Jardim Botânico de Belo Horizonte

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O Jardim Botânico de Belo Horizonte localiza-se na região da Pampulha, na cidade de Belo Horizonte e no Estado de Minas Gerais, no Brasil.

O Jardim Botânico possui 10 hectares. A área de visitação do Jardim Botânico conta com 5 estufas temáticas, 6 jardins temáticos, 2 pergolados, 4 praças, 2 lagos, fonte, 2 conjuntos de sanitários públicos e 1 anfiteatro. Os jardins se dividem em suculentas, flores e cores, folhagens, medicinais e tóxicas e palmeiras, cada um sob a coordenação de um técnico. As estufas são de mata atlântica, de evolução, de campo rupestre e de caatinga. Praticamente toda a área de visitação é acessível aos portadores de deficiência física. Essa estrutura foi construída entre 1997 e 2000 e constitui 70% do projeto do Jardim Botânico. Os 30% restantes, por construir, contêm mais duas estufas, o edifício sede, estacionamento.

História[editar | editar código-fonte]

O Jardim Botânico pertence à Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte – FZB-BH, criada em 1991, é um órgão da administração indireta da Prefeitura Municipal da cidade de Belo Horizonte (19º49’01’’/43º57’25’’), capital do estado de Minas Gerais. Sua missão é “Contribuir para a conservação da natureza realizando ações de educação, pesquisa e lazer, que sensibilizem as pessoas para o respeito à vida”. Está constituída pelos departamentos de Jardim Botânico, Jardim Zoológico, Administração e Finanças, o Serviço de Educação Ambiental e o Parque Ecológico Promotor Francisco Lins do Rêgo. Cerca de 800 mil pessoas visitam, anualmente, a instituição que tem se destacado no cenário nacional e internacional através de sua atuação em pesquisa, conservação e educação.

A FZB-BH foi criada em 05/06/91, incorporando o antigo Jardim Zoológico Sargento Sílvio Hollenbach, até então subordinado à Secretaria Municipal de Meio Ambiente. O Zôo foi inaugurado oficialmente em 1959, mas estava presente nos planos da cidade desde sua fundação em 1897. Até 1950, a exibição de alguns animais silvestres ocorria de forma incipiente no Parque Municipal. Nessa década, esses animais foram transferidos para uma área da Prefeitura Municipal na região da Pampulha. A partir daí o zôo foi sendo formado, vagarosa mas progressivamente.

Em seus primeiros 30 anos podemos destacar o período de 1965 a 1969 e de 1975 a 1985 como os de maior progresso do Jardim Zoológico. Nesse segundo período, foram construídos recintos e alguns fossos que ainda são utilizados atualmente. Esse tipo de estrutura conferiu ao zôo uma característica positiva e marcante, até então novidade no Brasil, de visualização direta dos animais (sem grades) e de recintos amplos intercalados por áreas verdes naturais, aspecto esse facilitado pelo fato do zôo estar instalado numa área de 1.450.000 m² e possuir 650.000 m² de reservas florestais, com predominância de cerrado. A partir do final dos anos 70, houve uma preocupação maior com os objetivos do zôo. Questões como a saúde dos animais, a produção científica e a conservação do meio ambiente passaram a ser tratadas com mais seriedade e profissionalismo dando início à formação do corpo técnico da instituição.

Na data de sua criação a Zoo-Botânica Incorporou também o antigo Horto Municipal ao assumir, através do novo Departamento de Jardim Botânico, como um departamento da FZB-BH. Com o objetivo de se tornar um centro de referência em botânica em Minas Gerais e de atuar junto com os demais órgãos municipais, o Jardim Botânico passou a colaborar na criação de políticas públicas, no desenvolvimento de programas educativos e de pesquisas relacionadas à flora regional e tem a tarefa de produzir as mudas a serem utilizadas na arborização da cidade.

O Jardim Botânico possui um grande viveiro, com área útil de aproximadamente 25.000m², sendo 4.200m² sombreados com tela plástica (sombrite). Hoje existem no viveiro 270 espécies arbóreas, sendo que 153 são nativas do Brasil, proporção que vem aumentando a cada ano. São produzidas 120.000 mudas por ano, entre arbóreas, ornamentais e medicinais. O estoque atual de arbóreas é de 135.825 mudas, das quais 65,84% são nativas do Brasil e 34,16% são exóticas. Quanto às ornamentais, o estoque é de 48.667 mudas O viveiro possui sistema de irrigação mecanizado, por aspersão, que cobre toda a área útil, sendo usada água de poço artesiano. As mudas são destinadas a arborização urbana, paisagismo, recuperação de áreas degradadas e vendas, principalmente para paisagistas e sitiantes.

Coleções[editar | editar código-fonte]

O Jardim Botânico possui coleções especiais, representativas da flora nativa, em estruturas adequadas:

Coleção de aráceas[editar | editar código-fonte]

Estabelecida desde 1991, encontra-se sob uma estrutura de sombrite em uma área de 150m². Cada espécie de arácea, encontra-se identificada, plaqueada e registrada em um banco de dados. Várias espécies estão expostas no Jardim de Folhagens da área de visitação. A coleção tem 555 espécimes, com uma representação genérica muito boa, incluindo gêneros brasileiros e estrangeiros.

Coleção de plantas suculentas[editar | editar código-fonte]

Foi estabelecida em 1994, por meio de permutas e doações de particulares e colecionadores. Destacam-se as espécies de cactáceas que apresenta interessantes indivíduos da flora de Minas Gerais. No total, esta coleção há um total de 286 registros. O Jardim de plantas suculentas, na área de visitação do Jardim Botânico, tem uma área de 2.100m², abrigando 178 espécies.

Coleção de orquídeas[editar | editar código-fonte]

Atualmente a coleção tem 705 exemplares registrados em banco de dados informatizado. Até o momento foram identificadas 77 espécies. A coleção de orquídeas está em uma área de 75m², sob sombrite de 70%, com irrigação automatizada. No Jardim de Campo Rupestre, na área de visitação, foram plantadas 13 espécies de orquídeas.

Coleção de bromélias[editar | editar código-fonte]

Conta hoje com 978 exemplares e 61 espécies registradas em banco de dados informatizado. A coleção está em uma área de 75m², sob sombrite de 70%. O Jardim das Bromélias tem área de 400m² e está organizado ao redor da Estufa Central, na área de visitação. Nesse jardim estão 26 espécies de bromélias e um total de 630 exemplares.

Coleção de plantas aquáticas[editar | editar código-fonte]

São 19 espécies e 42 exemplares (exceto os flutuantes livres). O principal objetivo dessa coleção é demonstrar as diferentes estratégias de adaptação desenvolvidas pelas plantas para sobreviverem no ambiente aquático. A prioridade é para as espécies de nossas lagoas, mas há também a apresentação de várias outras espécies. Essa coleção está alocada em um lago de aproximadamente 500m², com fundo em argila. Para controle das espécies novas que chegam ao jardim, e como local de reprodução para reposição de espécies, tem-se uma piscina e uma caixa d’água em fibra de vidro.

Coleção de pteridófitas[editar | editar código-fonte]

Está abrigada em um sombrite com filtro solar de 70%, bancadas de madeira tratada e ganchos superiores para as espécimes pendentes. Esta coleção é qualitativamente boa em função das coletas de cerrado que são realizadas periodicamente. Na coleção encontram-se 261 espécies de pteridófitas as quais estão inseridas em banco de dados informatizado.

Coleção de Campo Rupestre[editar | editar código-fonte]

Os campos rupestres possuem um número considerável de espécies endêmicas e ameaçadas de extinção, sendo um ambiente representativo em Minas Gerais. São 39 espécies, com 76 exemplares, alocados na área de visitação, compondo o jardim externo à estufa destinada a esse ambiente.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Brasão de Belo Horizonte
Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte
Aquário | Jardim Botânico | Jardim Zoológico | Parque Ecológico