James Watson
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James Dewey Watson (Chicago, 6 de Abril de 1928) é um biólogo estadunidense. É um dos autores do "modelo de dupla hélice" para a estrutura da molécula de DNA. O trabalho publicado em 1953 na Revista Nature valeu-lhe o Prémio Nobel de Fisiologia ou Medicina em 1962, juntamente com Francis Crick e Maurice Wilkins.
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[editar] Biografia
Em 1947 ingressa na Universidade de Indiana, onde trabalhava Herman Muller.
Foi galardoado com o Prémio Nobel de Fisiologia ou Medicina em 1962 (partilhado esse ano com Maurice Wilkins e Francis Crick) pelo seu trabalho sobre as mutações induzidas pelos raios X. Em maio de 1950, com idade de 22 anos, Watson completou a sua graduação en Zoologia. Integrou a Universidade de Harvard em 1955. Trabalhou juntamente com a biofísico britânico Francis Crick no Laboratório Cavendish, Universidade de Cambridge de 1951 até 1953.
Tomando como base os trabalhos realizados por Maurice Wilkins, Watson e Crick revelaram a estrutura em dupla hélice da molécula do ácido desoxirribonucleico (ADN). As investigações proporcionaram os meios para comprender como se copia a informação hereditária. Eles descobriram que a molécula de ADN é formada por compostos químicos chamados nucleotídeos. Cada nucleotídeo consta de três partes: um açúcar chamado desoxirribose, um grupo fosfórico e uma das quatro possíveis bases nitrogenadas: adenina (A), timina (T), guanina (G) e citosina (C). Posteriormente Arthur Kornberg apresentou provas experimentais da exatidão do modelo apresentado. Como reconhecimento dos seu trabalhos sobre a molécula de ADN, Watson, Crick e Wilkins receberam o Prémio Nobel.
Em 1968 foi director do Laboratório de Biologia Quantitativa de Cold Spring Harbor, Nova Iorque. Escreveu The Double Helix (A Dupla Hélice, 1968), história da descoberta da estrutura do ADN. Participou no Projecto do Genoma Humano.
[editar] Declarações polêmicas
Watson declarou, em artigo publicado no Sunday Times Magazine em 14 de outubro de 2007, que está "inerentemente pessimista quanto às perspectivas da África" porque "todas as nossas políticas sociais estão baseadas no facto de que a inteligência deles é a mesma que a nossa – enquanto que todos os testes dizem que não é assim". Ele afirma desejar que todos fossem iguais, mas argumentou que "pessoas que têm de lidar com empregados negros descobrem que isso não é verdadeiro". Ele afirmou que não se deveria discriminar com base na cor da pele, porque "existem muitas pessoas de cor que são bastante talentosas, mas que não são encorajadas quando não obtêm sucesso no nível mais elementar."[1]
"Não há nenhuma razão sólida para antecipar que as capacidades intelectuais de pessoas geograficamente separadas em sua evolução provem ter evoluído de forma idêntica", escreveu. "Nosso desejo de reservar poderes iguais de raciocínio como alguma herança universal da humanidade não será suficiente para fazer com que assim seja."[2]
Como resultante destes comentários, o Museu de Ciências de Londres cancelou uma palestra que Watson daria em 19 de outubro de 2007. O porta-voz do museu declarou: "sentimos que o dr. Watson foi além do ponto do debate aceitável e estamos, como resultado, cancelando sua palestra".[3]
Watson posteriormente desculpou-se por seus comentários, declarando: "para todos aqueles que extraíram uma inferência de minhas palavras de que a África, como continente, é de algum modo geneticamente inferior, posso somente me desculpar sem restrições. Não foi o que eu quis dizer. O mais importante, do meu ponto de vista, é que não há base científica para tal crença", e depois, "não posso entender como posso ter dito o que foi citado como eu tendo dito. Posso certamente entender por que as pessoas que leram estas palavras reagiram da forma que reagiram."[4][5]
Várias criíticas lhe foram dirigidas por este motivo. Keith Vaz, deputado trabalhista lamenta que um "cientista de tamanha reputação” faça comentários "acientíficos e sem nenhuma base" e que é "um destacado biólogo molecular e não deveria entrar em temas em que não está qualificado" (Steven Rose, neurobiólogo).
Watson tornou-se conhecido por fazer declarações polêmicas acientíficas. No seu livro Paixão pelo DNA (primeira edição em 2000), manifestou-se a favor da eugenesia, assunto que a sua condição de biólogo molecular não lhe confere qualificação. Em outras ocasiões, como no cinquentenário do descobrimento que lhe valeu o Nobel em conjunto com Francis Crick e Maurice Wilkins, fez comentários acientíficos a favor da clonagem humana e manipulação genética (El Mundo, 25-IV-2003).
Referências
- ↑ Museu cancela palestra de Prêmio Nobel após comentários racistas, Repórter Diário, 18 de outubro de 2007
- ↑ DNA Discoverer: Blacks Less Intelligent Than Whites, foxnews.com, 18 de outubro de 2007
- ↑ Museum drops race row scientist BBC Online
- ↑ CNN
- ↑ Times Online
[editar] Ligações externas
- James Watsom explica suas declarações sobre os africanos e pede desculpas pelo mal entendido, Folha Online de 19 de outubro de 2007
- James D. Watson diz que africano é menos inteligente, Folha Online de 18 de outubro de 2007
- Nobel de Fisiologia ou Medicina recebe críticas por comentários racistas, Folha Online de 18 de outubro de 2007
- James D. Watson, A Cor da inteligência, Notícia Sic Online de 18 de outubro de 2007
- James D. Watson and Francis H. Crick. "Letters to Nature: Molecular structure of Nucleic Acid." Nature 171, 737–738 (1953).
- James D. Watson, The Double Helix: A Personal Account of the Discovery of the Structure of DNA, Atheneum, 1980, ISBN 0689706022 (first published in 1968)
- James D. Watson, Genes, Girls, and Gamow: After the Double Helix, Random House, January, 2002, hardcover, 259 pages, ISBN 0375412832
- James D. Watson; Andrew Berry, DNA: The Secret of Life, Random House, April, 2003, hardcover, 464 pages, ISBN 0375415467

