Jardim Zaíra

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Wikitext.svg
Este artigo ou seção precisa ser wikificado (desde março de 2011).
Por favor ajude a formatar este artigo de acordo com as diretrizes estabelecidas no livro de estilo.

O Jardim Zaíra é o mais populoso bairro da cidade de Mauá, com cerca de 110 mil habitantes (cerca de 1/4 da população do município).

O bairro, originou-se de um loteamento iniciado por Chafik Mansur Sadek, e cujo nome era Zaira (sem acento).A acentuação foi dada pela linguagem popular.

A principal avenida do bairro, é a Avenida Presidente Castelo Branco, com farto e diversificado comércio.Recentemente, com a pavimentação da Rua Jair Ballo, o Jardim Zaíra ganhou um acesso a Estrada da Adutora do Rio Claro, que dá acesso direto a alguns bairros da zona leste da capital paulista.Recentemente, foi construída uma avenida paralela a Avenida Pres. Castelo Branco, às margens do rio Corumbé para desafogá-la, a Avenida Washington Luís.

Ter tamanho de cidade, significa também ter problemas de cidade: enchentes em pontos da várzea do Rio Corumbé, deslizamento de terra nas encostas, favelização de áreas de mananciais, desmatamento de encostas.

A área mais nobre do bairro, situa-se nos primeiros mil metros da Avenida Presidente Castelo Branco e é conhecida como Zaíra 1. Lá estão localizados bancos, grande rede de supermercados e as Casas Bahia

Graças as melhorias recentes no sistema viário dois bancos, uma grande rede de supermercados, Casas Bahia e uma grande loja de crediário instalaram-se no Jardim Zaíra.

Ação Social na Av. Presidente Castelo Branco[editar | editar código-fonte]

Jovens da Região do Jardim Zaira mobilizaram-se em favor do serviço social, preocupados com a necessidade de maior interatividade para a criança e adolescentes bem como a juvente,nas areas de cultura e arte. Eis que Surgiu, recentemente um projeto chamado Oficinas Fabrica de Cultura. Trabalhando as seis artes em prol da assim considerada Sétima arte (o cinema). As oficinas são gratuitas e abertas ao público. As inscrições e informações podem ser requeridas na Avenida Presidente Castelo Branco, 1584 - sala 1 - 1ºandar O projeto não recebe apoio governamental, empresarial nem partes em leis de insentivo. Faz parte de uma inciativa social, sendo patrocinado por indivíduos. Seu Precursor é o Jovem Wagner Sants (cineasta independe da cidade de mauá), Macário Hohana (Poeta da Cidade de Mauá), Mayanderson Lage (cineasta e Diretor de Audio Visual do Centro Cultural Franccesco Guarnieri - CUCA SP) O Projeto em desenvolvimento atua em coparticipação com outras entidades e associações, dentre elas está: CUCA-SP, Instituto Gremelmaier, Grupo Socio Ambiental Luz da Lua Eco-arte junto aos Projetos OFinCine, que aguardam a documentação de formalização de ONG. O grupo é apolitico e não governamental em seus interesses, aplica-se o apoio a cultura e arte em desenvolvimento e empreendedorismo, o voluntáriado artístico e profissional.

Principais vias[editar | editar código-fonte]

Avenida Presidente Castelo Branco (Principal)

Avenida Claudio Savietto (Liga o Zaíra 3 com a Principal)

Avenida Saturnino João da Silva (Liga o Zaíra 5 com o restante do bairro)

Avenida Luís Gonzaga do Amaral (via paralela a Castelo Branco)

Avenida Bevenuto Bagnara (Liga o Zaíra 2 com o restante do bairro)

Avenida Adilson Dias de Souza (Liga o Zaíra 6 e o Macuco com o restante do bairro)

Avenida Eugenio Negri (Liga o Zaíra 4 com a Principal)

Avenida Mansur José Sadek (Liga o Zaíra 3 com o Feital)

Avenida Martino Basso (Liga o Zaíra ao Jardim Miranda e Av. Barão de Mauá)

Avenida Washington Luís (Liga o Zaíra ao Centro de Mauá, Nova Mauá e Vila Magini)

Rua Franscisco Toledo (Da moradia para o menor moleque do Zaira "Gabriel")

Rua Lourival Portal da Silva (Liga o Zaíra ao Jardim Alto da Boa Vista, Vila Macuco e Zaíra 6. E acesso aos bairros de Divisa com São Paulo (Zona Leste))

Rua José Gabriel (Liga o Zaira 3 ao paraíso - Rua de alto Padrão social)

Um Pouco Mais Sobre O Zaíra[editar | editar código-fonte]

O Jardim Zaíra é o bairro mais populoso de Mauá. Acredita-se que 1/4 da população da cidade - mais de 100 mil habitantes - esteja concentrada no bairro, apesar de o Censo 2000, divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) não comprovar o aumento populacional naquela área.

De acordo com o Censo, o Jardim Zaíra possui cerca de 59 mil habitantes. A estatística é considerada ultrapassada até pela prefeitura, que espera a divulgação do novo Censo, em 2010, para atualizar os dados.

O farto e diversificado comércio é um dos fatores que comprovam a tese de que o Jardim Zaíra tem a maior concentração populacional de Mauá. Segundo eixo comercial mais importante da cidade, a avenida Presidente Castelo Branco concentra fortes redes de supermercados e duas agências bancárias. Mas o que chama a atenção é o comércio local.

O corretor Jaime Ramos, que chegou no bairro no início da década de 1970, possui uma imobiliária há 23 anos. “Não tenho do que reclamar. O Jardim Zaíra é um bom bairro para trabalhar”, disse.

Apesar de todo o crescimento econômico, o bairro possui inúmeros problemas. Em especial, nas áreas invadidas, como o núcleo do Chafik, conhecido como Zaíra 7. Falta saneamento básico, esgoto e energia elétrica.

Os moradores de outras regiões, embora contem com uma infraestrutura precária, ainda não têm a posse legal da terra. Mas o mais novo tormento no Jardim Zaíra é o trânsito. Nos horários de pico, os moradores têm encontrado dificuldades para se locomover para outras regiões do bairro e da cidade.

Castelo Branco: nome provoca polêmica[editar | editar código-fonte]

A Sabajazac (Sociedade Amigos de Bairro do Jardim Zaíra e Circunvizinhos) prepara um abaixo-assinado que poderá provocar polêmica no Jardim Zaíra: a mudança do nome da avenida Presidente Castelo Branco.

“É um tapa na cara daquelas pessoas que sempre lutaram pela democracia ver que a principal via do bairro tem o nome de um ditador”, afirmou o tesoureiro da entidade, Olivier Negri Filho.

Diretor há dez anos da Escola Estadual Iracema Crem e morador antigo do Jardim Zaíra, Negri Filho foi perseguido pela ditadura militar e foi vítima de tortura no início dos anos 1970.

O comerciante Gregório da Silva Gomes, o Góes, morador do bairro desde o fim da década de 1960, é contra a mudança. “As pessoas já estão acostumadas, e acredito que não tem cabimento fazer a mudança. A ditadura foi um período negro da história do Brasil, mas, infelizmente, não podemos apagá-lo”, disse.

Zaíra: núcleo de resistência à ditadura[editar | editar código-fonte]

O Jardim Zaíra foi um dos núcleos de resistência à ditadura militar (1964-1985). A história de lutas pela democracia começou com a fundação da Sabajazac (Sociedade Amigos de Bairro do Jardim Zaíra e Circunvizinhos), em 1962.

“No Zaíra não tinha nada, e nossa associação surgiu para lutar por melhorias no bairro, como saneamento básico, educação e saúde”, explicou o tesoureiro e membro-fundador da Sabajazac, Olivier Negri Filho.

Com o golpe militar, em 1964, os integrantes da sociedade passaram a ser perseguidos. “Foi um caminho natural. Da reivindicação por melhorias, passamos a lutar pelo direito de nos expressar”, disse.

No início dos anos 1970, a Sabajazac foi fechada e alguns de seus membros foram presos e torturados pelo Dops (Departamento de Ordem Política e Social), que ganhou autonomia de ação no governo do general Emílio Garrastazu Médici (1969-1974).

Negri ficou 89 dias preso e foi torturado. Na época, viu o então presidente da entidade, Raimundo Eduardo da Silva, sair morto da prisão. A entidade voltou a funcionar em 1976.

A distância dos grandes centros também transformou o bairro em abrigo aos perseguidos políticos. A dona de casa Valdete Carvalho se mudou ainda na infância para fugir da perseguição política. “Sou refugiada política. Vim de Osasco com a minha família no início da década de 70. Desde então, o Zaíra é a minha casa”, disse.

Morador desconhece a história do bairro[editar | editar código-fonte]

Os moradores do Jardim Zaíra conhecem pouco a história do bairro. A reportagem do BOM DIA percorreu a rua Raimundo Eduardo da Silva, via que recebeu o nome de um dos integrantes da Sabajazac (Sociedade Amigos de Bairro do Jardim Zaíra e Circunvizinhos), morto pela ditadura militar.

A cabeleireira Rita de Cássia Félix, 26 anos, que possui um salão de beleza na rua há três anos, não sabia o porquê de a rua ter justamente aquele nome. “Não tinha ideia da riqueza da história da minha rua e do bairro”, disse.

O estudante Bruno Ferreira, 20 anos, morador do local desde que nasceu, ficou surpreso ao ser informado que o bairro possui vários refugiados políticos.

“Sempre vi a ditadura militar como algo longe, no passado. Não imaginava que o cara que dá o nome à minha rua era um perseguido político e que um dia morou no Jardim Zaíra”, complementou.

O metalúrgico João Aparecido Moreira, 50 anos, que mora no Zaíra desde os 2 anos de idade, revelou que pouco sabe sobre o bairro.

“Nesta semana, ouvi o hino de Mauá pela primeira vez na vida. Acho que é uma falha, especialmente das escolas, não contar para as crianças como surgiu o lugar onde elas moram”, afirmou.

Loteamento na década de 50 originou o bairro[editar | editar código-fonte]

O Jardim Zaíra foi fundado no final da década de 1950 por Chafik Mansur Sadek. O empresário de ascendência turca possuía uma grande chácara na região montanhosa de Mauá.

Apesar de boa parte da área ser acidentada, o valor baixo dos terrenos acabou atraindo inúmeros moradores, que estavam em busca de casa própria. Para facilitar o povoamento da região, Chafik doava tijolos, telhas, portas e janelas. O pequeno empreiteiro José Aurico era responsável pela abertura das ruas. Hoje, ele reside em Ribeirão Pires.

Até então, a região era composta por plantações de eucalipto, que era usado para a produção de carvão. O combustível era utilizado para abastecer os fornos das olarias Cerqueira Leite, Miranda Coelho e Paulista.

Originalmente, o nome do bairro era Zaira (sem acento), que foi acrescentada pela linguagem popular. Chafik deu este nome em homenagem à sua mãe. O empresário morreu no ano passado, com 95 anos.

A primeira comunidade religiosa a ser instalada na região foi a paróquia São Jorge, que posteriormente foi transferida para Santo André com a fundação do bairro com o mesmo nome do santo. Assim, a paróquia foi mudada para São Paulo Apóstolo.