Jards Macalé

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Jards Macalé em 2012.

Jards Anet da Silva (Rio de Janeiro, 3 de março de 1943), conhecido como Macalé, é um ator, cantor e compositor brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nasceu no bairro da Tijuca, ao pé do Morro da Formiga, rodeado de música: no morro, os batuques; no vizinho, Vicente Celestino e Gilda de Abreu. E em casa, os foxes, as valsas e as modinhas tocadas ao piano pela mãe, dona Lígia, (que também cantava) e no acordeom, pelo o pai. O coro familiar tinha Roberto (o irmão caçula) e Jards. No rádio, Orlando Silva, Marlene, Emilinha Borba.

Ainda menino, mudou-se para Ipanema, onde ganhou o apelido de "Macalé" - nome do pior jogador do time do Botafogo, à epoca. Adolescente, formou seu primeiro grupo musical - o duo "Dois no Balanço"; veio depois o Conjunto Fantasia de Garoto, de jazz, seresta e samba-canção.

Estudou piano e orquestração com Guerra Peixe, violoncelo com Peter Dauelsberg, violão com Turíbio Santos e Jodacil Damasceno, análise musical com Ester Scliar.[1]

Começou carreira profissional em 1965, como violonista no Grupo Opinião. Fez direção musical dos primeiros espetáculos de Maria Bethânia. Teve composições gravadas por Elisete Cardoso, Nara Leão. Com Gal Costa, Paulinho da Viola e o parceiro José Carlos Capinam, criou a agência Tropicarte, para administrar os próprios espetáculos.

Em 1969, participou do 4.º Festival Internacional da Canção apresentando a canção Gotham City, e lançou o primeiro disco, "Só Morto". Trabalhou com Gal Costa no disco Le-Gal e no show Meu nome é Gal. Em 1971, foi para Londres, a convite de Caetano Veloso, com quem tocou e gravou. No mesmo ano, volta ao Brasil, e lança seu primeiro LP, Jards Macalé. Em 1974, lançou o LP Aprender a Nadar.

Participou como ator e compositor da trilha sonora dos filmes Amuleto de Ogum e Tenda dos Milagres, de Nelson Pereira dos Santos. Também compôs para as trilhas sonoras de Macunaíma de Joaquim Pedro de Andrade, O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro, de Glauber Rocha, A Rainha Diaba, de Antônio Carlos Fontoura, Se segura, malandro!," de Hugo Carvana, Getúlio Vargas, documentário de Ana Carolina, e "Se segura malandro", de Hugo Carvana. Compôs também trilhas sonoras para teatro.

Em 1976, se tornou parceiro de Moreira da Silva no samba de breque Tira os óculos e recolhe o homem.

Macalé é autor de canções como Vapor Barato, Anjo Exterminado, Mal Secreto, Movimento dos Barcos, Rua Real Grandeza, Alteza, Hotel das Estrelas, Poema da Rosa. Teve como parceiros Capinam, Waly Salomão, Torquato Neto, Naná Vasconcelos, Xico Chaves, Jorge Mautner, Gláuber Rocha e ainda Abel Silva, Vinícius de Morais, Fausto Nilo. Entre os intérpretes de suas canções, estão Gal Costa ("Hotel das Estrelas" e "Vapor barato"), Maria Bethânia ("Anjo exterminado" e "Movimento dos barcos"), Clara Nunes ("O mais-que-perfeito"), Camisa de Vênus ("Gotham City") e O Rappa ("Vapor Barato"), entre outros.

Embora tenha também parcerias com Gilberto Gil e Caetano Veloso, rompeu com eles por considerar que o tropicalismo havia sido cooptado pela indústria cultural, perdendo a independência.[2]

Em 1985, participou do musical Areias Escaldantes[3] .

Em 2012, participou em colaboração com a banda Dorgas da série Meet The Legends, da empresa de óculos-escuro Ray-Ban, aonde cantou a faixa "Faisão Dourado (Tendência e Cor)" de autoria original da banda [4]

Em 2013 participou do evento Canções do Exílio, onde declarou ser anarquista.[5]

Discografia[editar | editar código-fonte]

  • Só Morto (compacto de 1970)
  • Jards Macalé* (1972)
  • Banquete dos Mendigos (LP duplo), em homenagem ao 25º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Gravado ao vivo, com vários artistas (1973);
  • Aprender a nadar (1974).
  • Contrastes (1977)
  • Let's play that (1983)
  • Rio Sem Tom/ Blue Sued Shows (1987)
  • Peçam Bis, cantando canções de Ismael Silva ao lado de Dalva Torres (1988)
  • Quatro Batutas e um Coringa (1992)
  • O q faço é música (1998)
  • Macalé Canta Moreira (2000), além do single
  • Participou dos songbooks de Ary Barroso, Noel Rosa e Tom Jobim.
  • Amor, Ordem & Progresso (2003)
  • Real Grandeza contendo exclusivamente canções de sua parceria com Waly Salomão: e com a participação de Maria Bethânia, Adriana Calcanhotto e Luiz Melodia, entre outros artistas. (2005)
  • Macao (2007)
  • Jards (2011) com participação de Elton Medeiros, Thais Gulin, Luiz Melodia, Frejat e Ava Rocha.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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