J. K. Rowling

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J. K. Rowling
Joanne Rowling
J. K. Rowling 2010.jpg
Rowling num evento de Páscoa na Casa Branca, 2010
Nacionalidade Reino Unido britânica
Data de nascimento 31 de julho de 1965 (49 anos)
Local de nascimento Yate, Inglaterra
 Reino Unido
Gênero(s) Literatura fantástica, tragicomédia, romance policial
Pseudónimo(s) J. K. Rowling, Robert Galbraith, Newt Scamander, Kennilworthy Whisp
Ocupação Escritora, ex-professora
Grupo étnico Branca
Educação Bacharelada em Artes
Alma mater Universidade de Exeter
Período de atividade 1997-presente (16 anos)
Temas abordados Ficção
Religião Cristã
Magnum opus Série Harry Potter (1997-2007)
Cônjuge Jorge Arantes (1992-1995)
Neil Murray (2001-presente)
Filhos Jessica Isabel Rowling
David Gordon Rowling Murray
Mackenzie Jean Rowling Murray
Influências T. H. White, Elizabeth Goudge, Jessica Mitford[1] , Diana Wynne Jones, Marion Zimmer Bradley, C.S. Lewis,[2] J. R. R. Tolkien[3] [4]
Prêmios Legião de Honra, Nestlé Children's Book Prize
Assinatura JKRowlingsignature.png
Página oficial www.jkrowling.com

Joanne "Jo" Rowling /ˈrlɪŋ/, OBE, FRSL (Yate, 31 de julho de 1965), também conhecida como J. K. Rowling, nome com o qual assina as suas obras, ou pelo seu nome de casada, Joanne Murray, é uma escritora britânica de ficção, autora dos sete livros da famosa e premiada série Harry Potter, e de três outros pequenos livros relacionados a Harry Potter. Desde criança, Joanne gostava de ler contos como O Vento nos Salgueiros e O Cavalinho Branco. Muitos autores influenciaram sua obra, e fizeram nascer em Joanne a vontade latente de tornar-se escritora.

Famosa por escrever em bares, com a primogênita ao lado no carrinho, ela enfrentou uma série de dificuldades até atingir a riqueza e a fama como escritora, passando-se longos anos até que o Harry Potter e a Pedra Filosofal chegasse às prateleiras, com a ajuda de seu agente literário Christopher Little. Desde então, J. K. Rowling escreveu os outros seis livros que a tornaram rica, e capacitaram-na a contribuir com instituições que ajudam a combater doenças, injustiças e a pobreza.

Seus livros, traduzidos para 64 línguas,[5] venderam mais de 450 milhões de cópias pelo mundo todo, e renderam à autora por volta de 576 milhões de libras, mais ou menos 1 bilhão de dólares, segundo estimativa da Forbes em fevereiro de 2004, tornando-a a primeira pessoa a tornar-se bilionária (em dólares) escrevendo livros.[6] Já em 2006, ela foi nomeada pela mesma revista como a segunda personalidade feminina mais rica do mundo, atrás apenas da apresentadora da televisão americana Oprah Winfrey, e à frente de nomes como a rainha Elizabeth II, Madonna e Gisele Bündchen, respectivamente na terceira, quarta e quinta posições. Em 2007 ficou com a posição 891 dos bilionários do mundo na lista da Forbes[7] e nesse mesmo ano ela ficou com o número 48 da lista da Forbes "100 Celebridades".[8] Em 2006, apareceu na posição 1064, embora sua fortuna tenha aumentado em cerca de 20% com o lançamento de Harry Potter e as Relíquias da Morte, o último livro da série, e suas respectivas adaptações cinematográficas[9] ; É notório, entretanto, como J. K. Rowling afirma veementemente no documentário Um ano na vida de J. K. Rowling, dirigido pelo escritor James Runcie, que, embora possua muitos milhões, não chega a ter um bilhão de libras esterlinas (embora possua, convertendo o valor de sua fortuna de libras para dólares americanos, mais de um USD1 bilhão). Com efeito, o seu património, em 2010, foi avaliado pela Forbes em 815 milhões de euros.[10]

Em 2011 foi lançado o filme Magia além das palavras, uma biografia não autorizada pela escritora.[11]

Em fevereiro de 2012, Little, Brown & Company anunciou que iria publicar o primeiro romance de Rowling para adultos, The Casual Vacancy(publicado em língua inglesa em 27 de setembro de 2012), Foi publicado em língua portuguesa no último quartil de 2012: em Portugal pela Editorial Presença[12] , e no Brasil pela editora Nova Fronteira.[13]

Seu patrimônio era estimado em US$ 1 bilhão, mas depois de fazer doações, doando cerca de 20% de sua fortuna bruta, seu patrimônio está estimado em cerca de US$850 milhões.[14]

Nome[editar | editar código-fonte]

O nome de batismo da autora é apenas Joanne Rowling, sem nome do meio. Rowling é pronunciado /roulin/ e Joanne é pronunciado /Djouan/ ou /Djouein/.[15] Na ocasião do lançamento do primeiro livro da série no Reino Unido, Harry Potter e a Pedra Filosofal, quando Christopher Little, agente literário da autora, e a Bloomsbury, sua editora, temendo que os garotos não leriam um livro escrito por uma mulher, pediram a Joanne que assinasse com as suas iniciais, não deixando transparecer que era uma mulher. Joanne pensou em J.Rowling, mas não atendia ao pedido de duas iniciais da editora e por fim acabou homenageando sua avó, Kathleen Ada Bulgen Rowling, para criar o nome J. K. Rowling.[16] [17]

Apesar disso, Joanne Rowling diz que todos a chamam de Jo Rowling, e que, quando criança, só era chamada de Joanne quando estavam muito bravos com ela.[18] Seu nome legal, como casada, é Joanne Murray,[19] embora já tenha utilizado o nome Joanne Kathleen Rowling em assuntos oficiais.[20]

Biografia[editar | editar código-fonte]

A família Rowling[editar | editar código-fonte]

Peter James Rowling e Anne Volant conheceram-se no início dos anos 1960, numa viagem de trem da estação de King's Cross, em Londres - nome conhecido pelos leitores de Harry Potter - à Escócia, e logo iniciaram um relacionamento. Ambos eram da Marinha, mas quando Anne ficou grávida Peter conseguiu uma vaga de aprendiz na fábrica Bristol Siddeley, que tornou-se, mais tarde a Rolls-Royce.[21]

Os dois casaram-se em março de 1965, na igreja All Saints Parish Church e mudaram-se para Yate, no condado cerimonial de Gloucestershire e em 31 de Julho do mesmo ano, no Yate General Hospital, nascia Joanne Rowling.[22]

Quase dois anos depois, em junho de 1967, Anne teve a segunda filha, Dianne Rowling, que nasceu em casa.[23]

Joanne diz que Dianne sempre foi mais bonita que ela, com seus cabelos e olhos escuros, e que ambas brigavam muito quando crianças, "como dois gatos selvagens presos numa mesma gaiola apertada".[24]

Sobre os avós de Joanne, é fato que os paternos eram de longe seus favoritos: Kathleen Ada Bulgen Rowling e Ernest Arthur Rowling eram proprietários de uma mercearia na qual as netas brincavam. Kathleen morreu quando Joanne tinha 9 anos, e deixou uma neta que a amava muito e que mais tarde escolheria seu nome para figurar o "K" de J. K. Rowling.

Os avós maternos das meninas eram Stanley George Volant e Freda Volant (Louisa Caroline Watts Freda Smith, seu nome completo de solteira[25] ), que Joanne descreveu como um "casal infeliz".[21] Entretanto, os dois avôs, Stanley e Ernie, eram por ela considerados grandes homens,[21] que emprestam seus nomes aos condutores do Nôitibus Andante.

Infância e educação[editar | editar código-fonte]

Diane (a irmã de Rowling)[26] nasceu em sua casa, quando Rowling tinha 23 meses de idade.[24] A família mudou-se para a aldeia vizinha, Winterbourne, quando Rowling tinha quatro anos.[27] Ela participou da St Michael's Primary School, uma escola fundada pelo abolicionista William Wilberforce e a reformador da educação Hannah More.[28] [29] Seu diretor da St Michael, Alfred Dunn, tem sido apontado como a inspiração para a série Harry Potter, o diretor Alvo Dumbledore.[30]

Casa de infância de Rowling, Church Cottage, Tutshill.

Como uma criança, Rowling escreveu muitas vezes histórias de fantasia, que ela normalmente, em seguida, lia a sua irmã. Ela lembra que "Ainda me lembro de me contar-lhe uma história em que ela caiu em um buraco de coelho e foi alimentada com morangos pela família coelho dentro dela. Certamente, a primeira história que escrevi (quando eu tinha cinco ou seis anos) foi de um coelho chamado Coelho. Ele pegou sarampo e foi visitado por seus amigos, inclusive uma abelha gigante chamada Miss Bee".[31] Com a idade de nove anos, Rowling mudou-se para Church Cottage, Tutshill, perto de Chepstow, País de Gales.[24] Quando ela era adolescente, sua tia-avó, que disse que Rowling "ensinou clássicos e aprovado de uma sede de conhecimento, até mesmo de um tipo questionável", deu-lhe uma cópia muito antiga da autobiografia de Jessica Mitford, Hons and Rebels.[32] Mitford tornou-se a heroína de Rowling e, posteriormente, Rowling leu todos os seus livros.[33]

Rowling disse de sua adolescência, em uma entrevista à revista The New Yorker, "... Eu não estava particularmente feliz. Acho que é uma época terrível da vida" [34] Ela tinha uma vida em casa difícil, sua mãe estava doente e ela teve uma relação difícil com o seu pai (ela não esta mais em condições de falar com ele).[34] Ela frequentou a escola secundária em Wyedean School and College, onde sua mãe trabalhou como técnica no departamento de ciência.[35] Sobre sua adolescência, Rowling disse: "Hermione [uma personagem dos livros de Harry Potter, a sabe-tudo] é vagamente baseada em mim. Ela é uma caricatura de mim quando eu tinha onze anos, que eu não estou particularmente orgulhosa".[36] Steve Eddy, que ensinou Inglês para Rowling quando ela chegou em primeiro lugar, se lembra dela como "não excepcional", mas "um de um grupo de meninas que estavam brilhantes, e muito boa em Inglês".[34] Sean Harris, seu melhor amigo nos últimos anos do Ensino Médio, possuía um Ford Anglia turquesa, que ela diz que inspirou a um em seus livros. "Ron Weasley [o melhor amigo de Harry Potter] não é um retrato vivo de Sean, mas ele é realmente muito o Sean".[37] De seus gostos musicais da época, ela disse: "O meu grupo favorito no mundo é o The Smiths. E quando eu estava passando por uma fase punk, foi The Clash".[38] . Rowling estudou A Levels em Inglês, Francês e Alemão,[39] alcançando dois A e um B[40] e foi a Monitora-Chefe.[34]

Em 1982, Rowling levou os exames de admissão para a Universidade de Oxford mas não foi aceita[34] e leu para um BA em francês e Clássicos na Universidade de Exeter, que ela diz que era um "pouco de um choque", como ela "estava à espera de estar entre muitas pessoas semelhantes - pensando pensamentos radicais". Uma vez que ela fez amizade com "algumas pessoas que pensam como ela" diz que começou a gostar de si mesma.[41] Do seu tempo em Exeter, Martin Sorrell, um professor de francês na universidade, recordou que "uma aluna competente em silêncio, com um jaqueta jeans e cabelo escuro, que, em termos acadêmicos, deu a aparência de fazer o que era necessário".[34] Embora a sua própria memória é de "não nenhum trabalho que seja", e em vez disso ela "usava delineador pesado, ouvia The Smiths, e lia Dickens e Tolkien".[34] Depois de um ano de estudo em Paris, Rowling se formou em Exeter, em 1986[34] e se mudou para Londres para trabalhar como pesquisadora e secretária bilíngüe para a Anistia Internacional.[42] Em 1988, Rowling escreveu um curto ensaio sobre seu tempo estudando Classicos intitulado "What was the Name of that Nymph Again? or Greek and Roman Studies Recalled", foi publicado pela Universidade de Exeter, diário de Pegasus.[43]

Casas e escolas à moda antiga[editar | editar código-fonte]

Os Rowling inicialmente moraram em Yate, mas quando a cidade avançou, os pais das meninas resolveram mudar-se para Winterbourne, para a rua Nicholls Lane, onde Joanne tomou gosto pela leitura. Perto da casa dos Rowling morava a família Potter.

Em 1971, a pequena Joanne escreve seu primeiro livro: Rabbit, a história de um coelho chamado Rabbit, que pega sarampo e é visitado pela Miss Bee (Srta. Abelha),[44] e foi nessa época que Joanne se matriculou em sua primeira escola, a St. Michael's Church of England, perto de sua casa. Era um local agradável, uma escola à moda antiga da qual Joanne gostava muito.

Em 1974 a família Rowling mudou-se para a cidadezinha de Tutshill, para uma casa chamada Church Cottage. Curiosamente, Tutshill fica às bordas da Floresta de Dean, berço do escritor Dennis Potter.

Junto com a nova casa veio a nova escola, a Escola Tutshill, onde lecionava a professora Sylvia Morgan, uma mulher rígida e pouco querida. Joanne já se destacava pela inteligência. Ela diz em sua autobiografia que, talvez para compensar a beleza de Dianne, seus pais decidiram que ela deveria ser a filha inteligente.

A escola secundária (veja Sistema Educacional Britânico) que as pequenas Rowling frequentaram era a Escola Wyedean, no vilarejo de Sedbury. Se a Escola Tutshill ficara para trás junto com Sylvia Morgan, Wyedean chegou com o professor John Nettleship, químico que inspirou o Professor Snape, e que àquela época tornou-se chefe da mãe de Jo e Di, Anne, que passou a trabalhar no departamento de Química da escola. Na Wyedean a professora Lucy Shepherd foi a preferida de Rowling. Competente, Lucy teve influência sobre a criativa Joanne, e é elogiada pelos próprios professores da escola.

O período que passou na Escola Wyedean deixou fortes lembranças: foi nessa época que Anne Rowling foi diagnosticada com esclerose múltipla, e foi aí também que ela conheceu Sean Harris, amigo a quem foi dedicado o segundo livro e dono do Ford Anglia original, a porta para o mundo de J. K. assim como o foi para Harry Potter. Segundo J. K.:

Cquote1.svg Ele foi o primeiro dos meus amigos a aprender a dirigir, e aquele carro turquesa e branco significava LIBERDADE. Cquote2.svg
J. K. Rowling[45]

Inspiração e a morte da mãe[editar | editar código-fonte]

Depois de trabalhar na Anistia Internacional em Londres, Rowling e seu então namorado decidiram então se mudar para Manchester.[24] Em 1990, enquanto ela estava em uma viagem de trem de quatro horas atrasado de Manchester a Londres, a idéia para uma história de um jovem menino frequentar uma escola de magia "veio totalmente formado" em sua mente.[46] Rowling disse ao The Boston Globe que "Eu realmente não sei de onde veio a idéia. Começou com Harry, então todos esses personagens e situações vieram inundando na minha cabeça".[24] [46]

Rowling estava em um trem para Londres quando ela concebeu Harry Potter. Depois de Rowling ter utilizado King's Cross como uma porta de entrada para o Mundo Mágico, desde então se tornou um ponto turístico popular.

Rowling descreveu a concepção de Harry Potter em seu site:[47]

Eu estava viajando de volta para Londres por conta própria em um trem lotado, e a idéia de Harry Potter simplesmente caiu na minha cabeça. Eu estava escrevendo quase continuamente desde os seis anos, mas eu nunca tinha me animado tanto com uma idéia antes. Para minha imensa frustração, eu não tinha uma caneta, e eu era muito tímida para perguntar a qualquer um se eu poderia me emprestar uma... Eu não tinha uma caneta comigo comigo, mas eu acho que esta foi provavelmente uma coisa boa. Eu simplesmente sentei e pensei, por quatro horas (trem atrasado), ao passo que todos os detalhes borbulhavam em meu cérebro, e este garoto de cabelos negros, magro, de óculos que não sabia que era um bruxo tornou-se mais e mais real para mim. Talvez, se eu tivesse abrandado as idéias para capturá-los no papel, eu poderia ter abafado algumas delas (embora às vezes eu me pergunto, de braços cruzados, como muito do que eu imaginava nessa viagem eu tinha esquecido pelo tempo que eu realmente tinha perdido por não ter uma caneta). Eu comecei a escrever Harry Potter e a Pedra Filosofal naquela mesma noite, embora aquelas primeiras páginas não têm qualquer semelhança com qualquer coisa no livro.

Quando ela chegou a Clapham Junction, ela começou a escrever imediatamente.[24] [48] Em dezembro do mesmo ano, a mãe de Rowling morreu, depois de dez anos que sofreu de esclerose múltipla.[24] Rowling comentou: "Eu estava escrevendo Harry Potter no momento que minha mãe morreu. Eu nunca tinha contado a ela sobre Harry Potter".[49] Rowling disse que essa morte fortemente afetou sua escrita[49] e que ela apresentou muito mais detalhes sobre a perda de Harry no primeiro livro, porque ela sabia sobre como ele se sentia.[50]

Casamento, divórcio e monoparentalidade[editar | editar código-fonte]

Um anúncio no The Guardian[51] levou Rowling a mudar-se para Porto em Portugal para ensinar Inglês como uma língua estrangeira.[48] [52] Ela ensinou à noite, e começou a escrever no dia ao ouvir Tchaikovsky do Concerto para Violino.[34] Um dia, quando sai com as amigar para um bar, encontrou o Português Jorge Arantes, depois de compartilhar um interesse mútuo em Jane Austen.[24] Eles se casaram em 16 de outubro de 1992 e sua filha, Jessica Isabel Rowling Arantes (em homenagem a Jessica Mitford), foi nascida em 27 de julho de 1993, em Portugal.[24] Rowling tinha sofrido anteriormente um aborto.[24] Eles se separaram em 17 de novembro de 1993,[24] [53] 13 meses e um dia depois de seu casamento.[24] Os biógrafos têm sugerido que Rowling sofreu violência doméstica durante seu casamento, embora a extensão é desconhecida.[24] [54] Em uma entrevista com o Daily Express, Arantes disse na sua última noite juntos, ele a tinha arrastado para fora de sua casa às cinco da manhã e bateu nela com força.[34] Em dezembro de 1993, Rowling e sua filha se mudaram para ficar perto de Dianne (irmã de Jo) em Edimburgo, na Escócia,[24] com três capítulos de Harry Potter em sua mala.[34]

Sete anos depois de se formar na universidade, Rowling viu-se como "o maior fracasso que eu conhecia".[55] Seu casamento fracassou, ela estava desempregada com uma filha de colo, mas ela descreveu seu fracasso como libertadora:

Cquote1.svg Fracasso significava um descascamento da inessentia. Eu parei de fingir para mim mesma que eu era nada além do que eu era, e começei a dirigir toda a minha energia para terminar o único trabalho que importava para mim. Eu realmente tinha conseguido qualquer outra coisa, eu poderia nunca ter encontrado a determinação para ter sucesso em uma área onde eu realmente pertencia. Fui posta em liberdade, porque o meu maior medo tinha sido realizado, e eu ainda estava viva, e eu ainda tinha uma filha a quem eu adorava, e eu tinha uma máquina de escrever antiga, e uma grande idéia. E assim o fundo do poço tornou-se uma base sólida sobre a qual eu reconstruí minha vida. Cquote2.svg
J. K. Rowling[55]

Durante este período, Rowling foi diagnosticada com depressão clínica, e pensou em suicídio.[56] Era o sentimento de sua doença que levou a idéia de dementadores, criaturas sugadores de alma introduzidas no terceiro livro.[57] Rowling se inscreveu para o bem-estar social, descrevendo sua situação econômica como sendo "pobre como é possível ser na Grã-Bretanha moderna, sem ser sem-teto".[34] [55]

Rowling foi deixada em "desespero" depois que seu ex-marido chegou na Escócia, buscando tanto ela quanto sua filha.[24] Ela obteve uma ordem de restrição e Arantes voltou a Portugal, com o arquivamento de Rowling para o divórcio em agosto de 1994.[24] Ela começou um curso de formação de professores, em agosto de 1995 na escola Moray House School of Education, na Universidade de Edimburgo,[58] depois de completar seu primeiro romance, enquanto sobrevivia em benefícios estatais.[59] Ela escreveu em muitos cafés, especialmente no Nicolson's Café,[60] e no The Elephant House,[61] (a antiga propriedade de seu irmão-de-lei Roger Moore)[62] onde ela poderia por Jessica para dormir.[24] [63] Em uma entrevista de 2001, BBC, Rowling negou a boato de que ela escreveu em cafés locais para escapar de seu flat sem aquecimento, observando: "Eu não sou estúpida o suficiente para alugar um apartamento sem aquecimento em Edimburgo no meio do inverno. Tinha aquecimento." Em vez disso, como ela declarou no programa de TV americano A&E Biography, uma das razões que ela escreveu em cafés foi porque levar seu bebê para um passeio foi a melhor maneira de fazê-la cair no sono.[63]

De Exeter a Manchester[editar | editar código-fonte]

Joanne estava decidida quanto ao seu curso na faculdade: queria fazer Inglês. Ela disse que:

Cquote1.svg Eu estudei francês, o que foi um erro; tinha sucumbido à pressão de meus pais [...] Cquote2.svg
J. K. Rowling[45]

Seus planos tinham fracassado porque seus pais aconselharam a filha a fazer algo que valesse a pena na questão profissional, mas ainda assim Joanne ingressou no curso de Francês e Línguas Clássicas da Universidade de Exeter.

Teve problemas de adaptação com o curso, mas foi menos "doloroso" do que o esperado. Fez seus amigos, e, ao substituir seu estilo inteligente por um visual mais chamativo, tornou-se popular entre os garotos. Foi durante seus estudos que ela decidiu ir à França dar aulas de Inglês, como parte do curso, e adorou a experiência. Em 1987 ela se formou na Universidade de Exeter.

Fez alguns trabalhos temporários, como secretária bilíngüe e trabalhou na Anistia Internacional, no Departamento Franco-africano, época em que rascunhou um romance nunca publicado, e que era rabiscado em bloquinhos de papéis em bares, da mesma forma que foi Harry Potter em seu tempo[21]

Quando o namorado de Joanne em Exeter foi morar em Manchester, Joanne passou a procurar um apartamento lá, para morar perto dele, mas foi uma escolha errada, como se veria depois, embora J. K. tenha dito que "mesmo se pudesse, não voltaria atrás".[21] Para os fãs de Harry Potter, essa decisão talvez tenha sido boa: voltando para Londres após procurar sem sucesso um lugar para morar em Manchester, Joanne criou em sua mente (no momento só na mente, já que não tinha papel nem caneta, o que não é comum) um personagem que mudaria o curso da literatura juvenil. O trem em que ela viajava quebrara e Joanne utilizou-se desse momento para criar o que viria a ser um sucesso mundial. Os motivos são incertos, mas de acordo com J. K.:

Cquote1.svg A ideia de Harry Potter surgiu de repente em minha mente [...] e nenhuma outra ideia tinha me animado tanto quanto essa. Cquote2.svg
J. K. Rowling[21]

Isso foi em junho de 1990, quando os primeiros rascunhos de Harry Potter tomaram forma e no fim do mesmo ano, ela instalou-se em Manchester. Para passar o tempo, Joanne escrevia e os personagens de Harry Potter cresceram e amadureceram numa caixa de sapato.

Em 30 de dezembro desse ano, Anne Volant, esposa de Pete, e mãe de Jo e Di, faleceu em casa depois de dez anos lutando contra a esclerose múltipla. O baque foi imenso. Joanne comenta:

Cquote1.svg Foi um momento terrível. Meu pai, Di e eu estávamos arrasados; ela só tinha 45 anos e nunca imaginamos, provavelmente por não gostar nem de pensar na ideia, que ela poderia morrer tão jovem. Lembro-me de sentir [...] uma verdadeira dor no coração. Cquote2.svg
J. K. Rowling[45]

Depois do último adeus, Joanne voltou infelicíssima para Manchester, onde descobriu que o apartamento em que vivia fora assaltado, e depois de uma séria briga com o namorado, deu entrada no Bournville Hotel, na periferia da cidade. Foi no quarto desse hotel que surgiu o famoso esporte dos bruxos, o Quadribol.

Já não havia o que fazer em Manchester, e um anúncio que procurava professores de inglês foi o início da aventura de Joanne em Portugal.

Uma aventura no Porto[editar | editar código-fonte]

Contratada para dar aulas de inglês em Portugal, no Encounter English, Joanne partiu da Inglaterra para a cidade do Porto, onde foi instalada num apartamento junto com duas outras professoras: Jill Preweet e Aine Kiely, mulheres a quem foi dedicado o terceiro livro, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban. Aos sábados as três iam divertir-se na discoteca Swing.[64] Harry Potter não foi esquecido, e os rascunhos voaram junto com Joanne para o Porto.

Mas aconteceu de Joanne se deparar com um estudante português num bar, que lhe interessou, assim como ela a ele. Seu nome era Jorge Arantes.[65] Joanne nunca falou detalhadamente sobre essa parte de sua estada no Porto, e muito do que se sabe vem do próprio Jorge.

Não demorou muito e os dois passaram a viver juntos, e Joanne ficou grávida, sofrendo um aborto espontâneo logo depois. Jorge pediu Joanne em casamento em agosto de 1992, mas o relacionamento tempestuoso, pontuado por brigas, fez com que o casamento perdesse o encanto, e Joanne ficou grávida novamente, enquanto Jorge mostrava-se cada vez mais ciumento e possessivo.[21]

O bebê nasceu em 27 de Julho de 1993, e Joanne diz que foi a melhor coisa que já lhe aconteceu, mas o casal ainda brigava muito, e o ápice se deu quando Jorge a arrastou para fora de casa. Joanne conseguiu resgatar o bebê e não demorou a ir embora, deixando Porto para trás.

Rabiscando nos bares[editar | editar código-fonte]

Joanne voltou ao Reino Unido. O pai casara-se novamente, mas seu destino foi o lar da recém-casada irmã, em Edimburgo. Não ficou muito tempo lá, já que não queria ser um peso para a irmã.

E a pobreza tomou conta dela, e junto com a falta de dinheiro veio a falta de esperança, e Joanne caiu nas garras da depressão.[21]

Ela e a filha mudaram-se para um pequeno prédio em Leith, um bairro da capital escocesa, onde vivia com a ajuda do governo, mas sentindo-se humilhada por estar neste estado. Conseguiu, através da lei, manter Jorge longe dela e da filha. Sean Harris ainda mantinha contato com Joanne, e lhe emprestou algum dinheiro.

Chega-se agora à parte mais conhecida de sua história: Joanne Rowling passeava com a filha no carrinho, e quando a menininha dormia, ela ia até o Nicolson's, um bar que pertencia ao cunhado de Joanne, ou ao bar The Elephant House Café. Lá ela pedia um café e escrevia as histórias de Harry Potter até que a filha acordasse. A história de que não tinha aquecimento em sua casa e ia aos bares se aquecer é absurda. Não tinha computador, apenas uma velha máquina de escrever, onde datilografava as anotações.

Entre fins de 1994 e meados de 1995, ela conseguiu um emprego como secretária, foi aceita no curso para conseguir o registro que a habilitava a dar aulas e divorciou-se. Joanne Rowling estava preparando-se para as outras boas notícias que viriam a seguir.

Sonhos no papel[editar | editar código-fonte]

Joanne tinha dois nomes de agentes literários. O primeiro devolveu os originais do livro muito rapidamente, e o segundo faria o mesmo se a mão de Briony Evens, funcionária de Christopher Little, não tivesse resgatado o manuscrito da caixa de devolução. Briony pediu autorização do chefe para tentar publicar o livro, e então escreveu a Joanne pedindo-lhe o restante do livro. Muitíssimo feliz, Joanne enviou-lhe o restante.

Depois de muitas recusas de outras várias editoras, os originais foram parar na Editora Bloomsbury, nas mãos de Barry Cunningham, à época coordenador da recém-criada, e não tão prestigiada, divisão de livros infantis, que decidiu publicar o livro.[66] Aparentemente, essa decisão também foi influenciada por Alice Newton, filha do diretor-executivo da Bloomsbury, que gostou do livro.[67]

Rowling recebeu £2,500 por Harry Potter,[68] e Cunningham sugeriu um nome mais neutro para evitar que meninos evitassem a obra de uma mulher, levando ao pseudônimo J. K. Rowling. Enquanto este não era publicado, Joanne conseguiu um emprego na Academia de Leith, como professora de francês, e conseguiu uma bolsa de oito mil libras esterlinas do Conselho Escocês de Artes, devolvendo parte do prêmio depois do sucesso de sua série.

Rowling nunca esperou sustentar-se escrevendo livros, mas só o fato de ter seu livro publicado de verdade já era um sonho de infância realizado. O máximo que esperava era uma crítica favorável. Claro que nem ela, nem seu agente e tampouco seus editores imaginaram o estrondo que seguiu Harry Potter, e que fez a fortuna de J. K. Rowling. Lindsey Fraser, do Scottish Book Trust, uma organização que apóia e promove a leitura disse que "nunca poderia imaginar o que ia acontecer."[21]

Sucesso[editar | editar código-fonte]

Em 2004, a Forbes nomeou Rowling como a primeira pessoa a se tornar um bilionária de dólares norte-americano, escrevendo livros,[69] a segunda artista feminina e a 1,062ª pessoa mais rica do mundo.[70] Rowling contestou os cálculos e disse que ela tinha muito dinheiro, mas não era uma bilionária.[71] Além disso, a Lista dos Ricos do Sunday Times de 2008 nomeou Rowling como a 144.ª pessoa mais rica na Grã-Bretanha.[72] Em 2012, a Forbes removeu Rowling da lista dos mais ricos, alegando que o sua doação de caridade de $160 milhões e a taxa de imposto elevado no Reino Unido significava que ela não era mais bilionária.[73] em fevereiro de 2013, ela foi avaliada como a 13.ª mulher mais poderosa do Reino Unido, abaixo de Woman's Hour na BBC Radio 4.[74]

Em 2001, Rowling comprou uma casa do século XIX, Killiechassie House, nas margens do River Tay, perto de Aberfeldy, em Perth and Kinross, Escócia.[75] Rowling também é dona de uma casa georgiana de £4,5 milhões (US $7 milhões) em Kensington, Londres,[76] em uma rua com segurança de 24 horas por dia.[77]

Novo casamento e família[editar | editar código-fonte]

Em 26 de dezembro de 2001, Rowling se casou com Neil Michael Murray (nascido em 30 de junho de 1971), um anestesista, em uma cerimônia privada em sua casa.[78]

Rowling e o filho de Murray, David Gordon Rowling Murray, nasceu em 24 de março de 2003.[79] Pouco depois, Rowling começou a escrever Harry Potter and the Half-Blood Prince, ela fez uma pausa no trabalho para cuidar dele em sua primeira infância.[80] A filha mais nova de Rowling, Mackenzie Jean Rowling, filha Murray, a quem ela dedicou Harry Potter e o Enigma do Príncipe, nasceu em 23 de janeiro de 2005.[81] A família mora em Edimburgo, Escócia.[82]

1997-2007: Harry Potter[editar | editar código-fonte]

Rowling lê o primeiro capítulo de Harry Potter and the Half-Blood Prince no lançamento do livro em Nova York.

Já foi dito que a ideia de Harry Potter surgiu inesperadamente na mente de J. K. nos idos de 1990, durante uma viagem de trem. Os primeiros manuscritos foram rabiscados em papel barato, e escrever o livro ajudava Joanne a passar o tempo, numa época em que sofria com a depressão e uma vida pobre, mas amparada pela família e por amigos, em especial Sean Harris.

O primeiro livro, Harry Potter e a Pedra Filosofal, foi publicado pela Bloomsbury em 30 de Junho de 1997. A primeira edição foi pequena, 500 exemplares, 300 dos quais para bibliotecas.[83] Atualmente um exemplar desses alcança o valor de 25000 libras.

Logo de início o livro esteve entre os mais vendidos. Com o dinheiro que ganhou pelos direitos no início, Joanne comprou um apartamento mais espaçoso num lugar mais seguro para ela e a filha viverem, no número 19 de Hazelbank Terrace, em Edimburgo. J. K. Rowling, quando mudou-se dessa casa, deu-a de presente a uma mãe solteira da vizinhança, de quem se tornara amiga.

No ano seguinte, num leilão dos direitos do livro, Arthur Levine, da editora Scholastic Inc., ganhou-os pelo valor de 105 mil dólares. Nos Estados Unidos o livro teve o nome mudado de Philosopher's Stone para Sorcerer's Stone, fato que Joanne diz que teria lutado contra se na época estivesse em uma melhor condição. Ainda assim, J. K. é extremamente grata a Arthur Levine.

O sucesso do primeiro livro abriu as portas para o segundo, Harry Potter e a Câmara Secreta, publicado um ano depois em 1998. Mais dois livros se seguiram nos anos seguintes, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban (1999) e Harry Potter e o Cálice de Fogo (2000). Três anos se passaram até o livro seguinte, Harry Potter e a Ordem da Fênix, que Rowling descreveu como "uma experiência exaustiva" e alegando que deveria ter feito um livro menor.[84]

A redação do sexto e penúltimo livro da série começou em 2003, mas foi logo interrompida por Rowling para cuidar de seu filho recém-nascido David.[85] Em 2005 saiu Harry Potter e o Enigma do Príncipe. Rowling declarou que o livro tinha sido planejado anos antes, "mas antes de escrever a sério revisitei os planos por dois meses para ter certeza de que sabia o que estava fazendo."[86] A autora notou em seu website que o capítulo de abertura, com um diálogo entre o Ministro da Magia e o Primeiro-ministro do Reino Unido, havia sido cogitado antes para abrir os três primeiros livros.[87]

A revelação do nome do sétimo livro, em 21 de Dezembro de 2006, foi o prenúncio de que a série chegava de fato ao fim. Em fevereiro de 2007 apareceram as notícias sobre a assinatura que J. K. Rowling havia deixado em um busto no Hotel Balmoral, em Edimburgo, anunciando que num quarto daquele hotel ela havia terminado o livro Harry Potter e as Relíquias da Morte. Durante um ano enquanto finalizava o livro, ela permitiu que a filmassem para um documentário, que foi ao ar pela primeira vez em 30 de Dezembro de 2007. Esse documentário, chamado Um ano na vida de J. K. Rowling, ou no original J K Rowling… A Year In The Life, mostra diversos aspectos até então desconhecidos da autora. É possível ter vislumbres de sua mansão na Escócia, e ver J. K. Rowling reduzida a lágrimas ao retornar para o apartamento no bairro de Leith onde finalizara o primeiro livro da série, que completou uma década desde sua publicação.

Em 2011, antes do lançamento do último filme da saga Harry Potter, uma nova fase iniciou na vida de Rowling: o anúncio do site Pottermore, no qual os fãs podem interagir entre si, ser selecionados para uma das Casas em Hogwarts, ter sua própria varinha e desfrutar do novo conteúdo que a autora não publicou nos livros, como histórias de personagens, novos termos e a história de diversas coisas do mundo da magia.

Rowling declarou que um oitavo livro para a série seria possível,[88] mas eventualmente apenas anunciou uma enciclopédia sobre o mundo da magia que teria os royalties doados para a caridade.[89] Eventualmente Rowling declarou que o livro possivelmente não sairá, já que ela está satisfeita em divulgar informações de forma gratuita no Pottermore.[90]

Inspirações[editar | editar código-fonte]

J. K. nunca disse todos os autores que a inspiraram, e muitos são baseados apenas em suspeitas de fãs. Quanto a livros infantis, ela menciona sempre O Cavalinho Branco, de Elizabeth Goudge e os livros de Edith Nesbit. Um outro clássico para crianças que provavelmente inspirou Rowling é O Vento nos Salgueiros de Kenneth Grahame. É possível perceber certas semelhanças de temperamento entre os personagens animais de Grahame e os humanos de Joanne, e esse é um dos livros infantis favoritos da autora, lido por seu pai quando ela ainda era criança[21]

A influência que vem de J.R.R.Tolkien e de seu amigo C.S.Lewis existe, mas é discutida. A biografia de J. K. afirma que ela adorava O Senhor dos Anéis e gostava de As Crônicas de Nárnia. Já um texto publicado na revista Time afirma que ela não terminou de ler nenhum dos dois.[91] Rowling disse em uma outra entrevista que leu O Senhor dos Anéis quando jovem, mas que a relação dessa obra com sua própria é "meramente superficial". Sobre essa influência, J. K. comenta:

Cquote1.svg Penso que, se deixarmos de lado o fato de que os livros falam de dragões, varinhas mágicas e magos, os livros de Harry Potter são muito diferentes, especialmente no tom. Tolkien criou toda uma mitologia. Não penso que alguém possa dizer que eu tenha feito isso. Por outro lado, ele não criou um personagem como o Dudley Dursley. Cquote2.svg
J. K. Rowling[21]

.

Quanto a C. S. Lewis, autor das As Crônicas de Nárnia, ela afirmou que leu diversos vezes os livros da série durante a infância e disse:

Cquote1.svg Eu pensei no caminho para Nárnia através do guarda-roupas na cena em que dizem para Harry atravessar a barreira na Estação King's Cross - ela se dissolve e lá está a Plataforma Nove e Três-quartos, e o trem a Hogwarts. Cquote2.svg
J. K. Rowling[92]

Jane Austen, sendo autora preferida de J. K., foi confirmada como fonte: podemos perceber a ironia de J. K. assim como nos livros de Austen, e o final é sempre um mistério.

Podemos esperar influências de Jessica Mitford também. J. K. Rowling disse:

Cquote1.svg Sem dúvida a escritora mais influente para mim é Jessica Mitford. Quando minha tia-avó me deu Hons and Rebels quando eu tinha 14 anos, ela tornou-se imediatamente minha heroína. Ela fugiu de casa para lutar na Guerra Civil Espanhola, levando uma câmera que comprou com o dinheiro do pai. Eu queria ter coragem de fazer algo assim. Eu amo a forma como ela nunca superou certos traços adolescentes, mantendo-se verdadeira com suas convicções políticas (ela era socialista auto-didata) toda sua vida. Acho que li tudo que ela escreveu. Até dei seu nome a minha filha. Cquote2.svg
J. K. Rowling[93]

Sobre os nomes criados, J. K. disse que o Dictionary of Phrase and Fable é uma ótima fonte.

Essas são as mais claras (ou mais famosas) inspirações para a série Harry Potter. Claro que há outras, e aqui está-se falando apenas de livros e autores, e não do folclore sempre presente na obra nem tampouco das pessoas que inspiraram personagens e dos lugares que Joanne conheceu que refletiram-se nos lugares de Harry Potter.

Plágio, processos e acusações[editar | editar código-fonte]

Harry Potter tornou-se um livro muito impopular para muitos: grupos religiosos afirmaram categoricamente que os livros introduziam as crianças ao estudo da bruxaria e eram claramente satanistas. Em muitos lugares os livros foram proibidos como na escola St Mary's Island Church of England, e em outros até queimados.

Caixas recém-abertas do sétimo livro de Harry Potter.

Uma mulher chamada Laura Mallory, mãe de quatro filhos, pediu a remoção dos livros nas escolas de Nevada, mas seu pedido foi negado nas suas duas tentativas.[94]

Além dessas reclamações, J. K. Rowling sofre com acusações de plágio. A mais famosa é a do Caso N.K.Stouffer. No fim dos anos 1990, Nancy Stouffer, autora de livros infantis, declarou que J. K. havia plagiado seus livros The Legend of Rah and the Muggles (Muggles é uma palavra usada por Rowling) e Larry Potter and His Best Friend Lilly (Lily é o nome da mãe de Harry Potter). Ela foi à justiça pelo caso, processando a autora, a editora americana Scholastic e a Time Warner, mas perdeu e foi obrigada a pagar multa de US$50.000 por agir de má-fé, já que mentira sobre certos pontos e fraudara documentos e evidências. Em janeiro de 2004 Stouffer apelou, mas foi rejeitada novamente.

Em 2002, uma versão não autorizada e não assinada de Harry Potter, uma fanfic com o nome Harry Potter and Leopard-Walk-Up-to-Dragon, foi publicado na China. Os advogados de Rowling conseguiram uma ação contra os publicadores, quem foram forçados a pagar o prejuízo.

Os fãs de Livros da Magia, de Neil Gaiman, perceberam semelhanças entre Tim Hunter e Harry Potter. Os cabelos negros, os óculos redondos e a coruja foram o suficiente para J. K. ser acusada de plágio. No entanto, o autor das histórias disse que embora haja semelhanças elas são muito superficiais e só mostram que ambos escrevem sob arquétipos iguais.[95]

Filantropia[editar | editar código-fonte]

Em 2000, Rowling criou o Volant Charitable Trust, que usa o seu orçamento anual de £5.100.000 para combater a pobreza e a desigualdade social. O fundo também dá às organizações as crianças, as famílias monoparentais que precisam de ajuda, e para pesquisas de esclerose múltipla.[96] Rowling disse: "Eu acho que você tem uma responsabilidade moral, quando você recebe muito mais do que você precisa, para fazer as coisas sábias com ele e usa-lo de forma inteligente".[97]

Anti-pobreza e bem-estar das crianças[editar | editar código-fonte]

Rowling, uma vez mãe solteira, é agora presidente da caridade Gingerbread (originalmente One Parent Families), já tendo se tornado seu primeiro embaixador em 2000.[98] [99] Rowling colaborou com Sarah Brown para escrever um livro de histórias infantis para ajuda Famílias Monoparentais.[100]

Em 2001, o fundo de combate à pobreza no Reino Unido, Comic Relief, pediu três autores britânicos - Delia Smith, Bridget Jones e Rowling - para enviar folhetos relacionados às suas obras mais famosas para publicação.[101] Dois livretos de Rowling, Animais Fantásticos e Onde Habitam e Quadribol Através dos Séculos, são ostensivamente facsimiles de livros encontrados na Biblioteca de Hogwarts. Desde que foram à venda em março de 2001, os livros têm levantado £15.700.000 ($30 milhões) para o fundo. Os £10.800.000 ($20 milhões) têm levantado para fora do Reino Unido têm sido canalizadas para um Fundo Internacional recém-criado para Crianças e Jovens em crise.[102] Em 2002, Rowling contribuiu com um prefácio de Magia, uma antologia de ficção publicado pela Bloomsbury, ajudando a arrecadar dinheiro para o Conselho Nacional de Famílias Monoparentais.[103]

Em 2005, Rowling e Emma Nicholson fundaram o grupo Children's High Level Group (agora Lumos).[104] Em janeiro de 2006, Rowling foi a Bucareste para destacar o uso de camas com grades em instituições de saúde mental para crianças.[105] Para apoiar ainda mais o Children's High Level Group, Rowling leiloou uma das sete cópias manuscritas e ilustradas de Os Contos de Beedle, o Bardo, uma série de contos de fadas que aparece em Harry Potter e as Relíquias da Morte. O livro foi comprado por £1.950.000 na Amazon.com em 13 de dezembro de 2007, tornando-se o livro moderno mais caro já vendido em leilão.[106] Rowling comentou: "Isso vai significar tanto para crianças que precisam desesperadamente de ajuda. Significa que o Natal chegou mais cedo para mim".[106] [107] Rowling doou as restantes seis cópias para aqueles que têm uma ligação estreita com os livros de Harry Potter.[106] Em 2008, Rowling concordou em publicar o livro com os rendimentos que vão para o Lumos.[82] Em 1 de junho de 2010 (Dia Internacional da Criança), Lumos lançou uma iniciativa anual - Light a Birthday Candle for Lumos (Acenda uma vela de aniversário para Lumos).[108] Em novembro de 2013, Rowling entregou todos os ganhos com a venda de Os Contos de Beedle, o Bardo, num total de cerca de 25 milhões de libras. Doadores particulares doaram mais £5.400.000.[109]

Em julho de 2012, Rowling foi destaque na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres, onde ela leu algumas linhas de Peter Pan, como parte de um tributo ao Great Ormond Street Hospital. Uma representação inflável de Lord Voldemort e personagens de outras crianças acompanhados de sua leitura.[110]

Esclerose múltipla[editar | editar código-fonte]

Rowling já contribuiu com dinheiro e apoio à investigação e tratamento da esclerose múltipla, a partir do qual sua mãe sofreu antes de sua morte em 1990. Em 2006, Rowling contribuiu com uma quantia substancial para a criação de um novo Centro de Medicina Regenerativa na Universidade de Edimburgo, mais tarde chamado de Anne Rowling Regenerative Neurology Clinic).[111] Em 2010, ela doou mais £10.000.000 para o centro.[112] Por razões desconhecidas, na Escócia, país de adoção de Rowling, tem a maior taxa de esclerose múltipla no mundo. Em 2003, Rowling participou de uma campanha para estabelecer um padrão nacional de cuidados para doentes de esclerose múltipla.[113] Em abril de 2009, ela anunciou que estava retirando seu apoio à Multiple Sclerosis Society of Great Britain, citando sua incapacidade para resolver uma disputa em curso entre ramos norte e sul da organização que tinham moral minou e levou a várias demissões.[113]

Outro trabalho filantrópico[editar | editar código-fonte]

Em maio de 2008, Waterstones perguntou a Rowling e a outros escritores (Sebastian Faulks, Doris Lessing, Lisa Appignanesi, Margaret Atwood, Lauren Child, Richard Ford, Neil Gaiman, Nick Hornby, Michael Rosen, Axel Scheffler, Tom Stoppard e Irvine Welsh) para compor um pequeno pedaço de sua própria escolha em um único cartão A5, que passaria então a ser vendido em leilão das instituições de caridade de Dyslexia Action and English PEN. A contribuição de Rowling era uum prequel de 800 palavras de Harry Potter que preocupa o pai de Harry, James Potter, e seu padrinho, Sirius Black, e ocorre três anos antes de Harry nascer. Os cartões foram reunidos e vendidos para caridade em forma de livro, em agosto de 2008.[114]

Em 1 e 2 de agosto de 2006, ela leu ao lado de Stephen King e de John Irving na Radio City Music Hall, em Nova York. Os lucros do evento foram doados para a Haven Foundation, uma instituição de caridade que ajuda artistas e intérpretes deixados incapacitados e incapazes para o trabalho, e os médicos da ONG Médicos sem Fronteiras.[115] Em maio de 2007, Rowling prometeu uma doação relatada como mais de £250.000 ou mais de 495.000 dólares para um fundo de recompensa iniciado pelo tablóide News of the World para o retorno seguro de uma jovem britânica chamada Madeleine McCann, que desapareceu em Portugal.[116] Rowling, juntamente com Nelson Mandela, Al Gore e Alan Greenspan, escreveu uma introdução a uma coleção de discursos de Gordon Brown, cujos recursos são doados ao Jennifer Brown Research Laboratory.[117]

Rowling é uma torcedora do The Shannon Trust, que executa o plano de leitura de igual por igual e o plano de leitura de Shannon em prisões em toda a Grã-Bretanha, ajudando e dando aulas aos presos que não sabem ler.[118]

Trabalhos seguintes[editar | editar código-fonte]

Em 2012, a autora anunciou que iria publicar um novo livro, dessa vez voltado ao público adulto, chamado The Casual Vacancy, que conta a história de Barry Fairbrother. De acordo com Rowling e a editora, o livro prometia trazer humor, duplicidade, paixão e revelações inesperadas. O livro que foi lançado em 27 de setembro de 2012, em sua pré-venda esteve na lista dos mais vendidos da Amazon e da Barnes & Noble. E foi lançado em Hardcover, audiobook digital e em CD, e e-book.[119]

Em 2013, no mês de Julho foi descoberto que o livro de suspense The Cuckoo's Calling, publicado em Abril daquele ano, era na verdade de autoria de Rowling, sob o pseudônimo de Robert Galbraith. A publicação trazia proposta de histórias de detetive a moda antiga, como os livros da autora igualmente britânica Agatha Christie.[120]

No início de 2011 foi lançado um filme não-autorizado sobre a vida da autora.[121]

Uma nova família Rowling[editar | editar código-fonte]

J. K. Rowling conheceu o médico anestesista Neil Michael Murray na casa de um amigo comum, e os dois apaixonaram-se. Ele era recém-separado e ela, apesar da filha, tivera muitos problemas em seu casamento. Mesmo assim, os dois se casaram no dia 26 de Dezembro de 2001, em uma cerimônia privada na casa da escritora, em Perth and Kinross, Escócia.[122]

Com Neil, Joanne teve dois filhos: David Gordon Rowling Murray, nascido em março de 2003,[123] e Mackenzie Jean Rowling Murray, nascida em janeiro de 2005.[124] O livro A Ordem da Fênix foi dedicado a Neil, Jessica e David, e O Enigma do Príncipe, a Mackenzie.

jkrowling.com[editar | editar código-fonte]

Em 15 de Maio de 2004, J. K. Rowling inaugurou seu site oficial, o jkrowling.com. Se antes ele contava apenas com links de editores, então ele passou por uma mudança muito grande. O site hoje contém muito material interativo, que permite ao usuário ir e vir, explorando diversos ambientes e descobrindo diversas coisas. A aparência inicial é de uma escrivaninha extremamente bagunçada, com vários rascunhos, papéis de doce e objetos inusitados, como penas e uma escova de cabelos. Passeando pela mesa também vemos insetos. A autora não costuma alterá-lo com muita freqüência, mesmo que quando o faz, escreve muito de uma só vez.

Pelo site pode-se encontrar a autobiografia, sem muitos detalhes, apenas o básico com algumas fotos, a seção de rumores, onde J. K. Rowling explica se são verdadeiros ou falsos os boatos que correm sobre sua obra. A seção de notícias comenta diversas situações relacionadas a eventos envolvendo os livros ou ela mesma etc. No diário há textos que não são necessariamente pessoais, mas dirigidos ao público. Na seção F.A.Q, a autora responde a diversas perguntas sobre ela, o livro ou diversos, inclusive fazendo votações para a próxima pergunta de quando em quando e na lixeira, J. K. Rowling desmente boatos, explica a versão verdadeira de outros etc. Os links redirecionam o usuário para o site de editores e instituições enquanto na parte de Sites de Fãs, ela agracia os bons sites de fãs relacionados a sua obra. O Material Extra apresenta diversos detalhes sobre sua obra, ou sobre coisas aleatórias, ao passo que a seção Bruxo do Mês aponta bruxos notáveis e seus feitos. No Scrapbook ficam armazenados os easter eggs que o usuário adquiri, e o W.O.M.B.A.T., atualmente sem uso, é um teste de conhecimentos que foi aplicado em três fases. A parte mais misteriosa é a seção com um ponto de interrogação. Lá já foram reveladas coisas importantíssimas, como o nome de livros novos, trechos e capítulos. É uma porta que nem sempre abre.

Há no site vários easter eggs, ou seja, "recompensas" escondidas pelo site que são dadas quando se realiza determinada tarefa. Eles consistem em desenhos e escritos antigos que ficam armazenados no próprio site. O site também conta com diversos itens interativos, como um rádio, um celular, interruptores e a visita ocasional do poltergeist da obra Harry Potter.

O site foi reformulado e mudou em Abril de 2012 trazendo a nova fase da autora, o site tem o desing de uma timeline (linha do tempo) que mostra a biografia de Rowling e a da saga Harry Potter. Além disso existe uma nova seção para o novo livro de Joanne, The Casual Vacancy, onde é encontrado a sinopse, o preço e a data de lançamento do livro.

Há versões disponíveis em Inglês (Britanico e Americano), Francês, Alemão, Italiano, Espanhol, Japonês e Português do Brasil .

Livros[editar | editar código-fonte]

Anos de
lançamento
Títulos Gêneros Vendas Adaptados
para filme
Ref
1997 Harry Potter e a Pedra Filosofal Fantasia e ficção 107 milhões de cópias Sim [125]
1998 Harry Potter e a Câmara Secreta/dos Segredos Fantasia e ficção 60 milhões de cópias Sim [126]
1999 Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban Fantasia e ficção 55 milhões de cópias Sim [127]
2000 Harry Potter e o Cálice de Fogo Fantasia e ficção 55 milhões de cópias Sim [128]
2001 Animais Fantásticos e Onde Habitam Fantasia e ficção Sim [129]
2001 Quadribol Através dos Séculos Fantasia e ficção Não [129]
2003 Harry Potter e a Ordem da Fênix Fantasia e ficção 55 milhões de cópias Sim [130]
2005 Harry Potter e o Enigma do Príncipe/Príncipe Mestiço Fantasia e ficção 65 milhões de cópias Sim [131]
2007 Harry Potter e as Relíquias da Morte/Talismãs da Morte Fantasia e ficção 50 milhões de cópias Sim [132]
2008 Os Contos de Beedle, O Bardo Fantasia e ficção Não [133]
2012 Morte Súbita Drama Sim (para série) [134]
2013 O Chamado do Cuco/Quando o Cuco Chama Romance policial Não [135]
2014 The Silkworm Romance policial Não [136]

Projetos sociais e doações[editar | editar código-fonte]

A influência de J. K. Rowling, somada ao seu poder aquisitivo e à sua capacidade de escrever, esteve ocupada com projetos sociais com destaque para a MS Society Scotland, organização que ajuda portadores de esclerose múltipla,[137] e o National Council for One Parent Families, que ajuda mães solteiras, tornando-se embaixadora do Conselho.[138]

Escreveu também dois livros que existem dentro do mundo de Harry Potter, Quadribol Através dos Séculos e Animais Fantásticos e Onde Habitam, que arrecadaram juntos £15.7 milhões, £10.8 milhões das quais doadas à instituição Comic Relief, que combate a pobreza.[139] [140] Além disso, Joanne doou £22 milhões para a mesma instituição.

Em 2006, Joanne foi até Bucareste, na Romênia, para arrecadar fundos ao Children's High Level Group,[141] que difunde os direitos das crianças com deficiência mental na Europa e no mesmo ano doou uma grande soma para a construção de um novo Centro de Medicina Regenerativa na Universidade de Edimburgo.[142]

Nos dias 1 e 2 de agosto de 2006, Rowling leu juntamente com Stephen King e John Irving na Radio City Music Hall em Nova Iorque. Os lucros do evento foram doados para a Haven Foundation, para artistas incapacitados e sem seguro social, e para a ONG Médicos Sem Fronteiras[140]

Em Novembro de 2007,J. K. Rowling anunciou o livro Os Contos de Beedle, o Bardo. Esse livro tem um papel importante dentro da história de Harry Potter e as Relíquias da Morte. Ele teve uma edição beneficente de sete livros, sendo seis para doação e um para leilão, a renda foi destinada para crianças carentes. O lance inicial foi de sessenta e dois mil dólares,[143] e foi de fato leiloado por um valor de quase 4 milhões de dólares, ou £1,95 milhões.[144] Em Dezembro de 2008, Os Contos de Beedle, o Bardo, foi publicado para o público em geral. Novamente, o dinheiro arrecadado com os royalties do livro foi doado para o Children's High Level Group.

Honrarias[editar | editar código-fonte]

Rowling em 2006 na Universidade de Aberdeen.

Pelo seu trabalho artístico e beneficente, J. K. Rowling ganhou diversas homenagens e honrarias. As mais importantes são listadas a seguir:

  • Junho de 2000 - É nomeada pela Rainha Elizabeth como Officer of the British Empire, tornando-se Lady J. K. Rowling.
  • Julho de 2000 - Recebe o título de Dra. Honoris Causa em Letras pela Universidade de Exeter, onde estudara entre 1985 e 1987.
  • Setembro de 2000 - Um quadro de J. K. Rowling pintado por Stuart Pearson Wright ganha seu lugar na National Portrait Gallery em Londres.[145] [146]
  • Abril de 2006 - Um asteroide é descoberto pelo Dr. Mark Hammergren do Adler Planetarium, que, sendo fã de Harry Potter, dá-lhe o nome de 43844 Rowling.[147]
  • Maio de 2006 - Um dinossauro da ordem Pachycephalosauria recebeu o nome de Dracorex hogwartsia, "Dragão Rei de Hogwarts" em homenagem a Hogwarts, criação de Rowling.[148]
  • Julho de 2006 - J. K. Rowling recebe o título de Dra. Honoris Causa em Direito pela Universidade de Aberdeen.[149]
  • Julho de 2007 - J. K. Rowling recebe o Golden Blue Peter Badge, a maior honraria do programa Blue Peter. Ela já havia recebido a de prata, mas só ganharia a de ouro, lhe disseram, quando fizesse algo muito importante como salvar uma vida.[150]
  • Outubro de 2007 - J. K. Rowling recebeu o prêmio Pride of Britain por inspirar mães solteiras e aspirantes a autores.[151]
  • Outubro de 2007 - J. K. Rowling recebeu o prêmio Order of the Forest da Markets Initiative, uma organização canadense de proteção ao meio ambiente, pela impressão de Harry Potter e as Relíquias da Morte com papel reciclado.[152]
  • Novembro de 2007 - J. K. Rowling vence o prêmio Entertainer of the Year da revista Entertainment Weekly.[153]
  • Fevereiro de 2009 - Recebe de Nicolas Sarkozy, presidente da França, a insígnia de Cavaleiro da Ordem da Legião de Honra.
  • Rowling foi eleita pela Enciclopédia Britânica uma das 300 mulheres que mudaram o mundo.[154]

Prêmios e recordes[editar | editar código-fonte]

Caixas de Harry Potter e o Enigma do Príncipe, à ocasião de seu lançamento.

Cinco meses depois de ter sido lançado, Harry Potter e a Pedra Filosofal ganhou o prêmio Nestlé Smarties Book Prize.

Em Fevereiro do ano seguinte, o romance ganhou o prestigiado British Book Award para Livro Infantil do Ano, e depois o Children’s Book Award.

Em dezembro de 1999, o terceiro romance de Harry Potter, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, ganhou o Smarties Prize, fazendo com que J. K. Rowling se tornasse a primeira pessoa a ganhar o prêmio três vezes seguidas.

Em 2001, Cálice de Fogo venceu o Prêmio Hugo de Melhor Romance, ocasião em que concorreu com o elogiado A Tormenta de Espadas, de George R. R. Martin.[155]

A autora abriu mão da disputa do prêmio com Harry Potter e o Cálice de Fogo, dando chance para outros livros ganharem.

Em Janeiro de 2002, o Prisioneiro de Azkaban ganhou mais um prêmio, o Whitbread Children’s Book of the Year Award, mas perdeu por pouco o Book of the Year Prize para a tradução do livro Beowulf, de Seamus Heaney.[156] Curiosamente, Beowulf era uma das histórias preferidas de J.R.R.Tolkien, autor de O Senhor dos Anéis, livro muitas vezes tido como "rival" de Harry Potter.[157] Tolkien costumava discuti-lo nas sociedades literárias que frequentava, The Inklings entre elas.

Harry Potter e o Enigma do Príncipe entrou para o Livro dos Recordes com o título de Livro Vendido Mais Rápido da história. Em um dia o sexto livro vendeu mais cópias do que O Código da Vinci vendeu em um ano.

Harry Potter e as Relíquias da Morte já quebrou recordes antes de seu lançamento. Em apenas 95 dias, as pré-vendas do livro superaram 1 milhão de cópias, de acordo com o site Amazon. Nos dez dias após seu lançamento, o livro vendeu 11,5 milhões de cópias.[158]

Recentemente foi feita uma pesquisa sobre os livros mais relidos, e a série Harry Potter ficou com o primeiro lugar da lista, que também inclui O Senhor dos Anéis e Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, escritora favorita de J. K. Rowling.[159]

Mais recentemente, o livro Os Contos de Beedle, o Bardo tornou-se o livro de vendagem mais rápida do ano de 2008, e desbancou Stephenie Meyer, autora da "saga" Crepúsculo, do primeiro lugar na lista de mais vendidos.[160]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. [1]
  2. [http://www.accio-quote.org/articles/2001/1001-sydney-renton.htm Renton, Jennie. "The story behind the Potter legend: JK Rowling talks about how she created the Harry Potter books and the magic of Harry Potter's world," Sydney Morning Herald, October 28, 2001.] (em inglês) accio-quote.org. Visitado em 20 de outubro de 2012.
  3. [2]
  4. [3]
  5. Harry Potter, Coleção 100 Respostas
  6. J. K. Rowling e o Império de Um Bilhão de Dólares.
  7. Bilionários do Mundo.
  8. 100 Celebridades.
  9. J. K. Rowling na lista de bilionários da Forbes 2008.
  10. Chinesas em peso entre as mais ricas do Mundo 17 de junho de 2010, Jornal de Notícias. Página visitada em 17 de junho de 2010
  11. Filme sobre a vida de Rowling é lançado Incantem (17 de março de 2012).
  12. Editorial Presença - Notícias: The Casual Vacancy
  13. Livro adulto da ‘mãe’ de Harry Potter sai pela Nova Fronteira
  14. J. K. Rowling não é mais bilionária.
  15. Decca Aitkenhead (2012). JK Rowling: 'The worst that can happen is that everyone says, That's shockingly bad' The Guardian. Visitado em 22 September 2012.
  16. "Jo Rowling Interview on Oprah". The Oprah Winfrey Show. 2010-10-01.[ligação inativa]
  17. Powell, Kimberly. "J. K. Rowling Family Tree". About.com. Retrieved 13 August 2010.
  18. Entrevista com J. K. Rowling.
  19. Juiz decide contra J. K. Rowling em caso de privacidade, Guardian Unlimited..
  20. Witness statement of Joanne Kathleen Rowling, the Leveson Inquiry..
  21. a b c d e f g h i j k J. K. Rowling, uma biografia do gênio por trás de Harry Potter.
  22. Enciclopédia HP-Lexicon, Yate.
  23. Enciclopédia HP-Lexicon, Rowling, Dianne.
  24. a b c d e f g h i j k l m n o p q "J. K. Rowling's biography" Site oficial de J. K. Rowling. Visitado em 17 de março de 2006.
  25. Genealogia de J. K. Rowling.
  26. Shapiro, Marc. J. K. Rowling: The Wizard Behind Harry Potter. New York: St. Martin's Press, 2000. ISBN 0-312-32586-X.
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  148. Nova espécie de dinossauro nomeada em homenagem a Hogwarts..
  149. = 638 J. K. Rowling recebe título honorário..
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  157. "Harry Potter" poderá virar um musical no Reino Unido.. A série "O Senhor dos Anéis", muitas vezes vista como rival fantástica de "Harry Potter"…
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  160. Beedle Beedle atinge outra marca: número 1 na lista de bestsellers..

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Obs: as datas e nomes de editoras são brasileiras

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