Jaques Wagner

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Jaques Wagner
Wagner no aniversário na TV Itapoan em 2010.
50º Governador da Bahia Bahia
Mandato 1º de janeiro de 2007
a atualidade
Vice-governador Otto Alencar
Antecessor(a) Paulo Souto
Sucessor(a) Rui Costa
Deputado federal da Bahia Bahia
Mandato 1990 a 1998
(3 mandatos consecutivos)
Ministro do Trabalho e Emprego Brasil
Mandato 1 de janeiro de 2003
até 23 de janeiro de 2004
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Antecessor(a) Paulo Jobim Filho
Sucessor(a) Ricardo Berzoini
Ministro das Relações Institucionais Brasil
Mandato 20 de julho de 2005
até 31 de março de 2006
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Antecessor(a)
Sucessor(a) Tarso Genro
Vida
Nascimento 16 de março de 1951 (63 anos)
Rio de Janeiro, RJ
Nacionalidade  brasileiro
Dados pessoais
Primeira-dama Fátima Mendonça
Partido Partido dos Trabalhadores
Profissão Político, ex-sindicalista

Jaques Wagner (Rio de Janeiro, 16 de março de 1951) é um político brasileiro, governador da Bahia desde de 1 de janeiro de 2007.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido no Rio de Janeiro, em 16 de março de 1951, filho de Joseph Wagner e Cypa Perla Wagner, imigrantes judeus poloneses, é casado com Maria de Fátima Carneiro de Mendonça e tem três filhos e um enteado.

É judeu, é também militante do movimento sionista desde a juventude.[1]

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Sua atividade política se inicia a partir de 1968 no movimento estudantil, quando presidiu o diretório acadêmico da Faculdade de Engenharia da Pontifícia Universidade Católica (PUC). Entretanto, em 1973, Jaques Wagner passou a ser perseguido pela ditadura militar e teve que abandonar o curso de Engenharia, que nunca completou. Nesse mesmo ano mudou-se para Salvador e ingressou na indústria petroquímica no polo de Camaçari, no litoral da Bahia. Lá Wagner se tornou técnico em manutenção. Começou a atuar no Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Petroquímica (Sindiquímica), do qual foi diretor e presidente de 1987 a 1989. Conheceu Lula num congresso de petroleiros e, em 1980, ingressou no Partido dos Trabalhadores (PT). Nessa época, foi um dos fundadores do PT e da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no estado.

Filiado ao partido desde então, Jaques Wagner foi eleito deputado federal em 1990. Depois de três mandatos como deputado, concorreu a prefeitura de Camaçari e ao governo da Bahia em 2000 e 2002 respectivamente, e ambos foi derrotado. Então, foi acomodado por Lula como Ministro do Trabalho[2] e posteriormente, em 2005, tornou-se ministro das Relações Institucionais, assumindo a coordenação política do governo e suas relações com o Congresso Nacional. Ainda comandou a Secretaria Especial do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República.[3]

Jaques Wagner foi eleito governador do estado, em outubro de 2006, apoiado por uma coligação formada pelo PT, PV, PPS, PCdoB, PTB, PMN e PMDB. Este último indicou o candidato a vice-governador, o ex-deputado estadual Edmundo Pereira. A coligação não teve candidato a senador, mas apoiou informalmente o ex-governador João Durval Carneiro, que também é pai do ex-prefeito da capital, Salvador, João Henrique Carneiro. Apesar de as pesquisas indicarem uma vitória no primeiro turno e com ampla vantagem do seu adversário e predecessor no cargo, Paulo Souto, Jaques venceu com 52,89% dos votos válidos, num total de 3.242.336 votos retirando, pela primeira vez a hegemonia do carlismo nas eleições da Bahia. Muitos acreditam que a vitória de Wagner se deveu ao alinhamento com o presidente Lula, que neste período, detinha imensa aprovação do povo brasileiro, devido a melhora na economia, aos programas de trasnferência de renda e ao aumento do poder de compra da maioria da população, que acabou criando uma nova classe média, a chamada classe C.

Jaques Wagner em 2007.

A vitória de Jaques Wagner foi apontada pela imprensa nacional como o fim do carlismo, ou seja, da forte influência do ex-governador Antônio Carlos Magalhães (ACM) na estrutura de governo do estado da Bahia.[4] O próprio Jaques Wagner tratou de explicar, numa entrevista concedida à revista Caros Amigos, que sua vitória não foi surpresa para ele, uma vez que o grupo liderado pelo senador Antônio Carlos Magalhães arregimentava sempre cerca de 30 por cento dos votos em todas as eleições.

Em dezembro de 2006, seguindo o modelo do governo Lula, Wagner anunciou que pretende ter sob sua responsabilidade direta a administração dos recursos financeiros estaduais destinados a ações sociais.

Em 2010, Jaques foi reeleito governador da Bahia, em primeiro turno, com 63,83% dos votos válidos[5] .

Em 2012, a população de Salvador lançou um manifesto com abaixo-assinado defendendo a adoção do Metrô ou do Veículo Leve sobre Trilhos na av. Paralela e Região Metropolitana de Salvador[6] . Contudo, eram necessários investimentos em vários modais de transporte e não apenas no modal de trilho para resolver os problemas de mobilidade na cidade.[7]

Apesar de os grandes hospitais baianos estarem em uma situação caótica, uma das obras mais elogiadas da gestão Wagner é o Hospital do Subúrbio. Inaugurado em 2010, no subúrbio da cidade de Salvador, foi o primeiro hospital do país a ser construído em parceria público-privada (PPP).[8] Com um atendimento considerado de excelência, o centro de saúde realiza inúmeros procedimentos, tem equipamentos de ponta e é administrado pela iniciativa privada em um regime de concessão. Apesar do atendimento de excelência, principalmente em uma região pobre e periférica, o que não é usual na Bahia, o hospital ainda é uma obra criticada pelo fato de ter sido concedido. Opositores da política do governo acreditam que foi uma forma de privatização do setor da saúde. A instituição fica em um local não muito acessível e de difícil acesso, mas devido ao bom atendimento, tem sempre grande demanda.

Conflitos com o funcionalismo público estadual[editar | editar código-fonte]

Em 2012, ocorreram greves da Polícia Militar e dos Professores do Estado, essa última com duração de 115 dias (a maior da história da Bahia[9] ), as quais desgastaram a imagem de Wagner.[10] Apesar de durante o movimento paredista dos policiais terem sido registrados no estado 172 homicídios, o fato de o líder da greve, o vereador Marco Prisco, ter sido flagrado combinando atos de vandalismo para potencializar o movimento grevista, [11] de certa forma, diminuiu a atenção negativa dada para Jaques Wagner durante o episódio. No entanto, ainda assim, seus opositores políticos e parte da sociedade continuam achando que o governador geriu a questão de forma ineficiente. Logo depois que a greve acabou, Wagner se defendeu e exaltou a forma como o seu governo lidou com a paralisação policial.[12]

Em 2014, a Polícia Militar realizou outra greve no estado, que só durou três dias. Assim que o movimento começou, Wagner pediu a ajuda da Força Nacional,[13] que se deslocou para a Bahia, apesar de não ter diminuído a insegurança da população. Durante o período de paralisação ocorreram 59 homicídios e 156 carros roubados. Desta vez, a imagem do governante não ficou tão arranhada, principalmente devido à prisão de Prisco,[14] mas trouxe novamente à tona a questão da falência da Segurança Pública no estado, considerado o "calcanhar de aquiles" do governador e que fica como legado para o candidato do PT ao governo da Bahia, Rui Costa (eleito na sucessão estadual[15] ). No entanto, Wagner e o secretário de segurança pública do estado, Maurício Barbosa, sempre argumentam que a violência aumentou em todo o Brasil e que o caso da Bahia não é especial.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Paulo Jobim Filho
Ministro do Trabalho e Emprego do Brasil
2003
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Sandra Meira Starling
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Fernando Roth Schmidt
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20032004
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2005
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Tarso Genro
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Paulo Souto
Governador da Bahia
2007 — atualmente
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Rui Costa