov, que a tudo assistia, tentou intervir, mas também apanhou do czar. O jovem Ivã caiu quase inconsciente e com um grande sangramento na lateral da cabeça. Ao ver a cena, seu pai imediatamente jogou-se sobre seu filho, beijou sua face e, enquanto tentava estancar o sangramento, chorou:

Cquote1.svg Maldito seja eu!
Matei meu filho, matei meu filho!
Cquote2.svg

O jovem Ivã ainda recobrou a consciência por alguns instantes e disse:

Cquote1.svg Morro como um devotado filho
e humilde servo.
Cquote2.svg
Ivã Ivanovich

Durante os quatro dias seguintes, o velho Ivã rezou incessantemente por um milagre, que não aconteceu. Ivã Ivanovich morreu em 19 de novembro de 1581, deixando seu pai em profundo remorso, que carregou para o resto da vida.

Referências[editar | editar código-fonte]

  • Koptiaeva, Antonina. Ivan Ivanovich: a novel. House, 1952.
  • Troyat, Henri. Ivan le Terrible. Flammarion, Paris, 1982.
  • de Madariaga, Isabel. Ivan the Terrible. Giulio Einaudi editore, 2005.