Jacques Le Balleur
Jean Jacques Le Balleur ou João de Bolés, alfaiate huguenote, nascido na França em data incerta e educado em Genebra. Em 1557 foi enviado, junto com outros cinco missionários, por Jean Calvino para ministrar os franceses da expedição de Villegaignon ao Brasil, a França Antártica.
Ministro calvinista, participou o primeiro culto evangélico do Brasil em 10 de Março de 1557, e no dia 21 celebraria a primeira Santa Ceia.
Villegaignon obrigou os ministros a responderem um formulário sobre suas crenças, gerando a Confissão de Fé de Guanabara, a primeira do gênero das Américas, em seguida condenou-os a morte.
Jacques Le Balleur conseguiu fugir para o continente e vandeou até São Vicente, sendo poupado de ser devorado pelos índios por estar com um lívro, que os Tupinambás pensaram ser a tão esperada e prometida Bíblia, que era tida como um amuleto. Tratava-se de uma peça de Rabelais.
Em São Vicente os jesuítas forçaram a Câmara para prendê-lo em 1559. Foi torturado para dar informações estratégicas do Forte Coligny. Levado a Salvador, onde Mem de Sá concordou em condená-lo por ser seguidor da fé protestante.
Em 1567 foi levado ao Rio de Janeiro, onde seria executado, mas o carrasco recusou a matá-lo. E em 9 de fevereiro de 1558, o Padre José de Anchieta estrangulou-o. (Há um erro de datas nesta frase."Em 1567 foi levado...em 9 de fevereiro de 1558 foi estrangulado")
Controvérsias [editar]
Sobre a acusação de que o Padre José de Anchieta o tenha matado, segundo o livro Cartas Jesuíticas - III na página 179 (Obras digitalizadas da Biblioteca Nacional) temos a citação: "Finalmente, já em meiados de 1563, avocada a causa pelo Cardeal d. Henrique, Bolés foi remetido para o Reino, na nau Barrileira, de que era 'mestre e senhorio' Gonçalo Dias da Ponte. Entregue, a 28 de outubro do mesmo ano, ao alcaíde do carcere da Inquisição de Lisboa, respondeu a processo, durante o qual requereu uma justificação dos serviços prestados no Rio de Janeiro. O Tribunal, por acórdão de 12 de agosto de 1564, recebeu-o na Santa Madre Igreja, como pedia, sob condição de abjurar seus 'hereticos errores' e condenou-o 'em pena e penitencia' ao carcere, 'pelo tempo que parecer aos Inquisidores'." Temos então um indício que a suposição de um "Assassinato" seja falsa ja que Bolés nem morreu em Terras Brasileiras.
Referências [editar]
LABORIE, Jean-Claude. "Le huguenot au Brèsil: à travers les documents portugais (1560 - 1584)". In: Revue de l'Histoire du Protestantisme Français, novembre-decembre LESSA, Vicente Themudo. Anchieta e o supplicio de Balleur. 1934 REIS, Álvaro. O martyr Le Balleur. Rio de Janeiro, 1917. RODRIGUES, Pe. Pedro. Codex da vida de José d'Anchieta. 1607. Biblioteca Nacional de Lisboa.