Jan Antonín Baťa

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O Dr. Jan Antonin Bata, nasceu na cidade Uherské Hradiště (República Theca) em 7 de março de 1898. Seu pai e seu irmão Tomas eram os fundadores das Indústrias Bata e Jan foi seu continuador. Na Segunda metade dos anos 30, Jan Antonin Bata começou a construir suas fábricas em cinco continentes. Culto e viajado dominava sete idiomas, perseguido pelos seguidores de Adolf Hitler, exilou-se nos Estados Unidos, de onde veio para o Brasil em 1941. Desta vez vinha fixar, definitivamente, residência. Vinha recomeçar a vida, pois o Nazismo alemão e o Capitalismo estadunidense, através do chamado “esforço de guerra” sonegavam-lhe o direito sagrado e incontestável entre os povos civilizados e democráticos, de dirigir o que era seu. Aqui estivera por mais de uma vez e na última adquirira algumas propriedades em Mato Grosso, Minas Gerais e São Paulo.


No estado de São Paulo a 80 quilômetros da Capital, Jan Bata encontrou uma região que lhe pareceu apropriada para instalar a sede de todas as suas indústrias no mundo. Clima ameno e perto da então via férrea São Paulo a Bragança, com a vantagem de água fácil e bem assim próximo a uma cachoeira, onde poderia ser instalada uma usina hidrelétrica para fornecer energia própria a futura cidade industrial Bata. Compro todos os terrenos em redor, numa área suficiente para abrigar fábricas, hotéis, hospitais, estabelecimentos comerciais e casas para uma população de 10.000 habitantes. E foi aí que o fundador de 20 cidades deu inicio à construção da sua vigésima cidade Bata. O nome dessa nova cidade industrial: BATATUBA. Também fundou mais três cidades: Mariápolis (SP), Bataguassu (MS) e Batayporã (MS), que tornaram-se prósperas e independentes.


No vale, à margem do rio, edificou a fábrica, o curtume de couro, os estabelecimentos de administração, escritório e depósitos. Na pequena colina à direita levantou a primeira centena de casas residenciais para operários, a escola, o hotel, o cinema, o clube recreativo esportivo e o restaurante. Mais além, numa parte mais elevada da colina construiu sua residência, que o bom gosto de sua esposa Marie Bata tornou um recanto agradável, circundado de eucaliptos e árvores decorativas: um pedaço de Zlin (cidade natal da família Bata) dentro de São Paulo. Também uma pista de pouso para pequenos aviões. E um pouco mais à direita de sua residência, as residências dos srs. Klatil e Smid, diretores da fábrica.


Como o plano era trazer especialistas, instrutores das diversas especialidades operatrizes da manufatura de calçados, chegaram a futura cidade industrial Bata 25 famílias tchecas. Naquele tempo, quase todas as pessoas que se candidatavam aos postos de trabalho eram analfabetas e não tinham nenhuma capacidade, com dificuldades de assimilar as tarefas. Assim surgiu a escola profissionalizante de trabalho, a qual arregimentou jovens da idade de 16 anos para ensinar disciplinas de trabalho. Paralelamente eles assistiam às aulas para aumentar seus conhecimentos gerais, aprender a se manter saudáveis praticando esportes e viver com higiene física e mental. Com o correr dos tempos muitos se destacaram na sua carreira profissional, dando um rumo positivo a sua vida por esforço aprendido nesta escola. Também foi construída uma escola, os primeiros alunos eram filhos das famílias tchecas, mas logo, os filhos dos moradores e companheiros de trabalho mandaram seus filhos para estudar. Em pouco tempo, tornou-se pequena e foi construída uma escola maior.


Na fábrica de Batatuba se produziam calçados de todos os tipos e normalmente havia 129 diferentes artigos sendo produzidos. Havia 98 lojas em diversos estados do Brasil. Uma de suas especialidades eram as botinas de sola de pneu a qual foi criado para o trabalhador rural. Mais tarde fabricava botas para a indústria pesada e fornecia para grandes firmas como a Mercedes Bens, Petrobrás e outras. Fornecia também bonitas para as Forças Armadas. Além dos calçados as indústrias em Batatuba possuíam um departamento de construção e manutenção, o qual construía casas novas para os funcionários, fazia as manutenções das casas e da fábrica, consertando e construindo máquinas, também reformava as pontes sobre o rio e conservava as estradas do bairro. Possuía um curtume que produzia os couros para a produção de calçados e produzia graxas, cadarços, palmilhas, saltos de madeira para calçados femininos. Na parte da fazenda, a esposa de Jan Bata, a senhora Marie Bata desenvolveu a criação de gado leiteiro, o qual produzia 3000 litros de leite por dia, além de outros produtos hortifrutigranjeiros, todos voltados para o abastecimento de Batatuba.


Em 23 de agosto de 1965 faleceu Jan Antonin Bata, esse grande personagem da História. Até sua morte, Jan expandiu a organização. Baťaviles (cidades Bata) foram desenvolvidas sobre a cidade modelo "ideal". Aquisição de terrenos incluídos na Eslováquia (Morávia, Boêmia, Silésia Checa) ea Eslováquia, depois de uma dúzia de países, incluindo Inglaterra, França, Bélgica, Holanda, Polônia, Jugoslávia, E.U.A., Índia e Brasil.

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