Jacob Yurovsky

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Jacob Yurovsky

Jacob Yurovsky (Tomsk, 19 de junho de 1878Moscou, antes de 2 de agosto de 1938) foi um agente da polícia secreta bolchevique Cheka,[1] do governo revolucionário russo, que matou a família real russa, desde Alexei, de quatorze anos, às suas irmãs e aos seus pais o ex-czar Nicolau e Alexandra Romanov.[2]

Ele é o autor da Nota Yurovsky, que é o relatório que ele fez aos seus superiores Bolcheviques a respeito do assassinato da Família Imperial.

Maria, Olga, Anastásia e Tatiana, no cativeiro em Czarkoe Selo, 1917.

Segundo a Nota, imediatamente antes da alvorada do dia 17 de julho de 1918, a família foi acordada e foi-lhes dito para se vestirem. Quando perguntaram o porquê dessa ordem, foi-lhes dito que precisavam de tirar uma fotografia para provar que ainda estavam vivos. Há também relatos de que foi lhes foi dito que havia um tiroteio, o que tornava os quartos superiores, onde dormiam, inseguros, e teriam que se mudar imediatamente para a cave. Uma vez vestidos, a família e o pequeno grupo de criados e profissionais da área de saúde que permaneceram com eles, foram levados para a cave e foi-lhes dito para esperarem. Anastásia seguiu a família, levando o seu cão Jimmy nos braços. Foi permitido a Nicolau, Alexandra e Alexei (no colo da mãe) que se sentassem em cadeiras providenciadas pelos guardas a pedido da imperatriz. Após vários minutos, os carrascos entraram na sala, conduzidos por Yurovski. Sem hesitação, Yurovski informou rapidamente o czar e a sua família que iam todos ser executados. O czar teve apenas tempo de perguntar "O quê?" e de se virar para a sua família, antes de ser abatido com uma bala na cabeça. A imperatriz e a filha Olga tentaram fazer o sinal da cruz, mas foram mortas na saraivada inicial de balas, atiradas pelos executores. Ambas foram feridas por tiros na cabeça. O resto da família e comitiva, foram mortos logo depois.[3]

As últimas vítimas, Maria, Anastásia e a criada Demidova, estavam no chão, por baixo da única janela da cave. À medida que o carrasco se aproximava, Maria levantou-se e lutou com Ermakov à medida que ele a tentava esfaquear. As jóias nas suas roupas protegiam-na, e Ermakov afirmou que a matou com um tiro na cabeça. Depois, Ermakov lutou com Anastásia, não conseguiu esfaqueá-la e disse que também a matou com um tiro na cabeça. A caveira de Maria não mostra sinais de balas e não se sabe ao certo como morreu. Ermakov estava bêbado na altura dos assassinatos e é possível que o seu tiro tinha apenas passado de raspão na cabeça de Maria, deixando-a inconsciente e causando uma grande hemorragia, mas não a matou. Depois, à medida que os corpos eram retirados da cave, duas das grã-duquesas deram sinais de vida. Uma sentou-se e gritou, levantando um braço por cima da cabeça, enquanto outra a sangrar da boca, gemeu e mexeu-se ligeiramente. Uma vez que as feridas causadas a Olga e Tatiana as mataram instantaneamente, é mais provável que tivesse sido Maria, que talvez estivesse apenas inconsciente, a gritar, enquanto Anastásia poderia ainda ter capacidade para se mexer e gemer. Apesar do testemunho escrito de Ermakov não o referir, o carrasco contou à esposa que Anastásia foi morta à baioneta, enquanto Yurovsky escreveu que, quando os corpos estavam a ser levadas, uma das grã-duquesas ou mais, gritaram, mas foram golpeadas na parte de trás da cabeça. Contudo, a caveira de Maria não mostra sinais de violência e os fragmentos queimados do corpo de Anastásia descobertos em 2009 não fornecem qualquer pista para a sua causa de morte.[4]

Wiki letter w.svg Este artigo é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o. Editor: considere marcar com um esboço mais específico.

Referências

  1. Memorial Romanov - em inglês.
  2. Assassinato da Família Imperial - em inglês.
  3. Radzinsky (1992), p. 380–393
  4. King and Wilson (2003), pp. 353–367