Jeconias de Judá

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Ambox rewrite.svg
Esta página precisa ser reciclada de acordo com o livro de estilo (desde novembro de 2014).
Sinta-se livre para editá-la para que esta possa atingir um nível de qualidade superior.
Jeconias de Judá
Rei de Judá
Jehoiachin-Jeconiah.jpg
Governo
Reinado 597 a.C.
Antecessor Jeoacaz
Sucessor Zedequias
Vida
Nascimento 615 a.C. ou 605 a.C.
Pai Joaquim de Judá

Jeconias ou Jeoaquin ou Joaquim foi o 19º rei de Judá, e teria 18 anos quando sucedeu seu pai, Jeoaquim, no trono. Nabucodonosor o fez cativo e levou o tesouro do templo e do palácio, para a Babilônia. Lá ele gerou sete filhos, e assim a família real sobrevive, embora nunca mais ascenda ao trono. A Bíblia Almeida, usada pela maioria dos protestantes, chama-o de Joaquim, enquanto seu pai é Jeoaquim, mas em outras bíblias como a Bíblia de Jerusalém é justamente o contrário, o que gera facilmente confusão. Foi contemporâneo do profeta Jeremias.

Jeconias baseado pelas fontes bíblicas[editar | editar código-fonte]

É também chamado de Jeconias (variante de Joaquim), e de Conias (contração de Jeconias).[1] [2]

Aos 18 anos, Jeconias tornou-se 19º rei, e deu continuidade às práticas más de seu pai.[3] O pai de Jeconias, Jeoiaquim ou Joaquim, tinha estado sujeito ao rei babilônico, Nabucodonosor, mas rebelou-se no seu terceiro ano de vassalagem.[4] Isto resultou em Jerusalém ser sitiada.[5] A expressão "durante esse tempo"[6] talvez não se refira ao breve reinado de Joaquim, mas ao período geral em que se enquadra, permitindo destarte que o sítio se tenha iniciado no reinado do seu pai, Jeoiaquim.[7] . Jeoiaquim morreu, pelo que parece, durante este sítio, ou foi levado para Babilônia, e Jeconias ascendeu ao trono de Judá. Seu governo terminou, porém, apenas três meses e dez dias depois, quando se rendeu a Nabucodonosor em 617 AEC (no mês de adar, segundo uma crônica babilônica).[8] Em cumprimento da palavra de Jeová mediante Jeremias, ele foi levado para o exílio em Babilônia.[9] Outros membros da casa real, oficiais da corte, artífices e guerreiros, foram também exilados.[10]

O registro em II Reis[11] declara que Nabucodonosor levou estes cativos para o exílio, junto com "todos os tesouros da casa de Jeová e os tesouros da casa do rei". O relato em Daniel[12] menciona apenas uma "parte dos utensílios" como levados para Babilônia. A explicação pode ser que os tesouros mencionados em Segundo Reis envolviam especialmente os utensílios de ouro, que recebem destaque nesse relato, e que se permitiu que outros utensílios ficassem. Outra possibilidade é que, quando Jerusalém cedeu diante do sítio babilônico (que resultou da rebelião de Jeoiaquim contra o rei de Babilônia), "alguns dos utensílios da casa de Jeová" foram levados para Babilônia, e que, pouco tempo depois, quando o próprio Jeconias foi transferido para Babilônia, outros "objetos desejáveis da casa de Jeová" foram levados juntos. Tal possibilidade é sugerida pelo relato de II Crônicas[13] Pelo relato de Crônicas, parece que Nabucodonosor, depois de conquistar com êxito Jerusalém, partiu, mas depois 'mandou trazer Jeconias a Babilônia, junto com objetos desejáveis da casa de Jeová'. De modo similar, dez anos depois, na conquista e na destruição finais de Jerusalém (607 AEC), Nabucodonosor retirou-se para Ribla, "na terra de Hamate", deixando os pormenores depois da conquista entregues ao chefe de sua guarda pessoal, Nebuzaradã.[14]

Enquanto em Babilônia, Jeconias gerou sete filhos.[15] Desta forma, preservou-se a linhagem real que conduzia ao Messias.[16] Mas, conforme a profecia indicara, nenhum dos descendentes de Jeconias jamais governou na Jerusalém terrestre. Por conseguinte, foi como se Jeconias não tivesse filhos, não tendo nenhum descendente que o sucedesse qual rei.[17]

Lemos em Ageu 2:23 que Deus disse que escolheu a Zorobabel, filho de Sealtiel e neto de Jeconias (Conias, ou Joaquim) para construir o Templo Sagrado, diferente como a maioria cristã afirma que ele irá reinar como rei , ele foi incautado apenas como governador ( Ageu 2:21 ), estado politico que o rei Ciro cedeu para construção do Templo e levar o povo de Israel para fora da Babilônia .

Portanto, a palavra que Deus falou em Jeremias 22:24-30 foi relativa a toda linhagem de Jeconias , criando assim um impasse para aqueles que creem que o Messias é Jesus Cristo .

No quinto ano do exílio de Joaquim, Ezequiel iniciou sua obra profética.[18] Cerca de 32 anos depois, evidentemente em 580 AEC, Joaquim foi liberto da prisão pelo sucessor de Nabucodonosor, Evil-Merodaque (Avil-Marduque), e foi-lhe dada uma posição de favor acima de todos os demais reis cativos. Depois disso, ele comia à mesa de Evil-Merodaque e recebia uma porção diária.[19]

Foram encontrados documentos administrativos babilônios que alistam rações para Jeconias e cinco de seus filhos.

Referências

  1. 2Rs 24:6, 8; 2Cr 36:8
  2. Est 2:6; Je 28:4; 37:1
  3. 2Rs 24:8, 9; 2Cr 36:9 n.
  4. 618 AEC
  5. 2Rs 24:1
  6. 2Rs 24:10
  7. Daniel 1:1, 2
  8. 2Rs 24:11, 12; 2Cr 36:9; Assyrian and Babylonian Chronicles [Crônicas Assírias e Babilônicas], de A. Grayson, 1975, p. 102
  9. Je 22:24-27; 24:1; 27:19, 20; 29:1, 2
  10. 2Rs 24:14-16
  11. II Reis 24:12-16
  12. Daniel 1:1, 2
  13. II Crônicas 36:6-10
  14. 2Rs 25:8-21.
  15. 1Cr 3:16-18
  16. Mt 1:11, 12
  17. Je 22:28-30.
  18. Ez 1:2
  19. 2Rs 25:27-30; Je 52:31-34.
Precedido por
Joaquim de Judá
Rei de Judá
3 meses
Sucedido por
Zedequias

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre reis é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.