Januária
| Município de Januária | |||||
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| Hino | |||||
| Aniversário | 7 de outubro | ||||
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| Fundação | 30 de junho de 1833 (178 anos) | ||||
| Gentílico | januarense | ||||
| Lema | |||||
| Prefeito(a) | Maurílio Arruda (PTC) (2009–2012) |
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| Localização | |||||
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| Unidade federativa | |||||
| Mesorregião | Norte de Minas IBGE/2008 [1] | ||||
| Microrregião | Januária IBGE/2008 [1] | ||||
| Municípios limítrofes | Formoso,Chapada Gaúcha,São Francisco,Pedras de Maria da Cruz,Itacarambi,Bonito de Minas,Cônego Marinho e Estado da Bahia. | ||||
| Distância até a capital | 603 km | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 6 691,174 km² [2] | ||||
| População | 65 464 hab. Censo IBGE/2010[3] | ||||
| Densidade | 9,78 hab./km² | ||||
| Altitude | 434 m | ||||
| Clima | tropical | ||||
| Fuso horário | UTC−3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,699 médio PNUD/2000 | ||||
| PIB | R$ 326 703,018 mil IBGE/2008[4] | ||||
| PIB per capita | R$ 4 861,22 IBGE/2008[4] | ||||
Januária é um município brasileiro do estado de Minas Gerais situado na região do Médio São Francisco, localizada ao lado esquerdo do rio do mesmo nome. Conta com uma população de 65.464 habitantes é a 3º maior em população urbana e 3º em população geral do Norte de Minas, sendo também a 53º maior do estado. Sua economia concentra-se na agriculturana pecuária e nos serviços gerais , Januária é uma das principais cidades do norte de minas.
Como meios de comunicação, o município tem a TV Norte, canal 7, como parceira da Rede Minas.Também conta com as rádios FM, com muito entretenimento e brincadeiras com o ouvinte e AM, com as últimas notícias do dia e Jornais.
Índice |
[editar] História
Existem três versões que dão conta do surgimento do município. De acordo com a primeira versão, o nome do município é uma alusão ao atuante fazendeiro Januário Cardoso, que morava na região e era proprietário da fazenda Itapiraçaba, localizada onde hoje se encontra o município.
Outras versões, porém, atribuem o nome a uma homenagem à princesa Januária, irmã do Imperador Dom Pedro II e, ainda, à escrava Januária que, fugindo do cativeiro, teria se instalado no Porto do Salgado (atual município de Januária), estabelecendo ali uma estalagem, onde os barqueiros e tropeiros do povoado se encontravam.
O município se situa às margens do rio São Francisco, que oferece excelentes praias fluviais temporárias, pesca, cachoeiras, destacando-se também grutas de formação calcária, com algumas pinturas rupestres. A presença do casario colonial no município pode ser observada na avenida São Francisco e ruas transversais.
Januária, antigo povoado de Brejo do Salgado, com seus três séculos de história, encanta os visitantes e a população local, não só por seus atrativos históricos e culturais, mas também por suas belíssimas e variadas belezas naturais.
Terra de gente hospitaleira,já teve grande importância como porto e entreposto comercial nos tempos áureos da navegação a vapor no "Velho Chico".
O município busca o seu desenvolvimento na prestação de serviços, no artesanato, na produção da cachaça de alta qualidade, no extrativismo de frutos e essências do cerrado, e, principalmente, no incremento da atividade turística.
[editar] Infra-estrutura
No município de Januária possui 65 bairros dividido em sete zonas: zona norte, zona sul, zona oeste, zona leste, zona centro-sul, zona centro-oeste e zona centro-norte.
- 87% das vias da cidade são pavimentadas.
- 96% das residências são abastecidas pela rede pública de água.
- 98% das residências são abastecidas pela rede de esgoto.
- 65% das residências acessam a Internet Banda Larga.
- 99,97% das casas urbanas são ligadas à rede elétrica da CEMIG.
- 78,75% das casas rurais são ligadas à rede elétrica da CEMIG.
- 1 telefone para cada 7,5 habitantes.
- 20.518 unidades é a Frota de Veículos.
[editar] Brejo do Amparo
Antigo Brejo do Amparo foi o núcleo do povoado do município de Januária. Possui casario colonial e uma joia do barroco mineiro: a Igreja da Nossa Senhora do Rosário, datada de 1688, construída em um quilombo orientado pelos jesuítas. Este templo foi um dos primeiros em Minas Gerais, e tem proporções médias, sendo que no interior há um coro ao fundo e à esquerda a tribuna, cercada com guarda-corpo, em ripas trabalhadas. O piso é em campas de madeira. A nave possui dois altares, a capela-mor tem o forro pintado com motivos religiosos e altar-mor, de confecção popular, possui vários arcos com colunas torcidas, tendo ao fundo nichos para imagens.
Nos arredores localiza-se a principal zona produtora de cachaça de Januária, a comunidade denominada Sítio.
Lá os visitantes tem a oportunidade de conhecer o roteiro dos alambiques e todo o processo de fabricação artesanal da cachaça.
O distrito conta com trilhas e ruas propícias para a prática do ecoturismo, e também com uma belíssima gruta,a Gruta dos Anjos.
[editar] Cachaça
Januária possui ótimas referências na produção de cachaça. O segredo está na umidade natural do solo e no clima do distrito de Brejo do Amparo. Contudo, perdeu o posto de capital mundial da cachaça para o município de Salinas/MG.[carece de fontes]
O município detém a produção da cana-de-açúcar desde o seu surgimento. São mais de trinta engenhos nas imediações do povoado. Parte da produção da cachaça é exportada para outros estados e para todos os países europeus e asiáticos, dado o alto grau de qualidade da cachaça ali produzida.
[editar] Artesanato
O artesanato da região é passado de geração em geração como forma de sobrevivência. De origem indígena, tem características primitivas, conservando sua forma pura. A matéria-prima utilizada é extraída da natureza.
São utilizados barro, fibras vegetais, madeira, flandres ou folha de zinco, couro, algodão.
O artesanato pode ser encontrado na Casa do Artesão,Casa da Memória,Centro de Artesanato e Mercado Municipal.
[editar] Culinária
A culinária regional apresenta vários pratos saborosos, como o arroz com pequi, carne de sol, moquecas de surubim, pão de queijo, angu com quiabo, paçoca, papudo, manué, galinha ao molho pardo, feijão tropeiro com torresmo, beiju, rapadura, panelada, picado de arroz, dourado assado, vários pratos feitos com o tradicional surubim do Rio São Francisco, e ainda saborosas frutas do cerrado, como umbu, pinha, tamarindo, fruta do conde, coquinho, cagaita, caju, cajuí, maxixe, cabeça-de-nego, buriti, babaçu, fava-d'anta, jenipapo, anajá, banana-caturra, utilizados na produção artesanal de sucos, licores e doces.
[editar] Folclore
É bastante expressivo o folclore de Januária, e muitas das expressões folclóricas continuam puras, preservadas de influência externa.
[editar] Manifestações religiosas
Uma das manifestações mais tradicionais e festejadas pela comunidade religiosa do município de Januária, acontece anualmente no dia 3 de maio, festejos de Santa Cruz. Acontece sempre na praça Santa Cruz (largo de santa cruz) com celebrações e novena culminando com procissão, missa festiva, leilão e apresentações folclóricas. Ao final do leilão é escolhido o festeiro do ano seguinte.[5] Por volta dos anos 1800 a 1890, a Praça Santa Cruz era um local de muita alegria e felicidade, com muitas crianças de diversas famílias residentes, que brincavam no local onde mais tarde seria construída a praça que veio a se chamar " Santa Cruz", nome este que teve como percussores as crianças que corriam e saltitavam fazendo cercados com madeira de São João ao redor de uma cruz, flores de: fedegoso, São João, malva, etc. Entoando cantos, rezas, ladainhas cantadas na Igreja pelos mais velhos. Mais tarde, os devotos e fiéis construíram na praça um cruzeiro de tijolos e uma cruz com um galo no topo, local onde passaram a fazer suas preces e orações, acender velas para as almas e até fazer novenas com caminhada penitencial para chover em tempo de seca e calor. Os moradores reuniram e mandaram celebrar uma missa iniciando-se assim os festejos de Santa Cruz. O festejo de Santa Cruz tinha como objetivo imediato a fé católica de veneração a cruz trazida pelos portugueses com a celebração da primeira missa no Brasil em 26 de abril de 1500 pelo Frei Henrique de Coimbra, e posteriormente arrecadar fundos para construir a Igrejinha que está entre as mais antigas de Januária. A igrejinha de Santa Cruz era pequena, e, tinha o Côro, o Sacrário era de ouro, o Sino de bronze, pinturas de anjos na parede, a imagem (escultura) de São Miguel Arcanjo, - que foi roubada mais tarde - e alguns poucos bancos. Construída por moradores no final do século XIX, com recursos próprios conseguidos através de promoções na comunidade, ergueram-na com trabalho em mutirão. A Igreja constantemente ficava fechada, por ocasião da morte de algum morador era aberta e numa demonstração de sentimento e respeito usava toque de sino. Com o passar do tempo, a igrejinha foi abandonada e começou a ruir com freqüentes cheias, cupim e formigueiros.[6]
[editar] Clima
Clima é tropical com transição para semi-árido. A temperatura máxima atinge 38º C, a mínima 12,6º C e a média anual é de 26, 30º C. As chuvas são escassas, irregulares e concentradas no verão. Elas acontecem de outubro a fevereiro e às vezes vão até março.
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a temperatura mínima registrada em Januária foi de 6,0ºC, ocorrida no dia 16 de julho de 1921. Já a máxima foi de 41,0ºC, observada dia 19 de outubro de 1963. O maior acumulado de chuva registrado na cidade em 24 horas foi de 295,7 mm, em 5 de fevereiro de 2007.[7]
[editar] Vegetação
Graças à deficiência de água no solo e ao forte calor, a vegetação de Januária é xeromorfa, ou seja, tem formas adaptadas à seca, e é composta por cerrado, matas secas, caatinga e veredas cobertas de buritis. A última é uma palmeira-leque cujo o fruto é uma noz amarela muito usada na indústria de cosméticos.Outras espécies típicas da região estão aroeira, tinguí, murici, pequizeiros, jatobá, araticum e a mais imponente árvore da região é a embaré, também chamada de barriguda.
[editar] Relevo
A cidade tem topografia plana com leves ondulações, uma característica típica do norte e nordeste de Minas Gerais. O subsolo da região é composto por rochas sedimentares do grupo bambuí, arcóseos, siltitos, calcáreos e dolomitos, em partes revestido por sedimentos mais recentes, arenitos, conglomerados, da formação urucuia e também por uma cobertura de detrítico-laterífica. A área territorial de Januária é de 6.691,17 Km2. A altitude máxima é de 794 m, no Morro do Itapiraçaba, e mínima, 444 m, na Foz do Rio Peruaçu.
[editar] Educação
O tema educação envolve vários aspectos da cultura de um povo, como o religioso, o artístico, o artesanal e o escolar. Os três primeiros são comuns aos homens das cavernas e aos índios. O escolar, surgiu após a conquista da região.
[editar] Escolas
- Escolas Estaduais: Bias Fortes; Maria da Abadia; Boa Vista; Caio Martins; Claudemiro Alves Ferreira; Mons. João Florisval Montalvão; Nossa Senhora de Fátima; Olegário Maciel; Pio XII; Princesa Januária; Prof. Onésimo Bastos; Profª. Zina Porto; Simão Viana da Cunha Pereira.
- Escolas Municipais: Joana Porto; Santa Rita; Segredo; Pré. E. M. Boa Vista; Pré E.M. Joana Porto; Pré E. M. Maternal Dona Judite Jacques.
- Escolas particulares: Colégio Betel, Instituto Educacional Piagetiano (URIM), Colégio São Francisco.
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[editar] Ensino superior
- CEIVA: Centro de Educação Integrada do Vale do São Francisco.
- UNIMONTES: Universidade Estadual de Minas Gerais, extensão de Montes Claros.
- IFNMG: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnológia do Norte de Minas Gerais.
- UNOPAR: Universidade do Norte do Paraná.
- FUNAM: Escola Técnica Alto Médio São Francisco.
Referências
- ↑ a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
- ↑ IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
- ↑ Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
- ↑ a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
- ↑ MATOS, Vera Lúcia A. (ed.) (1986). Os barranqueiros do São Francisco. Januária, BA.
- ↑ MACHADO FILHO, Aires da Mota. BOLETIM da Comissão Mineira de Folclore: 3ª ed. Belo Horizonte: Editora Littera Maciel Ltda, 1976. 98 p.
- ↑ Sistema de Monitoramento Agrometeorológico (Agritempo). Dados Meteorológicos - Minas Gerais. Página visitada em 12 de novembro de 2011.