Ivan Serpa

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Ivan Ferreira Serpa (Rio de Janeiro,1923Rio de Janeiro, 1973) foi pintor, desenhista, professor e gravador. Ainda jovem Ivan dava aulas livre de pinturas para crianças no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Na década de 1940, estudou com o gravador Axl Leskoschek. Começou a participar de exposições realizadas na Divisão Moderna do Salão Nacional e da 1ª Bienal de São Paulo onde ganhou seu primeiro prêmio. Realizou sua primeira individual no Instituto Cultural Brasil- Estados Unidos e expôs na XXVI Bienal de Veneza

Ele começou a expôr seus trabalhos figurativos. Em 1947, aderiu ao não-figurativismo adotado por Mário Pedrosa. Tornou-se professor de arte no Museu de Arte Moderna(MAM) e restaurador de papéis da Biblioteca Nacional. No início da década de 1950, seu trabalho já se identifica com a abstração geométrica e sua participação na I Bienal de São Paulo, realizada em 1951, reitera essa opção. Na ocasião, recebe o Prêmio Jovem Pintor Nacional. A partir de 1952 passa a dedicar-se também a atividades didáticas com crianças em cursos de pintura realizados no Museu de Arte Moderna, atividade da qual não se afastará durante toda sua vida. Em 1953 participa da I Exposição Nacional de Arte Abstrata realizada na cidade de Petrópolis. No ano seguinte, juntamente com outros artistas, cria o Grupo Frente, assumindo sua liderança ao longo de seus dois anos de vida. Participa em 1957 da I Exposição Nacional de Arte Concreta no Rio de Janeiro, ano em que recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna. Viveu na Europa entre os anos de 1958 e 1959, quando volta ao Brasil. Participa em seguida da I Exposição de Arte Neoconcreta realizada no Rio de Janeiro.

Ainda nos anos 50, juntamente com Lygia Clark, Lygia Pape, Fraz Weissmann, Abraham Palatinik, Oiticica e Aluísio Carvão, articulou a criação de um núcleo de arte chamado Grupo Frente. Participou da I Exposição Nacional de Arte Concreta em São Paulo e no Rio e na exposição Concretos Brasileiros em Zurique, na Suíça, no qual foi premiado. No início dos anos 1960 realizou algumas experiências no campo da figuração, entre as quais a chamada "fase negra", de tendência expressionista, que se desenvolveu num momento de crise política, que culminou com o golpe militar de março de 1964. A partir de 1965 retornou ao abstracionismo geométrico, introduzindo elementos mais ligados à sensualidade das formas, o que inexistira no trabalho de sua fase concreta, desenvolvido ao longo dos anos 1950. Participou das mais importantes exposições ocorridas ao longo da década de 1960 (como Opinião 65, Opinião 66 e Nova Objetividade Brasileira), que reuniu os grandes nomes da geração que emergia nas artes plásticas naquele momento.

Recebeu vários prêmios no Brasil e participou de várias bienais realizadas em São Paulo, além de Veneza (1952,1954 e 1962) e Zurique (1960), quando é igualmente premiado. O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro realizou algumas retrospectivas de sua obra nos anos 1965, 1971 e 1974. Ivan Serpa faleceu em 1973, deixando um grande acervo de obras não-figurativas que estão em exposição nos museus de Arte do Rio de Janeiro.


Obras:

  • Faixas Ritmadas
  • Abstrato
  • Figura
  • Formas formais

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