Jacopo Sannazaro

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Sannazaro (pintura de Tiziano

Jacopo Sannazaro (Nápoles, 28 de Julho de 1458Nápoles, 6 de agosto de 1530), poeta e humanista italiano do Renascimento.

Napolitano descendente de uma nobre família, sua infância e adolescencia ocorreu em São Cipriano Piacentino (hospedado na Casa da Familia Sabato situada na Via Santilli). Entrou para a Academia Pontaniana de Nápoles com o nome de Actius Syncerus. Sannazaro, como humanista e poeta deixou uma grande obra em latim e italiano. entre as primeiras se conta As Bucólicas, de inspiração virgiliana, as cinco Eclogas Piscatoriae, que descreviam o Golfo de Napóles, três livros de Elegias e o poema sacro De Partu Virginis,[1] que foi publicado em 1526. Também escreveu Gliommeri, Farse e as Rimas. Mas sua obra mestra é Arcadia. Se trata de uma novela composta de 12 églogas precedidas cada uma de uma ampla narrativa em prosa. Conta a vida do jovem Sincero (o poeta mesmo) qual trás uma ilusão amorosa. Deixa Nápoles e marcha para Arcádia, onde encontra uma certa paz e serenidade de espírito na vida simples dos pastores/poetas da região. Todavia um sonho terrível o induz a voltar para Nápoles, onde percebe a morte de sua amada.

A Arcadia consolidou um gênero, novela pastoril, na literatura italiana e estrangeira. Foi considerada modelo da poesia em prosa, antecipando uma tendência acentuada após Charles Baudelaire.

Veja também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. O padre e escritor português José Agostinho de Macedo refere-se a este poema de Sannazaro—De Partu Virginis—como "perfeitíssimo". — Vide Macedo, José Agostinho de, Censura das Lusiadas (Impressão Regia, 1820), p. 144.