Jacobina

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Município de Jacobina
"Cidade do ouro"
"
Bandeira de Jacobina
Brasão desconhecido
Bandeira Brasão desconhecido
Hino
Aniversário 28 de julho
Fundação 1880
Gentílico jacobinense
Prefeito(a) Rui Rei Matos Macedo (PMDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Jacobina
Localização de Jacobina na Bahia
Jacobina está localizado em: Brasil
Jacobina
Localização de Jacobina no Brasil
11° 10' 51" S 40° 31' 04" O11° 10' 51" S 40° 31' 04" O
Unidade federativa  Bahia
Mesorregião Centro Norte Baiano IBGE/2008 [1]
Microrregião Jacobina IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Capim Grosso, Quixabeira, Miguel Calmon, Caém, Saúde, Mirangaba, Ourolândia, Várzea Nova, Várzea do Poço e Serrolândia
Distância até a capital 330 km
Características geográficas
Área 2 319,825 km² [2]
População 84 328 hab.
Densidade 36,35 hab./km²
Altitude 463 m
Clima Clima tropical com estação seca (Classificação climática de Köppen-Geiger: Aw)
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,649 médio PNUD/2010 [3]
Gini 0,55 PNUD/2010[4]
PIB R$ 708,237 mil (BA: 29º) – IBGE/2011[5]
PIB per capita R$ 8 917,96 IBGE/2011[5]
Página oficial
Prefeitura www.jacobina.ba.gov.br
Câmara www.camarajacobina.ba.gov.br

Jacobina é um município brasileiro do estado da Bahia criado em 1722. Localiza-se a latitude 11º10'50" sul e a longitude 40º31'06" oeste, estando a uma altitude de 463 metros. Sua população estimada em 2010 era de 79285 habitantes.

Rodeada por serras, morros, lagos, rios, fontes e cachoeiras, Jacobina se apresenta como excelente destino para os apreciadores do turismo ecológico. Situada na região norte da Bahia, no extremo norte da Chapada Diamantina, Jacobina fica a 330 quilômetros de Salvador e é também conhecida como Cidade do Ouro, uma herança das minas de ouro que atraíram os bandeirantes paulistas no início do século XVII.

Além das belezas naturais e das minas, Jacobina possui um rico patrimônio histórico-cultural, que pode ser percorrido com auxílio de guias turísticos. O município conta com mais de 600 leitos, distribuídos em 241 apartamentos de 13 hotéis e pousadas.

História[editar | editar código-fonte]

Data dos primórdios do século XVII o início do devassamento do território de Jacobina por aventureiros em busca de ouro. Foram os primeiros povoadores da região Melchior Dias Moreira, Antônio Brito Correia e, mais tarde, os Guedes de Brito. Estes últimos, acompanhados de vários colonos e escravos, dedicaram-se a agricultura e à criação de gado. O desenvolvimento destas atividades e a alta produção de ouro das minas determinaram a criação de um arraial à margem do Itapicuru-Mirim, onde, rápida mas desorganizadamente, reuniu-se uma população bastante heterogênea. Ao inteirar-se dos bons resultados da mineração, a Coroa Portuguesa, em 1722, elevou o povoado à categoria de vila com o nome de Vila de Santo Antônio de Jacobina e sede na Missão de Nossa Senhora das Neves do Saí, aldeia indígena fundada por franciscanos em 1697. Desse lugar, distante das minas, foi a sede transferida em 1724 para a Missão do Bom Jesus da Glória, outra aldeia de índios, também fundada por franciscanos, em 1706, e que ali construíram a igreja e o convento do Bom Jesus da Glória. Em 1726, por Provisão do Conselho Ultramarino, de 13 de maio, o governo da Metrópole mandou criar uma casa de fundição em Jacobina, instalada a 5 de janeiro de 1727. O resultado foi surpreendente, arrecadando- se em dois anos cerca de 3.841 libras de ouro. Teve como um de seus mais importantes prefeitos, Orlando Oliveira Pires, que recebeu o então presidente JK na cidade. E também foi o prefeito mais novo de todo o estado da Bahia. A bandeira do município foi concebida através de um concurso público promovido pela prefeitura municipal na gestão do prefeito Gilberto Dias Miranda e instituída pelo Decreto Municipal nº 20, de 6 de setembro de 1973, tendo como autora original Hilda Maria Magnavita Carvalho.

Formação administrativa[editar | editar código-fonte]

Vista parcial da cidade

O distrito de Jacobina foi criado em 1720 e o Município a 24 de junho de 1722. A criação da freguesia somente se verificou em 1752. A sede municipal foi elevada à categoria de cidade pela Lei provincial n.º 2.049, de 28 de julho de 1880, com o título de "Agrícola Cidade de Santo Antônio de Jacobina".

O Município é composto de 6 (seis) distritos e 23 (vinte e dois) povoados:

Distritos[editar | editar código-fonte]

  • Caatinga do Moura;
  • Itaitu;
  • Itapeipu;
  • Lages do Batata;
  • Novo Paraíso;
  • Junco

Povoados[editar | editar código-fonte]

  • Baixa do Poço;
  • Barrocão de Cima;
  • Cachoeira Grande;
  • Cafelândia;
  • Canavieira de Fora;
  • Coxo de Dentro;
  • Genipapo de Cafelândia;
  • Genipapo de Olhos D´Água dos Góis;
  • Guariba;
  • Itapicuru;
  • Malhadinha;
  • Palmeirinha;
  • Pau Ferro;
  • Pé de Serra;
  • Pedra Branca;
  • Pontilhão;
  • Roçadinho
  • Saracura;
  • Valois.
  • Velame;
  • Várzea da Lage;

Emanciparam-se de Jacobina: Várzea Nova (1985), Capim Grosso (1985), Ourolândia (1989) e São José do Jacuípe (1989).

Estrutura Administrativa[editar | editar código-fonte]

Executivo[editar | editar código-fonte]

  • Secretaria Administrativa
  • Procuradoria Jurídica
  • Secretaria de Finanças
  • Secretaria de Saúde
  • Secretaria de Educação e Cultura
  • Secretaria de Assistência Social
  • Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente
  • Controladoria interna
  • Secretaria de Planejamento
  • Secretaria de Infraestrutura
  • Centro Cultural Professor Edmundo Isidoro
  • Arquivo Público Municipal
  • Espaço Cultural Luis Eduardo Magalhães
  • Conselho Tutelar
  • Polícia Administrativa Municipal
  • Posto de Informações Turísticas
  • Secretaria de Esportes e Lazer
  • Centro de Abastecimento Municipal
  • LIMPUJA - Limpeza Pública de Jacobina
  • Serviço Municipal de Tráfego e Transportes - SMTT

Legislativo[editar | editar código-fonte]

  • Câmara Municipal de Jacobina composta por 15 Vereadores.

Judiciário[editar | editar código-fonte]

  • Fórum da Comarca de Jacobina
  • TRT - Tribunal Regional do Trabalho-5ª Região
  • TRE - Tribunal Regional Eleitoral

Localização[editar | editar código-fonte]

O município localiza-se na zona fisiográfica do Norte Baiano, na Microrregião Homogênea Piemonte da Chapada Diamantina, entre serras, desfiladeiros, e é caracterizado pela caatinga, vegetação típica da região. Limita-se ao norte: Mirangaba, Saúde e Caém; ao sul: Várzea Nova, Várzea do Poço e Miguel Calmon; ao leste: Serrolândia, Quixabeira e Capim Grosso; ao este: Ourolândia.

A sede do município acusa uma altitude de 470,443m e está compreendida nas seguintes coordenadas geográficas: 11º 11'8" latitude Sul e 40º28'longitude Oeste

O percurso entre a sede do município e Salvador, a capital do estado, é de 330 km.

O acesso terrestre pode ser feito através das rodovias BA-131, BA-368, BA-373 e BR-324 através seguintes empresas: São Luiz.

Para o acesso aéreo, o município dispõe de aeroporto para aeronaves de pequeno e médio porte.

Cultura[editar | editar código-fonte]

A cidade tem muitos festejos municipais e dentre os quais destaca-se a Marujada que tem mais de centenas de anos. Têm também o grupo "Os Cão", que geralmente saem na Micareta, a Caminhada da Luz que é na Semana Santa onde romarias de fiéis sobem o Morro do Cruzeiro sendo um ato de fé catolica e entre outros.

Micareta[editar | editar código-fonte]

Bloco Assassinos da Tristeza em 1936.

Segundo historiadores de toda cidade e capital a primeira micareta nasceu em Jacobina no ano de 1933, quando o jornal jacobinense O Lidador, procurava um motivo para festejo.

Em 2007 a Micareta de Jacobina foi realizada nos dias 27, 28 e 29 de Julho, de acordo com um Decreto número 164, assinado pelo prefeito no dia 15 de Maio às 10h.

Economia, aspectos geográficos[editar | editar código-fonte]

Tem como principal fonte de renda o comércio a extração de ouro, lojas de roupas, autopeças, postos de combustível, hotéis e restaurantes, fábricas no setor de calçados sendo centro da Microrregião de Jacobina fazendo limites com Capim Grosso, Ourolândia, Várzea Nova, Miguel Calmon e Quixabeira.

Jacobina é banhada pelos rios Itapicuru-mirim e Rio do Ouro.

Características Econômicas[editar | editar código-fonte]

  • Agricultura - (Produção expressiva de batata doce).
  • Pecuária - destacam-se os rebanhos de bovinos, suínos, equinos, asininos, muares, ovinos e caprinos.
  • Indústrias - Conforme registro na JUCEB, possui 451 indústrias, 19º lugar na posição geral do Estado da Bahia, e 3.675 estabelecimentos comerciais, 15º posição dentre os municípios baianos.
  • No setor de bens minerais - É produtor de arenito, argila, calcita, cromo, mármore e ouro.
  • Seu parque hoteleiro registra mais de 600 leitos.

Principais Bens Representativos da Cultura[editar | editar código-fonte]

  • Capela do Bom Jesus da Glória

Praça das Missões, s/n Data de criação: Início do século XVII Edifício desenvolvido simetricamente segundo o eixo longitudinal. Possui capela-mor e nave, que são envolvidas pela sacristia, consistório, alpendre, capela lateral e copiar. Da varanda lateral, com bancos em alvenaria à sua volta, nascem as escadas do púlpito e coro. A fachada é dominada pela presença do copiar. Duas janelas baixas com grades rústicas de madeira flanqueiam a portada. Completa a fachada uma graciosa sineira de madeira. Mantenedor: Paróquia

  • Casa Paroquial de Jacobina

Rua Professor Tavares, 108 Data de criação: final do século XIX Sobrado com dois pavimentos e sótão. Planta retangular, com circulação central. No primeiro andar, existe uma varanda posterior sobre pilares de tijolos. A fachada principal, emoldurada por cunhais e cornija, tem porta central, superposta por uma janela rasgada, ambas ladeadas por janelas, também de vergas retas. Mantenedor: Paróquia

  • Igreja Santa Rosa de Lima

Avenida Santa Rosa de Lima, s/n – Paraíso. Data de criação: Meados do século XX Mantenedor: Paróquia de São Roque

  • Igreja de São João

Praça do Comércio, s/n – Vila do Itapeipu. Data de criação: Final do século XIX Mantenedor: Paróquia de São Roque

  • Igreja da Conceição

Sua planta compõe-se de um núcleo central formado por nave e capela-mor, que é envolvido por sacristias, alpendre lateral e corredor. O frontispício austero é constituído de um corpo central, que culmina em frontão triangular, flanqueados por duas torres, com robustos cunhais. A torre esquerda apresenta terminação piramidal, enquanto à direita, telhado de quatro águas. A fachada posterior possui nicho com terminação em arco pleno. O adro, originalmente da terra batida, foi pavimentado, em meados do presente século, por lousas de arenito. Mantenedor: Paróquia

  • Matriz de Santo Antônio de Jacobina

Praça Rui Barbosa, s/n. Data de criação: Meados do século XVIII Edifício prejudicado pela mutilação e inserção de elementos não condizentes. Sofreu sucessivas intervenções, neste século, que alteram a sua volumetria, disposição espacial e fachada. Apresenta, atualmente, planta retangular constituída por nave principal e capela-mor, envolvidas por falsas naves laterais, coros baixos e sacristias transversal. As bases são ocupadas por um batistério e uma capela. O frontispício atual, muito duro, é dividido por pilastras em três partes. Na central, há portada em cantaria com friso abaulado, três janelas de coro com esquadrias de ferro e frontão triangular novo. Os corpos laterais são constituídos por duas torres de alturas diferentes, com terminações piramidais. Mantenedor: Paróquia

Turismo[editar | editar código-fonte]

  • O Alto do Cruzeiro, mais de 200 degraus de pura fé.
  • O hotel Serra do Ouro, localizado em um dos pontos mais altos.
  • Quatro emissoras de rádio: Jacobina FM, Clube Rio do Ouro, Serrana FM e Jaraguá AM.
  • Caminhada da Primavera realizada pela rádio Serrana Fm, que a cada ano reuni milhares de pessoas nas ruas da cidade, e que já entrou pro calendário de eventos da Bahia.
  • Anualmente é realizado o Passeio Ciclístico de Jacobina. Em dezembro de 2008 ocorreu o XVII com a participação de 1500 ciclistas.
  • Praça da Missão.
  • Praça Castro Alves (Matriz),.
  • Fiesta Parque Hotel - parque aquático e hotel.
  • Inúmeras e belas cachoeiras

Ecoturismo local[editar | editar código-fonte]

A região é favorecida por Serras, canyons, desfiladeiros, cachoeiras e lagos é um verdadeiro encanto para os fãs do turismo ecológico. são inúmeras serras e morros dentre os quais pode se destacar Serra do Tombador, Monte Tabor, Morro dos Ventos Uivantes, Pico do Jaraguá e entre outros. Para as cachoeiras existem dezenas de quedas dentre algumas pode-se destacar a da Aníbal, Pirâmide,Véu de Noivas, Andorinhas, Caldeirão, Amores, Esplendor do Sol, Viúva e Paulista são as mais procuradas dentre as mais de 45 quedas d’água que estão reunidas no Parque das Cachoeiras que foi criado pela Bahiatursa em parceria com a Prefeitura Municipal e na Estância Ecológica Bandeirantes. É um verdadeiro encanto para os olhos e para as atividades físicas, visto que, é ideal para trilhas de mountain bike, trekking, rapel, banhos, acampamentos e muito mais. Existe na localidade de Itaitú a mais alta alta queda d’água da região, a Cachoeira Véu de Noiva, com 60m de muita adrenalina que desemboca em um poço ótimo para mergulhos. Tendo outra mais próxima com cerca de 6 km da cidade e a Viúva tem uma queda de 20m, encravada em imponentes paredões. e tem muito mais.

Bairros de Jacobina[editar | editar código-fonte]

Centro,Félix Tomaz, Missão, Vila Feliz, Caeiras, Conceição, Caixa D'água, Jacobina I, Jacobina II, Jacobina III, Jacobina IV,Novo Amanhecer (Portelinha), Bananeira, Serrinha, Sete Casas, Coxo de Fora, Coxo de Dentro, Santa Bárbara, Catuaba, Nazaré, Peru, índios, Estação, Alto Bonito, Morada do Sol, Leader, Matriz, Inocoop, Ladeira Vermelha, Pedra Branca, Conjunto Zuleide, Mundo Novo, Pau Ferro, Pontilhão, Curralinho, Pingadeira, Grotinha, Alamedas do Rio, Multirão, Tamarindo, Canavieiras, Barro Branco e entre outros.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 de dezembro de 2010.
  3. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 11 de agosto de 2013.
  4. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (2010). Perfil do município de Jacobina - BA Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013. Página visitada em 4 de março de 2014.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2011 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 de dezembro de 2011.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]