Jacobina Mentz Maurer

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Jacobina Mentz Maurer (junho de 1841 ou 1842 - 2 de agosto de 1874) participou da Revolta dos Muckers, acontecida no Rio Grande do Sul, Brasil.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Em 1824 o governo brasileiro cria uma colônia alemã no Rio Grande do Sul. Muitos passam a imigrar da Alemanha para o Brasil. Os avós de Jacobina imigraram para São Leopoldo. Fugiram da Alemanha pois estavam sendo perseguidos após abandonarem a Igreja Evangélica e criarem uma seita própria.

Jacobina Mentz é criada em Sapiranga, em meio a uma comunidade de imigrantes alemães fanáticos. Sua família foi responsável pela construção da primeira igreja protestante do Sul do Brasil.

Os muckers[editar | editar código-fonte]

Um dos momentos mais conturbados da história de Sapiranga se deu no final do século XIX. Jacobina Mentz e seu marido, João Maurer, fundaram uma seita religiosa no Morro Ferrabráz, em que os membros eram conhecidos como muckers (em alemão significa falso santo).

Jacobina e João Jorge Maurer se conheceram em Hamburgo Velho, na metade do século XIX. Casaram-se e mudaram-se para Leoner-Hof (como era denominada Sapiranga). Jacobina sofria de ataques epilépticos, desde criança, o que fazia com que ela fosse vista como vítima de um transtorno do sistema nervoso, agravados por leituras de natureza religiosa.

Além disso, Jacobina auxiliava o marido no curandeirismo. Naquela época, os médicos eram escassos. Então, as pessoas apelavam para os curandeiros. Aos poucos, Jacobina misturava a religião com o atendimento aos doentes, através de leituras de passagens bíblicas para os pacientes. Logo, ela tornava-se famosa por suas meditações milagrosas.

Os adversários de Jacobina, preocupados com os acontecimentos no Ferrabraz, realizaram um abaixo-assinado, levando a imprensa da época a tomar partido contra Jacobina.

Em pouco tempo surgiram diversos conflitos entre esses dois grupos, acarretando em violência e mortes. Em 28 de junho de 1874, forças policiais atacaram os muckers, que venceram o conflito. Isso contribuiu para a crença da divindade de Jacobina. Após outro ataque falho, Jacobina conseguiu fugir e se esconder no Ferrabraz. O fim do conflito se deu em 2 de agosto do mesmo ano, quando um traidor levou as forças policiais até o esconderijo de Jacobina Mentz, que foi morta junto da maioria dos muckers.

Adaptação cinematográfica[editar | editar código-fonte]

A história foi adaptada para o cinema no filme A paixão de Jacobina, de 2002, dirigido por Fábio Barreto. O papel de Jacobina foi interpretado por Letícia Spiller.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]