James Monroe

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James Monroe
5º Presidente dos Estados Unidos Estados Unidos
Mandato 4 de março de 1817
a 4 de março de 1825
Vice-presidente Daniel D. Tompkins
Antecessor(a) James Madison
Sucessor(a) John Quincy Adams
8º secretário de guerra dos Estados Unidos
Mandato 27 de setembro de 1814
a 2 de março de 1815
Antecessor(a) John Armstrong, Jr.
Sucessor(a) William H. Crawford
7º Secretário de Estado dos Estados Unidos
Mandato 2 de abril de 1811
a 4 de março de 1817
Antecessor(a) Robert Smith
Sucessor(a) John Quincy Adams
16º governador da Virgínia
Mandato 16 de janeiro de 1811
a 2 de abril de 1811
Antecessor(a) George William Smith
Sucessor(a) George William Smith
12º governador da Virgínia
Mandato 19 de dezembro de 1799
a 1 de dezembro de 1802
Antecessor(a) James Wood
Sucessor(a) John Page
Vida
Nascimento 28 de abril de 1758
Condado de Westmoreland, Colônia da Virgínia, América Britânica
Morte 4 de julho de 1831 (73 anos)
Nova Iorque, Nova Iorque,
 Estados Unidos
Dados pessoais
Alma mater College of William and Mary
Cônjuge Elizabeth Kortright (1786–1830)
Partido Democrata-Republicano
Religião Episcopal
Profissão Advogado
Fazendeiro
Assinatura Assinatura de James Monroe
Serviço militar
Serviço/ramo Exército Continental
Anos de serviço 1775–1780
Graduação Major
Batalhas/guerras Guerra de Independência dos Estados Unidos

James Monroe (Condado de Westmoreland, 28 de abril de 1758Nova York, 4 de julho de 1831) foi um advogado e político estadunidense. Foi o quinto presidente dos Estados Unidos, entre 1817 e 1825. Monroe foi o último presidente que se tornou um dos fundadores dos Estados Unidos, e o último presidente da dinastia da Virgínia e da geração republicana[1] . Sua presidência foi marcada tanto por uma "Era dos Bons Sentimentos"- um período de relativamente pouco contenda partidária - e mais tarde pelo Pânico de 1819 e um feroz debate nacional sobre a admissão do território de Missouri. Monroe é mais conhecido por sua proclamação da Doutrina Monroe em 1823, que afirmava que os Estados Unidos não tolerariam mais intervenção europeia na América.

Biografia[editar | editar código-fonte]

James Monroe nasceu em 28 de abril de 1758, em uma área arborizada de Westmoreland County, Virgínia . O local é marcado e é uma milha a partir do que é hoje conhecido como o Monroe Hall, Virginia. O pai de Monroe, Spence Monroe (1727-1774) era um plantador moderadamente próspero que também aprendeu o ofício de carpintaria. Sua mãe, Elizabeth Jones Monroe (1730-1774), casou-se com Spence Monroe em 1752. Seu bisavô paterno emigrou para a América da vindo da Escócia, em meados do século XVII. Em 1650, Andrew Monroe patenteou uma grande extensão de terras em Washington Parish, no Condado de Westmoreland, na Virgínia[2] .

Vida acadêmica[editar | editar código-fonte]

Parou de estudar aos 16 anos, para participar da luta pela independência dos Estados Unidos. Sendo ferido em combate, recebeu de George Washington o posto de capitão.

Reiniciando seus estudos, se formou em direito. Tinha grande amizade por Thomas Jefferson. Por influência de seu mentor, iniciou sua carreira política.

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Monroe foi eleito deputado em 1782, e em seguida presidente da câmara legislativa do estado. Integrou o congresso continental sendo um dos responsáveis pela aprovação da constituição americana.

Elegeu-se em 1790, senador. Em 1794 foi nomeado embaixador na França pelo presidente George Washington. Governou a Virgínia entre 1799 e 1802. Foi designado para negociar a compra dos territórios situados na foz do rio Mississippi pelo presidente Thomas Jefferson. Viajando para a França e Espanha, firmou o tratado pelo qual a França vendeu aos Estados Unidos o território da Luisiana.

Em 1811 voltou a governar a Virgínia. Renunciou ao cargo de governador e tornou-se Secretário de Estado norte-americano, cargo este acumulado com o de secretário de Defesa entre 1814 e 1815.

Campanha Presidencial[editar | editar código-fonte]

Monroe em 1817 foi eleito presidente dos Estados Unidos e reelegeu-se em 1820. Ao longo destes dois mandatos, negociou com a Espanha o território da Flórida.

Em 1820 firmou o compromisso de Missouri. Neste documento, houve a intenção de resolver a controvérsia constitucional entre escravocratas e abolicionistas. Monroe se saiu vitorioso nas negociações.

Política externa[editar | editar código-fonte]

Na América Latina, com o desmantelamento do império espanhol, houve diversos estados que lutaram pela independência. James Monroe, após negociações, aceitou suas independências, desde que muitas das nações aceitassem o protetorado norte-americano[3] .

Edward Everett, em 1821, afirmou: (sic)..."Nem com todos os tratados que possamos fazer, nem com todo o dinheiro que emprestarmos, poderemos transformar seus Bolívares em Washington"

Doutrina Monroe[editar | editar código-fonte]

Em função de sua política externa, em 1823, Monroe promulgou a doutrina que acabou por levar seu nome. A linha de ação da Doutrina Monroe repudiava a intervenção da Europa nos países do continente Americano, Sendo esta assumida pelos Estados Unidos, que passaram a ser mediadores e orientadores das políticas externas dos países latino-americanos sob a máxima: A América para os americanos.

Fim de carreira[editar | editar código-fonte]

Após seu segundo mandato, que terminou em 1825, Monroe abandonou a vida pública e voltou para o estado da Virgínia. Morreu em Nova Iorque em 4 de julho de 1831. Foi sepultado no Hollywood Cemetery, Richmond, Virgínia no Estados Unidos.[4]

Referências

  1. Harlow Unger, James Monroe: The Last Founding Father (2009).
  2. Harry Ammon, James Monroe: the quest for national identity (1990) p. 577
  3. America President: James Monroe: Campaigns and Elections. Miller Center of Public Affairs. Página visitada em 20 de maio de 2012.
  4. James Monroe (em inglês) no Find a Grave.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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