Jardim Zoológico do Rio de Janeiro

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Portão monumental do Zoológico do Rio de Janeiro
Tartarugas no zoológico do Rio de Janeiro
Anodorhyncus leari no zoológico do Rio de Janeiro
Elefante no zoológico do Rio de Janeiro

O Jardim Zoológico do Rio de Janeiro é um jardim zoológico localizado no bairro de São Cristóvão, no município do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, no Brasil. A instituição tem, entre os seus principais objetivos, o desenvolvimento de atividades de educação ambiental, tendo, por base, os animais de seu acervo. Este plantel tem, como foco, peixes, répteis, aves e mamíferos.

História[editar | editar código-fonte]

O Jardim Zoológico do barão de Drummond[editar | editar código-fonte]

Após uma viagem a Paris, na década de 1870, o empresário João Batista Viana Drummond ficou impressionado com o urbanismo daquela capital à época e, na qualidade de amigo do imperador dom Pedro II, adquiriu a antiga Fazenda dos Macacos à princesa Isabel por 120 contos de réis em 1872, no atual bairro de Vila Isabel, implantando, nela, um grande projeto de urbanização que viria a culminar, em 16 de janeiro de 1888, na inauguração de um jardim zoológico. No mesmo ano, o empresário recebeu o título de barão de Drummond.

Amante de animais, tinha autorização do império para a sua importação, mantendo, em sua residência, exemplares de diversas espécies. Desse modo, instalou o primeiro jardim zoológico moderno da cidade e do país (acredita-se que fruto ainda da inspiração de sua viagem a Paris) em um parque com riachos e lagos artificiais no bairro de Vila Isabel, em 16 de janeiro de 1888.

Com a Proclamação da República no Brasil, em 1889, e com o consequente fim da ajuda de custo garantida pelo imperador, a manutenção do jardim e de seus animais tornou-se um pesado encargo financeiro. Como solução, o barão concebeu uma loteria para financiá-lo. Diariamente, fazia pendurar uma gaiola coberta por um pano, ocultando um animal de pequeno porte, no alto do portão do jardim zoológico. Cada ingresso dava direito a um bilhete numerado – e cada número correspondia a um animal –, para concorrer ao sorteio diário do "bicho", à hora do encerramento do parque ao público. O dinheiro arrecadado era revertido, parte para a aquisição de mais espécimes para o zoológico, e parte como prêmio aos apostadores. O "jogo dos bichos", devido ao baixo valor do ingresso, revelou-se muito popular, e encontra-se na origem da contravenção atual do jogo do bicho no país. Inicialmente, os moradores do bairro (e depois visitantes de toda a cidade) faziam as apostas pela manhã e inteiravam-se do resultado do jogo do dia, afixado em um poste, ao final da tarde.

Ao longo dos anos, no entanto, com a sucessão das administrações e diante das dificuldades, o antigo zoológico viu-se obrigado a fechar suas portas – o que ocorreu, de fato, na década de 1940.

O local deste primeiro jardim zoológico foi recentemente recuperado pela Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, sendo renomeado como Jardim da Princesa.

O Jardim Zoológico da Quinta da Boa Vista[editar | editar código-fonte]

Em 18 de março de 1945, o Rio de Janeiro ganhou um novo jardim zoológico, inaugurado pelo então presidente Getúlio Vargas, no parque da histórica Quinta da Boa Vista, residência da Família Real Portuguesa e da Família Imperial Brasileira, junto ao Museu Nacional do Brasil.

A Fundação Jardim Zoológico da Cidade do Rio de Janeiro[editar | editar código-fonte]

Alternando períodos de prosperidade e de dificuldades, o Jardim Zoológico foi transformado, em 1985, na Fundação Jardim Zoológico da Cidade do Rio de Janeiro, ligada à Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro. A mudança proporcionou maior agilidade administrativa, permitindo um extenso processo de modernização que transformou a instituição em um respeitado centro de pesquisas e educação ambiental, reconhecido em todo o país e no exterior.

Em 8 de janeiro de 2005, a Fundação Jardim Zoológico da Cidade do Rio de Janeiro, com o apoio da VITAE – Apoio à Cultura, Educação e Promoção Social, inaugurou o Museu da Fauna, um projeto voltado à educação ambiental que permite conhecer os ecossistemas brasileiros.

Atrações[editar | editar código-fonte]

O zoológico está instalado num parque arborizado de 138 000 metros quadrados nos fundos da Quinta da Boa Vista.

A sua coleção conta, atualmente, com cerca de:

Ao todo, são 350 espécies, muitas delas raras e ameaçadas de extinção, como a arara-azul, a harpia, o jacaré-de-papo-amarelo, o lobo-guará, o mico-leão-de-cara-dourada, o tamanduá-bandeira e o urubu-rei.

Além de espécimes nativos da Região Amazônica, do Pantanal e do Cerrado brasileiro, destacam-se, ainda, animais de outros países, como o rinoceronte e o urso-pardo americano.

Com cerca de 70 000 visitantes por mês, entre as atrações disponíveis, destacam-se:

A Petrobras desenvolve, em parceria com a Fundação Jardim Zoológico da Cidade do Rio de Janeiro, o "Projeto Ararajuba", visando a garantir a preservação da ararajuba, ave ameaçada de extinção.

A instituição disponibiliza ainda:

  • Parque de estacionamento (automóveis e ônibus/autocarros);
  • Anfiteatro com capacidade para 100 pessoas e camarins;
  • Playground para festas e salas de apoio;
  • Lanchonete, restaurante, sorveteria e quiosque de mel;
  • Sala de vídeo e auditório;
  • Área para festas e eventos;
  • Consultorias técnicas;
  • Cursos de atualização;
  • Visitas orientadas.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]