Jean-Sélim Kanaan

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Jean-Sélim tinha escolhido colocar o seu talento, a sua generosidade e a sua paixão a serviço da humanidade.
Aos trinta e três anos tinha já dedicado quase a metade da sua jovem vida a combater pela justiça e pela liberdade.
E ele o fez, onde realmente conta: em campo, ao lado dos oprimidos e dos deserdados da terra.[1]
Kofi Annan, Genebra, 27 de fevereiro de 2004

Jean-Sélim Kanaan (Roma, 1970 - Bagdad, 19 de Agosto de 2003) foi um diplomata das Nações Unidas nascido na Itália, de origem francesa e egípcia. Filho de um diplomata da ONU já falecido, egipcio, de religião ortodoxa grega, e de mãe francesa, protestante, Jean-Sélim cresceu na Itália. Tinha tripla nacionalidade - francesa, italiana e egipcia.

Kanaan morreu aos 33 anos, em Bagdad,em decorrência de ataque atribuído à rede Al Qaeda contra a sede local da ONU, a 19 de Agosto de 2003. Do mesmo atentado, também foram vítimas o Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Sérgio Vieira de Mello, e vários outros colegas de missão.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Diplomado pela Kennedy School of Government de Harvard, Jean-Selim-Kanaan, foi um jovem de reconhecida inteligência e coragem, testemunha e ator nos piores conflitos do mundo. Cidadão do mundo e poliglota, Jean-Sélim Kanaan falava sete idiomas.

Pacifista e humanista, acreditava nas virtudes da ação e da concertação, e defendeu sempre os seus ideais: na Somália, na Bósnia, no Burundi, no Kosovo (onde foi “ministro da juventude e dos desportos” na administração da ONU, dirigida pelo Representante do Secretário Geral das Nações Unidas para o Kosovo, Bernard Kouchner), em Nova York e no Iraque.

Após o atentado de Bagdad, seu corpo foi repatriado para a Itália, onde teve cerimónias fúnebres, e em seguida, para o Egipto. Foi sepultado na cidade do Cairo na intimidade da família e de amigos: "Jean Sélim, martire della pace e dell'umanesimo".

Jean-Selim Kanaan era casado com Laura Dolci Kanaan, e deixou um filho de meses: Mattia-Sélim Kanaan.

Livro[editar | editar código-fonte]

Em 2002 publicou um livro, Ma guerre à l’indifférence (ed. Robert Laffont,2002), em que conta a sua experiência.[2] [3]

Homenagem póstuma[editar | editar código-fonte]

O governo francês concedeu-lhe postumamente as insígnias de Cavaleiro da Legião de Honra.[4]

Dia Mundial Humanitário[editar | editar código-fonte]

Em sessão plenária de 11 de dezembro de 2008, a Assembléia Geral das Nações Unidas resolveu designar o 19 de agosto, dia do ataque à sede da ONU em Bagdad, como Dia Mundial Humanitário, em memória de todos os trabalhadores que perderam suas vidas na promoção da causa humanitária.

Referências

  1. Jean-Sélim avait choisi de mettre son talent, sa passion et sa générosité au service de l’humanité. A 33 ans, il avait déjà consacré près de la moitié de sa jeune vie à combattre pour la justice et la liberté, et il l’avait fait là où cela compte vraiment – sur le terrain, aux côtés des opprimés et des déshérités de la planète.
  2. (em francês)Ma guerre à l'indifférence
  3. (em italiano)La mia guerra all'indifferenza
  4. (em francês)LA REMISE DES INSIGNES DE CHEVALIER DE LA LEGION D’HONNEUR A MONSIEUR JEAN-SELIM KANAAN, A TITRE POSTHUME

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre uma pessoa é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.