Ivan Konstantinovich Aivazovskii

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
A Nona Onda

Ivan Konstantinovich Aivazovskii (Teodósia, 29 de julho de 1817Teodósia, 5 de maio de 1900) foi um pintor russo de ascendência arménia conhecido pelas suas paisagens marítimas. Morreu deixando um reportório de mais de seis mil obras, entre elas, a mais famosa, Nona Onda.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Ivan Konstantinovich Aivazovskii nasceu no seio de uma família de mercadores arménios de classe média radicada na Ucrânia. Com poucos anos de idade, já desenhava e pintava como um grande mestre. Os pais reconheceram o seu talento e, como tal, inscreveram-no na Academia de Belas Artes de São Petesburgo. Aí, era frequente retratar paisagens, sobretudo marítimas. De facto, o seu interesse pelo mar deriva desse tempo.

No Outono de 1836, Ivan apresentou cinco quadros de paisagens marítimas na academia onde estudava. A exposição e os seus quadros foram deveras apreciados. Foi 1837, o ano em que se decidiu a aplicar-se na concretização de paisagens marinhas.

Viajou para a Itália (onde visitou Roma, Veneza, Florença e Pádua), a Alemanha, a França, a Espanha e os Países Baixos. Ficou em cada um destes países largos meses. Meses, esses, todos passados a pintar as mais belas paisagens marinhas da Europa. Nos referidos países também realizou algumas exposições todas com relativo sucesso. Turner, um proeminente pintor inglês, ao visitar uma das exposições, ficou encantado com a complexa precisão e brilhante concepção dos ambientes marítimos, presentes nos quadros de Aivazovskii.

Em 1844, Ivan Konstantinovich volta à Rússia onde fica alguns meses. Depois volta a visitar a restante a Europa, tendo viajado para a Grécia. Seguidamente, descobre a África e a Ásia, tendo ido à Turquia e ao Egipto.

O Cáucaso

De volta à Rússia, pinta os seus dois mais famosos quadros: Mar Negro e Nona Onda. Estes tiveram imenso sucesso e influência na pintura russa, desde então.

Já rico e bastante conhecido, esbanja imenso dinheiro a fazer caridade e abre, em Teodósia, uma Academia de Belas-Artes, a primeira da cidade.

Morre em 1900, deixando para trás uma vasta obra de mais de seis mil quadros.

Hoje em dia, os seus quadros encontram-se expostos nos melhores e maiores museus (Museu Hermitage e Museu Sakip Sabanci, por exemplo) e galerias de arte do mundo, e os seus quadros, em leilões, atingem exorbitantes valores.