Jacques Brel

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Jacques Brel
Nome completo Jacques Romain Georges Brel
Nascimento 8 de Abril de 1929
Schaerbeek, Região de Bruxelas-Capital
 Bélgica
Morte 9 de outubro de 1978 (49 anos)
Bobigny, Île-de-France
 França
Cônjuge Thérèse Michielsen ("Miche")
Filho(s) Chantal(1951), France (1953), Isabelle (1958)
Ocupação Autor de canções, compositor, cantor

Jacques Romain Georges Brel (Ltspkr.png pronúncia do nome em francês) (Schaerbeek, 8 de Abril de 1929Bobigny, 9 de Outubro de 1978) foi um autor de canções, compositor e cantor belga francófono. Esteve ainda ligado ao cinema de língua francesa. Tornou-se internacionalmente conhecido pela música Ne me quitte pas, interpretada e composta por ele.

Vida[editar | editar código-fonte]

Infância e juventude[editar | editar código-fonte]

Portal A Wikipédia possui o portal:

Jacques Brel nasceu em 8 de Abril de 1929 no n.º 138 da avenue du Diamant em Schaerbeek, comuna de Bruxelas (Bélgica), de pai flamengo mas francófono e de mãe de sangue francês e italiano.

Ainda que em casa se falasse o francês, os Brel eram de ascendência flamenga, com uma parte da família originária de Zandvoorde, perto de Ieper. O pai de Brel era sócio de uma cartonaria e este estaria supostamente destinado a trabalhar na empresa da família.

Citação
«Em miúdo lia pouco. Sempre preferi a rua ao apartamento. Jogar à bola, andar de bicicleta.»
Jacques Brel [9]

A seguir à escola primária, onde entrou em 1935, frequentou o Colégio Saint-Louis, a partir de 1941. Aluno pouco brilhante, é neste colégio que Brel começa a mostrar interesse pelas artes: em 1944, aos 15 anos, colabora na criação do grupo de teatro, actua em várias peças, escreve três pequenas histórias e interpreta ao piano alguns improvisos para poemas que ele próprio escreveu.

Em 1946 adere a uma organização de solidariedade católica, a Franche Cordée, de ajuda aos doentes, pobres, órfãos e velhos. É aqui, e não no seu ambiente familiar ou escolar, que se inicia a sua formação cultural. Entre as actividades desta organização contava-se a realização de recitais onde Brel se iniciou nas apresentações públicas, acompanhando-se a si próprio à violão. É aqui que conhece Thérèse Michielsen ("Miche") com quem se vem a casar em 1950.

A carreira dos palcos[editar | editar código-fonte]

No início dos anos 50, não se entusiasmando pelo trabalho na fábrica de cartão do pai (dizia-se "encartonado" neste trabalho), continua a escrever canções, que vai mostrando aos amigos e cantando pelos bares de Bruxelas sempre que se proporciona.

Citação
«A sanduiche que comi na carruagem de 3ª classe que me levou a Paris tinha um sabor único: estava perfumada pela aventura, a esperança, a felicidade.»
Jacques Brel [10]

A pequena mas sólida fama na sua terra natal proporciona-lhe a gravação em 1953, do primeiro single, um 78 rpm, contendo as canções "Il y a" e "La foire". Persistente na sua ideia de fazer carreira com as suas canções, Brel deixa o emprego, a família, a sociedade burguesa de Bruxelas (que ele viria a retratar em "Les Bourgeois") e vai tentar a sorte na capital francesa,[1] onde consegue ao fim de algum tempo ser ouvido pelo descobridor de talentos Jacques Canetti (irmão de Elias Canetti, o prémio Nobel da literatura de 1981). É apresentado no célebre cabaré parisiense Les Trois Baudets, do próprio Canneti, onde pouco tempo antes havia actuado em grande estilo Georges Brassens. Em 1959 é vedeta no Bobino em Paris e canta em Bruxelas no "L’Ancienne Belgique" com Charles Aznavour.

A segunda metade da década de 50 é passada num grande ritmo de espectáculos (chega a participar em 7 espectáculos numa única noite). Para além dos sucessos conseguidos no Olympia e no Bobino, em Paris, vai fazendo espectáculos por todo o mundo. Em 1954 é publicado o seu primeiro álbum "Jacques Brel et ses chansons". Torna-se notado por Juliette Gréco que grava uma das suas canções, "Le diable". Este encontro é marcante no futuro da carreira de Brel pois é então que se inicia uma frutuosa colaboração com Gérard Jouannest, pianista e acompanhante da cantora, e com o também pianista e orquestrador François Rauber. Em 1955 conhece Georges Pasquier ("Jojo"), percussionista no Trio Milson e de quem se torna amigo. O seu primeiro grande sucesso ocorre em 1956 com a música "Quand on a que l’amour". Em 1957 é laureado com o Grand Prix du Disque da Academia Charles Cros e a sua digressão faz grande sucesso pela França. Em 1958 Miche, a mulher, retorna a Bruxelas. Desde então ele e a família vivem vidas separadas.

Sob a influência do seu amigo "Jojo" e dos pianistas Gérard Jouannest (que o acompanhava em palco) e François Raubert (orquestrador e pianista de estúdio), o estilo de Brel foi mudando. A música tornou-se mais complexa e os temas mais diversificados. Um apurado sentido de observação, de ironia e de humor, associado à sua capacidade poética, permitiram-lhe criar temas que abordam, das mais diferentes maneiras, várias das realidades do dia a dia. Nele encontram-se canções cómicas como Les bonbons, Le lion ou Comment tuer l’amant de sa femme, mas também canções mais emotivas como Voir un ami pleurer, Fils de, Jojo. Os temas vão desde o amor com Je t’aime, Litanies pour un retour, Dulcinéa, até à sociedade com Les singes, Les bourgeois, Jaurès, passando por preocupações espirituais como em Le bon Dieu, Si c’était vrai, Fernand.

O ritmo de espectáculos anuais continua intenso, chegando a ultrapassar 365 num único ano[2] Em 1966 anuncia que irá deixar de actuar em público como cantor. Seguem-se vários espectáculos de despedida nomeadamente em Paris (Olympia) e em Bruxelas (Palais des Beaux-Arts). Apesar da insistência dos seus amigos, Brel não muda de ideias e, em 16 de Maio de 1967 dá-se a sua última actuação ao vivo em Roubaix.[3]

A carreira no teatro e no cinema[editar | editar código-fonte]

O teatro torna-se a sua primeira experiência, com a adaptação da peça "L’homme de la manche". A personagem de Dom Quixote, que desempenhava, estava bem de acordo com o seu idealismo.[4] A peça estreia em 1968 no Theatre Royal de la Monnaie, em Bruxelas e no mesmo ano no Theatre des Champs-Elysées em Paris, tendo ultrapassado as 150 representações. Entretanto volta-se para o cinema, participando durante os cinco anos seguintes como actor em mais de uma dezena de filmes e como realizador em dois deles Franz e Le Far West.[5] Após este último filme, Brel diz um novo adeus ao espectáculo, desta vez muito mais radical: deixa Paris, a França, os seus próprios afectos.

Vagueando pelo mundo[editar | editar código-fonte]

Os seus brevets aéreos e marítimos[6] abrem-lhe a porta à possibilidade de vaguear pelo mundo por ar ou por mar. Voa pela Europa qual Saint-Exupéry (mito que o acompanhava desde há muito). Em 1974, após comprar um veleiro de 19 metros decide partir com Madly Bamy que tinha conhecido na rodagem do filme L'Aventure c'est l'aventure para uma volta ao mundo de 3 anos. Em Setembro, ao aportar nos Açores, toma conhecimento do falecimento do seu grande amigo Jojo a quem vem a dedicar uma canção. Em Outubro é-lhe detectado um pequeno tumor no pulmão e no mês seguinte é efectuada a ablação do lobo pulmonar superior esquerdo. Em Dezembro, após um pequeno repouso, desloca-se ao local onde está o seu veleiro e decide prosseguir a sua viagem. Em Novembro de 1975 chega à baía de Atuona, na ilha Hiva Oa no arquipélago das Ilhas Marquesas, Polinésia Francesa.

As ilhas Marquesas[editar | editar código-fonte]

Naquelas ilhas isoladas Brel não procura o isolamento mas antes o contacto com uma realidade totalmente desconhecida, e sob certos aspectos ainda não contaminada pela "civilização". Em 1976 aluga uma pequena casa em Hiva Oa, vende o veleiro e decide adquirir um pequeno avião bimotor. Ajuda a combater o isolamento das ilhas mais remotas do arquipélago, disponibilizando o seu avião para transporte de correio ou de pessoas.

Os últimos anos[editar | editar código-fonte]

Citação
«Tenho menos medo da morte do que de me tornar um velho cretino.»
Jaques Brel [11]

Em 1977 desloca-se a Paris, onde grava discretamente em estúdio doze canções das 17 que havia escrito, e que virão a integrar o seu último álbum, esperado há mais de 10 anos, e chamado, simplesmente, "Brel".[7] Gravado nas difíceis condições físicas e psicológicas de Brel que se podem antever, torna-se perturbador ler as últimas palavras da sua canção “Les Marquises”: "Veux-tu que je te dise / Gémir n'est pas de mise / Aux Marquises"(trad:"Se queres que te diga/Gemer não é opção/Nas Marquesas"). O disco teve um sucesso imediato: apesar de Brel ter pedido que não houvesse publicidade, mais de um milhão de exemplares estavam reservados antes da edição e setecentos mil foram adquiridos logo no primeiro dia da sua venda ao público. Alheio a esse sucesso volta à ilha pela penúltima vez. Em 1978 a saúde começa-se a degradar e retorna a Paris em Julho para novos tratamentos. Em Outubro é internado no Hospital com uma embolia pulmonar, vindo a falecer com 49 anos, às 4 e 10 da madrugada do dia 9 de Outubro de 1978.[8] O regresso a Hiva Oa, dá-se uma última vez: Jacques Brel é sepultado no cemitério local.

Obra[editar | editar código-fonte]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Teve contratos com as editora Philips de 1954 a 1962, altura em assinou pela Barclay um contrato que viria a ser renovado em 1971 por 33 anos (até 2004), não fosse o prematuro falecimento do cantor em 1978.

Segue-se a referência à data da edição de algumas das suas canções podendo ser encontrada uma listagem exaustiva da discografia de Jacques Brel em [12] ou [13].

Em lingua francesa[editar | editar código-fonte]

  • 1953 : Primeiro single gravado em Bruxelas : La Foire / Il y a
  • 1954 : La haine - Grand Jacques - Il pleut - Le diable - Il nous faut regarder - C'est comme ça - Il peut pleuvoir - Le fou du roi - Sur la place - S'il te faut - La Bastille - Prière païenne - L'air de la bêtise - Qu'avons-nous fait bonnes gens ? - Pardons - Saint-Pierre - Les pieds dans le ruisseau - Quand on n'a que l'amour - J'en appelle - La bourrée du célibataire - Heureux - Les blés - Demain l'on se marie
  • 1957 : Quand on n'a que l'amour - Qu'avons-nous fait bonnes gens - Les pieds dans le ruisseau - Pardons - La bourrée du célibataire/L'air de la bêtise - Saint-Pierre - J'en appelle - Heureux - Les blés
  • 1958 : Demain l'on se marie - Au printemps - Je ne sais pas - Le colonel - Dors ma mie/La lumière jaillira - Dites, si c'était vrai - L'Homme dans la cité - Litanies pour un retour - Voici
  • 1958 : Disco para a revista Marie-Claire : Je prendrai - La nativité selon Saint-Luc
  • 1959 : La valse à mille temps - Seul - La dame patronnesse - Je t'aime - Ne me quitte pas/ Les Flamandes - Isabelle - La mort - La tendresse - La colombe
  • 1961 : Marieke - Le moribond - Vivre debout - On n'oublie rien - Clara/ Le prochain amour - L'ivrogne - Les prénoms de Paris - Les singes
  • 1962 : Olympia 1961 : Introduction - Les biches - Les bourgeois - Les Flamandes - L'ivrogne - Madeleine - Marieke - Le moribond/Ne me quitte pas - Les paumés du petit matin - Les prénoms de Paris - Quand on n'a que l'amour- Les singes - La statue - La valse à mille temps - Zangra.
  • 1962 : Les bourgeois - Les paumes du petit matin - La statue - L'aventure/Madeleine - Les biches - Zangra - Voir
  • 1962 : Les bourgeois - Les paumés du petit matin - Le plat pays - Zangra - Une île - Madeleine/Bruxelles - Chanson sans paroles - Les biches -Casse Pompon - La statue - Rosa(a primeira edição do novo contrato com a Barclay)
  • 1963 : Les bigotes - Les vieux - Les fenêtres - Les toros/La Fanette - Les filles et les chiens - J'aimais - La parlote
  • 1964 : Mathilde - Tango funèbre - Les bergers - Titine/Jef - Les bonbons - Le dernier repas - Au suivant
  • 1964 : Olympia 1964 : Amsterdam - Les vieux - Tango funèbre - Le plat pays/Les timides - Les jardins du casino - Le dernier repas - Les toros
  • 1965 : Ces gens-là - Jacky - L'âge idiot/Fernand - Grand-mère - Les désespéres
  • 1966 : Ces gens-là - Jef - Jacky - Les bergers - Le tango funèbre/Fernand, Mathilde - L'âge idiot - Grand'mère - Les désespérés
  • 1967 : Mon enfance - Le cheval - Mon père disait - La,la,la - Les coeurs tendres/Fils de… - Les bonbons 67 - La chanson des vieux amants - A jeun - Le gaz
  • 1968 : J'arrive - Vesoul - L'Ostendaise Je suis un soir d'été/Regarde bien petit - Comment tuer l'amant… - L'eclusier - Un enfant - La bière
  • 1968 : L'Homme de la Mancha
  • 1969 : L'histoire de Babar/Pierre et le Loup
  • 1977 : Jaurès - La ville s'endormait - Vieillir - Le Bon Dieu - Les F…-Orly/Les remparts de Varsovie - Voir un ami pleurer - Knokke-le-Zoute tango - Jojo - Le lion - Les Marquises

Em 23 de Setembro de 2003 foi publicado um conjunto de 16 CDs Boîte à Bonbons, o mais completo repositório da música de Brel e que inclui o álbum Chansons ou Versions Inédites de Jeunesse editado pela primeira vez nessa altura.

Em neerlandês[editar | editar código-fonte]

Oriundo de Bruxelas, Brel dizia-se um cantor flamengo de língua francesa. Tal não obstou a que gravasse algumas canções em neerlandês traduzidas por Ernst van Altena:

  • 1959 : Laat me niet alleen (Ne me quitte pas)
  • 1961 : Marieke - De apen (Les singes) - Men vergeet niets (On n'oublie rien)
  • 1962 : Mijn vlakke land (Le plat pays)
  • 1965 : Rosa - De burgerij (Les bourgeois) - De nuttelozen van de nacht (Les paumés du petit matin)
  • 1967 : Liefde van later (La chanson des vieux amants)
  • 1977 : Een vriend zien huilen (Voir un ami pleurer)

Teatro[editar | editar código-fonte]

  • 1968 : L’homme de la manche

Cinema[editar | editar código-fonte]

Como Realizador[editar | editar código-fonte]

Como actor[editar | editar código-fonte]

  • 1968 : Les Risques du métier de André Cayatte
  • 1968 : La Bande à Bonnot de Philippe Fourastié
  • 1969 : Mon oncle Benjamin de Édouard Molinaro
  • 1970 : Mont-Dragon de Jean Valère
  • 1971 : Les Assassins de l'ordre de Marcel Carné
  • 1971 : Franz de Jacques Brel
  • 1972 : L'aventure c'est l'aventure de Claude Lelouch
  • 1972 : Le Bar de la Fourche de Alain Levent
  • 1973 : Far West de Jacques Brel
  • 1973 : L'Emmerdeur de Édouard Molinaro

Notas e Referências

  1. Entrevista concedida à revista Marie Claire-Belgique em 1961[1]
  2. 440000 km num ano, as idas à Bacia Mediterrânica, Nova Iorque, URSS[2]
  3. Sobre o abandono dos palcos: "Tenho vontade de fazer coisas, de renascer" [3]
  4. Sobre a família Mestral e extractos do “Homme de la manche” [4]
  5. Extracto do filme Le Far West com Jacques Brel cantando L’énfance [5]
  6. Brel no seu barco [6]
  7. Apresentação na TV no dia da colocação à venda de “Les Marquises” no mercado francês incluindo extracto cantado pelo autor(17.11.1977) [7]
  8. Em 09/10/1978 no dia da sua morte Georges Brassens fala de Brel [8]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Fondation Internationale Jacques Brel, Jacques Brel, œuvre intégrale, Robert Laffont, 1982, ISBN 2221101068X. Edição de todas as canções e textos de Brel.
  • Olivier Todd, Jacques Brel, une vie, uma biografia.
  • Marc Robine, Grand Jacques, le roman de Jacques Brel, uma biografia.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Wikiquote
O Wikiquote possui citações de ou sobre: Jacques Brel

(todas em francês excepto quando indicado)

Vídeos de Brel falando sobre Brel[editar | editar código-fonte]

  • 18 de junho de 1957 Sobre a forma como escreve as suas canções, nomeadamente a "Quand on n'a que l'amour" [14]
  • 15 de janeiro de 1960 Fala do Grande Prémio do disco, da sua nacionalidade belga, da sua canção "Les Flamandes" [15]
  • 15 de setembro de 1963 O artista como artesão da canção, os poetas e os autores de canções [16]
  • 18 de março de 1966 A indignação com o mundo. A impossibilidade em transmitir pelas canções toda essa indignação, o antivedetismo do cantor. [17]
  • 1 de abril de 1962 Brel sobre si próprio, as suas origens, o seu caracter, a felicidade, a solidão, o medo do futuro, a morte. Inclui extractos ao vivo de "Les flamandes" e "Ne me quitte pas». [18]
  • 1 de abril de 1962 Brel explica porque é que não pôde continuar a ser como os outros. A busca permanente do desconhecido. [19]
  • 14 de junho de 1964 Sobre a violência nas canções, sobre Les Bonbons, a importância das palavras numa canção. [20]
  • 14 de junho de 1964 Sobre as mulheres a forma como as representa nas canções, a quase ausência das mulheres em “A mon derniere repas”, “Sou um homem que vive entre homens, em constantes tournées”, o que é um casal. [21]
  • 20 de março de 1965 O contacto com o público, o amor, a ternura. A intensidade da vida do cantor. A canção e a poesia. Entrevista à televisão suíça após um espectáculo. Extractos de “Ne me quitte pas” , “Le port d’Amsterdam” [22]
  • 18 de março de 1966 Da dificuldade de transmitir as ideias às pessoas, sobre a violência e a ternura. [23]
  • 18 de março de 1966 Brel fala sobre a indignação permanente que sente ao ver o mundo que o rodeia, indignação que não passou com o decorrer dos anos. [24]
  • 17 de janeiro de 1968 Brel sobre o ser (espectador, actor), a juventude, a descoberta tardia de Ulenspiegel («O romance de resistência de todos os minoritários.») [25]
  • 22 de dezembro de 1968 Sobre a canção flamenga BREL escuta "Le plat pays" na companhia de Henri Guillemin (historiador e polemista francês anticonformisma) e Françoise Mallet-Joris(escritora flamenga de origem francesa). As origens flamengas, a crise do cristianismo, a esperança ou o desespero. A esperança de que o mundo melhore, o que já melhorou. [26]
  • Entrevista de 1969 divulgada em 1979. A formação do caracter na juventude, os medos, a ternura, a estupidez [27]

(links verificados em Dezembro de 2006)

Vídeos de actuações ao vivo[editar | editar código-fonte]

  • Cantando Ne me quitte pas 1966
  • Cantando Amsterdam
  • Cantando Madeleine
  • Cantando Mon enfance 1966 [28]
  • Cantando Mathilde em 1967 [29]

(links verificados em Dezembro de 2006)

Outras[editar | editar código-fonte]