Jáder Barbalho

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Jáder Fontenele Barbalho
Governador do Pará
Mandato: 15 de março de 1991
até 3 de abril de 1994
Precedido por: Hélio Gueiros
Sucedido por: Carlos Santos
Ministro da Previdência Social do Brasil Brasil
Mandato: 29 de julho de 1988
até 14 de março de 1990
Precedido por: Renato Archer
Sucedido por: Antônio Rogério Magri
Nascimento 27 de Outubro de 1944 (63 anos)
Belém, PA
Partido político: MDB e PMDB
Profissão: Empresário
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Jáder Fontenele Barbalho (Belém, 27 de outubro de 1944) é um político e empresário brasileiro. Filho de Laércio Wilson Barbalho, deputado estadual cassado em 1964, iniciou sua carreira política em 1966 pelo extinto MDB (atual PMDB).

Índice

[editar] Movimento estudantil e política

Jáder Barbalho começou na vida pública como líder estudantil em Belém atuando ainda como militante da Juventude Estudantil Católica. Sua carreira política teve início sob a legenda do MDB sendo que seu primeiro mandato político foi o de vereador em Belém no ano de 1966. Em seguida cursou Direito na Universidade Federal do Pará atuando a seguir como advogado. Dando seqüência a sua carreira política foi eleito deputado estadual em 1970 e deputado federal em 1974 e 1978. Em 1982 foi eleito governador do Pará pelo PMDB, em parte graças ao apoio de uma dissidência do PDS liderada por Alacid Nunes. Após cumprir integralmente um mandato de quatro anos foi nomeado Ministro da Reforma Agrária pelo presidente José Sarney e a seguir Ministro da Previdência Social. Em 1990 conquistou seu segundo mandato de governador do Pará e em 1994 renunciou ao mandato em favor do comunicador Carlos Santos meses antes de ser eleito senador.

[editar] Atuação como senador

Na Câmara Alta do país foi líder do PMDB sendo que em 1998 foi derrotado na disputa para o governo do Pará em segundo turno por Almir Gabriel que foi reeleito governador pelo PSDB. A seguir foi eleito presidente nacional do PMDB.

A partir do ano 2000 viveu a fase mais conturbada de seu mandato de senador graças aos intensos e acirrados debates travados contra o baiano Antônio Carlos Magalhães, então presidente da casa. No bojo das discussões surgiram denúncias envolvendo Jáder Barbalho em casos de corrupção e enriquecimento ilícito, algo logo repercutido pela imprensa e nem mesmo a eleição do paraense para a presidência do Senado Federal em 14 de fevereiro de 2001 arrefeceu a torrente de acusações e nem mesmo a renúncia de Antônio Carlos Magalhães (acusado de envolvimento no caso de violação do painel eletrônico de votações do Senado Federal) em 30 de maio daquele ano serviu de alento a Jáder Barbalho. Logo a seguir ele renunciaria à presidência do PMDB em favor do senador Maguito Vilela e se licenciaria da presidência do Senado Federal por sessenta dias, porém em 19 de setembro de 2001 sua renúncia ao cargo foi apresentada e em 5 de outubro Jáder abdicou também de seu mandato de modo a impedir que o processo por quebra de decoro parlamentar instaurado contra ele pelo Conselho de Ética tivesse seqüência e, em caso de cassação, inabilitá-lo para o exercício de funções públicas por oito anos. Durante seu afastamento coube ao senador Edison Lobão e ao deputado federal Efraim Morais exercerem as funções de Barbalho como presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional, respectivamente. Com a recusa de seu pai em ocupar sua cadeira, a vaga ficou nas mãos do segundo suplente Fernando Ribeiro.

Algum tempo depois de sua renúncia chegou a ser preso numa operação da Polícia Federal sob a acusado de desvio de dinheiro público, entretanto foi eleito deputado federal em 2002 e 2006 mantendo assim considerável influência nos meios políticos paraenses e mesmo junto ao governo federal. Como exemplo de seu poderio integrou o conselho político que trabalhou a favor da reeleição do presidente Lula e articulou a candidatura de seu primo, José Priante, ao governo do Pará de modo a permitir um segundo turno onde a petista Ana Júlia derrotou Almir Gabriel, candidato apoiado pelo governador Simão Jatene.

[editar] Outras informações

Sua linhagem política está representada na figura de sua ex-esposa a deputada federal Elcione Barbalho e também na de seu filho o prefeito de Ananindeua Hélder Zahluth Barbalho.

É titular da concessão dos seguintes meios de comunicação no estado do Pará: RBA Rede Brasil Amazônia de Televisão Ltda (repetidora da Rede Bandeirantes de Televisão), Belém Radiodifusão Ltda (três emissoras diferentes - Radio 99 FM, Radio Diário FM e Radio Clube do Pará AM). É também proprietário do segundo maior jornal do estado, o Diário do Pará.

Barbalho foi implicado em um escândalo em financiamentos a agência de desenvolvimento regional Sudam onde mais de 1 bilhão de dólares desaparecidas. Ele é acusado de ter usado o seu poder base na Amazônia estado do Pará a influência que os projectos foram aprovados pela Sudam. Sudam foi encerrada em 2001 pelo presidente Fernando Henrique Cardoso por causa da corrupção acusações [1].

Em 22 de fevereiro de 2002, Senador Antônio Carlos Magalhães deu uma entrevista ao Ministério Público estado em que ele apontasse a corrupção envolvendo Cardoso, Barbalho, do PMDB, o PFL, e do Supremo Tribunal. A entrevista, que foi divulgado à imprensa, levou Cardoso para começar a demitir nomeações governamentais ligadas à Magalhães, mais notavelmente ministros Rodolpho Tourinho (Minas e Energia) e Waldeck Ornelas (segurança social) em fevereiro 23.

Em 2002, com a opinião pública favorecendo investigação sobre alegações de corrupção governo, a oposição procurou os votos de 27 senadores e 171 deputados federais necessários para constituir uma CPI contra Barbalho. Em 8 de maio de 2002, depois de a oposição tinha aparentemente garantidos estes votos, Barbalho cancelou uma sessão conjunta do Congresso e, assim, impediu a oposição de trazer a questão para o chão. Depois, basta legisladores políticos maneuverings persuadido a mudar de opinião, e ameaça a CPI foi encerrada. Em 16 de maio de Saturnino Braga, o relator da Comissão de Ética do Senado, concluiu que Magalhães eo líder do governo no Senado, José Roberto Arruda do Distrito Federal, foram culpados de terem violado o sigilo regras em junho 2000 voto que expulsou Distrito Federal Sen . Luis Estevão de Congresso. Após o depoimento de danificar o diretor do Senado sistema de processamento de dados, que afirmou que ela invadiram o sistema de votação sob ordens de Magalhães e Arruda, o Senado Comissão de Ética recomenda o impeachment de Magalhães e Arruda por ter quebrado decoro Senado. Em vez de impeachment e risco de perda de direitos políticos por oito anos, demitiu em 24 de maio de Arruda; Magalhães seguiu o exemplo em 30 de maio.

Com Magalhães Arruda e fora do escritório, Congresso, em risco de se tornar ineficaz, continuaram a ser as mais escândalo atolada em acusações de corrupção envolvendo passado Barbalho a tona. Um número crescente de investigações sobre fraude no Banco do Estado do Pará, da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia, e da Reforma Agrária Instituto Nacional revelou o envolvimento de Barbalho quando ele era governador do Pará e ministro da reforma agrária. Barbalho teve uma licença de ausência de seu posto como presidente senado em 20 de julho. Em face de provas e montando a probabilidade de impeachment, ele demitiu a partir do Senado, em 4 de outubro de seguir o mesmo caminho de Magalhães e Arruda. Para Barbalho a perda da imunidade abria a possibilidade de indiciamento pela Polícia Federal.

Em 2007, é citado no filme "Send a Bullet" ("Manda Bala"), do diretor norte-americano Jason Kohn, documentário premiado no Festival Sundance de Cinema, pelo seu envolvimento com um financiamento em nome de sua segunda esposa Márcia Cristina Zahluth Centeno Barbalho no valor aproximado de R$ 10 milhões emprestados pela Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e destinados à criação de rãs. Aliás a atuação de Jáder Barbalho junto à SUDAM e ao Banco do Estado do Pará (BANPARÁ) são a origem de vários dos processos a que ele responde junto ao Supremo Tribunal Federal.

[editar] Ligações externas


Precedido por
Alacid Nunes
Governador do Pará
19831987
Sucedido por
Hélio Gueiros
Precedido por
Renato Archer
Ministro da Previdência Social do Brasil
19881990
Sucedido por
Antônio Rogério Magri
Precedido por
Hélio Gueiros
Governador do Pará
19911994
Sucedido por
Carlos Santos
Precedido por
Antônio Carlos Magalhães
Presidente do Senado Federal do Brasil
2001
Sucedido por
Edison Lobão


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