Jaguaré

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Município de Jaguaré

Cachoeira do Bereco
Bandeira de Jaguaré
Brasão de Jaguaré
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 13 de dezembro de 1981
Gentílico jaguareense
Lema
Prefeito(a) Domingos Sávio Pinto Martins (PMDB)
(20092012)
Localização
Localização de Jaguaré
Localização de Jaguaré no Espírito Santo
Jaguaré está localizado em: Brasil
Localização de Jaguaré no Brasil
18° 54' 21" S 40° 04' 33" O18° 54' 21" S 40° 04' 33" O
Unidade federativa  Espírito Santo
Mesorregião Litoral Norte Espírito-santense IBGE/2008[1]
Microrregião São Mateus IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes São Mateus, Vila Valério, Sooretama, Linhares
Distância até a capital Não disponível
Características geográficas
Área 656,358 km² [2]
População 24 718 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 37,66 hab./km²
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH 0,691 médio PNUD/2000[4]
PIB R$ 451 923,928 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 19 542,66 IBGE/2008[5]

Jaguaré é um município brasileiro do estado do Espírito Santo. Sua população estimada em 2004 era de 20.816 habitantes. Possui uma área de 720,4 km², densidade 32,6 hab/ km² e fica localizada a 202 km de Vitória, ao norte do Espírito Santo. O município limita-se ao norte com São Mateus, a leste com Vila Valério, a oeste de Linhares e ao sul com Sooretama. O clima da região é tropical quente, o relevo é ondulado, com vertentes curtas variando de 100 a 150m e a vegetação predominante no local é constituída de fragmentos de Mata Atlântica.

Índice

[editar] História

O município de Jaguaré, ao contrário de outros municípios capixabas, não se originou exclusivamente da colonização de europeus. Historiadores apontam que a região, era habitada pelos índios botocudos, que vieram do Vale do Rio Doce para as regiões próximas ao Rio Cricaré.

Muitos anos depois, a região começou a contar com a presença dos caboclos, que eram populações oriundas da parte sul do Espírito Santo, sendo em sua maioria, originários de Minas Gerais e da região Nordeste. Muitos deles procuravam o Espírito Santo fugindo das secas e da pobreza. Com a chegada dos caboclos houve desmatamentos e queimadas, e as matas naturais passaram a dar lugar a plantações de mandioca, feijão, milho, dentre outros alimentos por eles produzidos.

No início do século passado, a região já contava com a presença de diversas famílias constituídas, observando-se que em sua maioria eram os caboclos, que tinham uma convivência saudável com as famílias italianas, colonizadoras de parte do Estado.

Jones dos Santos Neves que detinha a escritura de várias terras da região efetivou a doação à União de parte de seu território. Após a doação, o governo decidiu dar prosseguimento ao Parque Florestal Sooretama. Tal fato modificou, de maneira decisiva, a vida das famílias dos caboclos. Eles tiveram que abandonar suas plantações e foram indenizados pelo governo. Assim, deixaram de trabalhar como agricultores e passaram a realizar serviços de desmatamento. Com a conclusão do parque, os caboclos perderam suas chances de trabalho e parte deles foi para outras regiões, a fim de exercer suas atividades. Outros continuaram na região, na esperança de conseguir sua própria terra.

Com a mudança de parte dos caboclos, lentamente a região foi sendo ocupada por novas famílias, originárias de regiões como Venda Nova do Imigrante, Rio Novo do Sul, Castelo e Jaciguá. Parte dessas famílias já se dedicava à cultura do café e às culturas brancas. Assim sendo, quando chegaram à futura Jaguaré passaram a produzir esses produtos. Essas famílias, em sua grande maioria, eram de católicos, descendentes de italianos. O maior incentivo para a exploração da região era o preço baixo da terra. A intenção do governo era aumentar a colonização do norte capixaba, assim sendo, criou leis para o incentivo da exploração da região.

No ano de 1946, os primeiros 14 colonos chegaram à região. O ponto inicial da colonização do norte capixaba foi a ponte do rio Barra Seca, que ainda possuía algumas famílias de caboclos. Com o passar do tempo novas famílias chegaram ao local e tiveram que enfrentar a malária, ataque de onças, cobras e mosquitos.

Porém, o clima favorável, as chuvas regulares e a boa qualidade da terra fizeram com que as produções agrícolas tivessem bom desenvolvimento. Rapidamente, o café passou a ser a base econômica da nova região. Também foram cultivados os plantios de mandioca, banana e cana-de-açúcar.

Mesmo com o desenvolvimento da grande comunidade nos anos 50, a cidade de Jaguaré foi emancipada no dia 13 de dezembro de 1981, pela Lei n° 3.445 sendo desmembrada da cidade de São Mateus. Jaguaré tornou-se cidade e passou a contar com dois distritos, Sede e Barra Seca.

[editar] Economia

A principal atividade econômica do município é a cafeicultura, onde se destaca o cultivo do Café Conilon, com uma área estimada de 21.000 hectares. Com uma produtividade média de 574.487 sacas de café beneficiadas nos últimos quatro anos, a cafeicultura gera uma receita bruta anual de R$ 115 milhões e cerca de 10 mil empregos diretos e indiretos, dos quais mais de 5.000 são gerados durante o período de colheita.[carece de fontes?]

Além do café, Jaguaré tem desde 2001, outra grande fonte de recursos. Naquele ano, passou a entrar em operação a extração de óleo, no campo de petróleo descoberto na Fazenda Alegre – denominado pela Petrobrás como FAL-40H. É o maior campo de óleo do Espírito Santo, sendo responsável por mais de 50% de toda a produção ativa do norte capixaba.[carece de fontes?]

[editar] Cultura

O município de Jaguaré possui diversas manifestações culturais. Uma delas é a Dança do Café, em que pessoas vestidas com roupas de estopa, blusas xadrez, lenço no pescoço, chapéu de palha e peneira, dançam em torno de um pé de café, ao som de uma música que conta sua origem. Há também a dança guerreira do Maneiro-Pau, em que são usados bastões, como arma de ataque e defesa na simulação de combate. As Quadrilhas e as Danças de Fitas em homenagem a São João, também são comuns nos meses de junho e julho.

A Festa Junina da Associação Pestalozzi de Jaguaré acontece todos os anos, resgatou em sua edição de 2009, a tradicional quadrilha do nordeste, na qual foram representados os tipos de vestimentas, a arrumação do “arraiá”, as barracas com comidas típicas e a quadrilha caipira. Na festa é possível conhecer um pouco do trabalho, que a Pestalozzi - Escola Especial "Luz da Vida" vem realizando no município.

Na música, há a Oficina de Violão que atende a mais de 100 alunos, nas comunidades locais. O Canto Coral Infantil, adulto e para terceira idade e os Coros Sonho Azul, In Canto e Alegria.

Já no teatro há o Grupo Artcultura Renascer Teatro, que encena entre amadores, a Paixão de Cristo, que conta a trajetória de Jesus desde o batismo até a ressurreição. Existe também, em Jaguaré, o grupo teatral do departemento de cultura, o nome foi escolhido pelos integrantes e é Grupo teatral "Anjos da noite", o grupo já apresentou diversas peças esperimentais, e em dezembro de 2010, uma peça de um pouco mais de 1 hora, chamada S.O.S. reciclem suas mentes. O grupo teatral também tem um site, lá pode-se assistir algumas apresentações confirir fotos e conhecer um pouco mais sobre o grupo.

Os habilidosos em artesanato são revelados pelo projeto "Talento na Praça", que tem como principal objetivo promover eventos, envolvendo os artistas da terra, a fim de resgatar e divulgar a cultura local através de apresentações e exposições em praça pública. O projeto visa ainda, fazer um levantamento da diversidade cultural do município, valorizando assim, não apenas a cultura pioneira de origem italiana, mas todas as que chegaram e chegam oriundas de várias outras partes.

[editar] Esporte

A história esportiva do município de Jaguaré começa em 1990, com o início dos Jogos Escolares. Atualmente, a competição já se consolidou como uma das atividades mais importantes do calendário esportivo da cidade. Assim como o Campeonato Municipal da Segunda Divisão, que é realizado todos os anos desde 2000, pela Liga Jaguarense de Desportos (LIJAD), que de lá para cá já fez várias equipes campeãs.

O título da primeira edição ficou com a Equipe Nacional, seguida pelos times: JP – 2001; Palmeiras – 2002; Cruzeiro – 2003; Santa Cruz – 2004; Portuguesa – 2005; Botafogo 18 - 2006; Palmeiras novamente em 2007; Boa Vista - 2008; e XIII de Setembro - 2009. Esse campeonato reúne centenas de pessoas anualmente, que comparecem ao estádio para torcer pelos seus times. Paralelo ao Campeonato de Segunda Divisão, em 5 de dezembro de 2001, nasce a Associação Jaguaré Esporte Clube, que um ano depois de sua fundação, leva o Tricolor Norte, à estréia na Segunda Divisão do Campeonato Capixaba, sendo um dos times mais novos a disputar a competição, a nível estadual na época.

A campanha naquele ano rendeu à equipe - apesar das dificuldades - duas vitórias, cinco empates e oito derrotas. A participação do Tricolor garantiu a oitava posição na competição. Em 2009, o Jaguaré sofreu mudanças. Desde o plantel anterior, até membros da diretoria foram mudados. A proposta do time também foi alterada, para um modelo inovador, que deu lugar a jogadores mais novos, movidos pela vontade de crescer no futebol.

Ficheiro:Conilon.jpg
Estádio do Conilon

Para elevar ainda mais o interesse da comunidade esportiva, a Prefeitura desmembrou o Departamento de Esportes, da Secretaria de Educação e criou uma Secretaria própria, que passou a ter mais autonomia para desenvolver projetos esportivos, envolvendo outras modalidades, onde atualmente são ofertadas práticas esportivas como: futsal, handebol, voleibol, basquete, caratê, ginástica rítmica, queimada, dentre outras iniciativas que estimulam o espírito esportivo.

Ao longo dos anos, o esporte está cada vez mais presente na vida dos jaguarenses, os campos ganharam destaques em investimentos públicos. Campos de futebol como: São Brás, Vargem Grande, São João Bosco, São Judas Tadeu, Fátima, Daniel Comboni, Giral, XIII de Setembro, Santa Maria Goret, São Roque, Água Limpa, Barra Seca, Posto Fiscal, São João do Estivado, Palmito, Palmitinho, Japira, Abóbora, SEAC, Boa Vista, Conilon e São Paulo, foram modernizados com alambrados, vestiários, bancos de reservas e gramado.

A estrutura esportiva também compõe 12 quadras localizadas nas principais escolas da sede e das comunidades do município, além do Estádio Conilon que tem uma capacidade para 4 mil pessoas. Construído em 2002, pela prefeitura, o Conilon representa para a população, algo bem maior do que um simples campo de futebol. Assim como seu nome de batismo, o Estádio tornou-se um dos ícones e motivo de orgulho do Município de Jaguaré. A estrutura do Estádio oferece conforto e segurança para as equipes, torcedores e imprensa. O gramado é considerado pelos jogadores de dentro e fora do Espírito Santo, como o melhor do Estado.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.

[editar] Ligações externas


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