Jardins do Retiro de Madrid

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Jardins do Bom Retiro de Madrid

1 Porta de Filipe IV

2 Porta de Espanha

3 Porta da Independência

4 Porta de Hernani

5 Porta de Madrid

6 El Panterre

7 La Rosaleda

8 Lago das Campanillas

9 Casinha do Pescador

10 Monumento a Sua Majestade o rei D. Afonso XII

11 Monumento ao General Martínez Campos

12 Monumento a Cuba

13 Fonte da Alcachofra

14 Fonte de los Galápagos

15 Fonte do Anjo caído

16 Palácio de Cristal

17 Palácio de Velázquez

18 Montanha artificial

19 Casa das Vacas

20 Junta Municipal do Retiro

21 Templete da música

22 Pequeno cais

23 Zona desportiva da Chopera

24 Teatro de marionetas

25 Início do itinerário botânico

26 Sanitários

O Parque do Retiro de Madrid ou os Jardins do Bom Retiro é um parque da cidade de Madrid, na Espanha. Foi criado entre 1630 e 1640 e tem uma área de 118 hectares.

História[editar | editar código-fonte]

Os jardins foram concebidos entre 1630 e 1640, quando o Conde-Duque de Olivares, vassalo atencioso do rei Filipe IV (1621 - 1665), ofereceu ao monarca alguns terrenos para o lazer da Corte em redor do Covento de San Jerónimo el Real. Quando se começou a adaptar esse complexo, conhecido Palácio do Bom Retiro, a área de 145 hectares que o envolvia foi toda ajardinada. Esses jardins foram concebidos pelo cenógrafo italiano Cosme Lotti.

Ao longo dos anos foram feitas muitas modificações, nem sempre planeadas, que alteraram os jardins, como por exemplo a Real Fábrica de Porcelana do Bom Retiro, durante o reinado de Carlos III (1759 - 1788), ou o Observatório Astronómico, durante o reinado de Carlos IV (1788 - 1808). O rei D. Carlos III foi o primeiro monarca a permitir que os cidadãos tivessem acesso ao recinto, desde que estivessem "bem vestidos e lavados".

Jardins do Bom Retiro.

Durante a invasão francesa, em 1808, os jardins ficaram parcialmente destruídos devido ao facto do complexo ter sido utilizado como quartel das tropas de Napoleão; o palácio foi igualmente destruído. Depois da Guerra Peninsular, Fernando VII) (1814 - 1833) iniciou a reconstrução do jardim e abriu-o ao público. O monarca reservou uma zona onde construíu uma série de edifícios para fins lúdicos característicos da época. No reinado de Isabel II (1833 - 1868) parte dos jardins foi vendido para aí se construirem habitações particulares. Após a revolução de 1868, a Gloriosa, os jardins passaram a propriedade municipal e as suas portas abriram-se para todos os cidadãos. Foram feitas as fontes das Galápagos, da Alcachofra e ainda a Fonte do Anjo Caído, obra de Ricardo Bellver. No Campo Grande foram construídos o Palácio de Cristal e o Palácio de Velázquez, obra de Ricardo Velázquez Bosco.

Paseo de las Estatuas[editar | editar código-fonte]

O Paseo de la Argentina, conhecido popularmente como o Paseo de las Estatuas, é uma alameda formada por uma série de estátuas dedicadas a todos os monarcas espanhóis; foram mandadas esculpir por Fernando VI, e serviriam para decorar o Palácio Real de Madrid.

As estátuas foram realizadas por diversos autores, sob o comando dos escultores da Corte Domenico Olivieri e Felipe de Castro. Contudo, nunca chegaram a ornamentar o Palácio Real devido a um pesadelo da rainha, que sonhou que todas as estátuas caíam sobre ela. Por esta razão, foram colocadas em vários pontos, nomeadamente na Plaza de Oriente, no Retiro, na Porta de Toledo; algumas até foram levadas para outras províncias.

Porta de Espanha[editar | editar código-fonte]

A Porta de Espanha (1893) é obra de José Urioste y Velada (1850 - 1909), arquitecto e urbanista; esta porta é a entrada do parque e dá acesso ao Paseo de la Argentina.

Monumento a Afonso XII[editar | editar código-fonte]

Monumento a Afonso XII.

Em 1902 foi convocado um concurso nacional para construir um monumento ao rei Afonso XII. Que ganhou foi o arquitecto José Grases Riera com um projecto grandioso em bronze e mármore. Foi inaugurado a 3 de Julho de 1922.

Fonte del Ángel Caído[editar | editar código-fonte]

Na praça com o mesmo nome, foi construída em 1885 a Fonte do Anjo caído. Foi esculpida pelo artista madrilenho Ricardo Bellver em 1877. O pedestal é de granito e bronze e foi esenhado pelo arquitecto Francisco Jarenho.

Palácio de Cristal[editar | editar código-fonte]

Edifício que mais sobressaí em todo o parque, o palácio de Cristal é uma estufa, e em conjunto com o lago artificial, foi edificado em 1887. Ambos nasceram no âmbito da Exposição das Ilhas Filipinas, onde se podiam ver flores dessas ilhas. Desde algum tempo que o espaço serve para exibir obras de arte contemporâneas.

Casa de Fieras[editar | editar código-fonte]

A Casa de Fieras (Casa das Feras em português) criada por Fernando VII, e remodelada por Isabel II, esteve integrada nos que actualmente são os jardins de Herrero de Palacios até 1972, ano em que se mudou para a Casa de Campo de Madrid.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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