Jaguaripe

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Município de Jaguaripe
Bandeira de Jaguaripe
Brasão de Jaguaripe
Bandeira Brasão
Hino
Fundação Não disponível
Gentílico Não disponível
Lema O futuro é agora!
Prefeito(a) Heráclito Rocha Arandas (PL)
(2013–2016)
Localização
Localização de Jaguaripe
Localização de Jaguaripe na Bahia
Jaguaripe está localizado em: Brasil
Jaguaripe
Localização de Jaguaripe no Brasil
13° 06' 46" S 38° 53' 45" O13° 06' 46" S 38° 53' 45" O
Unidade federativa  Bahia
Mesorregião Metropolitana de Salvador IBGE/2008 [1]
Microrregião Santo Antônio de Jesus IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Aratuípe, Valença, Nazaré, Vera Cruz, Salinas da Margarida, Maragojipe e Laje
Distância até a capital 240 ou 84 (via ferry boat) km
Características geográficas
Área 891,345 km² [2]
População 16 701 hab. IBGE/2011[3]
Densidade 18,74 hab./km²
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,556 baixo PNUD/2010 [4]
PIB R$ 55 433,044 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 3 246,63 IBGE/2008[5]
Página oficial

Jaguaripe é um município brasileiro do estado da Bahia. Sua população estimada em 2011 era de 16 701 habitantes.

Topônimo[editar | editar código-fonte]

O topônimo "Jaguaripe" é oriundo do termo tupi îagûarype, que significa "no rio das onças" (îagûara, onça + 'y, rio + pe, em).[6]

História[editar | editar código-fonte]

Por volta do ano 1000, tribos tupis procedentes da Amazônia expulsaram os antigos habitantes da região do Recôncavo Baiano, falantes de línguas macro-jês, para o interior do continente. No século 16, quando os primeiros europeus chegaram à região, ela era habitada pela tribo tupi dos tupinambás.[7]

O início da colonização europeia da região data do início do século XVII. Jaguaripe surgiu durante a 3ª Governadoria-Geral do Brasil - a de Mem de Sá - 1558-1572. Para que fosse facilitado o trabalho jesuíta (a conselho do padre Manuel da Nóbrega), instituiu-se a política de juntar várias aldeias de diferentes silvícolas em missões próximas às vilas (era o chamado "descimento"). Este trabalho era dirigido por jesuítas, que asseguravam a educação cristã dos filhos da terra e os integravam à sociedade.

Com isto, surgiu a missão da Ilha de Itaparica, em 1560, sob a inspiração da Santa Cruz, criada pelo padre Pedro Lírio da Grã. Entre 1560 e 1568, apareceu uma grande epidemia de varíola que dizimou grande parte do centro. Então, os jesuítas resolveram transferir a aldeia de Santa Cruz com os índios ainda sadios para Jaguaripe, ou seja, para o local situado a duas léguas da foz do rio (onde hoje se encontra a cidade), até que findasse a peste.

Neste tempo, foi construída uma igrejinha, em torno da qual começaram a aparecer moradores que foram se fixando ali e formando o povoado que, mais tarde, se tornaria freguesia. A doação de sesmarias que obrigava os sesmeiros a cultivar a terra e construir engenhos influiu sobremaneira para o crescimento do povoado. A primeira beneficiária de sesmarias na região foi Ana Álvares, filha mais velha do Caramuru (sesmaria dada por Mem de Sá).

Inúmeras sesmarias foram doadas desde então e o povoado prosperou bastante até que, em 1613, o bispo dom Constantino Barradas denominou-o freguesia Nossa Senhora da Ajuda de Jaguaripe, depois de insistentes pedidos do capelão de Santo Amaro de Catu (hoje, Jiribatuba - Itaparica), padre Baltazar Marinho, que se tornou seu primeiro vigário. Por meio de carta régia, em 22 de maio de 1693 a freguesia tornou-se vila - a primeira do recôncavo - mas só foi instalada pelo governador-geral dom João de Lencastre em 15 de dezembro de 1697, sob o nome de Vila Nossa Senhora d'Ajuda de Jaguaripe.

A vila de Jaguaripe passou a ser a sede de uma vasta região, a qual, mais tarde, foi dividida pelas futuras vilas e cidades de Aratuípe, Nazaré, Maragojipe, Lage, São Miguel das Matas e Santo Antônio de Jesus.

Praia[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 07 de agosto de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  6. NAVARRO, E. A. Dicionário de tupi antigo: a língua indígena clássica do Brasil. São Paulo. Global. 2013. p. 579.
  7. BUENO, E. Brasil: uma história. 2ª edição. São Paulo. Ática. 2003. p. 19.