Jaguapitã

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Município de Jaguapitã
"Capital da Bilhar"
Bandeira de Jaguapitã
Brasão de Jaguapitã
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 7 de novembro
Fundação 7 de novembro de 1947 (67 anos)
Gentílico jaguapitãense
Prefeito(a) Ciro Brasil Rodrigues de Oliveira e Silva (PSDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Jaguapitã
Localização de Jaguapitã no Paraná
Jaguapitã está localizado em: Brasil
Jaguapitã
Localização de Jaguapitã no Brasil
23° 06' 46" S 51° 31' 55" O23° 06' 46" S 51° 31' 55" O
Unidade federativa  Paraná
Mesorregião Norte Central Paranaense IBGE/2008 [1]
Microrregião Astorga IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Centenário do Sul, Guaraci, Rolândia, Pitangueiras, Miraselva, Prado Ferreira, Cambé, Astorga, Santa Fé, Munhoz de Melo
Distância até a capital 444 km
Características geográficas
Área 475,004 km² [2]
População 12 256 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 25,8 hab./km²
Altitude 634 m
Clima Subtropical Cfa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,761 alto PNUD/2000 [4]
PIB R$ 157 501,166 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 12 819,56 IBGE/2008[5]
Página oficial

Jaguapitã é um município do estado brasileiro do Paraná. Sua população estimada em 2009 era de 12.414 habitantes.

Toponímia[editar | editar código-fonte]

A palavra jaguapitã tem origem indígena e significa onça vermelha ou pintada. Do tupi yaguar: onça; e pitã: vermelha, pintada.

História[editar | editar código-fonte]

A história de Jaguapitã está relacionada com a época histórica de colonização do norte do Paraná, realizada pela Companhia de Terras do Norte do Paraná, acontecendo assim a afluência de pessoas de outros estados e imigrantes de outros países para a região. Com terras muito férteis, conhecida como "terra roxa", propícias ao cultivo de toda espécie de cereais, onde se deu inicialmente o cultivo do café. A sede do município, se deu em meados de 1.937, ano em que chegou uma caravana composta de várias famílias, em que se destacavam a de Antônio Pinto e Izaltino Rodrigues, consideradas como as fundadoras da localidade. Inicialmente foi constituído o Patrimônio denominado São José dos Bandeirantes, e no mesmo ano, foi inaugurada a primeira casa comercial de propriedade de Izaltino Rodrigues, um empório comercial de nome Casa Branca.

No ano de 1.940, foi requerida pelos moradores ao Governo Estadual a medição das glebas do Patrimônio, tendo seu nome posteriormente substituído para Colônia de São José dos Bandeirantes. A cidade cresceu pelo Decreto-lei n°. 199, de 30 de Dezembro de 1.943, foi elevada à categoria de Vila, com a denominação de Jaguapitã, sendo a nova Vila instalada no dia 1°. de Janeiro do ano seguinte (pertencendo ainda ao município de Sertanópolis), juntamente com a Agência Arrecadadora de Impostos, sendo seu primeiro titular o Sr. Silvado de Melo.

Em 1.947, foi desmembrado de Sertanópolis para se constituir um Município, criado pela Lei Estadual n°. 2, de 10 de Outubro daquele ano, em que muito se nota o empenho do Coronel Sebastião Faustino (seu primeiro prefeito, nomeado) para que isto ocorresse. O primeiro Prefeito eleito por sufrágio popular foi o Alfredo Baticiato em 7 de Novembro de 1.947.

Posteriormente, foram criados pela Lei n°. 790, de 14 de Novembro de 1.951, os municípios de Centenário do Sul, Lupionópolis e Santo Inácio; pela lei de n°. 253, de 26 de Novembro de 1.954, os de Cafeara, Guaraci e Itaguajé.

O brasão de armas foi idealizado por Reinaldo Gonçalves e desenhado por Benedito Ursi, formado por um escudo que contém em seu interior ramos de algodão do lado esquerdo e de café do lado direito, lavouras predominantes na época, traz no topo uma jaguatirica em posição de descanso, felino cuja existência era relatada pelos moradores mais antigos do município.

A primeira paróquia da cidade foi criada no dia 29 de maio de 1949, e o primeiro padre católico foi Guido Cagnoni que, desejando que a cidade crescesse para o lado mais alto, construiu uma igreja no alto da praça, denominada Praça São José dos Bandeirantes. Foi construída toda em madeira, e acabou sendo destruída num incêndio em 1961, e em seu lugar foi construída, pelos padres xaverianos, a atual igreja católica, hoje sob comando dos padres agostinianos.

O Hospital Municipal de Jaguapitã começou a ser construído em 1952 pelo prefeito Joaquim Rodrigues da Silva, e foi concluído somente em 1962 em sua segunda gestão, com recursos exclusivos do município, sem projeto e sem estar amparado na legislação. Começou a funcionar em 1962, contando apenas com três enfermeiras práticas e dois médicos, Doutor Barros e Doutor Manoel Martin, que atendiam pacientes particulares e a Prefeitura através de convênio, contava com dez leitos para pessoas carentes, cinco na enfermaria feminina e cinco na masculina. Atendia, também, pessoas de Astorga, Guaraci e Miraselva, municípios que na época não dispunham de hospital.

No mandato do prefeito Júlio Jacob, entre 1965 e 1969, o hospital ficou fechado para a Prefeitura não ter despesas com o mesmo, e depois reaberto por particulares. Neste período, foi aberto o Hospital Santa Izabel, de propriedade do Doutor Manoel Martin, com atendimento particular e pelo INPS. Em 1 de março de 1970, no mandato do prefeito Paulo Rosseto, o Hospital Municipal foi reaberto sem vínculo com a Prefeitura, tendo como médicos o Doutor José Leite e a Doutora Eulina Oliveira Gratti. O hospital, foi somente reassumido pela Prefeitura no ano de 1985 e passou a atender todas as pessoas, sem distinção, e é como vem funcionando até hoje, através do SUS - Sistema Único de Saúde.

Jaguapitã possuiu o primeiro cinema da região, chamado Cine Guairacá, que funcionou entre os anos de 1956 e 1983, sendo fechado por falta de recursos.

A primeira escola fundada em Jaguapitã foi o Grupo Escolar de Jaguapitã, em 3 de julho de 1946 e tendo como primeira diretora a Professora Maria Martineli Pereira. Em 1954 começou a funcionar o Ginásio Municipal de Jaguapitã, criado por Lei Municipal em de 12 de junho de 1953, sendo o mesmo estadualizado de 6 de junho de 1955, passando-se a chamar Ginásio Estadual de Jaguapitã. Em 14 de fevereiro de 1968, com a implantação do curso científico (2º grau), teve o nome alterado para Colégio Estadual de Jaguapitã. Em 23 de dezembro de 1968, pela Lei nº 5894, passou a chamar Colégio Estadual Dr. Waldemiro Pedroso – Ensino de 1º e 2º Graus, em funcionamento até hoje, porém apenas lecionando para o 1º grau.

Em 1957 foi criado o Curso Normal de Primeiro Ciclo. Em 12 de março de 1953, foi criada a Escola Técnica de Comércio de Jaguapitã, que passou a denominar-se Colégio Comercial Professor Francisco D’Áurea, autorizado, em 1970, a manter uma extensão no município de Guaraci. Todas estas escolas funcionavam num único prédio, o atual Colégio Estadual Dr. Nilson Ribas – Ensino de 1º e 2º Graus, constituído em 5 de fevereiro de 1980, após várias reorganizações.

Em 12 de maio de 1989, um grupo de pessoas da comunidade jaguapitãense fundou a APAE, que em 14 de novembro de 1992 recebeu o nome de Escola de Ensino Especial Professora Nilda Simioni Rodrigues.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Jaguapitã está localizada na latitude de 23º18’37’’Sul e longitude de 51º09’46’’Oeste, no Norte do Estado do Paraná e distante 444 km da capital do Estado. Limita-se ao norte com os municípios de Centenário do Sul e Guaraci, ao sul com Rolândia e Pitangueiras, ao leste com Miraselva, Prado Ferreira e Cambé, e a oeste com Astorga, Santa Fé e Munhoz de Melo. Possui uma superfície territorial de 478,11 km².

O clima predominante é do tipo Cfa, subtropical úmido mesotérmico, segundo a classificação de Köeppen. Este clima se caracteriza por verões quentes, geadas poucos frequentes (nos meses de junho e julho) e tendência de concentração de chuvas no verão, sem estação seca definida, com precipitação média anual de 1.400 a 1.500 mm. O mês mais frio é julho, com temperatura média de 17°C, e o mês mais quente é o de fevereiro, com temperaturas médias entre 26°C e 30°C. Os meses com maior precipitação são dezembro, janeiro e fevereiro, e os menos chuvosos são junho, julho e agosto.

Os principais cursos d’água existentes no município são: Ribeirão Bandeirantes do Norte, Córrego São José, Córrego Irajá, Água do Pacu, Ribeirão Centenário, Ribeirão Pelotas, Água das Pedras, Água Funda, Água da Onça, Água da Cobra e vários outros de menor dimensão. A extensão dos cursos d’água do município, somados, é de 513.697 metros, o que representa 2.681,11 hectares de mata ciliar a ser formada.

Com relação ao solo, o município está localizado em uma área de transição entre basalto e arenito. Da área total, 44,9% é ocupada por Latossolo Vermelho (antigo Latossolo Vermelho Escuro), 25,8% por Nitossolo Vermelho (antiga Terra Roxa Estruturada), 22,6% por Argissolo Vermelho Amarelo (antigo Podzólico Vermelho Amarelo) e 6,7% por Latossolo Vermelho Distroférrico (antigo Latossolo Roxo).

O relevo característico do município apresenta topografia plana a suave ondulada. Na declividade entre 0 e 3%, encontra-se 18,12% da área; entre 3,1 e 20%, 43,61% da área; de 8,1 a 20%, 35% da área; de 20,1 a 45%, 3,21% da área, e apenas 0,06% da área apresenta declividade superior a 45%. A altitude do município varia de 450 a 600 metros, com 82% da área dentro desta faixa, 3% superior a 600 metros e 15% abaixo de 450 metros. Sobre a orientação ao sol, 20,4% do município encontra-se na costa Leste; 30,7% na costa Oeste; 26,1% na costa Norte e 22,8% na costa Sul.

Formação administrativa[editar | editar código-fonte]

Distrito criado com a denominação de Jaguapitã, ex-povoado, pelo Decreto-lei Estadual n.º 199, de 30 de Dezembro de 1943, subordinado ao Município de Sertanópolis. Elevado à categoria de município com a denominação de Jaguapitã, pela Lei Estadual n.º 2, de 10 de Outubro de 1947, desmembrado de Sertanópolis e instalado em 7 de Novembro de 1947.

Saúde[editar | editar código-fonte]

A cidade possui 5 instituições de saúde (IBGE), sendo 3 instituições públicas municipais, composta de 1 hospital com 36 leitos, 1 centros de saúde e 1 posto de saúde, além de 2 particulares. O Centro de Saúde é composto por clínica médica e pediátrica, laboratório, odontologia, farmácia, nutricionista, setor de epidemiologia e controle de doenças, setor de fisioterapia e sala de vacinas, e conta com atendimento de cinco médicos em diferentes especialidades. Mantém um sistema de transporte de pacientes para Londrina, polo regional, para consultas e atendimentos especializados. O município conta, ainda, com um Departamento de Saúde e Bem Estar Social, dedicado basicamente às famílias de baixa renda. Além dos instrumentos acima, existe no município uma rede de serviços de assistência social, governamental e não governamental,voltada ao idoso, pessoas portadoras de deficiência e famílias carentes em geral.

Indicadores de mortalidade (2000):

  • Mortalidade até 1 ano de idade (por 1.000 nascidos vivos) = 15,7
  • Esperança de vida ao nascer (anos) = 71,5
  • Taxa de fecundidade total (filhos por mulher) = 2,3

Educação[editar | editar código-fonte]

A cidade possui 4 escolas de ensino pré-escolar (2 privadas e 2 municipais), 4 escolas de ensino fundamental (1 estadual, 2 municipais e 1 privada) e 1 escola estadual de ensino médio. No ensino pré-escolar conta com 25 docentes, no fundamental com 76 docentes e no ensino médio com 30 docentes. Possuindo a cidade a média de anos de estudos de 4,8 anos.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Jaguapitã chegou a ter uma população de 34.130 habitantes, passando a 16.700 na década de 70, com o fim do ciclo do café. No Censo 2000, a população era de 10.932 habitantes, com a maioria da população residindo no meio urbano (80%), sendo a estimativa do IBGE de 12.414 habitantes para o ano de 2009.

Aspectos Sociais[editar | editar código-fonte]

Jaguapitã possui o IDH de 0,761 (considerado médio), sendo 122º no ranking estadual e 1.552º no ranking nacional. O IDH-Educação (IDH-E) é de 0,838 com uma taxa de alfabetização de adultos de 84,34%. O IDH-Longevidade (IDH-L) de 0,775 com idade de 71,5 anos e o IDH-Renda (IDH-R) de 0,671. O município possui o Índice de Gini de 0,39 (alto) e índice de pobreza de 39,01%.

Economia[editar | editar código-fonte]

Tradicionalmente, a economia local gira em torno da agropecuária, contendo em sua maioria minifúndios e pequenas propriedades, sendo 357, 83,81% do número de propriedades rurais. Porém, representam apenas 20,64% da área total cadastrada (7.456,6 ha), com área média de 20,89 ha. Em contra partida, 17 propriedades ocupam 57,72% da área (INCRA, 2002). Tais números conferem a Jaguapitã uma grande desigualdade no acesso a terra, com Índice de Gini igual a 0,7117 e área média de 99,66 hectares. Embora alto, este índice é menor que o do Paraná (0,738, com área média de 39,5 hectares) e o do Brasil (0,860 e área média de 70,02 hectares).

Da área total explorada, 64% é constituída de pastagens, no restante, são cultivadas as lavouras anuais, predominantemente soja e milho em rotação com trigo e aveia preta, em sistema de cultivo semi-direto, pois não há rotação de culturas, exceto pela aveia preta, porém utilizada para colheita de sementes para a próxima safra e não para produção de cobertura vegetal. Estas lavouras são totalmente mecanizadas.

Na agropecuária destacam-se 5 produtos, que juntos, representam 70,66% (40.716.737,15 reais) do VBP (Valor Bruto Agropecuário). Sendo eles, aves de corte (19,98%), bovinos (14,70%), cana-de-açúcar (14,31%), ovos galados (11,30%) e a soja (10,37%).

A cidade ainda conta com algumas indústrias de pequeno e médio porte e do comércio varejista. Nas últimas 2 décadas, o setor primário têm diminuído sensivelmente sua participação no PIB devido ao fato do grande crescimento de indústrias de mesas de bilhar (contendo o maior número de empresas desse ramo no Brasil) e de 2 abatedouros de aves de médio porte, sendo estes os maiores geradores de empregos no município.

Transportes[editar | editar código-fonte]

O transporte é estritamente rodoviário, possuindo uma rodoviária e sendo suas principais rodovias as PR 454, que a liga à cidade de Astorga e a PR 340 que dá acesso às cidades de Guaraci, Prado Ferreira e Rolândia. Possui uma frota de 2100 automóveis, 277 caminhões, 58 caminhões trator, 417 caminhonetes, 14 micro-ônibus, 750 motocicletas, 147 motonetas e 48 ônibus.

Filhos ilustres[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 de dezembro de 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 de dezembro de 2010.
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