Jararaca-ilhoa

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Jararaca-ilhoa.jpg

Estado de conservação
Status iucn3.1 CR pt.svg
Em perigo crítico
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Reptilia
Ordem: Squamata
Subordem: Serpentes
Família: Viperidae
Género: Bothrops
Espécie: B. insularis
Nome binomial
Bothrops insularis
Amaral, 1922

A jararaca-ilhoa, cujo nome científico é Bothrops insularis, é uma serpente sui generis, adaptada a vida arborícola ou semi arborícola, o que se reflete em diversos aspectos de sua morfologia e comportamento. Vive exclusivamente na Ilha da Queimada Grande a 35 km do litoral paulista, no município de Itanhaém1 .

Calculava-se existir cerca de três a cinco mil indivíduos na ilha, mas notícias recentes,2 avaliando por estimativa, declaram haver cerca de 2.000 animais apenas. Técnicos estão microchipando as serpentes para se possa chegar a uma contagem mais precisa. A jararaca-ilhoa não tem concorrentes nem predadores. Pode sobreviver cerca de seis meses sem se alimentar. Alimenta-se normalmente comendo aves e seus ovos, especialmente do atobá-pardo, muito comum na ilha.

Origem[editar | editar código-fonte]

É provável que as serpentes já estivessem ali antes do término da era glacial, na época que o local era um morro continental. Esse fato ocorreu há cerca de dez mil anos, transformando esse morro numa pseudo ilha3 .

Veneno[editar | editar código-fonte]

O veneno da Bothrops insularis é estudado pelo Instituto Butantan4 mas seu antídoto é pouco fabricado, pois onde vive a serpente só pesquisadores podem ir. É muito poderoso pois, pela sua ação inibidora, a pessoa morre por falência geral orgânica ao fim de duas horas após ser inoculada. A ação rápida e potente deste veneno permite que a serpente se alimente de aves e evita que sua presa escape.

Por conta do seu veneno, algumas serpentes são capturadas para prática de comércio ilegal de animais. Mesmo sendo de visitação restrita, existem casos registrados de espécimes que foram retirados da ilha por traficantes, evidentemente sem autorização do órgão competente. Pode-se citar uma reportagem da revista semanal brasileira Isto é, de 24 de setembro de 2003, revelando que foram flagrados à venda alguns exemplares da espécie em um mercado de animais de Amsterdã, nos Países Baixos, e que seriam utilizados em pesquisas científicas, o que não é confirmado pela Interpol.

Sexo[editar | editar código-fonte]

Existem machos e fêmeas, porém as fêmeas possuem uma estrutura análoga ao hemipênis, de tamanho reduzido e ainda não se sabe de sua funcionalidade. Há uma grande incidência de animais intersexuais 5 .

Remédios[editar | editar código-fonte]

A patente do remédio Capoten (genérico Captopril), que é uma síntese das proteínas do veneno, pertence ao laboratório Bristol-Myers Squibb. O Butantan registrou patente recentemente do Evasin (Endogenous Vasopeptidases Inhibitors)6 .

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • MONTEIRO, Ângelo Barbosa et allii (editores). Livro vermelho da fauna brasileira ameaçada de extinção. Brasília: MMA; Belo Horizonte: Fundação Biodiversitas, 2008 (1ª reimpressão, 2010) II vol., p. 352.

Referências

  1. [1]Eco USP
  2. [2]Jornal "Folha de São Paulo", 30 de outubro de 2008 - Caderno Ciência
  3. [3]Juréia
  4. [4]Guia Butantan
  5. [5]Revista Época
  6. [6]Jornal da Ciência

Referências externas[editar | editar código-fonte]