Jabaculê

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Jabaculê, também conhecido como jabá, é um termo utilizado na indústria da música brasileira para denominar uma espécie de suborno em que gravadoras pagam a emissoras de rádio ou TV pela execução de determinada música de um artista.[1]

Não se sabe exatamente a origem do termo ou quando ele passou a ser amplamente usado no meio. Uma das versões seria a que um jornalista, apaixonado pela culinária nordestina, ao receber uma certa quantia para divulgar uma dupla de cantores, teria exclamado na presença de alguns colegas, "O jabá do almoço de hoje está garantido". Dali em diante, esses colegas passaram a utilizar a palavra com o sentido que tem hoje nos meios de comunicação. Jabaculê seria uma corruptela da expressão, ao que se sabe, também cunhada nesse sentido pelo mesmo autor.[carece de fontes?]

A prática foi criminalizada em 2006 pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados do Brasil, estabelecendo penas que variam de multa a detenção de um a dois anos, além da cassação da emissora que receber o dinheiro para colocar uma música no ar.[1]

Cquote1.png "A canção, e não mais o disco inteiro, tinha que ter começo, meio e fim, e se transformar num 'jingle da vida' durante os três minutos de sua existência... Todas as estações de rádio foram obrigadas a tocar a mesma música, 'música de trabalho', e o preço do jabá foi à estratosfera." [2] Cquote2.png -- Andre Midani, 2008.

Exemplos de jabá[editar | editar código-fonte]

A utilização do termo abrange toda situação que envolve gorjetas, propinas ou qualquer tipo de dinheiro pago em troca de favores ilícitos, entre eles:

  • Compra de um determinado número de execuções diárias de uma determinada música nas emissoras de rádio;[1]
  • Compra de posições nas paradas musicais das emissoras de rádio;[1]
  • Compra de espaço para apresentação de artistas em programas de auditório;[3]
  • Aliciamento de jornalistas para obtenção de comentários favoráveis.[4]

Referências

  1. a b c d "Comissão aprova lei que torna o "jabá" um crime" - Folha Online, 30 de novembro de 2006 (visitado em 2-7-2010).
  2. MIDANI, André. Música, ídolos e poder: do vinil ao download. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira S.A., 2008. pp.217-218
  3. "E havia o lado sombrio do Velho Guerreiro..." - Estadão
  4. "Preço do silêncio da imprensa é um mensalinho de até R$ 60 mil" - Observatório da Imprensa, reproduzindo matéria da Folha do Amapá


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